A identidade cultural é o conjunto de valores, tradições, símbolos, crenças e modos de comportamento que funcionam como elemento cohesionador dentro de um grupo social e que actuam como sustrato para que os indivíduos que o formam possam fundamentar seu sentimento de pertence. Não obstante, as culturas não são homogéneas; dentro delas se encontra grupos ou subculturas que fazem parte da diversidade ao interior das mesmas em resposta aos interesses, códigos, normas e rituales que compartilham ditos grupos dentro da cultura dominante.
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Existem duas correntes em antropologia à hora de abordar o fenómeno da identidade cultural
As críticas que se podem fazer ao modelo esencialista são que a cultura não é algo que se herda totalmente, e portanto, a identidade cultural também não pode ser herdada férrea e inflexivelmente. Se assim o fosse, todo mundo lutaria contra todo mundo, porque em algum momento do passado sempre tem tido um conflito entre dois ou mais grupos. Se assim fora, os cidadãos de Pamplona , por exemplo, seguiriam lutando entre eles, como no passado se produziu um conflito entre os cidadãos dos três burgos que formavam a cidade. Portanto, já que a cultura não é algo inmutable, senão que se transforma continuamente, a identidade cultural também não é algo inmutable e se transforma continuamente, convertendo aos que dantes eram inimigos irreconciliables em um único povo e aos que dantes eram um único povo em entidades culturais opostas.
Com respeito à perspectiva constructivista, as críticas que se lhe podem fazer são que a identidade cultural também não depende unicamente de factores coetáneos, senão que existe uma transmissão modificable ao longo do tempo. Não é simplesmente uma construção que se realiza desde zero, senão que existe um sustrato básico sobre o que se trabalha e se molda uma identidade cultural determina.
Alguns autores têm começado a estudar as identidades culturais não somente como um fenómeno em si mesmas, senão como um fenómeno em oposição a outras identidades culturais. Nesta corrente considera-se que a identidade cultural se define por oposição a outras. Em grupo define-se a si mesmo como tal, ao notar e acentuar as diferenças com outros grupos e culturas. Segundo esta corrente, qualquer cultura define-se a si mesma em relação, ou mais precisamente em oposição a outras culturas. Assim, a gente que crê pertencer à mesma cultura, têm esta ideia porque se baseiam parcialmente em um conjunto de normas comuns, mas a apreciação de tais códigos comuns é possível somente mediante a confrontación com sua ausência, isto é, com outras culturas, academicamente isto é conhecido como a "otredad".
A dinâmica do auto-definição cultural implica um contínuo contacto entre culturas. Mais ainda, essas relações nunca são de igualdade, dado que nunca se manifestam de maneira isolada: a complicada rede de relações criada pela sobreposição de relações políticas, económicas, científicas e culturais, converte qualquer relação entre duas culturas em uma relação desigual.
O facto mesmo de que dentro de uma cultura ou prática cultural exista a consciência de uma identidade comum, implica que também há um impulso para a preservación desta identidade, para o auto-preservación da cultura. Se a identidade é construída em oposição aos estranhos, as intrusiones de outras culturas implicam a perda de autonomia e portanto a perda de identidade. As convenções compartilhadas nas que se baseia uma identidade são frequentemente implícitas. Para que o funcionamento interno de uma cultura seja possível, certas regras básicas e significados que sublinham sua produção são geralmente dadas por facto pelos participantes.