? Homo sapiens | |
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Imagem da Pioneer 11 e Voyager I e II, representando a um varão e uma mulher. | |
| Classificação científica | |
| Superreino: | (Domínio): Eukaryota |
| Reino: | Animalia |
| Subreino: | Eumetazoa |
| (sem clasif.) | Bilateria |
| Superfilo: | Deuterostomia |
| Fio: | Chordata |
| Subfilo: | Vertebrata |
| Infrafilo: | Gnathostomata |
| Superclase: | Tetrapoda |
| Classe: | Mammalia |
| Subclase: | Theria |
| Infraclase: | Placentalia |
| Superorden: | Euarchontoglires |
| Ordem: | Primates |
| Suborden: | Haplorrhini |
| Infraorden: | Simiiformes |
| Parvorden: | Catarrhini |
| (sem clasif.): | Euarchonta |
| Superfamilia: | Hominoidea |
| Família: | Hominidae |
| Subfamilia: | Homininae |
| Tribo: | Hominini |
| Subtribu: | Hominina |
| Género: | Homo |
| Espécie: | H. sapiens |
| Nome binomial | |
| Homo sapiens Linnaeus, 1758 | |
| Subespecies | |
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Os seres humanos constituem, desde o ponto de vista biológico, uma sozinha espécie animal: Homo sapiens. São também chamados genericamente homens, ainda que esse termo geralmente se reserva especificamente aos indivíduos de sexo masculino.[1] Suas capacidades mentais permitem-lhe inventar, aprender e utilizar estruturas linguísticas complexas, matemáticas, escritura, ciência, tecnologia. Em comparação com outros animais são entes bastante sociais, capazes de conceber, transmitir e aprender conceitos totalmente abstratos. Até o que hoje se sabe, tem sido o único ser vivo terrícola em visitar outro corpo do Sistema Solar; concretamente a Lua, e ainda não se tem evidência de que exista outra forma de vida com ditas capacidades -ou superiores- no universo.
No passado, o género Homo foi mais diversificado, e durante o último milhão e médio de anos incluía outras espécies já extintas. Desde a extinção do Homo neanderthalensis, faz 25.000 anos e do Homo floresiensis, faz uns 12.000 anos, o Homo sapiens é a única espécie conhecida do género Homo que ainda prevalece até o presente.
Até faz pouco, a biologia utilizava um nome trinomial Homo sapiens sapiens para esta espécie, mas mais recentemente descartou-se o nexo filogenético entre o Neandertal e a actual humanidade,[2] pelo que se usa exclusivamente o nome binomial. Homo sapiens pertence a uma estirpe de Primates , os hominoideos. Evolutivamente diferenciou-se na África e desse ancestro surgiu a família da que fazem parte os homínidos.
O ser humano praticamente desconhece os alcances e destino de sua própria espécie. Filosoficamente, o ser humano definiu-se e redefinido a si mesmo de numerosas maneiras através da história, outorgando desta maneira um propósito positivo ou negativo respecto de sua própria existência. Existem diversos sistemas religiosos e ideais filosóficos que, de acordo a uma diversa faixa de culturas e ideais individuais, têm como propósito e função responder algumas dessas interrogantes existenciales. Os seres humanos têm a capacidade de ser conscientes de si mesmos, bem como de seu passado; sabem que têm o poder de planear, transformar e realizar projectos de diversos tipos. Em função a esta capacidade, têm criado diversos códigos morais e dogmas orientados directamente ao manejo adequado destas capacidades. Ademais, podem estar conscientes de responsabilidades e perigos provenientes da natureza, bem como de outros seres humanos.
