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Keynesianismo

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Economia keynesiana, ou Keynesianismo, teoria económica baseada nas ideias de John Maynard Keynes, tal e como plasmó em seu livro Teoria geral sobre o emprego o interesse e o dinheiro, publicado em 1936 como resposta à Grande Depressão nos anos 1930.

John Maynard Keynes criador do Keynesianismo.

A economia keynesiana centrou-se na análise das causas e consequências das variações da demanda agregada e suas relações com o nível de emprego e de rendimentos.[1] O interesse final de Keynes foi poder dotar a umas instituições nacionais ou internacionais de poder para controlar a economia nas épocas de recessão ou crises. Este controle exercia-se mediante a despesa orçamental do Estado, política que se chamou política fiscal. A justificativa económica para actuar desta maneira, parte sobretudo, do efeito multiplicador que se produz ante um incremento na demanda agregada.

Conteúdo

Ruptura com o dogma clássico

Keynes refutaba a teoria clássica de acordo à qual a economia, regulada por si sozinha, tende automaticamente ao pleno uso dos factores produtivos ou meios de produção (incluindo o capital e trabalho). Keynes postuló que o equilíbrio ao que teoricamente tende o livre mercado, depende de outros factores[2] e não implica necessariamente ao pleno emprego dos meios de produção, isto é, que os postulados básicos de Smith ( tal como foram formalizados por Say) dependem de uma premisa que não é necessariamente correcta ou "geral". Assim Keynes postuló que a posição de Smith , Say ou Ricardo, sobre o equilíbrio da oferta e a demanda, seria correspondente a um caso "especial" ou excepcional,[3] enquanto a teoria deveria referir ao processo "geral" e aos factores que determinam a taxa de emprego na realidade.[4] em consequência chamou a sua proposição "Teoria geral".

Em termos não técnicos, o liberalismo económico clássico supõe que quando se produz um bem se produziram também os meios para seu compra (na medida em que para o produzir se gastou dinheiro, já seja em investimentos de capital, compra de matérias primas, salários, etc.). Nessa situação o racional é comprar (dado que manter dinheiros sem uso não produz benefícios. Em todo o caso, a possível poupança de alguns é equilibrado pelo endividamento de algum outro). Segue ademais que para fomentar crescimento económico há que fomentar a produção: a mais produção, mais dinheiro, mais compras, etc. Assim, no longo prazo, não só todo o que se produz é o mesmo que todo o que se compra senão que todos estão interessados em que o sistema funcione a máxima capacidade (se consegue um equilíbrio entre a produção e a demanda agregada que tende ao máximo uso dos recursos, incluindo o pleno emprego).[5]

Keynes investe a Lei de Say.[6] Para ele não é a produção a que determina a demanda senão a demanda a que determina a produção. (ver Teoria geral sobre o emprego o interesse e o dinheiro, caps 1, 2, 3, etc). Isto porque os empresários -ou quem tentam o ser- investem sobre a base de uma percepción central: a diferença entre a taxa de interesse e a taxa de ganho.[7] A maior diferença em favor da última, mais possível é que se invista. Mas essa taxa de ganho depende da demanda. Enquanto, os consumidores consomem ou “poupam” (defieren consumo) não só quando a taxa de interesse sobe, senão também em relação à percepción da evolução futura tanto de seus rendimentos como dos preços de bens de consumo, etc.[8] Estabelece-se assim uma relação complexa. Keynes alega que o problema começa quando contemplamos o circuito económico em seu conjunto (o que introduz a macroeconomía). Sucede que as decisões a respeito da poupança e as a respeito de investimentos são feitos por diferentes pessoas e, possivelmente, em momentos diferentes [9] . Segue com que não há necessidade de que essas decisões tenham que coincidir, de facto, historicamente, se pode ver que, a diferença do postulado por Smith, Say e outros, essas variáveis não convergen a uma situação de estabilidade ou equilíbrio económico -situação que se transforma no caso especial no qual os investimentos igualam às poupanças em uma situação de expansão de produção e preços relativamente altos em relação ao salário médio, mas com tendência à deflación.[10] De facto, Keynes vai tão longe como sugerir que a situação tende dado uma série de factores, entre os quais o principal é uma taxa de interesse excessiva- a oscilar ao redor de um ponto no qual os recursos não são utilizados efectiva ou plenamente, já que tal taxa de interesse tende a deprimir a economia em general: um interesse excessivo reduz demanda de capital e consequentemente, de trabalho, o que reduz o nível do agregado de salários que implica a redução geral de consumo, o que a sua vez significa que a taxa de ganho diminui, o que novamente reduz a demanda de investimentos, etc., em um círculo vicioso

Em outra palavra, Keynes postuló que, em certas situações, e contrário ao proposto pela visão clássica, é economicamente racional não gastar dinheiro. Por exemplo, se os preços estão a baixar é racional não comprar hoje porque com o mesmo dinheiro comprar-se-á mais na semana que vem. Pelo mesmo motivo, diminui a quantidade de gente interessada em utilizar empréstimos (as poupanças de outros): se os preços baixam, não só comprar-se-á mais na semana que vem senão que as taxas de interesse, salários, etc. serão menores. Igualmente, uma baixa do emprego ou dos salários -ameaçando futuros rendimentos- pode levar a outra na demanda, e portanto a uma baixa na produção, levando a sua vez a mais desemprego. Joan Robinson clarifica que, em uma situação de concorrência imperfecta -como o é em realidade o sistema capitalista- sucede que as empresas podem aumentar seus rendimentos já seja baixando preços a fim de produzir e vender mas ou produzindo menos mas mantendo ou inclusive incrementando os preços. Esta ultima solução” implica não só menos demanda por insumos senão também por trabalho -isto é, tende a ser uma situação na qual os recursos não são plenamente empregados- e explica perfeitamente o grande desemprego observado em certas circunstâncias -especificamente, durante a grande depressão- ao mesmo tempo que a mantencion ou inclusive incremento da taxa de ganho em algumas empresas nesses períodos. [11] . Assim, sucede que a economia estabelece um ponto de equilíbrio novo onde convive perfeitamente em uma situação longínqua da utilização óptima dos meios de produção.[12] Especificamente, na década dos '30 do século XX, durante a Grande Depressão, com uma alta taxa de desemprego.

