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Método científico

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O método científico (do grego: -meta = para, ao longo- -odos = caminho-; e do latín scientia = conhecimento; caminho para o conhecimento) apresenta diversas definições devido à complexidade de uma exactidão em sua conceptualización: "Conjunto de passos fixados de antemão por uma disciplina com o fim de atingir conhecimentos válidos mediante instrumentos confiáveis", "sequência regular para formular e responder a uma pergunta", "pauta que permite aos pesquisadores ir desde o ponto A até o ponto Z com a confiança de obter um conhecimento válido". Assim o método é um conjunto de passos que trata de nos proteger da subjetividad no conhecimento.

O método científico está sustentado por dois pilares fundamentais. O primeiro deles é a reproducibilidad, isto é, a capacidade de repetir um determinado experimento, em qualquer lugar e por qualquer pessoa. Este pilar baseia-se, essencialmente, na comunicação e publicidade dos resultados obtidos. O segundo pilar é a falsabilidad. Isto é, que toda proposição científica tem que ser susceptível de ser falsada (falsacionismo). Isto implica que se podem desenhar experimentos que no caso de dar resultados diferentes aos preditos negariam a hipótese posta a prova. A falsabilidad não é outra coisa que o modus tollendo tollens do método hipotético deductivo experimental. Segundo James B. Conant não existe um método científico. O cientista usa métodos definitorios, métodos clasificatorios, métodos estatísticos, métodos hipotético-deductivos, procedimentos de medida, etcétera. Segundo isto, referir ao método científico é referir a este conjunto de tácticas empregadas para constituir o conhecimento, sujeitas ao devir histórico, e que podem ser outras no futuro.[1] Isso nos conduz tratar de sistematizar os diferentes ramos dentro do campo do método científico.

Conteúdo

História

Em frente aos limites da casualidade ou a casualidade que em poucas ocasiões dão conhecimento ou sabedoria, -já seja conhecimento científico, do bem ou, como indica Aristóteles na Ética a Nicómaco, do bem máximo que é a felicidade-, Platón e o mesmo Aristóteles advertiam da necessidade de seguir um método com um conjunto de regras ou axiomas que deviam conduzir ao fim proposto de antemão. Sócrates, Platón e Aristóteles, entre outros grandes filófosos gregos, propuseram os primeiros métodos de razonamiento filosófico, matemático, lógico e técnico.

Durante a época medieval, serão os filósofos, físicos, matemáticos, astrónomos e médicos do mundo islâmico quem façam sua, desenvolvam e difundam a herança da filosofia grega -entre outros Alhazen, A o-Biruni e Avicena-. Também se deve reconhecer a quem contribuíram à difusão de ditos conhecimento por Europa ; figuras como Roberto Grosseteste e Roger Bacon junto com a imprescindible labor de Escola de Tradutores de Toledo.

Mas não será até a idade moderna quando se consolide uma nova Filosofia Natural. Descartes (1596-1650) em sua obra o Discurso do método define pela primeira vez umas regras do método para dirigir bem a razão e procurar a verdade nas ciências.[2] Ainda com diferenças notáveis foram muitos os que defenderam a necessidade de um método que permitisse a investigação da verdade.

Desde um ponto de vista empírico ou cientista tal e como agora o entendemos se deve mencionar a precursores do método científico como Leonardo dá Vinci (1452-1519), Copérnico (1473-1543), Kepler (1571-1630) e Galileo (1564-1642) quem aplicavam umas regras metódicas e sistémicas para atingir a verdade. Galileo Galilei contribuiu a reforçar a ideia de separar o conhecimento científico da autoridade, a tradição e a .

Desde a filosofia e a ciência -então o conhecimento ainda era unitário e não estava fraccionado- devemos mencionar, além da René Descartes, a Francis Bacon (1561-1626) quem consolidou o método inductivo dando passo ao empirismo, a Pascal (1623-1662), Spinoza (1632-1677), Locke (1632-1704), Malebranche (1638-1715), Newton (1643-1727), Leibniz (1646-1716),Hume (1711-1776), Kant (1724-1804) e Hegel (1770-1831).

A filosofia reconhece numerosos métodos, entre os que estão o método por definição , demonstração, dialéctico, trascendental, intuitivo, fenomenológico, semiótico, axiomático, inductivo.[3] A filosofia da ciência é a que, em conjunto, melhor estabelece os supostos ontológicos e metodológicos das ciências, assinalando sua evolução na história da ciência e os diferentes paradigmas dentro dos que se desenvolve.