Conteúdo |
O nome científico, atribuído pelo naturalista sueco Carlos Linneo (1707-1778) em 1758,[3] alude ao rasgo biológico mais característico: sapiens significa "sábio" ou "capaz de conhecer", e refere-se à consideração do ser humano como «animal racional», ao invés que todas as outras espécies. É precisamente a capacidade do ser humano de realizar operações conceptuais e simbólicas muito complexas —que incluem, por exemplo, o uso de sistemas linguísticos muito sofisticados, o razonamiento abstrato e as capacidades de introspección e especulação— um de seus rasgos mais destacados. Possivelmente esta complexidade, fundada neurologicamente em um aumento do tamanho do cérebro e, sobretudo, no desenvolvimento do lóbulo frontal, seja também uma das causas, ao mesmo tempo que produto, das muito complexas estruturas sociais que o ser humano tem desenvolvido, e que formam uma das bases da cultura, entendida biologicamente como a capacidade para transmitir informação e hábitos por imitação e instrução, em vez de por herança genética. Esta propriedade não é exclusiva desta espécie e é importante também em outros primates.
Uma connotación moderna do ser humano é a de Homo Faber, que significa Homem que fabrica, Homem que cria, fazendo alusão à tecnologia de que dispõe e tem sido artífice por médio da civilização.
Linneo definia já a posição dos humanos no marco geral das espécies naturais, em correlação com as espécies zoológicas e botánicas. Além de incluir à espécie humana e aos macacos na ordem especial dos primates, Linnéo estabeleceu uma classificação que dividia de forma muito simplista à espécie humana, segundo seus rasgos físicos, nestes quatro grupos:
Na actualidade existem defensores de incluir ao ser humano, chimpancé, Pan troglodites, e bonobo Pan paniscus, no mesmo género, dada a cercania filogenética, que é muito superior à que se encontra em outras espécies animais sim agrupadas genericamente.[4]
O organismo humano, apesar de seu similitud com outros mamíferos superiores, possui o nível de complexidade mais alto e especializado da escala evolutiva, pois a cada órgão, tecido, aparelho e sistema, está em complexa interrelación que o mantém em equilíbrio. Sobre ele têm surgido ao longo da história movimentos para o admirar e tratar do compreender, especialmente na idade do humanismo na Grécia e o Renacimiento europeu.
Quanto a seu locomoción e movimento, é um dos mais plásticos do reino animal, pois existe uma faixa infinita de movimentos possíveis, o que lhe capacita para actividades trascendentes como a arte escénico e a dança, o desporto e um sinnúmero de actividades quotidianas.
A espécie humana ainda mantém um notorio dimorfismo sexual no nível anatómico, por exemplo, a talha média actual entre os varões caucásicos (se crescem bem nutridos e com pouco estrés) para os 21 anos é de 1,75 m, a talha média das mulheres caucásicas em iguais condições é de 1,62 m, e os pesos médias respectivas são de 75 kg e 61 kg respectivamente; ainda que bem como notou-se uma "tendência secular" ao aumento das talhas (especialmente durante o século XX), muitos indicadores sugerem que é provável desapareça o dimorfismo sexual no que a talhas e pesos respecta.
A mente refere-se colectivamente a aspectos do entendimento e consciência que são combinação de capacidades como o raciocinio, a percepción, a emoção, a memória, a imaginación e a vontade. A mente, para os materialistas, é um resultado da actividade do cérebro.
O termo pensamento define todos os produtos que a mente pode gerar incluindo as actividades racionais do intelecto ou as abstracções da imaginación; todo aquilo que seja de natureza mental é considerado pensamento, bem sejam estes abstratos, racionais, criativos, artísticos, etc. Junto com os cetáceos superiores (delfines e baleias), os homininos dos géneros Gorilla e Pan e os elefantes, atinge o maior desenvolvimento na escala evolutiva e ainda muitas de suas interacções nos são desconhecidas.