Por conseguinte, dado que a relação “poupo igual ao investimento” não se estabelece sozinho ou automaticamente através da acção do mercado[13] e essa falha tende a resultar em crise, pareceria conveniente encontrar alguma maneira de harmonizar essas variáveis. Keynes postula que a única força capaz de fazer isso é o Estado.[14]

Para tratar de entender o funcionamento real da economia e suas diferenças com os esquemas formais do dogma clássico, Keynes desenvolveu os conceitos de propensión a consumir, multiplicador do investimento, eficiência marginal do capital e preferência pela liquidez.[15]

Propensión a consumir, poupança e investimento

A propensión marginal a consumir é a variação do consumo quando o rendimento disponível varia em uma unidade, isto é, a relação entre uma variação no rendimento e a modificação correspondente na despesa em consumo.[16]

Formalizando o anterior. Keynes postuló a equação do consumo, C=Co+cYd, onde C é o consumo total, Co é o consumo autónomo (aquele consumo que não depende do rendimento), c é a propensión marginal a consumir, e Yd (Yd=Yt-T+TR, onde Yt é o rendimento total, T são os impostos e TR são as transferências) é o rendimento disponível.

Se a propensión a consumir é débil e as oportunidades de investimento não são atrayentes, uma parte do rendimento que não se consome também não investir-se-á e a demanda efectiva reduzir-se-á, pelo que a economia contrair-se-á e o nível de emprego descerá.[17] De maneira que como a poupança e o investimento não sempre estão em equilíbrio,[18] ao estado lhe corresponde actuar para assegurar o nível de investimento necessário para multiplicar a actividade económica e garantir o pleno emprego.

Em termos práticos, e para contrarrestar o torque negativo dos '30, Keynes propunha que em momentos de estancamento económico, o estado tem a obrigação de estimular a demanda com maiores despesas económicas, de maneira que considerou a política fiscal como um instrumento decisivo.

Teoricamente, há três maneiras que o Estado pode financiar essas despesas: 1.- Aumentar os impostos. 2.- Plotar mais dinheiro e 3.- Endividamento fiscal (uso dos dinheiros que a população está a poupar). Keynes baseia suas sugestões sobre um dinheiro com valor relativamente estável, pelo que não é partidário do incremento indiscriminado em sua "produção".[19] Ainda que para Keynes o incremento de impostos era legítimo se orientava-se ao aumento do investimento público e da demanda, considerava adequado financiar o incremento da despesa fiscal através do endividamento, em lugar de dedicar todos os impostos arrecadados ao pagamento de dívidas.[20] O outro lado dessa política é que o Estado deve pagar essa dívida quando seus rendimentos aumentem, devido ao incremento por rendimentos de impostos quando eventualmente tenha um auge (se note: esse aumento nos rendimentos deve-se ao auge ou expansão na economia, etc, não a um incremento na taxa de impostos). Em outras palavras, a proposta de Keynes é que o Estado deve jogar em general um papel contracíclico na economia: estimulando a demanda em momentos de recessão e restringindo-a em momentos de auge. Desta maneira, os ciclos económicos se aminoran e não se transformam em crise.

Taxas de interesse e rentabilidad

A teoria clássica supunha que as leis do mercado fariam mover as taxas de interesse no ponto adequado para garantir o rendimento dos investimentos, mas também neste caso o dogma clássico mal cobria casos excepcionais (geralmente, esse no qual o capital esta o suficientemente disperso como para estar submetido a competicion entre suas poseedores), em tanto a realidade funciona geralmente em outra forma. A preferência pela liquidez, leva à gente a atesorar ou a tratar de ter dinheiro efectivo ou disponível, Asi, "a taxa de interesse é o prêmio que tem que se oferecer para induzir à gente para conservar sua riqueza em qualquer outra forma diferente ao dinheiro atesorado".[21]

Mas essa preferência pela liquidez pode levar a acções daninhas à conveniencia económica geral. Por exemplo, se há incerteza ou os preços decaen, a população em general pode preferir manter seus dinheiros “na mão”, tendência que. se generaliza-se, pode levar a uma diminuição séria da demanda ou inclusive a uma corrida bancária.

Igualmente séria desde o ponto de vista geral é o resultado do agregado de grandes quantidades de dinheiro em poucas mãos. Esses “rentistas” chegam a estar em uma situação que lhes permite demandar interesses excessivos pelo uso desse dinheiro, o que tende a diminuir o investimento e consequentemente, deprime (ainda em termos clássicos) a economia em general.

Se as autoridades monetárias falham em reduzir as taxas de interesse por embaixo da eficiência marginal do capital, a economia contrair-se-á irremediavelmente, ainda que a causa de fundo do desánimo do investimento não é o nível das taxas de interesse senão a queda da rentabilidad. Para Keynes, finalmente, uma recessão "é o resultado da mudança cíclica da eficiência marginal do capital".[22]

Considerações políticas

Dentro da coyuntura histórica, económica e política, o keynesianismo —e seus projectos consequentes como o Estado de Bem-estar e o desarrollismo— deu aos dirigentes mundiais a oportunidade de salvar a democracia, cuja existência chegou a se ver ameaçada devido ao auge das ditaduras produto da incapacidade do liberalismo clássico de resolver a crise.[23] Devido a esta razão os princípios do keynesianismo foram aplicados de uma ou outra maneira em grande parte dos Estados ocidentais desde o final da Segunda Guerra Mundial até que nos anos '70 um novo tipo de crise levou a seu questionamento[24] e o resurgimiento de aproximações clássicas baixo o neoliberalismo.[25]

Conquanto as repercussões político-económicas de Keynes e vários de seus partidários são variadas, alguns acham que a ideia do keynesianismo é salvar ao capitalismo ou o manter estável.[26] Desde o lado oposto, mas quiçá com a mesma intenção e similares mecanismos retóricos, Keynes é descrito como sendo "bem mais que um keynesiano. Sobretudo foi a figura extraordinariamente perniciosa e maliciosa que temos examinado neste capítulo. Um encantador mas ambicioso estatista maquiavélico, quem personificaba algumas das tendências e instituições mais malignas do século vinte[27] Quiçá com uma visão um pouco mais medida Waligosrky alega que essas políticas foram adoptadas: "como uma resguardo contra o poder do mercado para socavar nossas instituições políticas e sociais mais valuables. ..(..).. um mercado totalmente livre é definitivamente não o melhor para uma democracia, um mercado sem regulações não garante justiça nem prosperidade..."[28]

Desde o ponto de vista de Keynes mesmo, e a nível da Economia política o ponto central de sua teoria baseia-se em uma percepción derivada tanto de Marx [29] como de Schumpeter .[30] Ambos pensadores consideram que a crise é, no médio e longo prazo, uma parte intrínseca do sistema capitalista (e que eventualmente o destruiran) Ambos pensadores permitem então a Keynes sugerir que o sistema delineado por Adam Smith só pode referir a uma etapa e momento especifico no qual o capitalismo se estava a desenvolver mas que em general, esse desenvolvimento não pode existir sem a crise e não pode dar prosperidade em um lugar se é que não esta explodindo em algum outro.[31] Ironicamente, o keynesianismo poderia retornar a acusação que os partidários da Escola Austriaca lhe fazem "poderíamos resumir a tese de Hazlitt em que as falacias e os erros económicos provem de fixar nossa atenção nos efeitos que uma medida económica tem em curto prazo e sobre um reduzido sector."[32]

