Um meteoroide é um corpo menor do Sistema Solar de, aproximadamente, entre 100 µm até 50 m.
Na prática, esta é a definição mais empregada, que deriva da definição da Royal Astronomical Society, "corpo celeste dentre 100 µm e 10 m",[1] combinada com a definição de near-Earth meteroid (extrapolada a meteoroides também não próximos à Terra), "objectos com órbitas na vecindad da da Terra com um diâmetro menor de 50 m", e as novas definições da UAI da assembleia do 22 de Agosto de 2006, que distinguem planeta, planeta anão, satélite e corpo menor do Sistema Solar.[2] A actual definição de meteoroide foi estabelecida pela União Astronómica Internacional (IAU) em sua XI Assembleia Geral (1961), "um objecto sólido que se move no espaço interplanetario, de um tamanho consideravelmente mais pequeno que um asteróide e consideravelmente maior que um átomo ou molécula". No entanto, considera-se defasada, pouco precisa e amplamente errónea. Não obstante, os limites de tamanho não costumam se usar muito estritamente sendo ambigua a designação dos objectos que se encontrem próximos a estes limites. O limite superior de tamanho, 50 m, emprega-se para diferenciar dos cometas e dos asteróides. O limite inferior de tamanho, 100 µm, emprega-se para diferenciar do pó cósmico.
A maioria dos meteoroides são fragmentos de cometas e asteróides, ainda que também podem ser rochas de satélites ou planetas que têm sido eyectadas em grandes impactos ou simplesmente restos da formação de Sistema Solar. Quando entra na atmosfera de um planeta, o meteoroide se aquece e se vaporiza parcial ou completamente. O gás que fica na trajectória seguida pelo meteoroide se ioniza e brilha. O rastro de vapor brilhante chama-se tecnicamente meteoro, ainda que seu nome comum é estrela fugaz. Denominam-se bólidos aqueles meteoros cuja magnitude aparente é inferior a -4 (a menor valor da magnitude aparente, maior brilho), que é aproximadamente a magnitude aparente do planeta Vénus, que dentre todas as estrelas e planetas é o corpo mais brilhante desde a Terra. Daqueles bólidos de magnitude aparente inferior à da Lua cheia (-12,6), os superbólidos, podem sobreviver fragmentos que cheguem ao solo; estes fragmentos são denominados meteoritos. A maioria dos meteoritos terrestres, excepto os metálicos de grandes dimensões, procedem de meteoroides.