A espécie humana é entre os animais pluricelulares actuais uma das mais longevas; têm-se documentados casos de longevidade que ultrapassam os 100 anos. Tal longevidade é um carácter genotípico que, no entanto, deve ser coadyuvado por condições vivenciales favoráveis. No Império romano, para o ano 1 d. C., a esperança de vida rondaba só os 25 anos, devido em grande parte à elevada mortalidade infantil[cita requerida]. A idade da pubertad é aproximadamente aos 11 anos nas meninas e aos 13 anos nos meninos, ainda que as idades variam segundo a pessoa.
Entre outros envolvimentos, a importância da linguagem simbólica no Homo sapiens, faz que os significantes sejam os suportes do pensar ou os pensamentos. Em nossa espécie, o pensar humano, a partir de três anos e médio de idade faz-se prevalentemente simbólico.
Sócio com o anterior (e isto o explica o psicoanálisis), deve se notar que a espécie humana é praticamente a única que se mantém em fita-cola sexual contínuo: é realmente destacable que na espécie humana não exista um estro propriamente dito. Nas mulheres existe um ciclo de actividade ovárica em virtude do qual existem mudanças fisiológicos em todo seu sistema reproductivo e do qual derivam certas mudanças de conduta. No entanto, como nas mulheres a aceitação sexual não se circunscribe a uma parte do ciclo reproductivo, não dever-se-ia usar o termo "estro" ou "fita-cola" no ser humano, dado que a aceitação sexual é independente de seu ciclo reproductivo. Já entre chimpancés e, sobretudo, bonobos, se nota uma conduta próxima.
Agora bem; dada a dificuldade de viver somente praticando relações sexuais, um "mecanismo" evolutivo compensatorio teria sido o da sublimación -a qual se considera associada à existência de uma linguagem e um pensar simbólicos-, se se dá uma sublimación isto parece significar que, também se dá uma repressão (no sentido freudiano) que origina ao inconsciente. O Homo sapiens é, neste sentido, um animal pulsional. Segundo a reflexología de Pavlov o Homo sapiens não se restringe a um "primeiro sistema de sinais" (o de estímulo/resposta e resposta a um estímulo substitutivo), senão que o ser humano se encontra em um nível de "segundo sistema de sinais". Este segundo sistema é, principalmente o da linguagem simbólica que permite uma heurística, que é a capacidade para realizar de forma imediata inovações positivas para seus fins.
Por outra parte, a espécie humana é das poucas, junto com o bonobo (Pan paniscus) no reino animal que copula cara a cara, o qual tem envolvimentos emocionais de grande relevância para a espécie.
Cabe anotar que com o surgimiento da teoria da inteligência emocional, desde a psicologia sistémica, o ser humano não deve se reduzir a seus pulsiones, as quais sublima ou reprime, senão que se entende como um ser sexuado, que vive esta dimensão em relação com a formação recebida na família e a sociedade. A sexualidad forma-se então desde os primeiros anos e vai-se entendendo como uma vivência procesual conforme a seu ciclo vital e seu contexto sócio-cultural.
A diferença do que ocorre na maior parte das outras espécies sexuadas, a mulher segue vivendo muito tempo depois da menopausia. Nas outras espécies a fêmea costuma fenecer ao pouco tempo de chegada a mesma.
A quantidade máxima natural de prole que pode ter uma mulher parece estar em 25 filhos. [cita requerida]
Pela indicada prematuración, a maturidade sexo-genital é -em relação a outras espécies- muito tardia entre os indivíduos da espécie humana, actualmente em muitas zonas a menarquia está a ocorrer aos 11 anos, isto significa que, ainda que a maturidade sexo-genital é sempre lenta na espécie humana, existe um adelantamiento da mesma com respeito a épocas passadas (do mesmo modo costuma se dar uma menopausia a cada vez mais tardia). Mas se a maturidade sexo-genital é tardia na espécie humana, ainda mais costuma o ser a maturidade intelectual e, em especial a maturidade emotiva.
Ao longo da história foram-se desenvolvendo diferentes concepções míticas, religiosas, filosóficas e científicas respecto do ser humano, a cada uma com sua própria explicação sobre a origem do homem, trascendencia e missão na vida.
