A indústria lítica ou tecnologia lítica é a produção de ferramentas líticas, isto é, ferramentas de pedra (diferentes tipos de rochas e minerales), por oposição à metalurgia.
O achado arqueológico de indústria lítica e do conjunto de utensilios que é seu resultado, é uma mostra clara de actividade humana, apesar de que outros animais (chimpancés, nutrias, alimoches) utilizam ocasionalmente pedras como ferramentas, dado que não chegam a frabricarlas (o que animais não humanos tenham desenvolvido algum tipo indústria lítica não passa de ser uma hipótese).
A indústria lítica na Prehistoria compreende os seguintes estádios (a datación faz referência a uma periodización válida a grandes rasgos para o Velho Mundo):
É, por tanto, a indústria mais antiga que se conhece. Os humanos têm usado este tipo de ferramentas desde faz, pelo menos 2.600.000 anos. Pode-se dizer que é uma das principais diferenças que existiam entre os primeiros seres humanos e seus antecessores "não humanos"; a fabricação e utilização de ferramentas, a criação de uma tecnologia que suplía as deficiências que sua constituição física tinha para a adaptação ao médio constituindo uma mais das formas de sobreviver como foram outras como a organização social, da comunicação, da bipedestación... As ferramentas líticas constituíram uma adaptação importante no desenvolvimento de nossa espécie em suas origens na África.
A capacidade de produção de ferramentas desenvolveu-se desde as primeiras pedras talhadas por uma cara, até os complexos computadores e máquinas da actualidade, passando por toda uma série de técnicas muito diversas, mas tratando sempre de aproveitar suas qualidades e fenómenos para a consecución de uns objectivos concretos na tarefa: primeiro, para adaptar-se ao médio e depois para adaptar o médio a nós.
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Distinguem-se vários tipos diferentes de técnicas que se foram desenvolvendo através do tempo. Estas técnicas, que na actualidade nos servem para datar os yacimientos, supuseram grandes avanços na capacidade de domínio do médio, seu desenvolvimento foi muito lento e modificou os hábitos de seus utentes. Atendendo à tecnologia que utilizaram em sua execução se distinguem os seguintes períodos:
Desenvolvida na África pelos primeiros homens, são ferramentas muito singelas que requerem uma pequena despesa energética para sua elaboração, pelo que se supõe seriam fabricadas segundo suas necessidades e abandonadas após seu uso. Trata-se de pedras, normalmente cantos rodados, sílex ou similares, que eram talhados para a obtenção do fio por um de seus lados. Consistiam em machacadores, que se utilizavam para extrair o tuétano dos ossos, ou finas lascas com fio que serviam para cortar. Sua data situa-se na África a mais de 2.600.000 anos e na Europa em um 1.000.000 anos, como as encontradas no yacimiento da Sima do Elefante e, com uma datación mais recente, em Grande Dolina na Serra de Atapuerca.
Em terras africanas encontraram-se ferramentas mais elaboradas datadas em 1.700.000 anos. Estas ferramentas tinham a característica de estar talhadas por ambas caras e de ser, umas universais e outras especializadas.
A peça mais característica é o telefonema bifaz, ou machado de mão, que tinha usos muito diversos servindo para multidão de tarefas pesadas, cortar, raspar, perfurar... tanto é de modo que, coloquialmente, chama-lhas a navaja suíça do paleolítico. Trata-se de uma pedra de grande dureza, geralmente sílex, que é talhada por ambas caras até conseguir uma forma triangular com uma base semicircular. Também se elaboravam ferramentas para usos específicos como: bicos triédricos, hendidores, raederas, denticulados...
Esta tecnologia requeria uma grande despesa energética, tinha que procurar a matéria prima precisa e conveniente, a talhando com sumo cuidado e habilidade, pelo que seu uso era duradouro, se mantinha em poder do indivíduo para seu quehacer diário. Também eram objecto de comércio, tanto a própria matéria prima como as ferramentas já elaboradas.
