Visita Encydia-Wikilingue.com

História do constitucionalismo colombiano

história do constitucionalismo colombiano - Wikilingue - Encydia

A História do constitucionalismo colombiano é o processo de formação e evolução das diferentes Constituições que tem tido Colômbia desde sua formação.


Durante a independência, e imediatamente após ela, a Igreja foi perdendo sua influência, mas seguia sendo parte decisiva na tomada de decisões. Em particular os federalistas desejavam conformar uma constituição sem influência clerical, enquanto os centralistas apoiavam-se na Igreja não só para preservar a fé senão como médio político. É de anotar que a mínima área geográfica capaz de enviar eleitores aos congressos era a parroquia, termo clerical utilizado para referir à maioria das populações e municípios. Nas áreas urbanas maiores podia ter várias parroquias.

Conteúdo

A independência

O país vinha-se chamando Virreinato da Nova Granada e continuou assim por um período de transição até o 10 de agosto de 1819 quando os exércitos republicanos chegam à cidade de Santa Fé e o virrey Juan de Sámano foge da cidade.

Memorial de Agravios - 1809

Ainda que o "Memorial de Agravios" não teve efeitos políticos de importância em sua época e só o conheceram contadas pessoas, seu texto serve, melhor que qualquer outro documento, para precisar a profundidade das mudanças que se estavam a operar no clima político da América e a altiva resolução que tinham os criollos (alguns Realistas e outros Independistas) de intervir no governo dos Domínios [do rei Fernando VII de Espanha], reclamando ao rei igualdade de representação para as províncias da América ao mesmo nível das de Espanha, alegando seus títulos de descendentes dos conquistadores e de herdeiros legítimos da hegemonía que eles estabeleceram sobre as populações aborígenes da América, às que olhavam com maior menosprecio que seus mesmos antepassados.

Em 1809 , dantes de que sucedessem os factos do Florero de Llorente, o Cabildo de Santafé creu conveniente dirigir uma "Representação" à Suprema Junta Central de Espanha (localizada em Sevilla) e para a redigir se comisionó a um dos capitulares, a dom Camilo Torres e Tenorio, quem elaborou o famoso documento conhecido em nossa história com o nome de "Memorial de Agravios". Por razões que se ignoram, o Cabildo não acolheu dito escrito quando se lhe apresentou. José María Cárdenas, descendente de Camilo Torres, comentou que «o Cabildo se intimidou quando lhe foi apresentado o projecto da Representação e resolveu archivarla. Depois que se efectuou a transformação política (do 20 de julho), se pensou mais de uma vez na plotar e dificuldades do momento o impediram sempre; do qual resultou que se conservasse inédita em todos os seis anos da primeira época», até que se publicou em 1832.

Constituição de Socorro - 1809

Desde 1809 a 1830 não teve no país uma constituição unificada definida. Os centros de actividade política centravam-se nos principais centros urbanos. Durante esse período surgiram oito constituições das quais a Constituição do Estado Livre do Socorro (Capital da província de Santander, onde se tinha iniciado anos dantes a Insurrección dos comuneros) expedida em 1810 se pode considerar como a primeira. Foi federalista, democrática, liberal e católica ao mesmo tempo.

ACTA DO CABILDO EXTRAORDINÁRIO DE SANTA FÉ DE BOGOTÁ (20 DE JULIO DE 1810)

Neste momento histórico amplamente conhecido, se expide uma acta em onde se deposita em toda a Junta o Governo Supremo do Reino em carácter de interinidad, enquanto a mesma Junta formava a Constituição que entraria a afianzar a felicidade pública, contando com as províncias, às que no instante pedir-se-lhes-iam seus deputados, assinando este corpo o regulamento para as eleições em ditas províncias, e tanto este como a constituição de governo deveriam formar sobre as bases de liberdade e independência respectiva delas unidas unicamente pelo sistema federativo, cuja representação deveria residir na capital Santa Fé, para assim velar pela segurança da Nova Granada, que não abdicaria os direitos imprescriptibles da soberania do povo a outra pessoa que não fosse a do monarca Fernando VII, sempre que viesse a reinar nas colónias, ficando pelo momento sujeito o novo governo à Superior Junta de Regencia.

ACTA DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO LIVRE E INDEPENDENTE DO SOCORRO (15 DE AGOSTO DE 1810)

No povo do Socorro levou-se a cabo outro episódio importante de revolução em onde se lhe começa a fazer frente à violência exercida pelo poder reinante, na contramão da população. Reuniu-se igualmente o cabildo da villa, associando seis cidadãos para que velassem em seu defesa contra dita violência, confiando ao mesmo tempo a administração de justiça aos dois prefeitos ordinários para que protegessem a qualquer membro da sociedade contra outro que tentasse lhes oprimir.

Decidiu-se então convocar aos cabildos das cidades de Vélez e San Gil para que a cada um enviasse dois deputados pelo povo respectivo que sócios a outros dois do Socorro comporiam a junta dos seis vogais e um presidente que nomeariam eles mesmos a pluralidad de votos.

