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Manuel Moncloa e Covarrubias

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Manuel Moncloa e Covarrubias
Manuel Moncloa y Covarrubias.jpg
NomeManuel Moncloa e Covarrubias
Nascimento24 de abril de 1859
Bandera del Perú Peru, Lima.
Morte10 de dezembro de 1911
Bandera del Perú Peru, Lima.
SeudónimoCloamón
OcupaçãoEscritor, jornalista e servidor público público
NacionalidadePeruano
GéneroTeatro, novela, ensaio.
MovimentosRealismo, costumbrismo

Manuel Moncloa e Covarrubias (*Lima, 24 de abril de 1859 - †Lima, 10 de dezembro de 1911 ) foi um escritor, dramaturgo, novelista e jornalista peruano, que utilizou o seudónimo de Cloamón . Durante a segunda metade do século XIX destacou-se por seu fecunda e continuada labor teatral, como criador, crítico ocasional e sereno, e historiador. A ele devemos as principais investigações sobre o teatro peruano de fins do século XIX e albores do XX até 1910. Como novelista escreveu As cojinovas (1905), novela que é uma crítica aos costumes limeñas.

Conteúdo

Biografia

Nascido e educado em Lima, mal concluiu sua educação secundária integrou o Clube Talía (1876-1880), cujos membros cultivaram a arte escénico no teatro que para esse efeito estabeleceu em sua própria casa. Mas depois do estallido da guerra com Chile e a turvação da vida de Lima ante a iminente invasão do inimigo, abandonou os estudos que efectuava na Faculdade de Jurisprudencia da Universidade Maior de San Marcos. Como tenente do batalhão N.° 2 da reserva, participou na Batalha de Miraflores (15 de janeiro de 1881 ) onde caíram heroicamente os últimos defensores da capital peruana.

Passada a crise bélica, contribuiu à formação do Círculo Literário (1886); e tanto na cena como no jornalismo despregou um intenso labor. Celebrado por seu humorismo, inspirado às vezes em um afán correctivo mas sempre pintoresco e ligeiro, desde 1884 deu à cena 9 monólogos e um diálogo, 26 comédias e zarzuelas em um acto, 2 em 2 actos, e 3 em 3 actos.

Colaborou na Revista Social (1885-1888) e O Radical (1889), O Nacional e A Opinião Nacional; sócio com Enrique Guzmán e Vale e Evaristo San Cristóval, fundou A Ilustração Americana (1891); e se prodigó no Peru Ilustrado (cuja direcção assumiu ao a deixar Clorinda Matto de Turner), O Comércio, Lima Ilustrada, América Literária e Variedades.

Comisionado para arranjar o arquivo do Ministério de Relações Exteriores (1901), foi depois nomeado oficial maior do Arquivo de Limites (1904), e teve oportunidade de colaborar na selecção dos documentos que Víctor M. Maúrtua incluiu na prova que afianzó a posição do Peru em seu conflito limítrofe com Bolívia; e passou a desempenhar as funções de contador do mesmo ministério (1905).

Obras

Teatro

Em torno da vida e a história do teatro, ou com suas lembranças a respeito das figuras que actuaram nos palcos limeños ou escreveram para eles, publicou:

Novela

Outras obras

Costumbrista

Junto com Abelardo Gamarra "O Tunante", Cloamón é o máximo representante do costumbrismo literário do Peru de fins do século XIX e começos do século XX. Suas observações tendem a provocar rejeição a certos costumes, ainda que sem atacá-las desembozadamente, apresentando só um aspecto negativo ou simplesmente ridículo. Escreve por exemplo:

“As meninas eram, quase todas analfabetas velis nolis,[1] a fim de que não pudessem ter correspondência com suas piquines,[2] e não padecesse a moral”,

com o qual contribui a fomentar a censura a tão atrasado modo de pensar, muito espanhol e comum na América de fins do século XIX. Difícil achar galas de estilo nos escritos de Moncloa, mas sim, amenidad (Luis Alberto Sánchez).

Notas

  1. Velis nolis (latín): “Queiras ou não queiras”.
  2. Piquines (peruanismo): galanes, pretendientes.

Bibliografía

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