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Manihot esculenta

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Yuca ou Mandioca
Koeh-090.jpg
Manihot esculenta
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Euphorbiales
Família:Euphorbiaceae
Subfamilia:Crotonoideae
Tribo:Manihoteae
Género:Manihot
Espécie:M. esculenta
Nome binomial
Manihot esculenta
Crantz
Sinonimia
  • Lista de Sinónimos

A mandioca, yuca, casava ou casabe (Manihot esculenta, sem. M. utilissima) é um (arbusto) perenne euforbiácea, autóctona e extensamente cultivada em Sudamérica e o Pacífico por sua raiz almidonosa de alto valor alimentário. A yuca é endémica da região subtropical e tropical da Argentina e Paraguai, e da região tropical de Bolívia , Brasil, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela, ainda que estima-se que as variedades hoje conhecidas são efeito da selecção artificial.

Conteúdo

Descrição

A mandioca é um arbusto perenne, que atinge os dois metros de altura. Está adaptada a condições da zona intertropical, pelo que não resiste as geladas. Requer altos níveis de humidade —ainda que não anegamiento— e de sol para crescer.

Reproduz-se melhor de esquejes que por semente nas variedades actualmente cultivadas. O crescimento é lento nos primeiros meses, pelo que o controle de ervas é essencial para um correcto desenvolvimento. Em seu uso normal, a planta inteira se desarraiga ao ano de idade para extrair as raízes comestibles; se atinge maior idade, a raiz endurece-se até a incomestibilidad. Das plantas desarraigadas extraem-se os recortes para a replantación.

A raiz da yuca é cilíndrica e oblonga, e atinge o metro de longo e os 10 cm de diâmetro. A casca é dura e leñosa, e incomestible. A polpa é firme e inclusive dura dantes da cocción, surcada por fibras longitudinales mais rígidas; muito rica em hidratos de carbono e açúcares, se oxida rapidamente uma vez desprovista da corteza. Segundo a variedade, pode ser branca ou amarillenta.

História

Iwata kenichi cassava.jpg
Arquivo:Yucamuseolarco.jpg
Garrafa Mochica representando yuca. Museu Larco. Lima, Peru.

A evidência mais antiga do cultivo de yuca prove dos dados arqueológicos de que se cultivou no Peru faz 4.000 anos e foi um dos primeiros cultivos domesticados na América.[1]

As seguintes referências ao cultivo de yuca provem da cultura Maya, faz 1400 anos em Jóia de Cerén (El Salvador).[2] Efectivamente, recentes investigações tendem a demonstrar que o complemento alimentário dos mayas, o que lhes permitiu sustentar populações muito numerosas, sobretudo durante o período clássico, e muito particularmente na região sul de mesoamérica em onde se concentraram importantes multidões (Tikal, Copán, Calakmul), foi a Manioca, também telefonema Yuca, um tubérculo com alto conteúdo calorìfico do que se prepara uma farinha muito nutritiva, que até a data é parte integrante da dieta das diversas populações que vivem na região maya e também na cuenca do mar Caraíbas.[3]

Outra espécie, a Mandioca esculenta originou-se possivelmente mais ao sul, no Brasil e Paraguai. Com seu maior potencial alimenticio, tinha-se convertido em um alimento básico das populações nativas do norte de Sur América, sul da América central, e as ilhas das Caraíbas na época da chegada dos espanhóis, e seu cultivo foi continuado com os portugueses e espanhóis. As formas modernas das domesticadas espécies podem seguir crescendo no sul do Brasil. No Paraguai actualmente a Mandioca é uma das espécies mas consumidas pelos habitantes do mesmo, já que acompanham-nos em todas as comidas do dia, já seja café da manhã, almoço e jantar. Enquanto há umas quantas espécies selvagens de Mandioca , no entanto, todas as variedades de Mandioca esculenta são variedades criadas pelo homem por selecção para a agricultura.