Constituído o anterior proclama-se então, que à cada povo por direito natural lhe corresponde determinar a classe de governo que mais lhe convenha, assim mesmo deve impedir a toda a costa a violação da liberdade, com fundamento em isto, a Junta do socorro estabeleceu uma constituição que entre outros aspectos propugna pelo seguinte:
- O respeito à religião cristã, à pessoa e à propriedade, sem mais limitações que as impostas pela lei.
- O direito a que o homem viva de sua indústria e trabalho.
- Estabelece-se que a terra é património do homem, a qual deve fecundar com o suor de sua frente e assim uma geração não pode limitar ou privar de seu livre uso às gerações venideras, com as vinculações mayorazgos e demais travas contrárias à natureza e sagrado direito da propriedade e às leis da sucessão.
- Assinala-se igualmente, que o que emprega seus talentos e indústria em serviço da pátria viverá das rendas públicas.
- As contas do tesouro público plotar-se-ão a cada ano para que a sociedade veja que as contribuições se investem em seu proveito, distinga aos agentes do fisco que cumpram seus deveres e mande se castigue aos que faltem.
- Toda a autoridade que se perpetua está exposta a erigirse em tiranía.
- Definiu-se que os representantes do povo seriam eleitos anualmente por escrutinio a voto dos vizinhos úteis e suas pessoas seriam sagradas e inviolables. Os primeiros vocais estariam até o fim do ano 1811.
- O poder Legislativo tê-lo-ia a Junta de Representantes cujas deliberaciones sancionadas e promulgadas por ela e não reclamadas pelo povo serão as leis do novo governo.
- O poder executivo ficaria a cargo dos Prefeitos ordinários e nos cabildos com apelação ao povo nas causas que mereçam pena capital e nas outras, e em civis de maior quantia a um terceiro tribunal que nomeará a Junta se for o caso.
- Toda a autoridade será estabelecida ou reconhecida pelo povo e não poderá se remover senão pela lei.
- Somente a junta poderá convocar ao povo, e este não poderá por agora reclamar seus direitos senão por intermediário do Procurador Geral e se alguém particular ousar tomar a voz sem estar autorizado para isso legitimamente será reputado por perturbador da tranquilidade pública e castigado com todo o rigor das penas.
- O território da província do Socorro jamais poderá ser aumentado por direito de conquista.
- O governo do Socorro dará auxilio e protecção a todo o povo que queira lhe lhe reunir a gozar dos bens que oferecem a liberdade e igualdade.

Nesta constituição também se declaram aos índios da província livres do tributo que pagavam e se ordena repartir em partes iguais as terras dos resguardos para que se lhes atribua sua propriedade. Com a limitação de que não podiam enajenarlas até que não tivessem passado 25 anos. Estabelece-se ademais que os índios a partir da nova constituição podem entrar em sociedade a desfrutar dos mesmos direitos.

Constituição de Cundinamarca - 1811

A junta do 20 de julho de 1810, criada ante os factos do Florero de Llorente, nomeou a José Miguel Pey de Andrade como chefe da Junta, o qual o converte no primeiro chefe de estado.

Em março de 1811 conformou-se o que poderia se chamar a primeira Assembleia Nacional Constituinte e Congresso ao mesmo tempo em Santa Fé de Bogotá, baixo o nome "Colégio Eleitoral Constituinte do Estado de Cundinamarca" que com grande esforço, por discórdias entre centralistas e federalistas, promulgó o 4 de abril de 1811 a primeira constituição que poderia ter alcance nacional: a Constituição do estado de Cundinamarca a qual estava baseada na dos Estados Unidos de Norteamérica. Esta assembleia-congresso nomeia ao segundo chefe de estado, o senhor Jorge Tadeo Lozano por um período de três anos; no entanto, por pressões e desacordos, a assembleia-congresso fá-lo demitir o 19 de setembro de 1811 e nomeia, em seu lugar, a Antonio Nariño. CONSTITUIÇÃO DE CUNDINAMARCA (30 DE MARÇO DE 1811 E PROMULGADA O 4 DE ABRIL DE 1811)

Esta constituição é mais ampla que as inicialmente vistas, reúne uma estrutura mais concreta do que em se pode ser uma constituição. Alguns dos elementos que compõem esta constituição os podemos resumir assim:

Nota: O senado de censura podemo-lo assimilar ao que hoje conhecemos como o corte constitucional.

Para isso então, se ordena estabelecer escolas de primeiras letras e desenho em todos os povoados com separação dos dois sexos. A educação orienta-se a ensinar a ler, escrever, desenhar, primeiros elementos da geometria, e dantes que todo a Doutrina Cristã e as obrigações e os direitos do cidadão, conforme à constituição.

Permite-se a qualquer cidadão abrir escolas de ensino pública, sujeitando ao exame do governo, ao qual lhe corresponde a inspecção de todos os colégios e universidades.

Nesta constituição, por não cumprir com as normas e leis que o povo queria, foi obrigada à mudar em 1821 dez anos depois. ACTA DE FEDERAÇÃO DAS PROVÍNCIAS UNIDAS DA NOVA GRANADA (27 DE NOVEMBRO DE 1811)

Têm-se em consideração para expedir esta acta, aspectos como a longa série de acontecimentos ocorridos na península de Espanha, antiga metrópole, desde sua ocupação pelas armas do imperador da França Napoleón Bonaparte; as novas e várias formas de governo que rapidamente se sucederam umas a outras sem que nenhuma delas tenha sido capaz de salvar a nação, o aniquilamiento de seus recursos a cada vez eram mais escassos, e os direitos indisputables que tem o povo para olhar por sua própria conservação e se dar para isso a forma de governo que mais lhe convenha.

Dentro dos pontos que mais se destacam nesta acta são os seguintes:

Como se pode observar esta foi uma acta que lhe deu amplas faculdades ao congresso.

Províncias Unidas - 1811

No final de 1810 e em forma paralela aos esforços de Cundinamarca, surgiram outras constituições em diferentes centros urbanos como Cartagena, Tunja, Antioquia, Mariquita e Neiva. Algumas destas, Cartagena, Tunja, Antioquia, Casanare, Pamplona e Popayán, enviaram representantes ao Congresso das Províncias Unidas que se reuniram inicialmente em Santa Fé e depois mantiveram seu centro em Tunja e Villa de Leyva. Este grupo foi o primeiro em avançar democraticamente.

No segundo domingo de outubro de 1811 realizaram as primeiras eleições em Tunja. Tinham eleitores representantes pela cada 2.000 habitantes; e em caso, que o município não tivesse esta quantidade de população, de qualquer jeito elegia um. Podiam votar todas as pessoas maiores de 15 anos que tivessem um oficio modesto e ter 20 anos ou mais. O 27 de novembro ficou oficialmente estabelecida a primeira pequena república: Províncias Unidas da Nova Granada.

O 23 de dezembro elegeram seu primeiro presidente temporário, Dom Pedro Groot, e no seguinte dia a Antonio Nariño como presidente interino. Na reunião do 4 de outubro de 1812, as Províncias Unidas elegem a Camilo Torres e Tenorio presidente, cargo que exerceu até o 5 de outubro de 1814, e se declararam federalistas (em favor de uma união de estados soberanos) em oposição aos desejos de Antonio Nariño, Simón Bolívar e as ideias centralistas que estavam a ganhar terreno com alguma dificuldade em Santa Fé de Bogotá. Este desacordo levou-os a um confronto armado no final de 1812, e depois outro, já sem a presença de Nariño, em 1814.

