| Manuel de Jesús Muñoz Ortiz | |
|---|---|
![]() Iván Rios | |
| Membro do Secretariado | |
| Apodo | Iván Rios José Juvenal Velandia Topo |
| Lealdade | Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC-EP) |
| Comandos | Bloco Central "José María Córdova |
| Participou em | Conflito armado em Colômbia |
| Acusações | Rebelião Terrorismo |
| Nascimento | 19 de dezembro de 1961. |
| Fallecimiento | 3 de março de 2008 (46 anos) |
Manuel de Jesús Muñoz Ortiz, alias Iván Rios também conhecido com o nome de José Juvenal Velandia[1] (A Prata, Huila, 19 de dezembro de 1961 - Colômbia, 3 de março de 2008 ),[2] [3] foi um guerrilheiro colombiano, Chefe do Bloco Central das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia e o membro mais jovem desta guerrilha no Alto Comando Central.
Conteúdo |
Em sua juventude integrou a Juventude Comunista Colombiana.[4] Diz-se que estudou economia na Universidade Nacional de Colômbia[5] ou na Universidade de Antioquia,[6] foi militante da União Patriótica mas depois de que se iniciasse o exterminio contra esse grupo político se uniu à guerrilha das FARC.[7] Também se diz que adiantou estudos na Rússia.[5]
Foi membro do comité temático e equipa negociadora das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia durante os diálogos de paz entre a guerrilha e o governo do presidente Andrés Pastrana, nos meses de janeiro de 1999 e fevereiro de 2002 . Foi membro do Secretariado das FARC desde novembro de 2003,[8] quando foi nomeado pelo Estado Maior Central em substituição de Efraín Guzmán alias O Velho quem faleceu por uma doença. Diz-se que era pupilo de Alfonso Cano com quem teria criado a plataforma do Movimento Bolivariano e do Partido Comunista Clandestino (PC3) no ano 2000.[7]
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que Rios estabeleceu as políticas relativas à cocaína nas FARC, dirigindo e controlando a produção, manufactura e distribuição de centos de toneladas de cocaína a Estados Unidos e outros países com o objecto de financiar às FARC.[8] Ademais acusou-lhe da morte de centos de pessoas, e oferecia uma recompensa de até 5 milhões de dólares por informação que levasse a sua detenção e/ou condenação.[8]
Segundo a informação obtida do computador de Rios depois de sua morte, ele teria autorizado entre 2005 e 2007 a execução de uns 200 guerrilheiros suspeitos de ser infiltrados.[9]
Iván Rios morreu o 3 de março de 2008 .[2] O facto ocorreu entre as localidades de Sonsón (Antioquia) e Aguadas (Caldas). Rios resultou morrido por seu Chefe de Segurança (alias "Vermelhas", ou Pablo Montoya segundo o Ministério de Defesa de Colômbia).[10] Alias Vermelhas era um dos combatentes mais destacados da Frente 47 comandado por Nelly Ávila Moreno, alias 'Karina' quem aceitou ceder às forças de segurança de Rios ante o acosso que este estava a receber por parte do Exército.[11]
Vermelhas, em companhia de outros dois guerrilheiros além de seu escolta, cortaram-lhe mano-a direita, apresentando esta, sua cédula e sua laptop às autoridades do Exército colombiano às que se renderam, solicitando a desmovilización e cobrança da recompensa que se oferecia por entregar ao guerrilheiro. A colega sentimental de Montoya, alias "Andrea", também foi morrida.[10] Inicialmente Vermelhas disse que as razões do accionar dos guerrilheiros teriam sido a fome que padeciam,[4] a perda de vários homens, a pressão militar, a falta de víveres e a notícia do bombardeio ao acampamento de alias Raúl Reis.[10] [11]
Segundo um relatório da Revista Mudo, alias Vermelhas teria decidido desde faz em vários meses entregar a alias Karina a mudança de uma recompensa de 2.000 milhões de pesos oferecida por membros do exército, mas quando foi transladado por esta à custodia de Rios, decidiu o entregar a ele e ante a dificuldade do fazer pactuou com seus contactos no exército sua morte.[12]
Seu fallecimiento produziu-se no meio de uma grave crise diplomática entre Colômbia e Equador pela morte, seis dias dantes, de outro importante comandante das FARC: Raúl Reis.
Em Colômbia desatou-se uma controvérsia a raiz do incidente, em torno da questão de pagar-lhe ou não uma recompensa de até 5 mil milhões de pesos a alias Vermelhas após a morte e entrega de Rios. Dita recompensa ofereceu-se a quem desse informação que conduzisse à captura do chefe guerrilheiro.
Alguns sectores políticos e de opinião, entre eles o Procurador Geral da Nação Edgardo Maya Villazón e membros da oposição como o ex magistado e presidente do Pólo Democrático Alternativo Carlos Gaviria Díaz,[13] consideram que o pagamento equivaleria a que o Estado premiasse o crime e legalizasse a pena de morte no país, contradizendo o artigo 11 da Constituição Política: "O direito à vida é inviolable. Não terá pena de morte".[14] [15]
Outros sectores políticos e de opinião, entre eles o vice-presidente da República Francisco Santos Calderón e o ministro de defesa Juan Manuel Santos, consideram que não pagar a recompensa desestimularía aos futuros delatores de outros membros da guerrilha.[14] [15]
Em meados do mês de março, o Ministro de Defesa anunciou que pagaria a recompensa a Vermelhas e a outros três guerrilheiros pela informação fornecida e não pela morte de Rios.[16] Em junho do mesmo ano o governo ratificou o pagamento 2.400 milhões de pesos de recompensa a Vermelhas e seus cúmplices.[17]
Modelo:ORDENAR:Rios, Ivan