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Manuel Castells

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Manuel Castells Oliván (Hellín, Espanha, 1942) é um sociólogo e professor universitário, catedrático de Sociologia e de Urbanismo na Universidade de Califórnia em Berkeley, bem como director da Internet Interdisciplinary Institute na Universitat Oberta de Cataluña.

Segundo o Social Sciences Citation Index 2000-2009, Manuel Castells é o quinto académico das Ciências Sociais mais citado do mundo e o académico das Tecnologias da Informação e a Comunicação (TIC) mais citado do mundo. [1]

Trata -entre outros temas- em profundidade sobre a Sociedade da Informação, e fala da Teoria do Estado, como um problema de informação em sua obra O Estado Rede.

Nos últimos vinte anos tem levado a cabo uma vasta investigação na que relaciona a evolução económica e as transformações políticas, sociais e culturais no marco de uma teoria integral da informação, cujo exemplo mais claro pode ser o Projecto Internet Cataluña que coordena. Os resultados de seu trabalho recolhem-se na trilogía Era-a da Informação, traduzida a vários idiomas e que tem sido encumbrada por Anthony Giddens, assessor de Tony Blair, ao nível dos esforços explicativos que Marx ou Max Weber fizeram por interpretar a sociedade industrial. Conquanto outros autores, mais críticos, consideram-na uma obra que se limita a fazer um volumoso resumem das obras de Alvin Toffler, Yoneji Masuda, John Naisbitt, Saskia Sassen, James Martin e outros muitos, conhecidos e desconhecidos, que seria longo citar. O que sim parece ser um facto é que Castells é actualmente um dos autores de referência no campo do estudo da Sociedade da Informação.

Conteúdo

Biografia

Nascido em Hellín , província de Albacete (Espanha) em 1942, foi exilado pela ditadura de Francisco Franco e se radicó em Paris , onde estudou Sociologia com Alain Touraine. Aos 24 anos converteu-se no professor mais jovem da Universidade de Paris. Foi em suas classes onde Daniel Cohn-Bendit e outros estudantes iniciaram o Maio francês de 1968 . Por isso foi expulso da França e se transladou a Estados Unidos, onde se enfocó no desenvolvimento de tecnologias da informação e seu impacto social.

No ano 2001 foi investido Doutor Honoris causa pela Universidade de Castilla-A Mancha, em 2006 foi-o pela Escola Politécnica Federal de Lausana, em 2007 pela Universidade de Costa Rica e o 29 de outubro de 2009 pela Universidade de Sevilla . Está casado com Emma Kiselyova e actualmente reside em Califórnia e Barcelona.

Teoria

Nos anos 70, Castells desempenhou um papel principal no desenvolvimento de uma sociologia urbana marxista. Enfatizou o papel dos movimentos sociais na conflictiva transformação da paisagem urbana. Introduziu o conceito de consumo colectivo’’ (transporte público, moradia pública, etc…) como marco de um amplo leque de lutas sociais, transladadas do campo económico ao político pela intervenção do Estado. Abandonando as rigidezes do Marxismo a princípios dos anos 80, começou a concentrar no papel das novas tecnologias na reestruturação da economia. Em 1989 introduziu o conceito de espaço dos fluxos’’ , as componentes materiais e inmateriales das redes globais de informação mediante as quais a economia se coordenava de uma forma crescente, em tempo real, através das distâncias.

Na década dos 90, combinou ambas linhas de sua investigação em um titánico estudo, a Era da Informação, que se publicou como uma trilogía entre 1996 e 1998. Em resposta à crítica acolhida de dito trabalho em um longo número de multitudinarios seminários celebrados em universidades de todo mundo, se publicou uma segunda edição da obra no ano 2000.

A análise de Castells desenvolve-se ao lago de três dimensões básicas -produção, poder e experiência. Isso põe énfasis em que a organização da economia, do Estado e suas instituições, as formas de significação em suas vidas que criam as pessoas mediante a acção colectiva, são fontes irreductibles de dinâmicas sociais. Têm de ser entendidas em seus próprios termos, bem como em relação com as demais. Ao aplicar dito análise ao desenvolvimento de Internet, Castells enfatiza os papéis do Estado (no militar e académico), movimentos sociais (hackers e activistas sociais) e empresas no moldado da infrastructura em relação com suas (conflictivas) agendas.

Globalização e era-a da Informação

Em palavras de Manuel Castells, "Era-a da Informação" é nossa era:

É um período histórico caracterizado por uma revolução tecnológica centrada nas tecnologias digitais de informação e comunicação, concomitante, mas não causante, com a emergência de uma estrutura social em rede, em todos os âmbitos da actividade humana, e com a interdependencia global de dita actividade. É um processo de transformação multidimensional que é ao mesmo tempo incluyente e excluyente em função dos valores e interesses dominantes na cada processo, na cada país e na cada organização social.Como todo o processo de transformação histórica, a era da informação não determina um curso único da história humana. Suas consequências, suas características dependem do poder de quem beneficiam-se na cada uma das múltiplas opções que se apresentam à vontade humana.

Obras

Manuel Castells tem publicado uma grande quantidade de livros, colaborações e artigos tanto em espanhol como em francês ou inglês.

Livros

Os livros dos que Manuel Castells é autor principal são:

Sua obra, a trilogía Era-a da Informação

A sinopsis de (a edição de Aliança Editorial) Era-a da Informação reza que a obra de Manuel Castells constitui um ambicioso e original tentativa de formular uma teoria sistémica que dê conta dos efeitos fundamentais da tecnologia da informação no mundo contemporâneo. Este primeiro volume da trilogía -A Sociedade Rede- está dedicado principalmente a examinar a lógica da rede. Depois de analisar a revolução tecnológica que está a modificar a base da sociedade a um ritmo acelerado, Castells aborda o processo de globalização que ameaça com fazer prescindibles aos povos e países excluídos das redes da informação, Mostra como nas economias avançadas a produção se concentra em um sector da população educado e relativamente jovem, e sugere que a futura estrutura social estará extremamente fragmentada em consequência da grande flexibilización e individualización do trabalho. Por último, o autor examina os efeitos e envolvimentos das mudanças tecnológicas sobre a cultura dos meios de comunicação -a cultura da "virtualidad real" na vida urbana, a política global e a natureza do tempo e do espaço.

No segundo volume da série -O Poder da Identidade- mostra a importância da identidade cultural, religiosa e nacional como fonte de significado para as pessoas, e os envolvimentos deste facto para os movimentos sociais. Estuda as mobilizações populares contra a globalização sem travão de riqueza e o poder, bem como a formação de projectos alternativos de organização social, como os que representam o movimento ecologista e o feminista. Na segunda edição (ampliada), fala sobre como o Foro Social Mundial [1] originado em Porto Alegre emerge como uma das formas mais inovadoras de organização activista global em rede.

A trilogía de era-a da Informação tem suscitado e acordado muitas críticas em todos os sentidos, convertendo em um facto innegable sua categoria de referente da sociologia moderna:

Uma análise monumental e coerente das mudanças económicas, sociais, pessoais e culturais que estão a ocorrer no mundo na era da informação
The Times (Londres)
Adam Smith explicou como funcionava o capitalismo e Marx explicou por que não funcionava. Agora as relações sociais e económicas da era da informação têm sido expostas por Manuel Castells”
The Wall Street Journal (Nova York)

O estado do bem-estar e a sociedade da informação

Castells tem publicado (em Aliança Editorial) uma análise de caso de suas teorias "O Estado do bem-estar e a Sociedade da Informação", conjuntamente com Pekka Himanen.Em dito livro, Castells e Himanen analisam o caso da Finlândia, como exemplo exitoso de inserção em um mundo globalizado da mão do desenvolvimento da sociedade da informação, mantendo o contrato social entre o estado e a sociedade com sua população e uma distribuição desses benefícios de forma bastante homogénea. Por conseguinte, demonstram como, em contraposição a Estados Unidos, a globalização de sua economia não se traduz em uma desigualdade social que se reflete no aumento da marginalidad dos indivíduos mais desprotegidos pelo estado. Na metamorfósis finlandesa, demonstram-se como elementos finque, a identidade cidadã finlandesa reforçada pelo informacionalismo, a habilidade do estado para conjugar o desenvolvimento dessa identidade mediante a promoção da sociedade da informação e suas sinergias com os sectores privado e público bem como entre estes últimos. Em um mundo de fluxos globais de saúde, poder e imagens, a busca da identidade colectiva ou individual, atribuída ou construída, volta-se a fonte fundamental de sentido social, escreve. Como consequência da prevalencia actual da tecnologia da informação, o mundo está a ser avariado em uma tecno-elite, globalmente conectada e as identidades comunitárias, atrincheradas no local. Castells destaca a importância do moderno processo de localização simultaneamente de globalização. Castells visualiza em um século XXI no qual as identidades serão absorvidas na rede, ou excluídas dela, como se fez com algumas tribos indígenas em reservaciones. Essas serão, sustenta, as batalhas culturais do século XXI.

Castells, a Sociedade da Informação e a Sociedade Informacional

O sociólogo estabelece uma distinção analítica entre noções de sociedade da informação” e “sociedade informacional”, com envolvimentos similares para a economia da informação/informacional. O termo sociedade da informação destaca o papel desta última na sociedade. Mas Castells sustenta que a informação, em seu sentido mais amplo, isto é, como comunicação do conhecimento, tem sido fundamental em todas as sociedades, incluída a Europa medieval, que estava culturalmente organizada e em certa medida unificada em torno do escolasticismo, isto é em conjunto, um marco intelectual.

Em contraste, o termo informacional indica o atributo de uma forma específica de organização social na que geração, o processamento e a transmissão da informação se convertem nas fontes fundamentais da produtividade e o poder, devido às novas condições tecnológicas que surgem neste novo período histórico. A terminología de Castells trata de estabelecer um paralelo com a distinção entre indústria e industrial. Uma sociedade industrial (como noção habitual na tradição sociológica) não é só uma sociedade na que há indústria, senão aquela na que as formas sociais e tecnológicas da organização industrial impregnam todas as esferas da actividade, começando com as dominantes e atingindo os objectos e hábitos da vida quotidiana. A utilização que Castells faz dos termos sociedade informacional e economia informacional tenta caracterizar de modo mais preciso das transformações actuais para além da observação de sentido comum de que a informação e o conhecimento são importantes para nossas sociedades actuais. No entanto, o conteúdo real de sociedade informacional” tem de determinar mediante a observação e a análise.

Os modos de desenvolvimento tecnológico são os dispositivos mediante os quais o trabalho actua sobre a matéria para gerar produto. A cada modo de desenvolvimento define-se pelo elemento que é fundamental para fomentar a produtividade no processo de produção. Assim, no modo de desenvolvimento agrário, a fonte do aumento do excedente é o resultado do incremento cuantitativo de mão de obra e recursos naturais (sobretudo terra cultivable) no processo de produção, bem como da dotação natural desses recursos. No modo de produção industrial, a principal fonte de produtividade é a introdução de novas fontes de energia e a capacidade de descentralizar seu uso durante a produção e os processos de circulação. No novo modo de desenvolvimento informacional, a fonte da produtividade estriba na tecnologia da geração do conhecimento, o processamento da informação e a comunicação de símbolos. Sem dúvida, o conhecimento e a informação são elementos decisivos em todos os modos de desenvolvimento, já que o processo de produção sempre se baseia sobre verdadeiro grau de conhecimento e no processamento da informação. No entanto o que é específico do modo de desenvolvimento informacional é a acção do conhecimento sobre si mesmo como principal fonte de produtividade. O processamento da informação centra-se na superação da tecnologia deste processamento como fonte de produtividade, em um círculo de interacção das fontes do conhecimento da tecnologia e a aplicação desta para melhorar a geração do conhecimento.

É por isso que Castells afirma denominar informacional a este novo modo de desenvolvimento, constituído pelo surgimiento de um novo paradigma tecnológico baseado na tecnologia da informação. A cada modo de desenvolvimento –continua o autor- possui assim mesmo um princípio de actuação estruturalmente determinado, a cujo ao redor organizam-se os processos tecnológicos: o industrialismo orienta-se para o crescimento económico, isso é, para a maximización do produto; o informacionalismo orienta-se para o desenvolvimento tecnológico, isto é para o agregado de conhecimento e para graus de complexidade mais elevados no processamento da informação. Conquanto graus mais elevados de conhecimento costumam dar como resultado graus mais elevados de produto por unidade de insumo, a busca do conhecimento e informação é o que caracteriza à função da produção tecnológica no informacionalismo.

Castells estabelece a distinção analítica entre noções de sociedade da informação e sociedade informacional. O termo sociedade de informação destaca o papel desta última na sociedade. Para Castells a informação é comunicação do conhecimento, em contraste o termo informacional indica o atributo de uma forma específica de organização social na que geração, o processamento e a transmissão da informação se convertem nas fontes fundamentais da produtividade e o poder, devido às novas condições tecnológicas deste período histórico. Os modos de desenvolvimento tecnológico são os dispositivos mediante os quais o trabalho actua sobre a matéria para gerar produto. No novo modo de desenvolvimento informacional, a fonte da produtividade estriba na tecnologia do conhecimento, o processamento da informação e a comunicação de símbolos. O conhecimento e a informação são decisivos em todo o processo de desenvolvimento. É por isso que Castells denomina informacional a este novo modo de desenvolvimento, constituído pelo paradigma tecnológico baseado na tecnologia da informação. Segundo o autor, a cada processo de desenvolvimento possui um princípio de actuação estrutural, a cujo ao redor organizam-se outros processos: o industrialismo oriente-se para o crescimento económico enquanto o informacionalismo orienta-se para o desenvolvimento tecnológico, isto é, para o agregado do conhecimento e para os graus de complexidade maior no processamento da informação.

Informacionalismo e sociedade rede

O informacionalismo é um paradigma tecnológico. Concierne à tecnologia, não à organização social nem às instituições. O informacionalismo proporciona a base para um determinado tipo de estrutura social que denomino a 'sociedade rede'. Sem o informacionalismo, a sociedade rede não poderia existir, mas esta nova estrutura social não é produto do informacionalismo, senão de um padrão mais amplo de evolução social.

Sobre os fundamentos do informacionalismo, a sociedade rede surge e expande-se por todo o planeta como a forma dominante de organização social de nossa época. A sociedade rede é uma estrutura social feita de redes de informação propulsada pelas tecnologias da informação características do paradigma informacionalista. Por estrutura social entendo as disposições organizativas dos seres humanos nas relações de produção, consumo, experiência e poder, tal como se expressam na interacção significativa enquadrada pela cultura. Uma rede é um conjunto de nós interconectados. Um nó é o ponto no qual a curva se corta a si mesma. As redes sociais são tão antigas como a própria humanidade, mas têm cobrado nova vida baixo o informacionalismo porque as novas tecnologias realçam a flexibilidade inherente às redes, ao mesmo tempo em que solucionam os problemas de coordenação e governo que, ao longo da história, lastraban às redes em sua concorrência com as organizações hierárquicas. As redes distribuem o rendimento e compartilham a tomada de decisões nos nós da rede segundo um modelo interactivo. Por definição, uma rede carece de centro e só tem nós. Conquanto estes podem diferir em tamanho e, por tanto, têm uma relevância variada, todos são necessários à rede. Quando os nós passam a ser redundantes, as redes tendem a reconfigurarse: eliminam alguns e acrescentam outros novos e produtivos. Os nós aumentam sua importância para a rede absorvendo mais informação e processando-a de forma mais eficiente. A relativa importância de um nó não deriva de seus rasgos específicos senão de sua capacidade para contribuir informação valiosa à rede. Neste sentido, os principais não são centros senão chaves e protocolos de comunicação, que em seu funcionamento seguem uma lógica de rede e não uma lógica de comando. As redes operam segundo uma lógica binária: inclusão/exclusão.