Impacto económico

A produção mundial de Yuca está estimada em 184 milhões de toneladas em 2002 , a maioria da produção encontra-se na África, onde crescem 99.1 milhões de toneladas, 51.5 na Ásia e 33.2 na América Latina.

Em muitos lugares da América, a yuca é o alimento básico. Isto se traduz no abundante uso de imagens de yuca usados na arte de Peru pela gente da cultura Moche quem a representam com frequência em sua cerâmica.[4]

Usos

Raízes de yuca.

A presença de elementos cianogénicos na raiz faz que a mesma seja inutilizable e venenosa sem uma prolongada cocción, necessária ademais para reduzir a rigidez da polpa. Ainda a variedade chamada Manihot aipi (considerada às vezes uma subespecie de M. esculenta) contém concentrações elevadas de elementos venenosos, que desaparecem ao a ferver.

Alternativamente, a raiz pode rallarse em cru, depois do qual é prensada para extrair o suco potencialmente tóxico. Uma vez secada ao fogo ou ao sol, se muele para obter uma farinha fina e delicada da que se obtém, por sedimentación, o almidón de yuca e deste se obtém a tapioca. Mediante este procedimento faz-se comestible inclusive as variedades "amargas" que têm alto conteúdo de toxinas. Certas culturas africanas maceran a raiz em água até sua fermentación para eliminar as toxinas dantes de secá-la e molerla.

A raiz fresca deve consumir-se rapidamente, já que devido a seu alto conteúdo de almidones decompõe-se rapidamente pela acção de diversos microorganismos. Congelada ou envasada ao vazio conserva-se durante meses em bom estado.

Gastronomia

Majado de yuca, plato característico da gastronomia da zona norte do Peru.

A yuca utiliza-se extensamente na cozinha latinoamericana. As variedades doces consomem-se amplamente fervidas, ou fritadas como substituto dos papas.

Na costa do Equador a yuca é muito típica em platos costeños, destacando-se o "encebollado" onde a yuca é um elemento principal do plato, se acompanha com pescado (bonito ou atún) em um caldo especial também se acompanha com verde fritado (chifles) limão, azeite e ají.

No Brasil a farinha (farofa) emprega-se para espessar guisos, ou tostada directamente sobre um ferro. A feijoada, um suculento cocido de porco e alubias negras, acompanha-se habitualmente com farofa tostada. Outros platos empregam a raiz, como a vaca atolada, em que esta se cozinha até se dissolver no caldo. Fervida e calcada até fazer um puré emprega-se para postres.

Na cozinha do Paraguai a farinha de mandioca mistura-se com queijo e leite para fazer bollitos horneados chamados chipá, o tentempié mais habitual da região, ou utiliza-se para dar consistência a guisados de carne e verdura como o mbaipuí e o borí-borí. A raiz come-se fervida e depois fritada como acompañamiento das comidas, a modo de pan.

No estado de Tabasco em México , prepara-se uma comida chamada cozido, a qual contém carne e verduras mesmas que se deixam ferver, até que a yuca se ablanda, resultando do anterior um caldo muito apreciado.

No estado de Yucatán em México , prepara-se um postre, que consiste em ferver durante quase em um dia inteiro a yuca em mel de abeja, actualmente se usa açúcar, para a cocción se utiliza lenha em lugar do fazer em estufa. Poder-se-ia dizer que são yucas em almíbar.

Na Gastronomia do Peru, a yuca é utilizada em numerosos platos. Em forma fervida é um acompanhante característico do cebiche; também se prepara fritada, acompanhando com o molho do papa à huancaína; na zona norte do Peru, mayormente em Piura e Lambayeque, prepara-se um piqueo em base a yuca esmagada conhecido como majado de yuca. Na Amazonía Peruana, a yuca também se emprega como insumo para preparar o masato, uma bebida alcohólica indígena, ademais se prepara farinha que se utiliza em sopas e na preparação de pães. Produz-se fariña que se utiliza na preparação de refrescos, como o shibé, tortillas, frituras, postres, como o aradú, preparado com ovo de gallina ou tortuga fluvial e outras combinações. Entre os platos típicos que utilizam a yuca está o picadillo de majaz , chicharrón de lagarto e outros platos exóticos da gastronomia da Amazonía Peruana.