Mas tal resposta, apesar de ser correcta, poderia quiçá levar a um equívoco: se aceitamos que as crises são parte inherente do capitalismo, a eliminação delas demanda medidas que vão para além que esse sistema. Em suas palavras "só o Estado pode restaurar os equilíbrios fundamentais", e a participação do Estado implica movimento para o socialismo. O problema —pelo menos para alguns— é que por um lado o deseja que essa transformação seja democrática[33] e pelo outro, acha que para isso se precisa um nível de entendimento e controle sobre a economia que, em seu tempo pelo menos, não existia. A mudança do sistema de propriedade dos meios de produção não basta para resolver os problemas da economia. Keynes disse em 1926, como resposta à proposição de que o que se precisava era a "insurrecion proletaria": "Faz-nos falta, mais que normalmente, um esquema coerente... Todos os partidos políticos têm suas origens em ideias do passado, não em novas e nenhum mais notoriamente como os dos marxistas. Não é necessário debater as subtilezas do que justificaria a um homem promover seu evangelho pela força, porque ninguém tem esse evangelho. A próxima movida é com a cabeça, mas primeiro devemos esperar[34] Keynes não pode pensar de outra maneira. Se a percepción que a descrição de Smith e as formalizaciones posteriores correspondem a um momento e lugar particular é correcta, segue que as leis gerais da economia, especialmente a "engenharia económica" (esse ramo que se refira às decisões práticas, do dia a dia, empresa por empresa, etc.) estão por descobrir-se; careciendose de formalizaciones que, em seu tempo pelo menos, não existiam (ver debate sobre o cálculo económico no socialismo). Por exemplo, os trabalhos de de Jan Tinbergen, Wassily Leontief, Simon Kuznets, etc, todos fundamentais para a econometría ainda não tinham sido publicados nessa data. (As mesmas percepciones de Keynes não foram formalizadas (matematizadas) até os contribuas de, primeiro, John Hicks e, posteriormente, em EEUU, Paul Samuelson.

A proposta que Keynes eventualmente produziu telefonema socialista e siniestra pelos partidários da Escola Austriaca[35] é a eliminação do poder da escassez do dinheiro, situação usada e exacerbada, em sua opinião, pela acção dos "rentiers" (especuladores, financistas ou capitalistas) através do agregado que lhes permite demandar altas taxas de interesse por seu uso, o que leva, em sua opinião, ao "poder progressivamente opresor dos capitalistas para explodir o valor da escassez do capital" (ver cita anterior). Essa eliminação baseia-se em duas medidas fundamentais: o abandono definitivo do ouro como moeda e sua substituição com o sistema de divisa moderna, que poder-se-ia chamar dinheiro fiduciario mas que pode ser vista como um passo para a concepção do dinheiro como unidade de conta.[36] A outra medida complementar foi pôr o papel de emissor do dinheiro e controle sobre a Taxa de interesse no estado através do banco central.[37] Estas propostas foram geralmente adoptadas a nível mundial anteriormente à Segunda Guerra Mundial a nível dos países, mas seu corolario lógico (a adopção de um sistema monetário comum independente dos governos individuais[38] não o foi. - (ver Bancor e Acordos de Bretton Woods)

Keynes mesmo não vê essa proposta de acção estatal -de utilização das poupanças privadas a benefício comum- como inovadora ou extraordinária em se mesma. Pelo contrário, é algo -que em sua opinião- todos -os economistas- sabem e aceitam, só que é aplicada em casos excepcionais.[39] O sozinho propõe utilizar essa aproximação mais geralmente: “Isso é pelo qual a guerra tem sempre causado uma actividade industrial intensa. No passado a finança ortodoxa tem considerado a guerra como a única desculpa legitima de criar emprego através da despesa governamental. Ud, Sr Presidente, tendo-se livrado de tais preconcepciones, esta livre para utilizar no interesse da paz e prosperidade essas técnicas que anteriormente só se lhes tem permitido servir os propósitos da guerra e a destruição” (J.M. Keynes: Carta aberta a Roosevelt, ponto 8). O que se considera especial é a delucidacion das relações económicas que substentan o funcionamento da economia. Principal entre essas é o papel que o dinheiro, as taxas de interesse e a demanda jogam. Para Keynes, tal esclarecimento e subsecuente traspasso ao poder do estado o controle de ambos factores levasse ao desaparecimento dos “rentiers” (ou pelo menos desse aspecto da função empresarial) o que a sua vês permitiria o uso completo dos factores de produção.[40]

Na actualidade alguns partidários do neoliberalismo ainda abogan pela volta ao padrão oro. Alan Greenspan, por exemplo, alega que "um antagonismo quase histérico para o padrão oro une a todos os estatalistas. Parecem dar-se conta, talvez com maior clareza e subtileza que muitos liberais, que o ouro e a liberdade económica são inseparáveis, que o padrão oro é um instrumento do laissez-faire, e que a cada um implica e requer o outro.[41] (curiosamente, ao fazer isto parecem esquecer que von Mises em seu critica a Keynes sugere que "O dinheiro é somente o médio de intercâmbio geralmente empregado"[42] ). Para eles, a decisão de Bretton Woods não foi uma falha de aceitação do keynesianismo e a imposição dos interesses de EE.UU. senão resultado as acções de Harry D. White, representante de EEUU nessas conversas e arguido de ser um agente comunista.,[43] o que se utiliza para sugerir que tal decision foi resultado de um complô gigantesco. Aparentemente bem como alguns reduzem tudo através de uma "análise de classes" a uma conspiração burguesa, outros o reduzem, através da análise das conspirações, à acção do "estatismo".

Críticas

As sugestões de Keynes tem sido objecto de várias tentativas de criticas, algumas das quais parecem demonstrar não só uma falta de entendimento da posição de Keynes senão inclusive de conceitos económicos ou factos históricos básicos.

Assim, por exemplo, Wilhelm Röpke escreveu: “Pode achar-se que há épocas nas que medidas vigorosas para aumentar a oferta monetária impedirão o desastre; mas uma figura científica tão destacada como Keynes não pode impunemente estender o manto de sua autoridade sobre a propensión crónica de todos os Governos para a inflação. Pode achar em certas circunstâncias um aumento da dívida pública é o mau menor; mas tal medida temporária não pode impunemente se transformar em princípio de carácter geral.