Esta indústria perduró por mais de um milhão de anos, nos yacimientos da Galería de Sílex e Sima dos ossos da Atapuerca, em Espanha , encontraram-se em um período compreendido entre 600.000 e 300.000 anos.
Caracteriza-se por uma nova forma de talhar a pedra na que se utilizam outros elementos para seu trabalho. Até então as pedras talhavam-se golpeando com outras pedras, com esta nova técnica, conhecida como Técnica Levallois, se usam golpeadores de madeira ou ossos e se realiza sobre um núcleo de pedra previamente tratado.
O núcleo original de pedra tem forma de tronco troncopiramidal e golpeia-se para obter lascas que depois utilizar-se-ão para a elaboração de instrumentos especializados. Isto permite a obtenção de elementos mais pequenos e diversos. Esta foi a técnica que utilizaram os Neandertales durante quase toda sua existência.
Destaca pela elaboração dos cabos para os instrumentos. Estes já são pequenos e de uso muito concreto e se fabricam, especialmente, para seu cometido.
Na europa ocidental destacam as culturas Châtelperroniense, Auriñaciense, Gravetiense, Solutrense e Magdaleniense. O Paleolítico é uma etapa da prehistoria caracterizada pelo uso de úteis de pedra talhada; ainda que, também se usavam outras matérias primas orgânicas para construir diversos utensilios: osso, hasta, madeira, couro, fibras vegetales, etc. (mau conservadas e pouco conhecidas). É o período mais longo da história do ser humano (de facto abarca um 99% da mesma), estende-se desde faz uns 2,5 milhões de anos (na África) até faz uns 10 000 anos. Etimológicamente significa Idade Antiga da Pedra (παλαιός, paleos=antigo, e λίθος, lithos=pedra), o termo foi criado pelo arqueólogo John Lubbock em 1865, por oposição ao Neolítico (idade moderna da pedra); constituindo juntas o que se denomina Idade de Pedra (se faz questão da elaboração de utensilios de pedra para estabelecer a oposição à Idade dos Metais). O homem do Paleolítico era nómada, isto é, estabelecia-se em um lugar e ficava nele até esgotar os recursos naturais.
A descoberta da agricultura muda o modo de vida das tribos humanas que devem elaborar outros instrumentos para as novas necessidades. Molinos de mão (metates), machados, azuelas pulimentadas, dentes de fouce, etc. Os dentes de fouce são pequenas esquirlas cortantes dispostas em um cabo de madeira formando uma fouce para segar os campos cultivados.Neste tempo os homínidos converteram-se a nómadas. No neolítico as pedras começaram a pulimnetarse; isto é com uma pedra grande com surcos esfregava-se orta pedra com a que se lhe dabaforma ao utensilio. Esta foi a nova técnica inventada no Neolítico com a que se inventaram a hazada,a fouce e o machado.ASC
A utilização dos metais daria passo a outra tecnologia diferente à lítica mas, basicamente, pode-se dizer que faz parte dela já que se trata de utilizar o mineral, tipos especiais de pedras, que tinha que processar mediante "complexos" procedimentos. Esta nova forma de indústria daria nome a três importantes períodos prehistóricos, a Idade do Cobre ou Calcolítico, a Idade do Bronze e a Idade do Ferro.
Não pelo desenvolvimento das tecnologias metalúrgicas a indústria lítica decayó. O período Calcolítico é a fase da Prehistoria na que a talha da pedra adquire maior sofisticación e maestría.
O trabalho da pedra tem vindo mantendo até nossos dias, mas a importância que adquiriu em épocas prehistóricas para o desenvolvimento do homem nunca tem sido igualada. Ao abrir-se o conhecimento técnico ao domínio de outras tecnologias a dependência do desenvolvimento humano do trabalho da pedra foi mitigándose llagando a ficar como uma técnica menor.
Os úteis líticos e também os ósseos, bem como os restos de sua elaboração, são dentro do registo arqueológico uma parte fundamental, se não exclusivo, da Prehistoria mais remota, para o conhecimento das sociedades humanas que o fabricaram. Estes restos materiais arqueológicos chamam-se indústrias e proporcionam-nos uma importante informação como: