| Manuel Cepeda Vargas | |
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| Dados pessoais
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| Nascimento | 13 de abril de 1930 Armenia, |
| Fallecimiento | 9 de agosto de 1994 (64 anos) Bogotá, Colômbia |
| Partido | União Patriótica |
| Residência | Colômbia |
Manuel Cepeda Vargas (Armenia, 13 de abril de 1930 - Bogotá 9 de agosto de 1994 ) foi um político, advogado e jornalista colombiano assassinado no marco do genocídio à União Patriótica.
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Em 1952, enquanto realizava estudos de direito na Universidade do Cauca, ingressou ao Partido Comunista Colombiano durante a Campanha de Crescimento que orientou depois do impune assassinato em Cali do dirigente popular Julio Rincão. Em 1958, no VIII Congresso do PCC, foi eleito como membro do Comité Central e encarregado da reconstrução da Juventude Comunista Colombiana, JUCO, da que ocupa a secretaria geral. Em seu labor de reconstrução militou ao lado de Jaime Bateman Cayón, Hernando González Deita, Yira Castro (sua futura esposa), Jaime Pardo Leal e Miller Chacón.
Em 1960 contrai casal com Yira Castro, com quem teve dois filhos: María e Iván Cepeda Castro .
Em 1964 é encarcerado por sua actividade revolucionária, e no Cárcere Modelo de Bogotá escreve o livro de poemas Vencerás Marquetalia, homenagem à resistência camponesa armada que orientava o PCC no Tolima e que desembocaria na fundação das FARC.
Foi columnista do semanário Voz Proletaria (depois Semanário Voz) e seu director durante vários anos. Como membro do Comité Executivo Central do PCC, denunciou continuamente o genocídio político contra o PCC, a União Nacional de Oposição e a União Patriótica.
Em 1981 publica Yira Castro: minha bandeira é a alegria, homenagem póstumo a sua esposa que falece nesse ano.
Em 1992 é nomeado secretário geral do PCC, em substituição de Álvaro Vásquez do Real. Para esse ano a guerra contra a UP tinha-se intensificado em todo o país, e mais de 3 mil pessoas vinculadas a este novo movimento político tinham sido assassinadas.
Em julho de 1993, vários membros da direcção da UP reuniram-se com o ministro de Defesa Rafael Pardo Roda, baixo o governo de César Gaviria, para denunciar a existência do “Plano Golpe de Graça”, elaborado pelo alto comando militar com apoio paramilitar. Os voceros governamentais declararam ante os meios de comunicação que com estas denúncias a esquerda pretendia melhorar os resultados nas eleições parlamentares de 1994. Os jovens assessores do presidente Gaviria qualificaram os relatórios fornecidos como temores provocados pela “jurasic paranoia”, fazendo alusão à condição de dinossauros” dos líderes de esquerda. Semanas após estes episódios foi assassinado José Miller Chacón, líder nacional da UP. Baixo o mesmo plano de exterminio foi assassinado meses mais tarde ao último senador eleito por voto popular da UP, Manuel Cepeda Vargas, e atentou-se contra sua presidenta, Aída Avella com um rocket disparado em uma populosa avenida de Bogotá.
Com o «Plano Golpe de Graça» consolidou-se a estratégia de exterminio contra as comunidades que se constituíam em base política da UP e contra destacados líderes desse movimento político. Em 1.993 foram assassinados 129 líderes mais, e deu-se marcha ao «Plano Retorno», através do qual se pretendia a criminalización dos líderes da UP que continuavam activos politicamente. Assim mesmo, se impôs a utilização dos "Mocha-cabeças", assassinos a sangue frio, através dos quais se procurava gerar terror nos simpatizantes e membros da UP a fim de que desistissem de sua luta democrática.
Manuel Cepeda morreu assassinado ao ocidente de Bogotá o 9 de agosto de 1994 quando se dirigia ao Congresso da República.