Os federalistas (Santanderistas, que viam no centralismo uma restrição à liberdade) evoluiriam mais tarde em Liberais , e os centralistas (Bolivarianos e Nariñistas, que queriam ver a nação bem unificada e controlada) evoluiriam em Conservadores.

Uma vez Fernando VII recuperou-se do ataque das forças Napoleónicas, as forças realistas lideradas por Pablo Morillo vencem a forçam-nas independistas e executam na agosto, setembro e outubro de 1816 à maioria dos líderes constitucionais, incluindo a Camilo Torres, e restabelece a Real Audiência em Santa Fé de Bogotá em março de 1817 . Nariño continuou preso em Espanha.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE TUNJA (9 DE DEZEMBRO DE 1811)

Os Prefeitos pedáneos eram seriam eleitos pelos vizinhos da cada lugar, conheceriam no civil até a soma de 200 pesos e no criminoso cingir-se-ão como até aqui, à formação de sumário, detenção e confesión, dando conta neste estado à justiça ordinária.

Os Prefeitos Ordinários, elegiam-se na cada departamento dois ou três em cujo julgado decidir-se-iam em primeiro lugar todos os assuntos contenciosos que ocorrerem no distrito, a prevenção com o pedáneos, nos casos que a estes pertenciam.

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE ANTIOQUIA (21 DE MARÇO DE 1812 E ACEITADA PELO POVO O 3 DE MAIO DE 1812)

Estabeleceram-se ademais O Alta Corte de Justiça, os Juízes de Primeira Instância, e umas prevenções gerais a respeito do poder judicial, como as de não submeter a tormento à pessoa, a igualdade da pena para o plebeu, como para o nobre. Estabelecem-se como formas de privar a liberdade, a prisão, a detenção e o arraigo.

Ratifica-se novamente o postulado de que todo o cidadão é soldado nato, entre tanto seja capaz de levar as armas.

TRATADOS ENTRE O SUPREMO PODER EXECUTIVO DE CUNDINAMARCA E Os COMISIONADOS QUE NOMEIO A DIPUTACIÓN GERAL DAS PROVÍNCIAS, RESIDENTE EM IBAGUE (18 DE MAIO DE 1812)

Estabelecia-se em dito tratado que os deputados de Cundinamarca marchariam imediatamente a se unir aos das demais províncias para instalar o congresso, no lugar que de comum acordo determinassem. Expressava-se ademais que qualquer lugar que escolhesse o congresso para sua residência estaria durante ela independente do Governo do Cundinamarca, e baixo a sozinha dependência do congresso, o qual lembraria com o mesmo governo a extensão do território, segundo for o ponto eleito e atendidas suas circunstâncias, salvo que fosse a capital, que não ficaria baixo a dependência do congresso, ainda que em tal caso lembrar-se-ia do mesmo modo todo o que for concerniente a sua segurança decoro e atribuições. Assinam este tratado Antonio Nariño, presidente do Estado; Manuel Benito de Castro, Conselheiro; José Diago, Conselheiro; Frutos Joaquín Gutiérrez e José María do Castillo.

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE CARTAGENA DE ÍNDIAS (15 DE JUNHO DE 1812)

Presidente Governador deste Estado Manuel Rodríguez Torices. Esta Constituição traz como novidade a inclusão de um preâmbulo de três parágrafos, o qual propugna pela existência do corpo político e brindar aos indivíduos o desfrute da paz, a segurança e os bens da vida. Expressar que o corpo político se forma pela voluntária associação dos indivíduos, é um pacto social no que a totalidade do povo estipula com a cada cidadão e a cada cidadão com a totalidade do povo, que tudo será governado por certas leis para o bem comum.

Há também uma invocação expressa à suprema autoridade, Deus, denominado nesta constituição Supremo Legislador e Arbitro do Universo. Reconhece-se-lhe assim mesmo à religião católica como única no país.

Nota: O senado conservador é assimilado ao que hoje conhecemos como Corte Constitucional.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE CUNDINAMARCA (18 DE JULIO DE 1812)

Foi revisada a primitiva constituição de dito Estado, a qual foi publicada o 4 de abril de 1811, pela Representação Nacional, por considerar que a mesma se fez precipitadamente para satisfazer os desejos e às instâncias dos povos que exigiam com prontitud que se lhes desse alguma.

Consigna-se nesta constituição pontos como os seguintes:

REFORMA DA ACTA FEDERAL FEITA PELO CONGRESSO DAS PROVÍNCIAS UNIDAS DA NOVA GRANADA (23 DE SETEMBRO DE 1814)

REGULAMENTO PARA O EXERCÍCIO DAS FACULDADES E ATRIBUIÇÕES DO GOVERNO GERAL DA NOVA GRANADA SOBRE As BASES DE REFORMA LEMBRADAS PELO CONGRESSO E EM VIRTUDE DA CONCENTRAÇÃO DOS RAMOS DE FAZENDA E GUERRA QUE TÊM FEITO As PROVÍNCIAS UNIDAS NO MESMO CONGRESSO (21 DE OUTUBRO DE 1814)

Assinala-se-lhe como dever especial, o facto de residir no mesmo lugar que o congresso e que nenhum de seus membros poderia sair do território das Províncias Unidas senão após ter cessado em suas funções e justificado sua conduta na residência.

Deixa-se consignado, que os governos provinciais ou os chefes encarregados do governo das províncias são agentes naturais e subalternos imediatos do governo geral.

Quanto ao tratamento e as honras do governo geral, expressa-se que ao presidente dar-se-lhe-á o tratamento de excelencia e os outros membros terão o de señoría.

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MARIQUITA (21 DE JUNHO DE 1815)

CONSTITUIÇÃO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA DE ANTIOQUIA (10 DE JUNHO DE 1815)

PLANO DE REFORMA Ou REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO DA PROVÍNCIA DE CUNDINAMARCA DO ANO 1812 (13 DE JULIO DE 1815)

Consagra-se o relativo ao corpo legislativo e sensorio, um legislador senador pela cada cinquenta mil habitantes, ou seja que o corpo legislativo ficaria integrado por cinco membros, já que se supunha que para a época tinham duzentos cinquenta mil habitantes.