Quanto a formas sociais, carecem de valores. Tanto podem besar como matar, nada há de pessoal no que fazem. Tudo depende das metas que se tenham atribuído à rede e da forma mais elegante, económica e autorreproductiva de levar a cabo seus objectivos. Neste sentido, a rede é um autómata. Em uma estrutura social, os actores e instituições sociais programam as redes. Mas uma vez têm sido programadas, as redes de informação propulsadas pela tecnologia da informação impõem sua lógica estrutural a seus componentes humanos, a não ser que, por suposto, voltem-nas a programar, operação que pelo geral supõe um elevado custo social e económico.

Castells, "a Sociedade da Informação e suas contradições"

Em 1995, celebrava-se a reunião do Grupo dos Sete (G-7) em Bruxelas , centrando-se em único tema: a sociedade da informação. Na agenda, as principais questões giraram em torno das condições tecnológicas e legais para a construção das denominadas autopistas da informação; o estabelecimento de mecanismos de segurança nos circuitos electrónicos; a avaliação dos possíveis efeitos sobre o emprego; a regulação internacional dos novos meios de comunicação; os problemas propostos pelas novas tecnologias para a privacidade dos cidadãos, e a cooperação internacional em matéria tecnológica, entre outros. Então, Castells dizia o seguinte :

A difusão e desenvolvimento desse sistema tecnológico tem mudado a base material de nossas vidas, por tanto a vida mesma, em todos seus aspectos: em como produzimos, como e em que trabalhamos, como e daí consumimos, como. educamos-nos, como nos informamos-entretenemos, como vendemos, como nos arruinamos, como governámos, como fazemos a guerra e a paz, como nascemos e como morremos, e quem manda, quem se enriquece, quem explode, quem sofre e quem se margina. As novas tecnologias de informação não determinam o que passa na sociedade, mas mudam tão profundamente as regras do jogo que devemos aprender de novo, colectivamente, qual é nossa nova realidade, ou sofreremos, individualmente, o controle dos poucos (países ou pessoas) que conheçam os códigos de acesso às fontes de saber e poder.

Ao referir-se às connotaciones económicas e globais - e suas contradições com o local- Castells afirmava :

A economia da sociedade da informação é global. Mas não tudo é global, senão as actividades estrategicamente decisivas: o capital que circula sem cessar nos circuitos electrónicos, a informação comercial, as tecnologias mais avançadas, as mercadorias competitivas nos mercados mundiais, e os altos executivos e tecnólogos. Ao mesmo tempo, a maioria da gente segue sendo local, de seu país, de seu bairro, e esta diferença fundamental entre a globalidad da riqueza e o poder e a localidade da experiência pessoal cria um abismo de entendimento entre pessoas, empresas e instituições.

Castells realçava, por uma parte as mudanças introduzidas -de forma inexorável, unidos ao avanço das tecnologias da informação e a comunicação- bem como o enorme potencial de transformação do novo paradigma socioeconómico que começava a se apreciar com mais clareza. Na mencionada reunião do G-7 –os países das economias mais avançadas do mundo- que tinha lugar nesses dias, o sociólogo escrevia de forma crítica :

Por isso é ao mesmo tempo a sociedade das proezas tecnológicas e médicas e da marginación de amplos sectores da população, irrelevantes para o novo sistema, [..] por isso não podemos desenvolver sua dimensão criativa e escapar a seus efeitos potencialmente devastadores sem enfrentar colectivamente quem somos e daí queremos. O que talvez o Grupo dos Sete devesse se propor é como reequilibrar nosso superdesarrollo tecnológico e nosso subdesarrollo social.

Publicações

Referências

Enlaces externos

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