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Microscopio composto

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Objectivos de um microscopio moderno.

Um microscopio composto é um microscopio óptico que tem mais de uma lente de objectivo, uma destas lentes é de 1000x. Os microscopios compostos utilizam-se especialmente para examinar objectos transparentes, ou cortados em lâminas tão finas que se transparentan. Emprega-se para aumentar ou ampliar as imagens de objectos e organismos não visíveis a simples vista. O microscopio óptico comum está conformado por três sistemas:

Conteúdo

Parte mecânica do microscopio

A parte mecânica do microscopio compreende o pé, o cano, o revólver, a alça, a platina, a carroça e o parafuso micrométrico. Estes elementos sustentam a parte óptica e de iluminação; ademais, permitem as deslocações necessárias para o enfoque do objecto.

Sistema óptico

O sistema óptico é o encarregado de reproduzir e aumentar as imagens mediante o conjunto de lentes que o compõem. Está formado pelo ocular e os objectivos. O objectivo projecta uma imagem da mostra que o ocular depois amplia.

Sistema de Iluminação

Este sistema tem como finalidade dirigir a luz natural ou artificial de tal maneira que alumie a preparação ou objecto que se vai observar no microscopio da maneira adequada. Compreende os seguintes elementos:

Trajectória do raio de luz através do microscopio

O faz luminoso procedente do lustre passa directamente através do diafragma ao condensador. Graças ao sistema de lentes que possui o condensador, a luz é concentrada sobre a preparação a observar. O faz de luz penetra no objectivo e segue pelo cano até chegar ao ocular, onde é captado pelo olho do observador.

Propriedades do microscopio


Campo do microscopio

Denomina-se campo do microscopio ao círculo visível que se observa através do microscopio. Também podemos o definir como a porção do plano visível observado através do microscopio. Se o aumento é maior, o campo diminui, o qual quer dizer que o campo é inversamente proporcional ao aumento do microscopio. Para medir o diâmetro do campo do microscopio com qualquer dos objectivos se utiliza o micrômetro, ao que fá-se-á referência no seguinte ponto.

Tipos de microscopios

Existem diversas classes de microscopios, segundo a natureza dos sistemas de luz, e outros acessórios utilizados para obter as imagens.

O microscopio composto ou óptico utiliza lentes para ampliar as imagens dos objectos observados. O aumento obtido com estes microscopios é reduzido, devido à longitude de onda da luz visível que impõe limitações. O microscopio óptico pode ser monocular, e consta de um sozinho cano. A observação nestes casos faz-se com um sozinho olho. É binocular quando possui dois canos. A observação faz-se com os dois olhos. Isto apresenta vantagens tais como melhor percepción da imagem, mais cómoda a observação e se percebem com maior nitidez os detalhes.

Microscopio estereoscópico: o microscopio estereoscópico faz possível a visão tridimensional dos objectos. Consta de dois canos oculares e dois objectivos pares para a cada aumento. Este microscopio oferece vantagens para observações que requerem pequenos aumentos. O óptimo de visão estereoscópica encontra-se entre 2 e 40X ou aumento total do microscopio.

Microscopio de campo escuro. Este microscopio está provisto de um condensador paraboloide, que faz que os raios luminosos não penetrem directamente no objectivo, senão que alumiam obliquamente a preparação. Os objectos aparecem como pontos luminosos sobre um fundo escuro.

Microscopio de fluorescencia. A fluorescencia é a propriedade que têm algumas substâncias de emitir luz própria quando incidem sobre elas radiaciones energéticas. O tratamento do material biológico com flurocromos facilita a observação ao microscopio.

Microscopio de contraste de fases. Baseia-se nas modificações da trajectória dos raios de luz, os quais produzem contrastes notáveis na preparação.

O microscopio electrónico

Invenção do microscopio electrónico

Em 1932, Bruche e Johnsson constroem o primeiro microscopio electrónico a base de lentes electrostáticas. Nesse mesmo ano Knoll e Ruska dão a conhecer os primeiros resultados obtidos com um microscopio electrónico Siemens, construído com lentes magnéticas. Assim nasce o microscopio electrónico. Para 1936 já se tem perfeccionado e se fabricam microscopios electrónicos que superam em resolução ao microscopio óptico.