Os requisitos exigidos, eram os de ser vizinho de cundinamarca, maiores de 28 anos, de probidad, de luzes e de notorio patriotismo.

REFORMA DO GOVERNO GERAL DAS PROVÍNCIAS UNIDAS DA NOVA GRANADA (15 DE NOVEMBRO DE 1815)

Esta reforma faz-se atendendo às sugestões das províncias de Cartagena, Antioquia, Cundinamarca, entre outras, no sentido de que o governo geral fique concentrado em uma sozinha pessoa.

Estabelece-se então o seguinte:

Leste tem sido um percurso amplo pelas bases do constitucionalismo colombiano, que suporta o que actualmente são nossas instituições estatais nas diferentes ordens. As constantes reformas acaecidas na época da independência, à ordem constitucional, são uma mostra clara da inexperiência daqueles homens que começavam a ter a ideia de consolidar um Estado independente, governado através das próprias normas que emanaran de seu seio.

Mas além dessa inexperiência, pode-se também deduzir, a ansiedade de uma classe ilustrada, por consolidar no poder da naciente república. Muitos dos artigos das constituições estão plagados da mais clara discriminação social, questão esta que iria gerando as bases do que seriam os conflitos intestinos, que até nossos dias subsistem, sem que as soluções definitivas a eles sejam observadas no panorama nacional.

A Grande Colômbia

=== Congresso de Angostura === o congresso de angostura baseio-se mas que tudo em seu economia por colombia dandole contribuas a seus habitantes despues de 1810. Em 1819, apesar de estar ainda baixo o controle Espanhol, os impulsos independistas continuaram e se reactivaram os ânimos constitucionais. O 15 de fevereiro de 1819 , seis meses dantes da Batalha de Boyacá, reuniram-se representantes de Venezuela (actualmente Venezuela), Nova Granada (actualmente Colômbia e Panamá) e Quito (actualmente Equador) em Angostura, Venezuela, onde se instalou o que historicamente se chamou o Congresso de Angostura para trabalhar no desenvolvimento de uma "Lei Fundamental" (constituição). Represente-los de Quito eram muito poucos já que ainda se encontrava baixo o controle Espanhol.

As decisões tomadas inicialmente foram as seguintes:

Após as batalhas do Pântano de Vargas e a Batalha de Boyacá, no sábado 7 de agosto de 1819 o Congresso de Angostura declara formalmente criada a República de Colômbia.

Ao final das sessões o Congresso lembrou que reunir-se-ia novamente em Cúcuta, em janeiro de 1821, para expedir a nova constituição.

O 23 de março de 1820 é liberto em Espanha Antonio Nariño, O Precursor, após seis anos de cativeiro onde elaborou um projecto de constituição que apresentou a consideração em Cúcuta sem conseguir atenção.

Congresso de Cúcuta

Artigo principal: Constituição de Cúcuta
Texto da Constituição de Cúcuta assinado por Simón Bolívar e ministros.

O Congresso eleito em Angostura reúne-se desta vez em Villa do Rosario, em Cúcuta, a princípios de 1821.

Depois da Batalha de Carabobo, o 24 de junho de 1821 , que deu oficialmente a independência de Venezuela, e depois da libertação de Caracas, Cartagena, Popayán e Santa Marta, o 18 de julho se retomaram com maior impulso os trabalhos constitucionais em Cúcuta para incluir as regiões recém emancipadas.

O 30 de agosto de 1821 é proclamada a Constituição de Cúcuta e se expide o 12 de julho. Esta se considerou como a primeira Constituição de Colômbia que esteve vigente durante a Grande Colômbia até sua dissolução 1831. Constava de 10 capítulos e 191 artigos:


Para conhecer mais detalhes da Constituição de Cúcuta referir ao documento "A viagem de Gaspard-Théodore Mollien pela República de Colômbia em 1823" - Capítulo IX da Biblioteca Luis Angel Arango de Bogotá.

O 24 de maio de 1822 Quito sella sua independência na Batalha de Pichincha; e o 9 de dezembro de 1824 se sella a de Peru (hoje Peru e Bolívia) na Batalha de Ayacucho. Peru e Bolívia nunca chegaram a fazer parte da Grande Colômbia mas compartilham com Equador, Venezuela e Colômbia o título de Países Bolivarianos por ter sido repúblicas libertadas por Simón Bolívar quem mereceu o título de Libertador e ser considerado o primeiro presidente oficial da cada uma delas.

Separação de Equador e Venezuela - 1830

O que acelerou a separação de Venezuela e Quito (agora ecuador) foi a discrepância (diferença de ideias) de opiniões entre federalistas e centralistas. Quito não tinha tido uma representação real nas deliberaciones constitucionais e só foi até 1822 que se une à Grande Colômbia. Apesar de existir apoio à constituição da Grande Colômbia em Quito, mais especificamente em Guayaquil, Quiteños e Venezuelanos ansiavam uma constituição federalista, isto é uma que lhes permitisse ter um controle e liberdade regional sem imposições centrais fortes; em particular o corpo militar Venezuelano esperava exercer mais poder em sua região.

Aos membros do exército tinha-se-lhes permitido votar nas eleições desde a constituição de Cúcuta em especial como justo reconhecimento ao esforço realizado nas campanhas libertadoras. Em 1827 o congresso decide reduzir esse direito e fez uma mudança constitucional para excluir desde os sargentos para abaixo, já que excluir a cúpula militar era um movimento muito atrevido.

Em abril de 1828 reúnem-se em [[Ocaña (Colômbia) os representantes dos municípios (parroquias) para eleger o congresso constituinte que reformaria a constituição de Cúcuta. Os Santanderistas (federalistas) conseguiram uma grande representação. O descontentamento dos Bolivarianos foi tal que decidiram abandonar as deliberaciones pelo qual não se conseguiu o quórum. Esta incapacidade para exercer a democracia e de resolver os conflitos baixo o diálogo, a negociação e o voto, optando mais bem pelo abandono, foi um comportamento que perseguiu como mau fantasma aos partidos tradicionais durante o século XIX e XX e foi causa generadora de violência. Apesar de todo se nomeiam os membros nas eleições do 1 de julho de 1828.

