Johnnie Rebecca Daniels Carr (Montgomery (Alabama), 26 de janeiro de 1911 - 22 de fevereiro de 2008 ) foi uma líder do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos desde 1955 até seu fallecimiento.
Johnnie Carr foi uma amiga da infância de Rosa Parks, que se negou a obedecer ao condutor de um autocarro público em 1955, o qual queria a obrigar a ceder seu assento a uma pessoa de raça branca. Parks foi encarcerada por sua conduta acusada de ter perturbado a ordem. Johnnie Carr colaborou nos movimentos de protesto organizados pelo reverendo Martin Luther King, desconhecido para a opinião pública naquele tempo. Carr ajudou a organizar o transporte colectivo em carros para evitar que os negros tivessem que utilizar autocarros públicos. Desde então dedicou sua vida a lutar contra a segregación racial.
Desde aquele momento dedicou sua vida a promover os direitos civis e lutar contra a discriminação por cor de pele. Em 1964 promoveu o fim da segregación racial nos colégios de Alabama. Entre os beneficiados pela medida estava seu filho, Arlam Jr.
Em 1967 Carr converteu-se na presidenta da Montgomery Improvement Association, criada depois da detenção de Rosa Parks e sucedendo a Luther King depois de seu assassinato. Ocupou o cargo até sua morte à idade de 97 anos. "Quando fazes algo que sabes que faz sentido, nunca te aburres do fazer", declarou.[1]
Carr morreu aos 97 anos de um infarto, pelo que foi hospitalizada o 11 de fevereiro de 2008.
Centos de pessoas despediram a Johnnie Carr na homenagem funerario organizado pela Universidade Alabama State, da que recebeu um Doctorado honorífico. Leram-se mensagens do presidente dos Estados Unidos George W. Bush ("Uma patriota, uma defensora incondicional dos direitos civis") e do candidato democrata Barack Obama ("Longa vida ao legado de Johnnie Carr e seus trabalhos").
Cicely Tyson, que interpretou o papel de Rosa Parks no cinema foi ao funeral.[2]
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