A fim, aparentemente, de terminar com essa suposta impunidade, Röpke alega[44] que “Se pode descobrir no mecanismo do poupo problemas que exigem atenção especial,... mas não se pode impunemente despojar aos homens do sentimento de que é bom poupar, guardar uma reserva para eles e suas famílias, em vez do gastar todo e depois pedir ajuda ao Estado –o maior de todos os gastadores- em épocas de necessidade.” “Keynes acostumou a uma nova geração a utilizar uma lógica económica que gira unicamente em torno de como manter a ‘demanda efectiva’ na forma mais segura ao nível mais alto possível, enquanto o verdadeiro problema da posguerra era o de como frear a tempo uma prosperidade inflacionista.”[45] “Um facto da época de posguerra, tão singular como comprometedor para o keynesianismo,.. A maioria dos Governos, e quiçá a maioria dos economistas, têm adquirido penosamente consciência do inadequado dos ensinos de Keynes para enfrentar com a inflação crónica dos anos da posguerra;” Röpke conclui: "Saber se as contribuições de Keynes à teoria económica e à técnica económica são correctas e em que medida o são, constituirá ainda durante muito tempo tema de discussão. Mas que no nível superior da filosofia social e da ética política estava completamente equivocado, isso se vê já com suficiente clareza”.

Para começar, Röpke parece mau entender a posição de Keynes, quem nunca sugerio -já seja directa ou implicitamente, que se deve ou que séria conveniente “despojar aos homens do sentimento de que é bom poupar, guardar uma reserva para eles e suas famílias”. Pelo contrário, e de facto, Keynes foi tão longe como a propor -durante a guerra- um plano de poupanças obrigatório. Mais geralmente, e como temos visto, a sugestão de Keynes é que o Estado deve intervir a fim de equilibrar as taxas de poupança e inversion de forma tal que promovam o crescimento económico, utilizando directamente (tomando em empréstimo) se é necessário, essas poupanças. Como é óbvio, tal proposta requer poupanças por parte de “os homens”, poupanças que, como temos visto, Keynes considerava deveriam ser obrigatórios se as circunstâncias o mereciam. (de facto, durante a Segunda Guerra Mundial essa proposta foi implementada tanto na Inglaterra como em EEUU. contribuindo em ambos países de grande maneira às despesas de guerra e depois, com a volta das poupanças aos indivíduos, à prevenção da deflación)

A seguir, não é óbvio o porque Röpke critica as supostas "medidas vigorosas para aumentar a oferta monetária " de Keynes. Como deveria ser claro, a proposta central de Keynes é que a demanda controla a produção em um sistema no qual o valor da moeda é relativamente estável. Keynes nunca proponho que a solução aos problemas económicos reside única ou principalmente no aumento indiscriminado da oferta monetária, pelo contrário, era partidário de manter a quantidade do circulante dentro de limites determinados por uma taxa de interesse que favoresca a utilização máxima dos recursos económicos. Isso, em certas circunstâncias, pode significar o aumento da quantidade do dinheiro, Em outras, um aumento da velocidade de circulação do mesmo. Mas em ainda outras pode significar o oposto[46] O fundamental, na opinião de Keynes, é a relação taxa de interesse - taxa de ganho, não a quantidade de circulante. Essa quantidade é só um dos instrumentos para controlar essa taxa[47] e a proposta da pôr baixo controle estatal é precisamente para conseguir esse objectivo: estabilizar essa relação entre as taxas ao nível óptimo.[48]


Adicionalmente, não esta claro o porque Röpke considera que a “inflação crónica” é um facto singular ou comprometedor para Keynes. O que se parece singular e comprometedor é que um economista alemão ignore a hiperinflación que esse país sofreu durante a época seguinte à primeira guerra mundial e o facto que Keynes já tinha denunciado-anteriormente (tão cedo como em 1919)- a Röpke mesmo e a quem foram influídos por suas propostas- as politicas que causaram as crises de posguerra.[49] E é não só comprometedor senão que bordea no vergonzoso que alguém que sugere estar a falar desde “o nível superior da filosofia social e da ética política” considere que o período das crises pode ser caracterizado como um tempo de prosperidade inflacionista” -o problema sendo, como é de conhecimento geral, a deflación e a extensiva falta de emprego.-. Tal posição parece implicar que Röpke ignora -entre outros- os milhões de desempregados na Alemanha dantes do acesso de Hitler ao poder -no momento dessa accesión, sobre 6 milhões, mais de 40% da força de trabalho, estavam desempregados.- ou as medidas que o banco central desse país, baixo a direcção de Heinrich Brüning, adopto a fim de solucionar a crise (reduzir, por decreto, os salários). Possivelmente pelo menos parte do período durante o qual Hitler governou poderia ser chamado de prosperidade (ao menos para quem o considerava "arios puros"), mas quiçá desde o ponto de vista “do nível superior da filosofia social e da ética política” essa não seja a característica mais notável do nazismo.[50]

Criticas mas razonadas vêm de vários economistas, incluindo alguns que se consideram fortemente influídos pela visão de Keynes. Assim, por exemplo, J.K. Galbraith dá três elementos para tal critica:

Desenvolvimentos posteriores

Essas ambigüedades que se mencionaram têm dado origem a diferentes interpretações das sugestões de Keynes. Adicionalmente, o desenvolvimento das teorias económicas tem levado a uma profundizacion e especificação de alguns dos conceitos empregados originalmente.

Uma das primeiras "interpretações" da obra de Keynes foi a Finança funcional proposta por Abba Lerner.

Entre as interpretações mais conhecidas encontram-se as que se originaram em um projecto para reconciliar as percepciones keynesianas com as da escola neoclasica -especificamente, as percepciones de Alfred Marshall a respeito de um Equilíbrio parcial, a "matematizacion" da Economia por Leon Walras e o trabalho de Arthur Pigou, considerado o pai da Economia do bem-estar - por parte dos conhecidos Paul Samuelson; John Hicks, Alvin Hansen e Franco Modigliani. Não sorprendentemene este projecto é conhecido como escola ou 'síntese neoclasica' (ver: A síntese clássico-keynesiana). Desde esta aproximação originou-se uma das versões da Nova Economia do bem-estar, a partir de uma proposta de Samuelson, baseado na percepción que “nenhum sistema de preços descentralizado pode servir para determinar optimamente os níveis de consumo colectivo” o que ocasiona a “imposibilidad de uma solução espontánea descentralizada” aos cálculos envolvidos para estabelecer um uso óptimo desses bens.[62] (ver Condição de Samuelson)

Posteriormente, e a partir de uma revaluacion da posição de Keynes a respeito da incerteza e o equilíbrio por Axel Leijonhufvud [63] emergem outras duas escolas:

Os representantes mais conhecidos desta escola são: Gregory Mankiw; Joseph E. Stiglitz e Ben Bernanke. Contam-se ademais, John B. Taylor, David Romer, Olivier Blanchard, Nobuhiro Kiyotaki, Jordi Galí, e Michael Woodford.

