A longitude, em cartografía , expressa a distância angular entre um ponto dado da superfície terrestre e o meridiano que se tome como 0°, tomando como centro angular o centro da Terra; habitualmente na actualidade o meridiano de Greenwich (observatório de Greenwich), mas antigamente teve muitos outros que serviam como referência (para o mapa de Ptolomeo o meridiano de Alejandría, para os mapas espanhóis até o século XIX o meridiano de Cádiz -observatório de Cádiz- ou o meridiano de Salamanca -observatório da Universidade de Salamanca, utilizado pela Companhia de Jesús-, para os franceses o meridiano de Paris -observatório de Paris-, etc.).
A longitude geográfica mede-se em graus (°). Existem várias maneiras de medí-la e expressá-la:
assim, noventa graus longitude Este pode se representar 90° ou 90°E; e noventa graus Oeste pode ser 270°, 90°Ou ou -90°
Em navegação marítima a longitude representa-se com a letra grega ω (omega).
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O cálculo da latitud desde uma nave é singelo, basta com medir o ângulo que forma a estrela polar com o horizonte, mediante um quadrante ou astrolabio, por exemplo. Mas o cálculo da longitude em alta mar apresentava sérios problemas.
O cálculo da longitude em teoria reduz-se a medir a diferença horária entre um ponto de referência e a posição actual da nave. A medida da posição do Sol indicava o tempo local, mas o tempo de referência não se podia conhecer sem relógios suficientemente precisos, que não se vissem afectados pelos vaivenes da navegação ou pelas mudanças de pressão e temperatura. Estes relógios não se construíram até os séculos XVIII e XIX.
Por isso até então as falhas na estimativa da longitude produziram autênticos desastres marinhos. A frota inglesa do almirante Clowdisley “chocou” com as ilhas Sorlingas no ano 1707 por um defeituoso cálculo de sua posição. O mesmo problema levou ao navio inglês Centurión em 1741 a vagar pelo estreito de Magallanes sem conhecer sua posição. Quando chegou ao Pacífico e quis abastecer nas Ilhas Juan Fernández de Chile, não soube se devia ir ao este ou ao oeste. Tomou a decisão equivocada e acabou na costa de Chile. Os navios espanhóis e portugueses que viajavam às Caraíbas deviam ir em escuadras por rotas estabelecidas para não se perder, o que lhes fazia presa fácil dos piratas e corsarios ingleses. Todas estas circunstâncias fizeram do cálculo da longitude uma prioridade estratégica dos governos. Felipe III estabeleceu um prêmio em 1598 para quem “descobrisse a longitude”. O mesmo fez o governo inglês em 1714.
Outra possibilidade era medir as diferenças horárias entre dois pontos mediante observações astronómicas. Se conhecemos a que horas tem que ocorrer um eclipse em terra firme em um ponto e medimos a hora local desse eclipse em alta mar poderemos calcular a longitude. Os eclipses solares ou lunares são escassos mas isto se solucionou após que Galileo observasse as luas de Júpiter em 1610. Estas apresentam eclipses umas mil vezes ao ano. Galileo propôs que uma observação em alta mar destes aparecimentos e desaparecimentos daria uma medida exacta da longitude. O método era correcto e de facto serviu para determinar a longitude em terra firme, ainda que apresentava grandes dificuldades durante a navegação devido à pouca estabilidade dos barcos.
Esta aplicação prática das observações astronómicas conduziu à criação de observatórios astronómicos por toda a Europa: Cassini dirigiu o Observatório Astronómico de Paris criado em 1667 por Colbert (ministro de Luis XIV) desde onde fixou a longitude de Paris utilizando o método das luas de Júpiter de Galileo. O Real Observatório de Greenwich foi fundado em 1675 com a missão de estudar o mapa celeste da Lua e as estrelas “para perfeccionamiento da arte da navegação”. Em Espanha, o marinho e científico Jorge Juan propôs a criação do Real Instituto e Observatório da Armada em San Fernando, em Cádiz, no ano 1753. Com isso se pretendia que os futuros oficiais da Marinha aprendessem e dominassem uma ciência tão necessária para a navegação como era então a astronomia.A solução ao problema da longitude não veio por parte a astronomia senão pelo avanço tecnológico na medida do tempo, com a fabricação de relógios marinhos (cronómetros) a cada vez mais precisos, a maioria deles de fabricação inglesa. Os primeiros foram construídos pelo inglês John Harrison, que construiu até 5 versões destes relógios tão precisos, conseguindo uma precisão de um terço de segundo ao dia.
Finalmente, o problema do exacto posicionamento dos navios solucionou-se graças ao GPS. O sistema GPS (Global Positioning System) está baseado na localização mediante sinais que se recebem de um conjunto de satélites artificiais que orbitam ao redor da Terra. O receptor recebe os sinais destes satélites e mediante triangulação pode conhecer sua posição com tão só uns metros de margem de erro.