Bolívar com seu ferviente deseoso de ver uma Grande Colômbia unida decide fazer impor sua vontade em forma dictatorial como último recurso e apresenta, em agosto de 1828 , uma constituição que tinha desenvolvido na que se incluía Peru e Bolívia (pois Bolívia já se tinha separado de Peru), com um forte governo central e uma presidência de por vida na que o presidente poderia ter a faculdade de nomear seu sucessor. Essa foi a chispa final que incendiou aos Santanderistas pois viram nessa proposta um retrocesso a uma monarquia e chegaram no ponto de tentar assassinar ao libertador em Setembro 25. Adicionalmente, os líderes venezuelanos viram com bastante recelo as intenções de Bolívar e em novembro de 1829 decidem separar-se da Grande Colômbia e assim o deixam saber na convenção de Janeiro. Bolívar finalmente renuncia a sua posição durante a convenção constitucional de janeiro de 1830 reunida em Bogotá (também chamada o Congresso Admirável), adicionalmente, começava a se mostrar doente.

Os Quiteños, ao saber que Venezuela se tinha separado e que Bolívar se retirava em forma definitiva, tomaram a resolução de se separar. E com isto se desvanece a Grande Colômbia após 11 anos de existência.

O descontentamento militar e o dos grupos liberais acentua-se e implica à ditadura do General Rafael Urdaneta. Finamente em santa marta em dezembro de 1830 morre o libertador Simón Bolívar.

A constituição de 1832

Separados Venezuela e Equador da Grande Colômbia, só ficava a Nova Granada, que nesse então compreendia o Panamá, Magdalena, Boyacá, Cundinamarca e Cauca, e se subdividían em ao redor de 15 províncias. O 20 de outubro de 1831 realiza-se uma Convenção Granadina em onde se aprovou a separação e se estabelece uma república centralizada com alguns rasgos federais telefonema oficialmente República da Nova Granada. Estabeleceu-se o regime presidencialista. Francisco de Paula Santander é nomeado presidente pelo congresso por um período de quatro anos. O 17 de novembro de 1831 se promulga a Lei Fundamental, mas segue-se trabalhando nela durante 1832. O período dos senadores reduziu-se de oito a quatro anos e o dos representantes de quatro a dois anos. Outorgou-se-lhe maior representação e poder às províncias. As províncias chamaram-se Departamentos e estavam administrados por um governador nomeado pelo presidente e por assembleias eleitas por voto.

Os centralistas e a igreja começaram-se a distinguir com o nome de conservadores e seus oponentes os federalistas, com o nome de Liberais .

Constituição de 1843

Durante a presidência do Generál Pedro Alcántara Herrán, fortaleceu-se o poder do presidente com o fim de poder manter a ordem em todo o território nacional, que nesse então se encontrava em guerra; fez-se uma intensa reforma educativa e impôs-se o autoritarismo e centralismo em todo o território nacional que o conservatismo utilizou para sua vantagem.

Entre 1849 e 1853 o número de províncias (agora departamentos) incrementou de 22 a 36.

Constituição de 1853

O péndulo constitucional move-se desta vez para o método liberal. Deu-se-lhe início ao federalismo. Eliminou-se a escravatura, estendeu-se o sufragio a todos os homens maiores de 21 anos, se impôs o voto popular directo para eleger congressistas, governadores e magistrados, se estabeleceu a liberdade administrativa e a liberdade religiosa, teve uma separação entre a Igreja e o Estado e se terminou a personalidade jurídica da Igreja Católica. Alguns dos avanços se reverteram mais tarde na constituição de 1886.

Factos curiosos, em setembro de 1853 realizaram-se as eleições para eleger o procurador e corte-a Suprema de Justiça; e em outubro 3 de 1853 elege-se o governador de Bogotá contabilizando os votos por distrito parroquial.

Durante os anos 1848 e 1849 finalmente se acuñaron o nome dos partidos tradicionais, Liberal e Conservador, suas diferenças ideológicas tomaram corpo e foi-se deixando atrás o énfasis em personalismos.

A partir de 1849, durante o governo do General José Hilario López o país teve uma transformação política e económica forte já que começou a substituir-se a estrutura colonial pela do capitalismo.


==

]]== A constituição de 1858 == Baixo o mandato do conservador Mariano Ospina Rodríguez, nesta constituição o país é chamado oficialmente Confederación Granadina. A confederación estava conformada de oito estados. Outorgou-se-lhe maior representação e poder às províncias: a cada estado podia ter atributos legislativos independentes e a possibilidade de eleger seu próprio presidente.

Aboliu-se a Vicepresidencia e substituiu-se com a de um designado nomeado pelo congresso. O presidente e os senadores seriam eleitos por um período de quatro anos e a câmara por dois anos.

Em 1859 sai uma lei eleitoral que confere ao presidente da confederación o poder de substituir presidentes estatais e intervir em questões de ordem público, e confere ao congresso a faculdade para julgar as eleições dos estados. Durante algum período Tunja foi estabelecida como a capital da confederación granadina.

A constituição de 1863

Constituição política dos Estados Unidos de Colômbia.

O país é chamado oficialmente Estados Unidos de Colômbia o 3 de fevereiro de 1863 pela Constituição de Rionegro, a qual foi promulgada o 8 de maio pelos liberais radicais quem tinham acabado de ganhar a guerra civil de 1860 a 1863.

Liberou as políticas a nível social e económico, proclamando a liberdade para expressar a maneira de pensar em forma oral ou escrita, liberdade para trabalhar ou organizar qualquer negócio, liberdade de imprenta, liberdade para viajar pelo território, entrar ou sair dele, liberdade de ensino, liberdade de culto, liberdade de associação, liberdade de possuir armas e munições, e de comerciar com elas.

Estabeleceu um sistema federal com uma presidência central (presidência da união) débil de dois anos de duração e sem possibilidade de reeleição imediata. A eleição do presidente da união era indirecta: a cada um dos nove estados (Panamá, Antioquia, Magdalena, Bolívar, Santander, Boyacá, Cundinamarca, Tolima e Cauca) elegia seus candidatos seguindo os procedimentos eleitorais particulares da cada estado; depois, a cada um dos nove estados depositava um voto para eleger o presidente da união. O candidato ganhador era aquele que tivesse a maioria absoluta de votos, se não se conseguia a maioria absoluta, o congresso seria o que elegê-lo-ia do mesmo grupo de candidatos.