Os postkeynesianos consideram valida critica-a fundamental de Keynes ao conceito neoclasico de equilíbrio de longo prazo. Ademais, muitos deles consideram que a Teoria geral não tem sido explorada em plenitude e que repagaria abundantemente um esforço sistémico nesse sentido.

Enlaces externos

Notas

  1. "Keynesianismo"; Economia. Dicionário Enciclopédico 6:212. Barcelona: Planeta, 1980.
  2. Essencialmente, condições de concorrência perfeita, que requereriam não só a ausência de todo o tipo de organizações gremiales ou sindicais (não só de trabalhadores mas também de empleadores, incluindo associações de capital social, as chamadas sociedades anónimas ou limitadas ou qualquer outra forma de monopólio ou oligopsonio) mas também informação perfeita sobre o mercado e alta flexibilidade tanto de fluxos de capital como de trabalho e habilidades. Obviamente essa, por desejável que seja, não é uma situação real. Por exemplo, a ausência de pessoal qualificado dificulta a criação de empresas “de avançada” em países nos quais há altos níveis de desemprego e nos quais, teoréticamente, séria altamente conveniente investir nessas áreas a fim de tomar vantagem dessa abundância de trabalho: as habilidades dos trabalhadores não são livre e universalmente transferibles de um tipo ou área de trabalho a outro. Segue que pode ter ausência de trabalhadores disponíveis em uma área económica ainda que tenha um alto nível de desemprego. (Ver também debate sobre Asimetría da informação)
  3. Keynes escreve: "são só um caso especial ... que assume uma situacion que é o ponto limite das possíveis situações de equilíbrio." Teoria Geral, etc, primeiro capitulo.
  4. Prebisch, Raúl (1947). Introdução a Keynes: 25. México: Fundo de Cultura Económica
  5. convém notar que isto se pode interpretar de duas maneiras: a primeira: que "todo o que se vende tanto faz que todo o que se compra" é obviamente correcta. A segunda, que "os custos de todo o que se produz estan cobertos por todo o que se compra" é debatible. Keynes sugere que o ultimo só é correcto quando todo o que não se gasta é imediatamente poupado e todo o poupado é directamente investido. Sucede que, em realidade, há, pelo menos, uma quantidade de dinheiro que nem se poupa (deposita em um banco) nem se usa para comprar: mantém-se "no bolsillo". Esta "preferência pela liquidez" tem efeitos economicos.
  6. Keynes (Teoria geral , , cap 21) descreve isto como a diferença entre uma teoria do equilíbrio estacionário e uma a respeito de o: ""equilbrio cambiante"- significando por isto ultimo uma teoria de um sistema no qual as percepciones a respeito do futuro são capazes de influir a situacion presente". (ver tambien nota mas abaixo)
  7. Keynes escreve: “We have seen above that the marginal efficiency of capital[1] depends, not only on the existing abundance or scarcity of capital-goods and the current cost of production of capital-goods, but also on current expectations as to the future yield of capital-goods.” (Teoria Geral: cap 22. Ver também cap 5) Quiçá seja conveniente manter presente a relação a essa visão que Keynes -apesar de dar classes de economia na universidade de Cambridge não era somente um economista académico. O chegou a ser gerente geral de uma das empresas de seguros mas grandes na Inglaterra nessa época. No processo, transformou-se em milionário. A percepción que o anterior lhe deu sobre os motivos e razões de empresários em general informam suas teorias
  8. Keynes agrega outra situação: se o rendimento é tão grande que excede notavelmente a despesa necessária e possível. Ele introduz aqui uma diferença entre os que defieren despesa actual para gastar no futuro mais ou menos próximo e os que simplesmente não podem gastar o que recebem como rendimento e procedem a "acumular" (hoard) dinheiro para "investir" se transformando assim no que ele lume "rentistas" (aqueles que vivem dos interesses que resultam de tais investimentos ou empréstimos). Para o interes do presente argumento o relevante é que ambos tipos de retiro do circulante levam a uma diminuição da demanda, no entanto, outros aspectos desta diferença serão tocados mais adiante
  9. O desenvolvimento desta percepción levo a Franco Modigliani a desenvolver sua “hipótese do ciclo de vida”, de acordo à qual os indivíduos tratam de manter um regular de vida através dela. Dandose conta que em sua velhice ou ao se retirar seus rendimentos diminuirão, procedem racionalmente a poupar no presente a fim de manter seu nível de despesas nesse futuro. Isto explicaria uma variedade de fenómenos económicos -por exemplo, o porque quando a riqueza aumenta ou a economia se expande, as poupanças diminuem em relação aos rendimentos- O trabalho nesta área ganho a Modigliani o Prêmio Nobel de economia em 1985.
  10. Os economistas diferenciam duas situações que levam à reduccion de preços. Ambas podem ser vistas como correspondendo a momentos diferentes em um ciclo económico. A primeira corresponde a queda de preços devido expansão da produção. Esta situação corresponde à descrita tanto por Smith, Ricardo, Marx, etc, e levou-os a postular que, na medida que a produção se expande, a taxa de ganho decae, o que a sua vez promove expansão e inovação, mas ao mesmo tempo mantém salários relativamente baixos, todo o qual termina em uma crise de sobreproducción, o que provoca outro processo deflacionario, desta vez devido à incapacidade da demanda de absorver o produzido. Uma situacion similar pode-se observar com o fordismo, o que -dado que aumenta a capacidade de demanda- permitiu uma grande expansão da produccion industrial, mas, na opinion de Keynes, levo a sua vez a uma escassez de capital, o que produz que o desenvolvimento se estanque, o qual produz que o emprego caia, com o que se incrementa a escassez de capital, etc. Isto, a sua vez, leva de novo ao segundo tipo de deflación: preocupados pela incerteza, a demanda (não só por bens senão também por investimentos e outros serviços) decae catastróficamente e o mesmo sucede com os preços e a produção, completando o ciclo.
  11. J Robinson: “Economics of Imperfect Competition” Macmillanm London, 1933- Por esses trabalhos Robinson foi eleita -a única não residente (aparte de ser a única mulher)- presidente da Associação de Economistas da América. Ela é também a única mulher que tem sido considerada para o Prêmio Nobel de economia.
