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Libido

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Para a banda peruana de rock, ver Libido (banda).

O termo libido, em seu uso comum (isto é, na língua geral), significa desejo sexual’.

Conteúdo

Etimología e erros comuns

Segundo o dicionário da Real Academia Espanhola, a palavra deve pronunciar-se como plana (libido) e não como esdrújula (bido), porque deriva do latín |libi:do|, com i: longa na segunda. No entanto, a pronunciación mais estendida, ainda que não normativa, é a líbido, seguramente por influência da palavra lívido (com acento agudo na primeira i e com v ), que significa ‘muito pálido’ (estar lívido). Também é comum que se lhe acrescente o artigo singular masculino o, mas em realidade se trata de um sustantivo feminino e, portanto, deve levar o artigo a.

Em psicoanálisis.

Sigmund Freud

Libido é também um conceito descrito por Sigmund Freud.[1] Refere-se à energia vital general da pessoa. A mente é um sistema que se autorregula graças à luta entre tendências ou instâncias opostas: trata-se de forças ou pulsiones (‘energia psíquica profunda que orienta o comportamento para um fim e se descarrega ao o conseguir’).
A esta dialéctica interna da psique chama-lha libido.

Desde a óptica freudiana (psicoanálisis), libido é a energia das pulsiones sexuais, o afecto que se encontra unido a determinada pulsión. Conquanto os trabalhos iniciais de Freud definiram-na desde um ponto de vista unicamente sexual, suas últimas obras reconsideraram este conceito e ampliaram-no, aplicando-o não só a esse âmbito, senão também à energia produtiva e vital de todo ser humano (se veja Eros e Tánatos).

Carl Gustav Jung

Tal e como se pode achar nas obras do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, tratar-se-ia de uma «energia psíquica indiferenciada», o «Élan vital de Bergson », não atada a um sustrato biologicista (Freud), e que em si mesma, sua definição, constituiu um dos resortes na ruptura de ambos autores.[2]

Em medicina em general

Em medicina aplica-se para definir especificamente o desejo sexual. A maioria dos médicos e psiquiatras consideram que um nível de libido inferior ao «normal» representa uma doença, e recomendam que se tomem medidas para a curar [cita requerida]. Também pode ser um sintoma de algum transtorno emocional, mais comummente da depressão.

Em outras disciplinas

Veja-se também

Wikcionario

Referências

  1. Energia postulada por Freud como substrato das transformações da pulsión sexual quanto ao objecto (deslocação das catexis), quanto ao fim (por exemplo, sublimación) e quanto à fonte da excitação sexual (diversidade das zonas erógenas). Em Jung, o conceito «libido» se ampla até designar a «energia psíquica» em general presente a todo o que é tendência a», appetitus. Jean Laplanche & Jean-Bertrand Pontalis, baixo a direcção de Daniel Lagache. Dicionário de psicoanálisis. 210. Barcelona: Editorial Paidós. ISBN 978-84-493-0256-5.
  2. Desde um ponto de vista mais amplo pode entender-se a libido como energia vital em general ou como o élan vital de Bergson. C. G. Jung. Ou.C. 4. Freud e o psicoanálisis. 233, § 568. Madri: Editorial Trotta. ISBN 978-84-8164-395-4.

Bibliografía

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