Em Venezuela e República Dominicana utiliza-se para preparar o casabe, uma torta plana de farinha de yuca, produzida a partir das variedades amargas, o casabe foi feito primeiro pelos aborígenes. Também se utiliza em Venezuela para preparar buñuelos, como acompanhante da carne ou frango em brasas (fervida ou fritada) e inclusive faz parte do popular sancocho.

Em Cuba prepara-se fervida em trozos, que depois se untan com um molho de alho esmagado e laranja agria (ou limão), e depois se lhe verte manteca (gordura) de porco limpa e bem quente, sal ao gosto. No oriente do país também se prepara o casabe como mais acima se descreve.

Em Colômbia usa-se para preparar Enyucados ou carimañolas,casabes,pandeyuca,pastel de yuca, yucas chorreadas, palitos de yuca,ajiaco, Sancocho, Pandebono ou como acompañamiento de carnes. É importante assinalar que a yuca é um alimento sagrado para as culturas indígenas que se encontram localizadas na amazonía colombiana, em onde se conhecem mais de 10 espécies, entre essa a yuca brava que é venenosa mas que estas culturas por seu grande conhecimento têm conseguido a processar de tal maneira que dela sacam bebidas, fariña, casabe entre outros.

No Panamá usa-se para a preparação de carimañolas , muito típicas de cozinha-a panamenha, também se consome sancochada com culantro ao molho, fritada, majada e como ingrediente do Sancocho.

A fermentación da yuca produz uma bebida ligeiramente alcohólica telefonema cauim, consumida com propósitos rituales pelos povos aborígenes.

Na actualidade vendem-se apresentações de yuca fritada em hojuelas, similar aos papas. Em Cuba, é consumido unicamente na zona oriental do país. Usa-se para comer com ovos revueltos e tomate, ou na noite boa e fim de ano, com porco asado e lechuga.

Em Honduras e Nicarágua existe um plato típico conhecido como "Yuca com Chicharrón", similar ao plato cubano de Yuca ao Molho. Prepara-se fervida em trozos e serve-se com lonja de porco com carne, fritada (Chicharrón), sobre a yuca. Finalmente agrega-se-lhe um molho de tomate cocido, ao que se lhe podem agregar pequenos trozos de tomate, cebolla, chile doce ou pimiento verde. Resulta um plato espectacular e delicioso. Quem assim o desejam, lhe agregam picante ao molho de tomate ou lhe põem molho picante ao plato já preparado.

Produtividade da yuca

A yuca é a sétima maior fonte de alimentos básicos do mundo. Alguns a qualificam de base da vida" tropical, porque é uma das mais importantes fontes de alimentação em extensas áreas dos trópicos. É um cultivo apreciado por seu fácil e ampla adaptabilidade a diversos ambientes ecológicos, o pouco trabalho que requer, a facilidade com que se cultiva e sua grande produtividade. Pode prosperar em solos pouco fértiles, em condições de pouca pluviosidad. Em condições óptimas a yuca pode produzir mais calorías alimenticias por hectare que a maioria dos demais cultivos alimenticios tropicais. actualmente é um cultivo com altas expectativas para a produção de etanol e prevê-se um crescimento espectacular na implatacion deste cultivo.[5]

Produção em toneladas. Dados 2003-2004
Fonte FAOSTAT (FAO)

Nigéria33 379 00018 %33 379 00017 %
Brasil22 146 80012 %24 230 33212 %
Thailandia18 430 00010 %20 400 00010 %
Indonésia18 473 96010 %19 196 95010 %
República Democrática do Congo14 944 6008 %14 950 5008 %
Ghana10 239 3405 %9 828 0005 %
Índia7 100 0004 %7 100 0004 %
Tanzania6 890 0004 %6 890 0004 %
Moçambique6 149 8973 %6 149 8973 %
Angola5 699 3313 %5 600 0003 %
Uganda5 400 0003 %5 400 0003 %
Vietname5 228 5003 %5 370 0003 %
Benín3 675 1472 %4 000 0002 %
China3 901 5002 %3 901 6002 %
Paraguai3 900 0002 %3 900 0002 %
Outros países 24 463 62013 %25 204 63313 %
Total190 021 695100 %195 500 912100 %