  12. . Economistas chamam a este situacion “equilíbrio de subempleo”. Convém notar que em realidade a situacion não é estável no sentido comun da palavra, senão um exemplo do que se chama equilíbrio dinâmico. Ver, por exemplo: Jacques H. Drèze (edt) “Advances in Macroeconomic Theory”.- Palgrave Macmillan (2001) (em ingles)
  13. existem tambien, devo admitir, forças que um pode com justiça descrever como automaticas as que operam baixo qualquer sistema monetário na direccion de restaurar um equilíbrio em longo prazo entre as poupanças e os investimentos. O que duvido -apesar de que é contrário ao que geralmente se crê- é se essas forças automaticas tenderan .. não só um equilíbrio entre as poupanças e os investimentos senão tambien um nível optimo de produccion” (J. M. Keynes, Collected Writings, Vol. 13, 1973: p.395)
  14. A frase que é comunmente atribuída a Keynes -Só o estado pode restaurar os equilíbrios fundamentais- tem chegado a transformar em um lugar comum” da economia politica moderna. Asi por exemplo, durante a Crise económica de 2008-2009 os periodicos de diferentes paises usaram-na repetidamente (ver, por exemplo: Der Spiegel ao respecto. e Angela Merkel proclamo “Só o estado é capaz de restaurar a confiança necessária. Anders Aslund -economista do Peterson Institute for International Economics agrega only the state can restore confidence incapitalism . Keynes é um pouco mas medido. De acordo a vários autores a frase é: “Só o Estado tem a capacidade de actuar no interes geral”. (ver, por exemplo: How to Organize a Wave of Prosperity - The Evening Standard, 31 July 1928) etc
  15. Para uma vision critica temporã de todo o anterior ver, por exemplo, Alvin H. Hansen: “Under-Employmente Equilibrium” - Citado por vários autores, original em “The Yale Review” vol XXV, Nro 4, junho de 1936. (em ingles)
  16. Prebisch, R. op.cit. p.42.
  17. Prebisch, R. op.cit. p.p. 40-41.
  18. Hansen, Alvin (1957). Guia de Keynes: 59. México: Fundo de Cultura Económica.
  19. Keynes é reluctante a aumentar a quantidade de dinheiro mas alla de sua taxa natural de crescimento (entendida como a que permite que um aumento na quantidade de dinheiro equivalha a um aumento na quantidade de serviços monetários que a quantidade total de circulante representa) porque tal incremento podria alterar a base dos calculos economicos practicos: a taxa de interes. Keynes sugere que os calculos economicos se baseiam em "uma expectacion de relativa estabilidade nos custos futuros (taxa de interes) do dinheiro, o que não se podria fazer com confiança se o estandar de valor (dinheiro) fosse uma mercancia com um alto grau de elasticidade de produccion" (Teo Gene, cap 17). Em realidade o argumento é um pouco mas complexo. Keynes não esta sugeriendo que há uma taxa de interes natural, senão que há uma taxa de interes que corresponde à cada situacion de nível de emprego. Assumindo então que o proposito do exercício é chegar ao pleno emprego, a quantidade de dinheiro que deberia circular é aquela que corresponde a uma taxa de interes "optima" (a que promove pleno emprego). Essa não é uma quantidade absolutamente fixa, mas oscila dependendo de outros factores, o que implica que modificar a quantidade de dinheiro sem consideracion a esses elementos pode ter repercussões negativas para a economia em general. - Ver Teo Gene, cap 17, etc.
  20. Prebisch, R. op.cit. p.43.
  21. Hansen, A op.cit. p.114
  22. Prebisch, R. op.cit. p.p. 85,89.)
  23. John Kenneth Galbraith Uma viagem pela economia de nosso tempo (1994)
  24. A política: Instituições políticas - CRISES DO ESTADO DO BEM-ESTAR: REPLANTEAMIENTO E PERSPECTIVAS DE FUTURO - Wikilearning
  25. ver, por exemplo, Henry Hazlitt "Economia em uma lição"
  26. esta parece ser a vision de Trotsky . Efectivamente, ele se referia às posições políticas que procuravam implementar as teorias de Keynes assim: o filisteo democrata e o burócrata estalinista, se não gémeos, são pelo menos irmãos espirituais. Politicamente, pertencem, em todo o caso, ao mesmo campo. Sobre a colaboração de estalinistas, democratas e liberais repousa actualmente o sistema governamental da França e, acrescentando os anarquistas, o da Espanha republicana. Se o Independent Labour Party da Inglaterra oferece uma tão pobre aparência é porque durante anos não tem saído dos braços da Komintern. (...), com isso tanto mais seguramente se convertem em chefes da pequena burguesía contra o proletariado. - Trotsky Escritos filosoficos, pp 62 (Seu Moral e a Nossa. Coyoacán, 16 de fevereiro de 1938)
  27. Murray N Rothbard, "Keynes the Man" em http://www.mises.org/etexts/keynestheman.pdf (em ingles) Rothbard informa-nos que Keynes disse que sua sociedade preferida "significaria a eutanásia do que vive dos interesses monetários (rentier) e, consequentemente, a eutanásia do poder progressivamente opresor dos capitalistas para explodir o valor da escassez do capital"
  28. . Liberal Economics and Democracy .- ISBN 978-0-7006-0803-4 - http://www.kansaspress.ku.edu/wallib.html
  29. A burguesía não pode existir se não é revolucionando incessantemente os instrumentos da produção, que tanto vale dizer o sistema tudo da produção, e com ele todo o regime social. (Manifesto Comunista)
  30. o capitalismo depende em temporais permanentes de destruccion criativa" (Capitalismo, Socialismo e Democracia)
  31. A chamada "teoria da instabilidade inherente". Posteriormente Hyman Minsky desenvolvo essa percepción através do estudo do ciclo financeiro das empresas (o chamado “ciclo de Minsky”). De acordo a esta visão, empresas que iniciam uma área económica estão, geralmente, bem financiadas e recebem rendimentos suficientes como para cobrir seus custos e produzir ganho. Empresas que chegam a essa área posteriormente -confrontadas com uma diminuição da taxa de ganho- recorrem à dívida para se financiar. Essa tendência contínua até que eventualmente as empresas estão a percorrer a prestamos inclusive para financiar o pagamento de dividendos e interesses de dívidas previamente contraídas. Pode inclusive chegar a ser o caso que muitos “inversionistas” -realizando que “investimentos de curto prazo”, já seja em acções ou bonos, etc, pode produzir grandes ganhos, recorram à dívida a fim de investir. Em algum momento algo sucede e o edifício completo colapsa, o resultado exacto dependendo de cuan avançado se este no ciclo e cuan extensamente se tenha difundido através do sistema económico. (ver, por exemplo Wolfson, Martin H: “Minsky’s Theory of Financial Crise in a Global Context”, Journal of Economic Issues, 1ro de junho de 2002)