Tipologías

A sistematización dos métodos científicos é uma matéria complexa e difícil. Não existe uma única classificação, nem sequer à hora de considerar quantos métodos diferentes existem. Apesar disso aqui se apresenta uma classificação que conta com verdadeiro consenso dentro da comunidade científica. Ademais é importante saber que nenhum método é um caminho infalible para o conhecimento, todos constituem uma proposta racional para chegar a sua obtenção.

Descrições do método científico

Modelo simplificado para o método científico que se segue no MC-14 ou método científico em 14 etapas.".

Por processo ou "método científico" entende-se aquelas práticas utilizadas e ratificadas pela comunidade científica como válidas à hora de proceder com o fim de expor e confirmar suas teorias. As teorias científicas, destinadas a explicar de alguma maneira os fenómenos que observamos, podem se apoiar ou não em experimentos que certifiquem sua validade. No entanto, há que deixar claro que o mero uso de metodologías experimentales, não é necessariamente sinónimo do uso do método científico, ou sua realização ao 100%. Por isso, Francis Bacon definiu o método científico da seguinte maneira:

  1. Observação: Observar é aplicar atenciosamente os sentidos a um objecto ou a um fenómeno, para estudá-los tal como se apresentam em realidade, pode ser ocasional ou causalmente.
  2. Indução: A acção e efeito de extrair, a partir de determinadas observações ou experiências particulares, o princípio particular da cada uma delas.
  3. Hipótese: Proposta mediante a observação seguindo as normas estabelecidas pelo método científico.
  4. Provar a hipótese por experimentación .
  5. Demonstração ou refutación (antítese) da hipótese.
  6. Tese ou teoria científica (conclusões).

Assim fica definido o método científico tal e como é normalmente entendido, isto é, a representação social dominante do mesmo. Esta definição corresponde-se no entanto unicamente à visão da ciência denominada positivismo em sua versão mais primitiva. Empero, é evidente que a exigência da experimentación é impossível de aplicar a áreas de conhecimento como a vulcanología, a astronomia, a física teórica, etcétera. Em tais casos, é suficiente a observação dos fenómenos produzidos naturalmente, nos que o método científico se utiliza no estudo (directos ou indirectos) a partir de modelos mais pequenos, ou a partes deste.

Por outra parte, existem ciências não incluídas nas ciências naturais, especialmente no caso das ciências humanas e sociais, onde os fenómenos não só não se podem repetir controlada e artificialmente (que é no que consiste um experimento), senão que são, por seu esencia, irrepetibles, por exemplo a história. De forma que o conceito de método científico tem de ser repensado, se acercando mais a uma definição como a seguinte: "processo de conhecimento caracterizado pelo uso constante e irrestricto da capacidade crítica da razão, que procura estabelecer a explicação de um fenómeno se atendo ao previamente conhecido, resultando uma explicação plenamente congruente com os dados da observação".

Assim, por método ou processo científico se entende aquelas práticas utilizadas e ratificadas pela comunidade científica como válidas à hora de proceder com o fim de expor e confirmar suas teorias, como por exemplo os Postulados de Koch para a microbiología. As teorias científicas, destinadas a explicar de alguma maneira os fenómenos que observamos, podem se apoiar ou não em experimentos que certifiquem sua validade.

O método científico como método para a eliminação de falacias e preconceitos

O método científico envolve a observação de fenómenos naturais, depois, a postulación de hipótese e sua verificação mediante a experimentación. Pois bem, os preconceitos cognitivos não são mais que hipóteses, induções ou construções mentais que têm sido sesgadas positiva ou negativamente pelo cérebro. Assim mesmo quando se realizam afirmações ou se argumenta e estes preconceitos cognitivos saem à luz se convertem em falacias . O preconceito cognitivo ou processo mental com o que se sesgan as crenças não se pode eliminar pois é um aspecto fisiológico intrínseco à psique do ser humano e que ademais parece estar estendido evolutivamente já que cumpre sua função na associação e reconhecimento de objectos quotidianos, se veja por exemplo pareidolia. O que é possível é compensar o sesgo ou modificar as próprias crenças mediante o método científico como mecanismo para descartar hipótese que são falsas. Desta forma, o sesgo situar-se-ia em direcção a hipótese que são menos falsas até novas revisões em procura de factores desconhecidos ou nova informação.