Estes lucros não só representam um avanço no campo da electrónica, senão também no campo da Biologia, pois são muitas as estruturas biológicas que se descobriram e que revelam detalhes inusitados, ao as observar ao microscopio electrónico.

Funcionamento do microscopio electrónico

O microscopio electrónico utiliza um fluxo de elétrons em lugar de luz. Consta fundamentalmente de um cano de raios catódicos, no qual deve se manter o vacio. O cátodo está constituído por um filamento de tungsteno, que ao se aquecer electricamente emite os elétrons, os quais são atraídos para o ánodo por uma diferença de potencial de 50.000 a 100.000 volts. A lente do condensador enfoca este faz e o dirige para o objecto que se observa, cuja preparação exige técnicas especiais. Os elétrons chocam contra a preparação, sobre a qual se desviam de maneira desigual.


Acostuma-se utilizar o termo microfotografías para as fotografias tomadas através do microscopio óptico e micrografía ou electromicrografía para as que se tomam no microscopio electrónico.

Os aumentos máximos conseguidos no microscopio electrónico são da ordem de 2.000.000 (dois milhões de aumentos!) mediante o acoplamento ao microscopio electrónico de um amplificador de imagem e uma câmara de televisão. Em resumem, o microscopio electrónico consta essencialmente de:

Um filamento de tungsteno (cátodo) que emite elétrons. Condensador ou lente electromagnética, que concentra o faz de elétrons. Objectivo ou lente electromagnética, que amplia o cone de projecção do faz de luz. Ocular ou lente electromagnética, que aumenta a imagem. Proyector ou lente proyectora, que amplia a imagem. Ecrã fluorescente, que recolhe a imagem para a fazer visível ao olho humano. Tipos de Microscopios Electrónicos Existem vários tipos de microscopios electrónicos, que a cada dia se perfeccionan mais.

O microscopio electrónico de transmissão que utiliza um faz de elétrons acelerados por um alto voltaje (cem mil volts). Leste faz alumia uma secção muito fina da mostra, sejam tecidos, células ou outro material.

O microscopio electrónico de varredura utiliza-se para o estudo da morfología e a topografía dos elementos. Estes instrumentos utilizam voltajes próximos aos 20.000 volts. As lentes magnéticas utilizam um faz muito fino de elétrons para penetrar repetidamente a mostra, e produz-se uma imagem ampliada da superfície observada no ecrã de um monitor. O microscopio electrónico misto tem propriedades comuns com o de transmissão e com o de varredura e resulta muito útil para certas investigações. Há outros microscopios analíticos que detectam assinales características dos elementos que constituem a mostra.

Com estes poderosos instrumentos, que utilizam o fluxo de elétrons e as radiaciones electromagnéticas bem como a aplicação de técnicas histoquímicas e bioquímicas, além do emprego de marcadores radiactivos, se conseguiram grandes avanços na biologia celular.

Microscopio electrónico de varredura

O microscopio electrónico de varredura está situado à esquerda do operador, e as imagens computarizadas da mostra vêem-se no ecrã da direita. Ainda que um microscopio electrónico de transmissão pode resolver objectos mais pequenos que um de varredura, este último gera imagens mais úteis para conhecer a estrutura tridimensional de objectos minúsculos.

Microscopio quirúrgico

O emprego de microscopios quirúrgicos tem permitido que os cirujanos levem a cabo intervenções que pareciam impossíveis, como a reimplantación de um membro e a cirurgia dos olhos e ouvidos. Estes microscopios são em especial úteis quando é necessário realinhar para unir ou consertar fibras nervosas e copos sanguíneos individuais. Usa-se para operações dificultosas

Medida através do microscopio

Muitas vezes interessa ao observador conhecer o tamanho real dos objectos ou microorganismos que está a observar através do microscopio. Para estas medidas podem utilizar-se vários métodos.