Casca de yuca

Em provas de laboratório efectuadas por Jorge Egúsquiza Loayza, de Peru, determinou-se que a casca seca de yuca submergida em água se rehidrata, isto é, absorve água potable até 160% de seu peso, de modo tal que 50 gramas de casca seca de yuca absorvem 80 gramas de água em 25 minutos. O mesmo pesquisador tem efectuado um experimento denominado O EXPERIMENTO KARIN que demonstra que a casca seca de yuca absorve em média 120% de seu peso, água apropriada para uso agrícola da água de mar. Esta água não é salobre e favorece a germinación de grãos de maíz em forma similar à produzida por água potable. Isto é de particular importância, porque a casca seca de yuca é uma substância morrida, e é possível imitar sua estrutura de modo industrial. Em outras palavras a casca seca de yuca é o modelo de estrutura que deve ser replicado para obter um produto que absorva água apropriada para uso agrícola da água de mar.

Factores negativos no consumo da yuca

Planta de Mandioca na província de Missões (Argentina).

A yuca contém quantidades pequenas mas suficientes para causar potenciais moléstias de substâncias chamadas linamarina e lotaustralina. Estes são glucósidos cianogénicos que se convertem em ácido prúsico (cianuro de hidrógeno), pela acção da enzima lanamarasa, que também se encontra presente aos tecidos do tubérculo.

A concentração do ácido prúsico pode variar de 10 a 490 mg/kg de tubérculo fresco. As variedades de yuca "amarga" contêm concentrações mais altas, especialmente quando estas se cultivam em zonas áridas e em solos de baixa fertilidad. Nas variedades chamadas "doce" a maior parte das toxinas encontra-se na cascara. Algumas destas variedaes podem-se até comer cruas após pelá-las - como se fossem zanahorias. No entanto em muitas das variedades mais frequentemente cultivadas, que são amargas, a toxina também se acha presente à carne feculenta do tubérculo, especialmente no núcleo fibroso que se acha no centro.

Os tubérculos de yuca também contêm cianuro livre, até o 12% do conteúdo total de cianuro. A dose letal de cianuro de hidrógeno não combinado para um adulto é de 50 a 60 mg, no entanto a toxicidad do cianuro combinado não é muito conhecida. Os glucosidos decompõem-se no tracto digestivo humano, o que produz a libertação de cianuro de hidrógeno. Se ferve-se a yuca fresca, a toxicidad diminui muito pouco. O glucósido linamarina é resistente ao calor, e a enzima linamarasa se inactiva a 75 °C.

Métodos de desintoxicación da Yuca

Os métodos de elaboração da yuca para desintoxicar os tubérculos baseiam-se fundamentalmente na hidrólisis enzimática para reduzir a concentração de glucósidos.

Podem-se distinguir os seguintes processos:

Métodos nos que se emprega só o calor e a água

Desintoxicación mediante fermentación

Veja-se também

Enlaces externos

Referências

  1. Utilização de alimentos tropicais. Alimentos e Tubérculos. Estudo FAO Alimentação e Nutrición 47/2. Roma, 1990. ISBN 92-5-302775-4
  2. [*University of Colorado at Boulder, (2007) "CU-Boulder Archaeology Team Discovers First Ancient Manioc Fields In Americas", press release August 20, 2007, accessed August 29, 2007.
  3. Como se alimentaram as multidões mayas?
  4. Berrin, Katherine & Larco Museum. The Spirit of Ancient Peru:Treasures from the Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera. New York: Thames and Hudson, 1997.
  5. Idem. FAO 1990

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