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Jorge Volpi

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Jorge Volpi Escalante
Jorge Volpi - FIL05.JPG
Jorge Volpi durante a apresentação de revista-a Revolta, na FIL Guadalajara 2005.
Nascimento1968
Cidade de México, México
OcupaçãoEscritor, Novelista, Servidor público

Jorge Luis Volpi Escalante (Cidade de México, 1968) é um escritor mexicano pertencente à chamada Geração do craque. Actual director do Canal 22, professor universitário e agregado cultural da Embaixada de México na França.

Conteúdo

Biografia

Aficionado à novela francesa do XIX, iniciou-se na escritura aos dezasseis anos depois de participar em um concurso de conto no Centro Universitário México, ao que também foram Ignacio Padilla e Eloy Urroz, com quem mais tarde formaria o grupo do Craque. Foi catedrático da Universidade Marista e da UDLA. Depois se decantó por leituras de história, filosofia e ciência. Licenciou-se em Direito pela UNAM e obteve o grau de maestro em Letras Mexicanas pela mesma universidade; também se doctoró em Filología Hispânica pela Universidade de Salamanca, onde foi com seu amigo o também escritor Ignacio Padilla, com uma tese sobre as relações entre o Subcomandante Marcos e os intelectuais em 1994. Sobre o poeta suicida Jorge Custa escreveu o ensaio O magisterio de Jorge Custa, que lhe valeu a Volpi o Prêmio Plural de ensaio em 1991 . Nesse mesmo ano publicou seu primeiro livro de contos, Peça em forma de sonata, para flauta, oboe, cello e harpa, Op. 1, onde reflexiona sobre a doença que produz a música em seus intérpretes, que têm um impulso obsesivo de atingir a execução perfeita de seu instrumento musical, como se fosse uma espécie de destino sexual. Foi professor visitante nas Universidades de Emory e Cornell.

Sua primeira produção novelística agrupa Apesar do escuro silêncio (1993), A paz dos sepulcros (1995) e O temperamento melancólico (1996) e as novelas curtas Dias de ira (no volume Três bosquejos do mau, 1994), Sanar tua pele amarga (1997) e O jogo do Apocalipsis (2000).

Com sua novela Em procura de Klingsor (Seix Barral, 1999) iniciou um telefonema Trilogía do século XX e obteve os prêmios Biblioteca Breve, Deux Océans-Grinzane Cavour, e o de melhor tradução do Instituto Cervantes de Roma em 2002. Esta obra supôs sua consagración internacional ao ser publicada em vinte e cinco idiomas. Completou a trilogía com as novelas O fim da loucura (Seix Barral, 2003) e Não será a terra (Alfaguara, 2006), recentemente traduzida ao francês, alemão, grego e inglês.

Em 2008 publicou "O jardim devastado", mistura de cor, ficção e brocardos, que aparecerá em francês em 2009.

Ademais tem cultivado o ensaio com obras como A imaginación e o poder. Uma história intelectual de 1968 (1998) e A guerra e as palavras. Uma história intelectual de 1994, onde aborda a Revolução Zapatista. Em 2008 publicou diversos ensaios sobre a arte da novela reunidos no volume "Mentiras contagiosas", que em 2009 lhe valeu o Prêmio Mazatlán ao melhor livro do ano.

Em junho de 2009 foi-lhe concedido o II Prêmio Debate Casamérica de Ensaio por seu livro "A insónia de Bolívar", com um júri presidido por Alberto Manguel.

Em agosto de 2009, obteve o Prêmio José Donoso, criado pela Universidade de Talca, em Chile, pelo conjunto de sua obra. Em anos anteriores, o Prêmio recayó em escritores como Javier Marías, Ricardo Piglia, António Lobo Antunes ou José Emilio Pacheco. Em outubro de 2009, o Governo francês o condecoró com o grau de caballero da Ordre dês Arts et dês Lettres.

Assim mesmo tem confeccionado a antología de jovens cuentistas mexicanos Dia de mortos (2001) e, junto com Fernando Iwasaki, uma edição comentada dos contos completos de Edgar Allan Poe, na que participam sessenta e nove cuentistas espanhóis e hispanoamericanos (2008).

Colabora habitualmente no semanário mexicano Processo e no diário espanhol O País. Colabora no blog de internet O Boomeran (g) (www.elboomeran.com). Tem sido membro do Sistema Nacional de Criadores de México e tem sido becario da Fundação Guggenheim. Em 2001 foi nomeado director do Instituto de México em Paris; na França compilou durante dois anos informação sobre o maio francês de 1968 para suas obras e leu a profundidade as teorias de Jacques Lacan, Michel Foucault, Roland Barthes e Louis Althusser, que moldaram o pensamento da juventude da segunda metade do século XX para fundar uma nova sociedade mais livre e justa, no que Volpi assegura tem sido a última loucura colectiva de conquistar a utopia. Sobre esse fundamento construiu sua novela O fim da loucura (2003).

Jorge Volpi é um escritor atípico na esfera cultural mexicana. Documenta-se a fundo dantes de escrever e sente uma grande paixão pelo mundo da ciência e seus envolvimentos e pela política e o pensamento actual. Suas novelas vão dirigidas a um leitor culto, inquieto e inteligente, a fim de induzir a uma reflexão no fundo ética.

Sua novela Em procura de Klingsor trata sobre um cientista norte-americano que se une ao exército com a missão, ao final da Segunda Guerra Mundial, de descobrir quem é Klingsor, provavelmente um científico nazista de muito alto nível.

Sua novela, Não será a terra (2006), com a que fecha uma trilogía sobre o século XX, está ambientada no fim do socialismo e no projecto genoma humano.

Dirige a televisão cultural mexicana "Canal 22"

Obras

Narrativa

Narrativa curta

Ensaio

Antologías

Referências

Enlaces externos

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