Baixo este regime descentralizado os sentimentos regionalistas tiveram sua máxima expressão.

O 12 de maio, quatro dias após ter-se proclamado a constituição, os 61 delegados elegeram a Tomás Cipriano de Mosquera para governar durante dois anos até o 1 de abril de 1864, momento no qual as novas regulações para nomear presidente começariam se utilizar. Mosquera dava o tom anticlerical do liberalismo e os conservadores o tom pró clerical que continuaria por muitas décadas.

Reforma de 1876

O período federal produziu quarenta e duas novas constituições estatais e dantes de 1876 as eleições foram quase contínuas, já que os diferentes estados não votavam simultaneamente nem sequer para a eleição do presidente da união. De forma que se fez uma mudança constitucional para que as eleições para presidente da cada estado se fizessem ao mesmo tempo para todos os estados.....

Constituição de 1886

Constituição política da República de Colômbia, 1886.

A coalizão de Conservadores e Liberais moderados que deu termo à hegemonía liberal e que levou ao poder a Rafael Núñez desmontou a Constituição de Rionegro. O país é chamado oficialmente República de Colômbia. A Assembleia Constituinte foi conformada por delegatarios dos nove estados: dois pela cada estado.

Rafael Núñez anunciou um programa nacional de Regeneração que mudou ao país de um sistema federal descentralizado, isto é de estados independentes (às vezes com mais poder que o próprio país), a um sistema centralizado com uma presidência central e única. O período presidencial mudou de dois a seis anos. O presidente da República é eleito pelo Congresso. O presidente estatal foi renomeado governador o qual desse momento em adiante era nomeado pelo presidente da República e elegia os prefeitos de seu departamento, excepto o prefeito de Bogotá que era eleito pelo presidente. De forma que o presidente em turno podia ter certo controle sobre o poder executivo. Além disto se autorizou a reeleição do presidente em períodos imediatos.

A câmara, as assembleias departamentales e os concejos municipais elegiam-se por voto popular. O senado era eleito pelas assembleias departamentales. O sufragio para eleições no âmbito nacional limitou-se aos homens maiores de 21 que soubessem ler e escrever. A restrição de saber ler e escrever não aplicava nas eleições regionais. Restrição proposta por Caro para que os líderes eleitos se soubesse que foram eleitos por pessoas que entendiam os conflitos pelos quais passava o país.

Recreou-se a figura do vice-presidente a qual foi ocupada inicialmente por Eliseo Payán.

A religião católica converteu-se na religião oficial e recobro os direitos perdidos no passado. Em 1887 o presidente Núñez estabeleceu um concordato com a Santa Sede na qual lhe devolveu esses direitos.

Este método contínuo de fazer mudanças constitucionais baseados no vento partidário do momento, sem ter sido o fruto de acordos representativos das diferentes forças da nação melhorou as diferenças entre os partidos já que com a anterior constituição, de Rionegro, o país padeceu 50 guerras civis em 25 anos e depois de instaurada a constituição as guerras civis que quase sempre eram iniciadas pelas diferenças partidárias tiveram um receso. A população seguiu os padrões dos partidos, ainda que Nuñez com esta constituição propôs a criação de um terceiro partido que reuniu aos liberais moderados e aos conservadores. Os ultraliberales nunca se resignaron à perda do poder e em três ocasiões, desde 1885 até 1895, tentaram retomar o poder por médio da violência. Depois de divisão conservadora 44 anos após esta constituição, os liberais retornaram ao poder e iniciaram um exterminio contra povos, cidadãos e líderes conservadores.

A constituição de 1886 permaneceu vigente por mais de cem anos guiando o mandato de vinte e três presidentes da República.

Separação do Panamá - 1903

No tratado Herrán-Há assinado de Janeiro 22 de 1903, Colômbia renderia em forma vitalicia uma faixa de terra a Estados Unidos para a construção de um canal no departamento do Panamá. Baixo este lembro os Estados Unidos pagaria a Colômbia $10 milhões de dólares e após nove anos uma anualidad de $250.000 dólares, trato que foi recusado pelo congresso colombiano pelo considerar desventajoso para o país, não só pelos dinheiros que ir-se-iam receber senão por que deixar uma faixa em forma vitalicia a um país estrangeiro foi considerada uma perda da soberania nacional.

O 3 de novembro de 1903 Panamá separa-se de Colômbia com apoio dos Estados Unidos. O 6 de novembro Estados Unidos reconhece a soberania do Panamá. O 11 de novembro Estados Unidos informa a Colômbia que opor-se-ia a que tropas colombianas entrassem a recuperar o Panamá. A Guerra dos Mil Dias tinha deixado a Colômbia muito débil para evitar a separação. O 18 de novembro Estados Unidos assina o acordo Há-Bunau-Vareta com Panamá para a construção do canal.

Segundo o tratado Herrán-Há, "Estados Unidos terão direito exclusivo durante o termo de cem anos, prorrogables a sua exclusiva opção, se assim o desejam e por períodos de igual duração, para escavar, construir, conservar, explodir, dirigir e proteger o canal marítimo... Assim mesmo e por igual duração, terão direito a uma faixa de terreno ao longo do canal que se contruye de 5 km de largo à cada lado da via e pelo menos 3 milhas tanto no mar Caraíbas como no Oceano Pacífico"...

Reforma de 1905

Em dezembro de 1904, poucos meses após ter sido eleito presidente, Rafael Reis fecha o congresso descontentamento pela oposição ou lentidão para aprovar as reformas que queria impor e convoca, a princípios de 1905, uma Assembleia Nacional Constituinte conformada por três representantes da cada departamento (províncias) seleccionados pelos administradores departamentales.

A assembleia, por acto legislativo número 5 de março de 1905, decide terminar o sistema de escrutinios maioritário por pessoas ou nominativas em circunscrições uninominales ou plurinominales para a Câmara e as legislaturas provinciais ou estatais, e eliminava o Conselho de estado. Reis consegue que a Assembleia estenda seu período presidencial por quatro anos adicionais, de 1910 a Dezembro 31 de 1914, no entanto se retira em 1909.