  32. Reseña de "A economia em uma lição" de Henry Hazlitt, Juan Ramón Rallo Julián em http://www.liberalismo.org/articulos/59/
  33. “Ud pode sentir, Sr Presidente, a estas alturas, que minha critica é mas óbvia que minha simpatia. Mas esse não é verdadeiramente o caso. Ud permanece, em meu opinion, o governante .... que vê a necessidade de uma mudança profunda de meios e esta tratando do conseguir sem intolerância, tirania ou destruccion...” (Keynes, Carta aberta a Roosevelt, ponto 14) e “Mas mas alla disto, não se vê um caso óbvio por um sistema de Socialismo de Estado. Não é a propriedade dos meios de produccion o que é importante que o Estado controle. Se o Estado é capaz de determinar o uso agregado de recursos dedicados a aumentar os instrumentos (Keynes usa essa palavra para designar bens de capital) e a taxa basica de recompensa a quem possuem-nos, habra conseguido todo o que é necessário. Ainda mas, as medidas de socializacion necessárias podem ser introduzidas gradualmente e sem romper a tradicion geral da sociedade” (Teoria geral , etc, cap 24)
  34. comentário sobre "A onde vai a Grã-Bretanha" (Trosky) em http://www.marxists.org/history/etol/document/comments/keynes01.htm
  35. Marx e Keynes: Paralelismos siniestros- em http://www.liberalismo.org/articulo/383/40/
  36. . Curiosamente parece ter aqui um acordo entre Keynes e seu grande oponente, Von Mises, pelo menos em relação ao papel do dinheiro. Efectivamente, Von Mises diz, em relação à Lei de Say: "As mercadorias, dizia Say, pagam-se em última instância não com dinheiro, senão com outras mercadorias. O dinheiro é somente o médio de intercâmbio geralmente empregado; joga só o papel de intermediário. O que, em definitiva, o vendedor quer receber a mudança das mercadorias vendidas são outras mercadorias". Von Mises: Lord Keynes e a Lei de Say (em http://www.liberalismo.org/articulo/341/40/ )
  37. . Geralmente com um papel autónomo dentro de certos objectivos, tais como fixar a taxa de interesse a fim de promover crescimento económico e estabilidade monetária
  38. Luis Orduna Díez (2005) As ideias de keynes para a ordem economico mundial
  39. Já Adam Smith tinha observado: “Quando a guerra vem, os políticos são tanto incapazes como reluctantes de aumentar os impostos em proporção ao aumento das despesas. São reluctantes porque temem ofender à gente, quem, devido a um aumento tão súbito e maior nos impostos, cedo encontrá-la-iam inconveniente... A facilidade do empréstito a libra desse predicamento.. Através de prestamos eles, com um aumento muito moderado nos impostos, podem levantar, ano após ano, o dinheiro suficiente para conduzir a campanha e através da pratica do financiamento perpétuo se lhes permite, com o mínimo aumento dos impostos (a fim de pagar os interesses da dívida publica) levantar anualmente o máximo de dinheiro (para financiar a guerra)” - Adam Smith, A riqueza das nações (1776). Livro V, Capitulo 3, Articulo III: Da Dívida Publica -
  40. Vejo o aspecto “rentier” do capitalismo como uma fase transicional que desaparecera quando tenha efectuado seu labor. E com a desaparicion dessa fase rentier muito mas sufrira uma mudança profunda. Sera ademas uma grande vantagem da ordem de coisas que estou a propor, que a eutanásia do rentier, do inversionista sem outra funcion, sera uma continuacion prolongada e gradual do que temos visto faz pouco em Grã-Bretanha, e não precisasse uma revolucion. (J.M. Keynes: Teoria geral , etc, cap 24)
  41. Gold and Economic Freedom.- Alan Greenspan (em ingles) em http://www.321gold.com/fed/greenspan/1966.html
  42. Ludwig von Mises Lord Keynes e a Lei de Say -Traduzido por Juan Ramón Rallo Julián
  43. "Harry Dexter White, um comunista no FMI" por Francisco Cabrillo em http://www.libertaddigital.com/index.php?action=desaopi&cpn=16988
  44. “Introdução à Economia Política” de Wilhelm Röpke – União Editorial SA – ISBN 84-7209-019-1
  45. Röpke parece avançar aqui o mesmo argumento que os partidários da escola austriaca avançam quando confrontam crise: o problema é- alega-se- que teve “demasiada prosperidade” -entendida como excesso de demanda- anteriormente. Deixando de lado se isso é correcto (o que Lionel Robbins -um dos proponentes iniciais da sugestão - chego a duvidar: “A partir da assunção que o diagnostico de libertação monetária excessiva e investimentos erróneos fosse correcto -o que certamente não é um assunto resolvido"), dois problemas permanecem irresueltos: que fazer ao respecto e o porque não o propõem durante o período de prosperidade inflacionista” mesma. O exemplo mas recente e notorio deste problema é o de Alan Greenspan, quem, em meados do 2007, durante a borbulha que precedeu à A crise de liquidez de setembro de 2008, respondeu -quando se lhe advertiu das consequências da grande expansão dívida -tanto individual como nacional- que estava a suceder- que em tudo caso essa dívida não era problema (“Tais temores ignoram um facto fundamental da vida moderna: em uma economia de mercado, o aumento da dívida vai da mão com o progresso”), dando assim origem ao que chego a ser conhecido como o “Greenspan Put” (“não importa que seja o que falhe, a Reserva Federal o resgatasse através de criar o suficiente dinheiro barato para sacar de seus problemas”). No entanto, e anteriormente, ao começo da crise, Greenspan traço sua origem ao “excesso de crédito” (“A acessibilidade de crédito domestico barato e aparentemente sem limite alentou uma loucura de construção e compra.. o que sucedeu a seguir é agora uma história penosamente familiar”. )- , Alan Greenspan, “The Age of Turbulence: Adventures in a New World. New York: Penguin Press. ISBN 1-59420-131-5. OCLC 122973403 capt 18, -“Contas correntes e dívida”- e “Epilogo” respectivamente)
  46. Essa situacion habia sido já esclarecida por Irving Fisher, a quem Keynes refere várias vezes e com cujo trabalho qualquer economista -inclusive nos tempos de Röpke- deberia ser familiar.
  47. Michael Kumhof Fiscal crise resolution: Taxation contra Inflation
  48. E inclusive a derivação de tal visão não deveria ter sido uma grande novidade para Röpke. Já Ricardo tinha observado: "As solicitações de dinheiro ao Banco, então, dependem da comparação entre a taxa de ganho que se pode obter pelo uso desse dinheiro e a taxa à qual eles (Os Bancos) estão dispostos ao prestar. Se cobram menos que a taxa de interesse do mercado, não há limite à quantidade de dinheiro que não poderiam prestar - se cobram mas que essa taxa ninguém, senão os usureros e os derrochadores, será encontrado para tomar empréstitos deles" David Ricardo: On the Principles of Political Economy and Taxation.- Chapter 27: On Currency and Banks, parrafo 33 (em ingles no original)
  49. Por exemplo: "Diz-se que Lenin declaro que a melhor maneira de destruir o sistema capitalista é devaluar sua moeda. Por um processo contínuo de inflacion, os governos podem confiscar secretamente, sem ser observados, uma parte importante da riqueza de seus cidadãos. A traves deste metodo eles não só confiscam, mas confiscam arbitrariamente; e mientra o processo empobrece a muitos, enriquece a alguns..... E na medida que a inflacion avança e o verdadeiro valor da moeda fluctua livremente mês a mês, todas as relações permanentes entre depositantes e inversionistas, que formam as bases ultima do capitalismo, chegam a desordenarse de tal maneira que começam a carecer de sentido, e o processo de generacion de riqueza degenera em uma loteria e uma aposta. (...) A inflacion dos sistemas monetários europeus tem chegado a limites extraordinários . Os governos beligerantes, incapazes ou demasiado timidos ou faltos de prevision para assegurar a traves de emprestitos ou impostos os recursos que precisavam, têm plotado bilhetes pelo balanço..- ( J.M. Keynes: The Economic Consequences of the Peace (1919) cap 6)
  50. Para ser quiçá mas justos com Röpke que o que o é com Keynes, é possível que seu critica se dirija não tanto a Keynes como a uma das implementações do keynesianismo mas conhecidas na Europa: a “Finança funcional” de Abba Lerner. já que o terceiro princípio dessas finanças argumenta que o governo deve plotar dinheiro a fim de financiar seus projectos, sem cuidado aos princípios da “finança sã”. No entanto, Röpke encontraria dificil manter sua acusação contra essa aproximação, dado que outro de seus princípios -o segundo- especificamente menciona que a acção estatal deve procurar evitar a inflação. Ver Finança funcional
  51. Edmund S. Phelps, Antoni Bosch Domènech: Economia política especialmente capt XXI: “A inflação; suas causas e seu controle”
  52. John Petroff: COMPARAÇÃO ENTRE O MODELO CLÁSSICO E O DE KEYNES
  53. Valpy FitzGerald: MODELOS MONETÁRIOS E CONTROLE DA INFLAÇÃO NAS ECONOMIAS DE MERCADO EMERGENTES
  54. Por exemplo: “A inflacion aparece como um mecanismo pelo que as diversas forças sociais, que se instalam a seu turno no poder, conseguem assegurar o valor real de seus rendimentos. Isto é, que a inflacion não é nem um fenomeno neutro, nem aseptico, ou uma espécie de maleficio ... senão que há grupos sociais que .. beneficiam-se dela.” Jürgen Schuldt, Alberto Deita: Inflação: enfoques e políticas alternativos para a América Latina e o Equador p 9
  55. Esteban Mercatante: Keynes, a inflação e os salários
  56. Na medida que tais acções são percividas por diferentes sectores já seja como inimicas ao crescimento económico ou como tentativas de fazer recaer os os custos da prosperidade geral sobre um sector determinado ou excluir a esse sector do benefício de tal prosperidade
  57. Keynes mesmo faz este ponto. O considera que o aumento de preços em relacion aos salários representa uma transferência potencial de recursos ao estado, se este extrai impostos sobre tais excessos de ganho dada a mesma produccion. Para um analisis mas detalhado disto e problemas associados, ver: Allan H. Meltzer : Keynes's Monetary Theory
  58. por exemplo: Mario Rapoport alega: "Neste sentido, a inflação afecta a partilha das riquezas, enquanto a deflación a produção de bens. Passamos por alto que a realidade é mais complexa e supõe, na cada caso, situações diferentes e ganhadores e perdedores diferentes. Mas Keynes conclui, “a inflação é injusta e a deflación inoportuna. Quiçá a deflación é a pior das duas se faz-se abstracção de inflações extraordinárias como a da Alemanha” (em 1923). Efectivamente, em um mundo empobrecido “é pior provocar desocupación que frustrar ao rentista em suas esperanças” ainda que “os dois são males a evitar” (pág. 75)." em Voltando a Keynes e à inflação
  59. Fabozzi, Franco Modigliani, Michael G. Ferri, Margarita Gómez Escudero: MERCADOS E INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS esp pp 193
  60. Mohameden Ould-Mey, por exemplo, argumenta que a devaluacion da moeda contribui à transferência de recursos desde o Sur ao Norte": Currency Devaluation and Resource Transfer from the South to the North
  61. famosamente, Keynes respondio a quem pregavam paciência com a crise "porque se resolveria sozinha no longo prazo" que: "No longo prazo todos estaremos morridos"
  62. Paul A. Samuelson: The Pure Theory of Public Expenditure
  63. Leijonhufvud argumenta que a sintesis esta baseada em um equilíbrio walrasiano, o que séria contrário à vision de Keynes, para quem a economia é, fundamentalmente, um processo em desiquilibrio.- Ver "Keynesian Economics and the Economics of Keynes", em AER , 1968.
  64. Isto é um dos problemas centrais da economia, na medida que põe em questão uma assunção básica: se os indivíduos comportam-se racionalmente, porque nem os preços nem os salários baixam quando -de acordo a essa assunção- deveriam o fazer?. Daniel Kahneman tem explorado o assunto, chegando à conclusão que considerações de justiça” influencian essas decisões. Esta percepción provee uma fundação a alguns das assunções keynesianas. Nas palavras de Kahneman: “É plausible que o estado saiba mas a respeito das futuras preferências dos indivíduos que os indivíduos mesmos sabem no presente” em “New Challenges to the Rationality Asumption” -Journal of Institutional and Theoretical Economics” 150, (march 1994) p 18-36.- Ver também: D Kahneman,- J. Knetch e R. Thaler: “Fairness and the Assumptions of Economics” -Journal of Business, 59, (October 1986b) p S285-S300.- Por esse trabalho, Kahneman compartilhou o Prêmio Nobel de Economia com Vernon Smith em 2002.
  65. Scitovsky, Tibor (1941). «[Expressão errónea: operador < inesperado A Note on Welfare Propositions in Economics]». Review of Economic Studies 9 (1):  pp. 77–88. doi:10.2307/2967640.  .- Ver tambien: Fonseca, Gonçalo L.. «The Paretian System: Scitovsky Reversals and the Double Criteria».

Veja-se também

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"