Em sua honra, um colégio de Bogotá (Antigo Colégio IED Britalia) e uma Frente Manuel Cepeda Vargas das FARC levam seu nome. Ao respecto, seu filho, o defensor de direitos humanos Iván Cepeda Castro tem repudiado o uso do nome de seu pai por parte das FARC e tem condenado em várias ocasiões as acções dessa guerrilha, afirmando que "Uma sociedade justa e democrática, como a que queria meu pai, não se constrói a ponta de atentados indiscriminados contra a população civil".[1] . Diversas afirmações calumniosas empregaram-se durante estes anos para tentar justificar o assassinato do Senador Manuel Cepeda a mãos de três ex-militares do Ejéricto Nacional de Colômbia, condenados a prisão, ao que parece parte activa do chamado "Grupo dos 8", integrado por políticos prestantes e narcotraficantes- e do chefe paramilitar, Carlos Castaño Gil. Entre essas calunias se afirma que Cepeda foi amigo pessoal do actual dirigente da FARC alias "Alfonso Cano", o qual não tem sido demonstrado como também não o foi a relacion do governo com este crime. Se embargo, no contexto social e político da época e de acordo à dinâmica da guerra que era diametralmente oposta à presente, ainda não se tinha degradado aos níveles que exibe na actualidade e o narcotráfico não tinha permeado todas as estruturas do Estado; os mesmos governos de Colômbia, sendo amigos das saídas militares e do intervencionismo nortaemaricano, aceitavam às FARC como uma força beligerante com a qual se podia negociar. As guerrilhas de esquerda surgiram em Colômbia com o fim de defender elementares direitos da população marginada e vulnerada. Sua causa dantes que política, foi social. As Farc nasceram quando o governo, em 1964, desatou uma feroz perseguição contra os camponeses guerrileros que com acções belicas fosse da ordem social faziam questão da necessidade de impulsionar uma reforma agrária e fortalecer o campo. O governo então decidiu combater pela força e ordenou o bombardeio a Marquetalia por parte de 16 mil efectivos que foram repelidos pela acção de 48 camponeses guerrileros. Milhares de famílias foram assassinadas pela guerrila, expropiadas e perseguidas; uma delas foi a do criminoso cabeça das FARC, Pedro Antonio Marín, alias "Manuel Marulanda Vélez" a quem a guerrilha lhe violo suas irmãs, lhe asesinarosn a seus familiares e lhe tiraram suas terras. Durante as décadas dos sesentas e setentas, baixo o boom das revoluções marxistas e as lutas na América Latina contra as ditaduras e a exclusão política e social, dantes de que se impusessem as teses do império norte-americano e se desse iniciou a uma campanha mundial e mediática de luta contra o terrorismo, era possível entender as causas da insurgencia armada em Colômbia, afirmar que o conflito dantes que armado tem sido social e político e que só poderá ser superado mediante a democratização na tenencia da terra e a realização de reformas estruturais. Sendo as razões de luta das FARC aparentemente legitimas e suas propostas de provável aplicação em Colômbia, seus métodos, sua acção criminosa e a prática do sequestro como bandeira de sua accionar terrorista, as converteram em um agrupamento repudiada pela maioria da sociedade colombiana e em grave infractora do DIH. E se a isso se soma o trabalho desinformativo dos meios de comunicação, a ignorância da população e a falta de coerência política das FARC, é possível entender porque suas opções de triunfo através da luta armada, mais ainda se se considera a realidade global, são totalmente inviables.
Manuel Cepeda Vargas nunca fez parte deste agrupamento nem de nenhuma outra em armas, mas se o apoio e utilizando seu investidura politica abono o terreno para facilitar a manipulacion das massas a favor dos insurgentes. Sua causa política e social sempre foi defendida desde a legalidade e o exercício soberano de seus direitos constitucionais. Conquanto entendia a tragédia dos camponeses, e foi testemunha da perseguição que supostamente o Estado desatou contra dirigentes sociais e sindicais, sempre creu nas vias do dialogo, a negociaicón e a actividade política. Jamais privilegiou o uso das armas sobre o uso da razão e a palavra.
Cepeda Vargas foi executado por sicarios o 9 de agosto de 1994 que iam em um Renault cor branca e desde onde dispararam quando se deslocava pela Avenida As Américas com carreira 74, ao ocidente de Bogotá.[2]
Dois ex agentes do estado foram condenados a 43 anos de prisão o 18 de janeiro de 2001 pelo Tribunal Superior de Bogotá: Hernando Medina Camacho e Justo Gil Zúñiga Labrador, suboficiales retirados do Exército de Colômbia. Outro indivíduo de nome Edilson Jiménez Ramírez, alias ‘O Ñato', foi sindicado o 18 de março de 2009 como suposto autor do delito de homicídio agravado, por um promotor da Unidade Nacional de Direitos Humanos e DIH.[2]
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos apresentou o 14 de novembro de 2008 uma demanda contra o Estado colombiano ante o Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), acusando-o de não actuar com diligência na investigação e na sanção dos responsáveis por este crime.[2] No comunicado o Ministério de Relações exteriores de Colômbia assegurou que nas audiências o Estado colombiano reiterará ante a comissão sua "condenação e rejeição de tão horrendo crime" e que negará os argumentos que se apresentem sobre uma "suposta política de Estado de perseguição na contramão de líderes da União Patriótica".[3]
Em janeiro de 2010 em audiência ante o Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Estado colombiano novamente reconheceu sua responsabilidade nos factos e pediu perdão aos familiares e amigos de Manuel Cepeda Vargas. Em próximos meses produzir-se-á a falha definitiva, mediante o qual estabelecer-se-á a responsabilidade do Estado de consertar pecuniaria e simbolicamente às vítimas deste genocídio.
Modelo:ORDENAR:Cepeda Vargas, Manuel