Reforma de 1910

Ante o sorpresivo retiro ao exílio do General Rafael Reis o 13 de junho de 1909, o congresso elege a seu vice-presidente, o conservador Geral Ramón González Valencia, o 3 de agosto de 1909 , para governar durante o ano que faltava para completar o período de seis anos de Reis.

Ramón González convocou, em 1910 , uma Assembleia Nacional (elegida através dos conselhos municipais) para reformar a Constituição de 1886, a qual se instalou o 15 de maio e começou a informar os resultados o 25 de maio. Esta importante reforma, inspirada pelos integrantes da União Republicana (que na prática era um terceiro partido com princípios bipartidistas, partidário das eleições livres e a tolerância religiosa), proibiu a participação de militares em política, estabeleceu a eleição popular directa do presidente da república, assembleias departamentales e conselhos municipais; reduziu o período presidencial de 6 a 4 anos, proibiu a reeleição imediata dos presidentes, eliminou a figura do vice-presidente e substituiu-a pela de um designado que seria eleito pelo congresso; estabeleceu o sistema de proporções para a nomeação dos membros das corporaciones públicas de acordo aos votos obtidos, assegurando um mínimo de uma terceira parte para o que nesse então se chamava o partido minoritário: o partido oposto; outorgou ao congresso a faculdade de eleger aos magistrados do Corte Suprema de Justiça, consagrou o controle constitucional ao Corte Suprema de Justiça e o controle difuso pela via judicial. De modo que com estas reformas reduziram-se os poderes presidenciais.

Dantes desta reforma o presidente era elegido por intermediación dos colégios eleitorais, que representavam os distritos eleitorais, e o presidente que ganhava as eleições basicamente tinha todo o controle inclusive para se assegurar o poder no seguinte período.

Esta reforma manteve as restrições para o voto que eram: saber ler e escrever, ter uma renda anual de ao menos 300 pesos ou ter propriedade raiz por um valor não menor de 1.000 pesos.

Igualmente manteve-se o poder do presidente para nomear governadores (quem a sua vez nomeavam prefeitos), corregidores, administradores, directores de correios, chefes de cárceres, gerentes de bancos, e outros mais, e a cultura Colombiana seguia aceitando isto como algo natural.

Não foi senão até o 27 de agosto de 1932, durante o governo de Olaya Herrera que se regulamentou com a lei Não. 7, que o número de postos a atribuir no congresso seriam proporcionais ao número de votos conseguidos pela cada pronta; no entanto, o garantir uma terceira parte para a oposição teve efeitos secundários indeseados para manter a democracia. Durante os governos conservadores, formou-se em costume para o partido liberal o abandonar o processo eleitoral como médio de protesto em vários casos a sabiendas que de todas formas obteria uma terceira parte dos postos do congresso, em alguma ocasião nem a terceira parte foi aceite.

Finalmente, para começar o período de transição, a Assembleia Nacional Constituinte faz uma excepção na eleição popular de presidentes e elege por votação ao primeiro presidente da União Republicana o senhor Carlos Eugenio Restrepo o 15 de julho, e igualmente elege o primeiro e segundo designado.

Reforma de 1936

Durante o governo de Alfonso López Pumarejo, o 1 de agosto de 1936 , realizaram várias reformas. Ampliou-se o direito de sufragio a todos os homens maiores de 21 anos, se eliminando a restrição de saber ler e escrever para o exercer. Esse direito foi utilizado pela primeira vez nas votações presidenciais de 1938 nas que ganha o liberal Eduardo Santos.

À mulher concedeu-se-lhe o direito de ocupar a maioria dos cargos públicos, apesar de que não era considerada cidadã para efeitos do sufragio, pois já começavam a aparecer mulheres que assistiam à Universidade; foram eliminados os privilégios para a igreja católica e em consequência estabeleceu-se a liberdade de cultos. Dispôs-se que para regular as relações entre a Igreja e o Estado, o Governo poderia celebrar convênios com a Santa Sede, sujeitos à posterior aprovação do Congresso sobre bases de mútuo respeito. Consagrou-se a liberdade de ensino, a gratuidad da educação primária nas escolas estatais e a obligatoriedad da educação no grau que assinalasse a lei.

Em matéria económica, a reforma de 1936 introduz o intervencionismo de estado, define a propriedade como função social que implica obrigações, estabelece como função do Estado a intervenção na educação, os conflitos sociais, as relaciones operário patronales e a vida económica para racionalizar a economia e define o trabalho como obrigação social que goza da especial protecção do Estado. Pode-se afirmar que esta reforma, impulsionada por López Pumarejo, senta as bases para a construção de um estado social.

Reforma de 1954

Durante o governo de Gustavo Vermelhas Pinilla e por sugestão sua, a Assembleia Nacional Constituinte (ANAC), reconheceu por unanimidade os direitos políticos da mulher mediante o acto legislativo número 3 da de Agosto 25 de 1954. As mulheres exerceram este direito pela primeira vez durante o plebiscito do 1 de dezembro de 1957 para aprovar a mudança constitucional que permitir-lhe-ia aos dois partidos políticos tradicionais, Conservador e Liberal, estabelecer a Frente Nacional.

Três tentativas de reconhecer o direito de votação à mulher tinham falhado dantes: O primeiro em 1934 durante o governo de Alfonso López Pumarejo em onde se apresentou um projecto de lei ao congresso que não passou, e também não passou na reforma constitucional desse ano. O segundo foi a proposta apresentada pelo liberal Alberto LLeras Camargo em 1944 mas foi posposta baixo a desculpa de que a regulação não fá-se-ia dantes de 1948. O terceiro foi a proposta apresentada pelo liberal Alfonso Romero Aguirre em 1948 a qual foi apoiada mas para ser implementada em forma gradual, que na realidade foi outro adiamento.

Reforma de 1957

A Junta Militar de carácter temporária que sucedeu a Vermelhas Pinilla e por acordo dos partidos políticos tradicionais, autoriza, em outubro de 1957, um plebiscito de reforma constitucional mediante Acto Legislativo Não. 0247 para fixar a paridade dos partidos com o fim de procurar uma saída aos problemas do país. Este acordo e o período correspondente foi chamado a Frente Nacional.