Evolutivamente, assim que pertencente ao infraorden Catarrhini, o Homo sapiens parece ter seu ancestro, junto com todos os primates catarrinos, em um período que vai de 50 a 33 milhões de anos dantes do presente (AP), um dos primeiros catarrinos, quiçá o primeiro, é o Propliopithecus, incluindo ao Aegyptopithecus, neste sentido, o ser humano actual, ao igual que primates do "Velho Mundo" com características mais primitivas, provavelmente desça dessa antiga espécie.
Quanto à bipedestación, esta se observa em certos primates a partir do Mioceno. Já se encontram exemplos de bipedación no Oreopithecus bambolii e a bipedestación parece ter sido comum em Orrorin e Ardipithecus. As mutaciones que levaram à bipedación foram exitosas porque deixava livre as mãos como para apanhar objectos e, particularmente, porque na marcha um homínido poupa muita mais energia andando sobre duas pernas que sobre quatro patas, pode acarretar objectos durante a marcha e otear mais longe. No entanto, de remontar-se a bipedestación a quiçá a uns 6 milhões de anos aP, a andadura ou forma de marcha típica do humano consolida-se aproximadamente faz ao menos uns 4 milhões de anos com o Australopithecus, prévio a estes os primates antropoides apoiavam toda a planta do pé fazendo uma flexão e descarregando o peso no calcanio, em mudança o Australopithecus consegue uma marcha bípeda eficiente, pois se notam claramente as mudanças anatómicas a nível do pé, em especial do dedo gordo; também ajustando o ângulo do fémur com o corpo para o equilíbrio, a cadera ou pelvis altera para mais robusta, curta e cóncava (forma de cuenco); a coluna passou de ser um arco em forma de C a uma forma de S e o buraco da base do cráneo que liga com a coluna se deslocou para adiante[5] como dirigindo ao centro de gravidade da cabeça.
Faz 1,5 milhões de anos com o Homo erectus ou com o Homo ergaster, a andadura moderna implica a existência de um pequeno ângulo entre o dedo gordo e o eixo do pé, bem como a presença do arco longitudinal da planta e uma distribuição medial do peso (notar que nas mulheres a andadura distribui o peso mais para as partes internas do pé devido à maior largura da pelvis).[6]
Todas as mudanças reseñados têm sucedido em um período relativamente breve (ainda que se meça em milhões de anos), isto explica a susceptibilidade de nossa espécie a afecciones na coluna vertebral e na circulação sanguínea e linfática (por exemplo, o coração recebe -relativamente- "pouco" sangue).
O que denominamos propriamente "humano", é uma referência ao aparecimento da capacidade de fabricar ferramentas de pedra em um homínido bípedo: o Homo habilis, considerado pela maioria como a espécie humana mais primitiva, mostrando ademais incremento na capacidade craneana com respeito aos Australopithecus. É bem como estabelece-se que faz uns 2,5 milhões de anos, com o aparecimento do género Homo, se toma como ponto de início para o Paleolítico ou Idade de Pedra. Maior sucesso evolutivo terá o Homo erectus, quem conseguirá expandir-se por todo Eurasia.
