O índice IBEX 35 (Iberia Index) é o principal índice de referência da carteira espanhola elaborado por Carteiras e Mercados Espanhóis (BME). Está formado pelas 35 empresas com mais liquidez que cotam no Sistema Interconexión Bursátil Electrónico (SIBE) nas quatro Carteiras Espanholas (Madri, Barcelona, Bilbao e Valencia). É um índice ponderado por capitalización bursátil; isto é, ao invés que índices como o Dow Jones, não todas as empresas que o formam têm o mesmo peso.
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A fórmula utilizada para o cálculo do valor do índice é:
onde I(t) é o valor do índice no momento t, Cap é a capitalización bursátil do free float das companhias que integram o índice e J é um coeficiente usado para ajustar o índice para que não se veja afectado por ampliações de capital, etc.
As empresas com maior capitalización bursátil têm maior peso dentro do índice e suas alças e baixas influirão em maior medida no movimento final do IBEX. Isto significa que quando Grupo Santander, Telefónica, BBVA, Iberdrola e Repsol YPF estão em baixa, o IBEX tem grande preocupação porque estas influem muito sobre o índice geral. Por isso há que olhar os 6 primeiros valores dos índices com muita frequência e muita atenção.
O critério utilizado por BME para incluir um valor no IBEX 35 é o de liquidez, entendida esta em termos de volume de contratação, tanto em euros como em ordens.
Seu rastreamento proporciona uma ideia da evolução da carteira espanhola em um período determinado. Ademais, o IBEX 35 é usado como activo subjacente de contratos de futuros.
O IBEX 35 pôs-se em marcha o 14 de janeiro de 1992 .[1] Mas existem valores históricos desde o ano 1989 graças a uma estimativa do índice que se fez anteriormente.
A maior queda do IBEX 35 desde sua criação em 1992 produziu-se na sexta-feira 10 de outubro de 2008 perdendo um 9,14% até os 8.997,70 pontos. Esta tem sido a maior queda da carteira espanhola desde o 2 de novembro de 1987.[2]
A maior subida histórica do IBEX foi a segunda-feira 10 de maio de 2010 na que subiu um 14,43% (de 9.065,10 até os 10.351,90 pontos). Esta subida produziu-se devido à aprovação do plano de resgate europeu após a segunda pior semana do índice em sua história, a primeira foi em outubro de 2008 que perdeu um 21,20 % em sozinho cinco dias de cotação[3] O anterior maior incremento se produziu o 13 de outubro de 2009, quando EEUU e Europa anunciaram suas medidas de apoio à banca após a crise desatada pela quebra de Lehman Brothers.
O IBEX caiu durante o ano 2008 um 39,4 %, a pior cifra de sua história.
A entrada ou saída de valores do índice é decisão de um grupo de experientes denominado Comité Assessor Técnico (CAT). Este comité reúne-se para tal fim duas vezes ao ano, normalmente em junho e em dezembro, haciédose efectivas as modificações o primeiro dia hábil de julho e o primeiro dia hábil de janeiro da cada ano. Não obstante, podem celebrar-se reuniões extraordinárias ante circunstâncias que assim o requeiram para modificar a composição do IBEX 35.
O 10 de março de 2005 dito comité estava formado por Manuel Ardanza, Pablo Fernández, Antonio Galego, Domingo García Coto, Antonio Giralt, María Parga, Juan Iranzo, Ignacio Solloa e Victorio Vale.
Para que um valor faça parte do IBEX 35, se requer que:
Não obstante, de não se cumprir dita condição, a empresa também poderia ser eleita para entrar no índice se estivesse entre os 15 valores com maior capitalización.
Componentes do IBEX 35 a 5 de maio de 2009:[4]
Composição histórica do IBEX 35 no passado:[5]