O plebiscito do 1 de dezembro de 1957 aprovou, com cerca do 94% de votos a favor, a reforma constitucional para a paridade entre os dois partidos políticos tradicionais, o liberal e o conservador, nas Corporaciones Públicas por um período de 12 anos e determinou que as eleições para Presidente da República, Congresso, Assembleias Departamentales e Concejos Municipais realizar-se-iam durante o primeiro semestre de 1958.

Reforma de 1958

O primeiro Congresso eleito popularmente dentro da Frente Nacional faz uma mudança constitucional para ampliar o período da Frente Nacional de 12 a 16, e decide ademais que o primeiro presidente seria liberal e não conservador como se tinha lembrado dantes.

Reforma de 1968

Apesar de que a Frente Nacional terminaria em 1974, as reformas constitucionais para preparar a transição começaram em 1968 durante o governo de Carlos Lleras Restrepo penúltimo presidente da Frente Nacional.

Com o fim de regulamentar a concorrência eleitoral inter-partidos, as reformas eliminaram a partilha por metades nas assembleias departamentales e conselhos municipais, pois já estava estipulado que o do congresso terminaria em 1974, e se incluíram algumas medidas para reconhecer partidos minoritários. Em algumas outras áreas da constituição as reformas requeridas pospuseram-se, em alguns casos indefinidamente, como foi o caso do ordinal primeiro do artigo 120 da Constituição em que se mantém "A participação justa e equitativa do segundo partido em votação" que limitava a participação dos partidos minoritários e portanto a participação cidadã.

Estabeleceu que posteriores reformas à constituição poderiam ser realizadas pelo congresso, desde que a reforma fosse aprovada pela maioria absoluta (dois terços) de todos os membros do Senado e a Câmara votando em duas sessões legislativas ordinárias consecutivas.

Reforma de 1984

Durante o governo de Belisario Betancur estabelece-se a eleição popular de prefeitos e governadores, o 21 de novembro de 1984 , com o fim reduzir ou eliminar o controle central dos partidos sobre seus nominaciones e ampliar a democracia regional.

A constituição de 1991

A Constituição de 1991 é chamada também a "Constituição dos Direitos", porquanto reconhece e consagra não só os direitos fundamentais, clássicos desde a Revolução Francesa pelos que tanto tinha lutado Antonio Nariño, senão os direitos económicos e sociais, próprios do Estado Social de Direito, consagrada no artigo 1º da Constituição e os direitos colectivos, ou de terceira geração, dentro dos quais se destacam entre outros a moralidad pública, a livre concorrência económica e o direito a um ambiente são. Ademais cria os mecanismos necessários para assegurar e proteger esses direitos, entre outros, a Acção de Tutela, a Acção de Cumprimento, As Acções Populares e de Grupo..

A partir de um movimento estudiantil formado em 1989 , convoca-se em 1990 uma Assembleia Nacional Constituinte eleita por voto popular directo, a qual promulga em Bogotá em 1991 a Constituição Política de Colômbia de 1991. Nela se conserva a denominação de República de Colômbia.


No processo de negociações de paz com os diferentes grupos alçados em armas durante o mandato do presidente Virgilio Barco Vargas, o grupo guerrilheiro M-19 tinha facto énfasis insistentemente em que um dos principais requisitos para depor as armas era a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte para modificar a constituição a qual até então não garantia a criação e desenvolvimento de outros partidos políticos diferentes aos dois partidos tradicionais, nem dava espaço de representação às minorias. Ante a negativa do governo de fazer uma consulta popular que autorizasse a mudança constitucional incluindo uma opção nas papeletas de votação para presidente da república, os estudantes, em particular os das universidades, decidiram fazer um movimento a nível nacional para que a população incluísse uma Sétima Papeleta lhe ordenando ao executivo que conformasse uma Assembleia Nacional Constituinte. A proposta foi acolhida e o triunfo chegou para aqueles jovens colombianos que pediam a constituinte, mais de 50% dos votantes incluiu a “Sétima Papeleta” com o qual o presidente em turno, César Gaviria Trujillo, se viu obrigado a cumprir com o mandato popular. Desta forma a história de Colômbia teve um giro sem precedentes já que não só se conseguiu uma mudança constitucional senão também que o grupo guerrilheiro M-19 entregasse as armas e se integrasse à vida política nacional, e que às comunidades indígenas se lhes garantisse representação no Congresso da República.

Reforma do 2005

No ano 2004, o Presidente de Colômbia Álvaro Uribe Vélez, impulsionou no Congresso uma reforma constitucional para permitir a eleição do Presidente da República até por dois períodos (artigo 197 Constituição Política de Colômbia). A reforma, contida no acto legislativo 2 de 2004, foi demandada ante o Corte Constitucional que a declarou exequible mediante sentença C-1040 de 2005. O primeiro presidente reelegido no marco desta reforma, foi o mesmo Álvaro Uribe Vélez na contenda eleitoral do 28 de maio do 2006 onde atingiu uma votação de 62.1% pelo que não se requereu uma segunda volta eleitoral. Seguiu-lhe Carlos Gaviria Díaz, candidato pelo Pólo Democrático Alternativo, partido de esquerda, quem conseguiu o 22%. O abstencionismo atingiu o 53.53%.

O facto de que Uribe e Gaviria pertencessem a partidos independentes, isto é diferentes aos tradicionais Liberal e Conservador, marcou uma época importante de transformação ideológica na história de Colômbia, tanto de modo que alguns meios de comunicação anunciavam que o bipartidismo tinha sido ferido de morte.

Igualmente destacou-se a maturidade que para esse momento tinha atingido o processo eleitoral, o qual se tinha ganhado a confiança da população e os partidos oponentes. Também se destacou a velocidade na entrega dos dados eleitorais por parte da Registraduría Nacional. Para citar um exemplo, os Colombianos no exterior escutando a rádio colombiana pela Internet conheceram em menos de duas horas de fechadas as urnas, ainda com luz solar em Colômbia, os resultados de 85% das mesas.

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"
Your Ad Here