Provavelmente quando os ancestros do Homo sapiens viviam em selvas comendo frutos, bayas e folhas, abundantes em vitamina C, puderam perder a capacidade metabólica, que tem a maioria dos animais, de sintetizar em seu próprio organismo tal vitamina; já dantes parecem ter perdido a capacidade de digerir a celulosa. Tais perdas durante a evolução têm implicado subtis mas importantes determinações: quando as selvas originais se reduziram ou, por crescimento demográfico, resultaram superpobladas, os primitivos homínidos (e depois os humanos) se viram forçados a percorrer importantes distâncias, migrar, para obter novas fontes de nutrientes, a perda da capacidade de metabolizar certos nutrientes como a vitamina C teria sido compensada por uma mutación favorável que permite ao Homo sapiens uma metabolización óptima (ausente em primates) do almidón e assim uma rápida e "barata" obtenção de energia, particularmente útil para o cérebro. O Homo sapiens parece ser uma criatura bastante indefesa e como resposta satisfatória a única solução evolutiva que tem tido é sua complejísimo sistema nervoso central. Espoleado principalmente por procura-a de novas fontes de alimentação. Observou-se que a cefalización aumentou paralelamente ao incremento de consumo de carne.[cita requerida] A habilidade humana para digerir alimentos com alto conteúdo de almidón como os papas, poderia explicar o sucesso do homo sapiens no planeta, sugere um estudo genético.[7]
Denomina-se "humanos arcaicos", "Homo sapiens arcaico" ou também "pré-sapiens", a um verdadeiro número de variedades de Homo que ainda não são considerados anatómicamente modernos. Possuem até 600.000 anos de antigüedad e têm um tamanho cerebral próximo ao dos humanos modernos. O antropólogo Robin Dunbar opina que é nesta etapa na qual aparece a linguagem humana. A filiación destes indivíduos dentro de nosso género é ainda controversial.
Entre os humanos arcaicos estão considerados Homo heidelbergensis, Homo rhodesiensis, Homo neanderthalensis e às vezes Homo antecessor. Já que não são sapiens, alguns especialistas preferem os chamar simplesmente arcaicos dantes que H. sapiens arcaico.[8]
Denominam-se propriamente Homo sapiens ou anatómicamente modernos a indivíduos com uma aparência similar à dos humanos modernos. Estes humanos podem classificar-se como premodernos, pois neles não se observa ainda o conjunto de características de um cráneo moderno, quase esférico, com a abóbada alta e a frente vertical.[9] A similitud aprecia-se a nível do esqueleto do corpo e cavidade craneana, mas esta similitud não é total pois o rosto ainda mantém características arcaicas como os arcos superciliares (grandes sobrancelhas) e prognatismo maxilar (projecção bucal), ainda que menos desenvolvidos que nos neandertales.[10]
Consideram-se dentro deste grupo aos restos de Florisbad em África do Sul (260.000 anos),[11] os de Herto em Etiópia que corresponde ao Homo sapiens idaltu (160.000 anos), os de Jebel Irhoud em Marrocos (160.000 anos) e os de Skhul e Qafzeh ao Norte de Israel (100.000 anos). Também se consideram anatómicamente modernos aos Homens de Kibish, no entanto estes se enmarcan melhor dentro dos humanos modernos.
Consideram-se Homo sapiens sapiens de forma indiscutible aos que possuem as características principais que definem aos humanos modernos: Primeiro a equiparidad anatómica com as populações humanas actuais e depois o que se define como "comportamento moderno".
Os restos mais antigos são os de Omo I chamados Homens de Kibish, encontrados em Etiópia com 195.000 anos, e restos em grutas do rio Klasies em África do Sul com 125.000 anos e com indícios de uma conduta mais moderna.[12] Esta antigüedad coincide com o estimado para a Eva mitocondrial, a qual está considerada a antecessora de todos os seres humanos actuais e da que se acha que viveu na África Oriental[13] (provavelmente Tanzania) faz uns 200.000 anos. Por outra parte, a linha patrilineal que nos leva até o Adán cromosómico, nos confirma uma origem para os humanos modernos na África subsaariana.