Método dos micrômetros. Utiliza-se para isto um micrômetro de platina ou de objectivo, que consiste em um portaobjetos em cujo centro se acha uma escala graduada (de 2 mm. de longitude), com separações, entre a cada divisão, de uma centésima de milímetro.

Ademais utiliza-se um micrômetro ocular que leva uma escala graduada em décimas de milímetros. Coloca-se o micrômetro objectivo sobre a platina e se enfoca o microscopio até que as linhas da escala graduada apareçam nítidas. Depois faz-se sobrepor a escala do ocular e toma-se como refere as primeiras divisões em que uma linha do micrômetro objectivo e uma linha do micrômetro ocular coincidam ou se sobreponham exactamente.

Depois, por simples regra de três, calcula-se o valor em mieras da cada divisão ocular. Vejamos um exemplo. Se 9 divisões do micrômetro objectivo (0,09mm) equivalem a 30 divisões do micrômetro ocular, a cada divisão do ocular equivalerá a: 0,09 = 0,003 mm. = 3 µm

Quer dizer que para o objectivo calibrado e o ocular utilizado, a cada divisão do micrômetro ocular equivale a 3 µm. Uma vez obtido este dado para a cada objectivo na forma que temos exposto, tendo o microscopio ocular poderiam se fazer todas as medidas que se desejem. Para medir, por exemplo, um Paramecium de uma preparação, procedemos assim: faremos coincidir os extremos do microorganismo com as divisões do micrômetro ocular. Se a longitude do organismo é de 75 divisões do micrômetro ocular, e a cada divisão equivale a 3 µm, a longitude do Paramecium será 75x3= 225 µm. Também se podem efectuar medidas no microscopio com câmara clara e utilizando uma regra. Em realidade, estas medidas não são tão exactas como quando se utilizam micrômetros por erros que se introduzem sobrepondo imagens.

Manutenção do microscopio

O microscopio deve estar protegido do pó, humidade e outros agentes que pudessem o danificar. Enquanto não esteja em uso deve se guardar em um estuche ou gabinete, ou bem cobrir com uma carteira plástica ou sino de vidro.

As partes mecânicas devem limpar-se com um paño suave; em alguns casos, este se pode humedecer com xilol para dissolver certas manchas de gordura, azeite de cedro, parafina, etc. Que tenham caído sobre as citadas partes.

A limpeza das partes ópticas requer precauções especiais. Para isso deve se empregar papel "limpa lente" que expiden as casas revendedoras de material de laboratório. Nunca devem se tocar as lentes do ocular, objectivo e condensador com os dedos; as impressões digitais prejudicam a visibilidade, e quando se secam resulta trabajoso as eliminar.

Para uma boa limpeza das lentes pode humedecerse o papel "limpa lente" com éter e depois passar pela superfície quantas vezes seja necessário. O azeite de cedro que fica sobre a lente frontal do objectivo de imersão deve se tirar imediatamente após finalizada a observação. Para isso se pode passar o papel "limpa lente" impregnado com uma gota de xilol. Para guardá-lo acostuma-se colocar o objectivo de menor aumento sobre a platina e baixado até o topo; o condensador deve estar em sua posição mais baixa, para evitar que tropece com algum dos objectivos. Guarde-se em lugares secos, para evitar que a humidade favoreça a formação de hongos. Certos ácidos e outras substâncias químicas que produzem emanações fortes, devem se manter afastados do microscopio.

Conclusões

Duas lentes convexas bastam para construir um microscopio. A cada lente faz converger os raios luminosos que a atravessam. Uma delas, chamada objectivo, se situa cerca do objecto que se quer estudar. O objectivo forma uma imagem real aumentada e investida. Diz-se que a imagem é real porque os raios luminosos passam realmente pelo lugar da imagem. A imagem é observada pela segunda lente, telefonema ocular, que actua singelamente como uma lupa. O ocular está situado de maneira que não forma uma segunda imagem real, senão que faz divergir os raios luminosos, que ao entrar no olho do observador parecem proceder de uma grande imagem investida situada para além do objectivo. Como os raios luminosos não passam realmente por esse lugar, se diz que a imagem é virtual.


Veja-se também

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