Lucio Tarquinio Prisco (616 a. C. – 578 a. C.), também conhecido como Tarquinio o Velho ou Tarquinio I, foi o quinto rei de Roma segundo a tradição e o primeiro e fundador da cidade segundo alguns historiadores contemporaneos.[1]
Filho de um refugiado corintio chamado Demaratos que se instalou na cidade etrusca de Tarquinia, foi autoritario e guerreiro e ao mesmo tempo, grande planificador e urbanista. Fez-se construir um palácio etrusco, em um tempo em que as cabañas eram as moradias das gentes. Mandou que lhe fabricassem um trono ostentoso onde se sentava sempre com o ceptro de comando na mão e na cabeça um elmo com adornos de plumas. Era rico e despilfarrador entre gentes pobres de costumes muito austeras. Como filho de grego, tinha recebido uma educação bastante completa; sabia filosofia, geografia, matemáticas e outras matérias. O historiador romano Tito Livio (59 a. C.–17 a. C.) diz que foi o primeiro rei que usou das intrigas para se fazer eleger e que pronunciou um discurso para se assegurar o apoio do povo.
Conseguiu que o Lacio lhe rendesse vasallaje e mais tarde lutou contra os sabinos e conseguiu se apoderar a mais terras. Para suas lutas precisou muitas armas que a indústria pesada lhe proporcionou. Lucio Tarquinio foi o grande impulsor da indústria de Roma. Introduziu o costume etrusca do triunfo, depois da guerra vitoriosa.
Com seu afán urbanístico Roma deu um grande salto em incremento de monumentos e em planejamento urbana. Atribui-se-lhe a construção das alcantarillas telefonemas cloaca maxima. Mandou traçar ruas novas, bairros, um foro ou praça central e mandou construir autênticas casa em substituição das cabañas habituais; o Circo Máximo e o Templo de Júpiter no Capitolio.
Morreu assassinado e tomou o comando sua mulher, telefonema Tanaquil, que era também etrusca.
| Predecessor: Anco Marcio | Rei de Roma 616 a. C.-578 a. C. | Sucessor: Servio Tulio |