É quase seguro que a Eva mitocondrial e o Adán, os primeiros Homo sapiens eram melanodérmicos, isto é: de tez escura. Isto se deve a que a pele escura é uma excelente adaptação à exposição solar alta das zonas intertropicales do planeta Terra; a tez escura (pela melanina) protege das radiaciones UV (ultravioletas), e obtém delas por metabolismo um nutriente chamado folato indispensável para o desenvolvimento do embrião e do feto, empero, à medida que as populações humanas migraram a latitudes para além dos 45º (tanto Norte como Sur) a melanina paulatinamente tem sido menos necessária, mais ainda, nas cercanias das latitudes dos 50º a quase total falta deste pigmento na dermis, cabelo e olhos tem sido uma adaptação para captar mais radiaciones Ou.V. -relativamente escassas em tais latitudes; salvo que produzam-se ocos de ozónio-, em tais latitudes a tez muito clara possibilita uma maior metabolización de vitamina D a partir das radiaciones UV.
O aparecimento do comportamento humano moderno significou o mais importante mudança na evolução da mente humana, dando lugar a que o talento criativo humano levar-lhe-ia a dominar seu meio paulatinamente. Uma revolução humana que nos fez como somos hoje.
As inovações que foram aparecendo consistem em uma grande diversidade de ferramentas de pedra, no uso de osso, hasta e marfil, em enterros com bens funerarios e rituales, construção de moradias, desenho das fogatas, evidência de pesca, caçada complexa, aparecimento da arte figurativo e o uso de adornos pessoais.[14]
As evidências mais antigas encontram-se na África. Restos de pontas de setas e ferramentas de osso para pescar encontraram-se no Congo e têm 90.000 anos. Igualmente antigos são uns símbolos sombreados com ocre vermelho em costa ao Sur da África.[15]
Segundo a Teoria fora da África, teve uma grande migração da África para Eurasia faz 70.000 anos que produziu a paulatina dispersión por todos os continentes. Segundo os estudos genéticos actuais, estima-se que em poucos milhares de anos teve uma migração costera pelo Sur da Ásia que possibilitou a colonização temporã da Austrália.
Em Occidente teve um centro de expansão no Médio Oriente que está relacionado com o Homem de Cromañón e a população temporã da Europa; provável causa da extinção do Homem de Neandertal .
Em Oriente a população é igualmente antiga. A dobra epicántico das pálpebras existente em grande parte das populações da Ásia e da América, a dobra que faz 'bridados' em seu aspecto externo aos olhos, tem sido uma especialização de populações que durante as glaciaciones deveram pervivir em lugares com abundância de neve: os olhos vulgarmente chamados "rasgados" então foram o modo de adaptação para que os olhos não padecessem um excessivo reflito da luz solar refletida pela neve.
A linguagem designa todas as comunicações baseadas na interpretação, incluindo a linguagem humana, mas a maioria das vezes o termo se refere ao que os humanos utilizam para se comunicar, isto é, às línguas naturais. A linguagem é universal e é usado por natureza nas pessoas e nos animais. No entanto, filósofos como Martin Heidegger consideram que a linguagem propriamente tal é só privativo do homem. É famosa a tese de Heidegger segundo a qual a linguagem é a casa do ser (Haus dês Seins) e a morada da esencia humana. Este critério é similar ao de Ernst Cassirer quem tem definido ao Homo sapiens como o animal simbólico por excelencia; tão é de modo que é quase impossível supor um pensamento humano sem a ajuda dos símbolos, particularmente dos significantes que subyacen como fundamentos elementares para todo pensar complexo e que transcienda ao instintivo.
Actualmente a espécie humana mostra esta faceta falando em torno de 6.000 idiomas diferentes, conquanto mais de 50% dos 6.700 milhões de pessoas que actualmente conforma a colectividad humana, sabe falar ao menos uma das seguintes oito línguas: chinês mandarín, espanhol, inglês, árabe, hindi, português, bengalí e russo.
Em muitas civilizações os seres humanos viram-se a si mesmos como diferentes dos demais animais, e em certos âmbitos culturais (como as religiões do Livro ou boa parte da metafísica do Occidente) a diferença se atribui a uma entidade inmaterial chamada alma, na que residiriam a mente e a personalidade, e que, em alguns casos, se imagina que pode existir com independência do corpo.