A ciência não pretende ser nem absoluta, nem autoritaria, nem dogmática. Todas as ideias, hipóteses, teorias; todo o conhecimento científico está sujeito a revisão, a estudo e a modificação. O conhecimento que temos representa as hipóteses científicas e teorias respaldadas por observações e experimentos (método empírico).

Para não cair no preconceito cognitivo é necessário, por tanto, a experimentación, o não o fazer levaria à mesma negligencia já que a verdade de uma aseveración segundo o método científico recae na força de suas evidências comprovadas por experimentación. Após levar a cabo a experimentación analisam-se os resultados e chega-se a uma conclusão. Se os resultados respaldam a hipótese, esta adquire validade; se os resultados a refutan, esta se descarta ou se modifica apresentando novas formas para refutarla.

O método científico é também afectado naturalmente pelos preconceitos cognitivos já que os efeitos associativos de nossa mente são os que permitem, ao mesmo tempo, lançar o maior número de hipótese. No entanto, o método, se é bem executado em seus últimos e mais importantes passos, permite as eliminar.

O primeiro passo no método científico de tipo empírico é a observação cuidadosa de um fenómeno e a descrição dos factos, é aqui onde entram em jogo os preconceitos. Depois, o cientista trata de explicá-lo mediante hipótese as quais, já estão sesgadas pelos preconceitos na percepción dos acontecimentos ou nas próprias crenças. No entanto, somente as ideias que possam se comprovar experimentalmente estão dentro do âmbito da ciência o que permite eliminar muitas teorias. Se as hipóteses enunciadas fossem invalidades deveriam predizer as consequências no experimento e ademais deveria ser possível repetí-las. Desta forma, mediante a experimentación, a repetição e supervisión do experimento por parte de pessoas que pudessem ter outros sesgos cognitivos se minimizam os erros do experimento, os erros na interpretação dos resultados ou erros em estatísticas que fariam à teoria uma falsa ou imprecisa crença. Por isso, em ciência se usa a revisão por pares, a maior número de revisões menor probabilidade de sesgo ou de falsa interpretação dos dados experimentales, com o que o trabalho é considerado mais rigoroso ou estável. Um processo assim ainda que muito menos rigoroso se pode observar no pensamento crítico quando este requer de investigação activa própria para o esclarecimento de argumentos e verificação das fontes de informação. No pensamento crítico tomam-se decisões em função do ónus da prova que se tenham realizado sobre as fontes e os argumentos e a informação que se obtém pode chegar a ser indirecta (daí a falta de rigurosidad). No método científico não só deve ser o facto provado pela experimentación directa senão que deve ser possível o repetir.

O problema com os preconceitos cognitivos é que normalmente se aplicam a conceitos que mudam com regularidade quiçá a uma velocidade maior do que é possível o medir mediante provas ou experimentación, ademais não são uniformes e possuem excepções, estes preconceitos se baseiam por tanto em probabilidades e não em afirmações certeras. O método científico pelo menos permite ponderar estas probabilidades, realizar estatísticas e revisar a própria segurança nas afirmações. Desta forma deveria eliminar a posição de certeza ou do perfeito conhecimento do funcionamento do mundo (outro sesgo estendido). O método científico, por tanto, converte-se no método mestre para provar hipótese e eliminar as falsas. A isto se referia Einstein quando disse "Não existe uma quantidade suficiente de experimentos que mostrem que estou no correcto; mas um simples experimento pode provar que me equivoco.". De outra forma, sem o método científico, as presunções ou preconceitos ficariam fixas quando as circunstâncias mudam, sujeitas a nossas próprias interpretações da realidade.

Veja-se também

Notas e referências

  1. Gregorio Klimovsky, As desventuras do conhecimento científico. Uma introdução à epistemología, A-Z editora, Bs.As., 1997, ISBN, 950-534-275-6
  2. René Descartes. Discurso do método. segundo título ou indicação ao título principal Discours da methode. Pour bem conduire a raison & chercher
  3. Método em Dicionário de Filosofia J. Ferrater Mora, Ariel, Barcelona, 1994, ISBN 84-344-0500-8, p. 2402

Enlaces externos

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