A lei marcial é um estatuto de excepção de aplicação das normas legais ordinárias (normalmente regulado na Constituição do Estado), por médio do qual se outorgam faculdades extraordinárias às forças armadas ou a polícia quanto à administração de justiça e resguardo da ordem pública. Casos usuais de aplicação são a guerra ou para sufocar rebeliões.
Neste sentido, a lei marcial impõe-se quando é necessário apoiar as actividades de autoridades e organizações militares. Isto ocorre quando há necessidades qualificadas como "urgentes", nas quais as instituições ordinárias de justiça não funcionam ou se tais instituições se estimam lentas ou débis para manter o controle da nova situação. A meta da lei marcial é preservar a ordem durante uma emergência.
Em general, a lei marcial implica uma limitação e suspensão de alguns dos direitos que o ordenamento garante ao indivíduo, além de aplicar processos sumários nos julgamentos, e castigos severos para além dos que se impõem em situações normais. Em muitos casos de lei marcial, a pena de morte é imposta para crimes que normalmente não seriam crimes capitais, como o saque ou roubos em caso de catástrofes. Os chamados normalmente a exercer a lei marcial são os tribunais militares.
Por decisões do Corte Suprema dos Estados Unidos em casos ocorridos durante a Guerra de Secessão e a Segunda Guerra Mundial, sustentou-se que não era possível aplicar a lei marcial em caso de existir e estar operativos os julgados civis chamados a ditar a lei marcial. A lei marcial é a imposição do estado militar, no qual todos os civis se convertem em militares, submetidos às leis próprias do estatuto.