Possivelmente, a manifestação mais clara de humanidade é a arte —no sentido amplo do termo—, que produz a cultura. Por exemplo, os indivíduos de uma determinada espécie de ave fabricam um ninho, ou emitem um canto, cujas características são específicas, comuns a todos os indivíduos dessa espécie. Em mudança, a cada homem pode plotar a suas acções os rasgos próprios de seu individualidad; por isso, quando se analisa um quadro, uma forma de escrever, uma maneira de fabricar ferramentas, etc., pode-se deduzir quem é seu autor, seu artífice, seu artista.
Paralelamente, também somos a única espécie que dedica seu tempo e energia a algo inútil desde o ponto de vista puramente prático. A arte é uma das manifestações da criatividade humana, mas uma manifestação vazia e negativa desde o ponto de vista da sobrevivência. Conquanto, esta actividade em princípio daninha, em realidade é a ferramenta com a qual desenvolvemos nossa cultura, nossa união, e nossa força como povo. Divide-nos e separa de uns povos; e fraterniza-nos com outros. Nesta teia de aranha que envolve a nossas sociedades, a nosso planeta.
Uma sociedade humana é aquela que se considera a si mesma, aos habitantes e a seu meio; todo isso interrelacionado com um projecto comum, que lhes dá uma identidade de pertence. Assim mesmo, o termo connota um grupo com laços económicos, ideológicos e políticos. Tal sociedade supera ao conceito de nação-estado, este plantenado à sociedade ocidental como uma sociedade de nações, etc.
Em relação à capacidade para realizar grandes modificações ambientais, cabe dizer que o Homo sapiens é actualmente um poderoso agente geomorfológico, chegando inclusive a ser a única espécie capaz de fazer desaparecer praticamente todo o vestígio de vida no planeta, desde mediados de século XX;[cita requerida] é neste e outros sentidos que o ser humano é actualmente o maior superpredador e o ser vivo mais poderoso do planeta, em comparação dos demais organismos vivos. No entanto, segue sendo frágil ante possíveis eventos cataclísmicos que pudessem afectar seu hábitat, como as glaciaciones.
O Homo erectus, por ser um animal muito vulnerável em estado de natureza é muito dependente da tecnologia (ergo: é dependente da ciência por primitiva que esta seja), assim é que se diz do Homo sapiens que é "Homo faber".
Quiçá, dado que todo o sistema retroalimentado de forma natural chega a seu fim, o fim de um ecosistema chega quando a vida tem conseguido evoluir até conseguir seres com um grau de consciência capaz de se programar em função da educação recebida e não segundo o termodinámicamente sostenible. A educação é, por tanto, a demonstração evidente de se somos parte de um sistema ainda maior ou tentamos independizarnos de tudo, estabelecendo nossas formas de obter nossos recursos, sem ter em conta os já estabelecidos pela própria natureza.
Por exemplo: A natureza dota-nos de capacidades físicas para procurar alimentos no médio que nos rodeia de uma maneira termodinámicamente eficaz. Nós estabelecemos que o melhor é racionalizar os meios que a natureza nos dá e os replicar de forma industrial, aplicando processos que não se dão de forma natural, aumentando o consumo energético por redundar algo que já existe e o ampliando a algo totalmente termodinámicamente desnecessário, como é o facto de que te levem o alimento a casa, de intervir os códigos genéticos dos alimentos para os fazer resistentes a doenças, de influir em que alimentos conterão sementes e quais não e um longo etcétera, que a dia de hoje nos faz a vida mais cómoda, mas que ignoramos como nos vão afectar essas mudanças em nossa estrutura genética e, portanto, se nossa descendencia portará características fundamentais para sobreviver a um médio natural ou, pelo contrário, nascerão e dependerão tão intimamente do médio artificial que qualquer modificação a esse médio lhe incapacite de tal maneira que provoque sua extinção.
Em inglês: