| Miopía Classificação e recursos externos | |
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| CIE-10 | H52.1 |
| CIE-9 | 367.1 |
| DiseasesDB | 8729 |
| MeSH | D009216 |
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| Sinónimos | |
A miopía, do grego myops formado por myein (entrecerrar os olhos) e ops olho. É o estado refractivo no que o ponto focal se forma adiante da retina quando o olho se encontra em repouso, em lugar de em a mesma retina como seria normal; inverso portanto à hipermetropía, no que a imagem se forma por trás da retina.[1] É um excesso de potência de refraccion dos meios transparentes do olho com respeito a sua longitude, pelo que os raios luminosos procedentes de objectos situados a certa distância do olho convergen para um ponto anterior à retina.
Uma pessoa com miopía tem dificuldades para enfocar bem os objectos longínquos, o que pode conduzir também a dores de cabeça, estrabismo, incomodidad visual e irritação do olho.
A miopía é um defeito de refração ou ametropía. É frequente mas não é o problema visual mais comum no mundo, pois este lugar o ocupa outra ametropía, a hipermetropía. Isto ocorre ainda em países com alta incidencia de miopía, como os Estados Unidos, onde aproximadamente o 25% da população tem miopía. Em países como Japão, Singapura e Taiwán, até uma da cada três pessoas adultas é miope.[cita requerida]
A magnitude da miopía mede-se em dioptrías negativas.
A miopía corrige-se com lentes divergentes, já sejam gafas ou lentes de contacto. Em alguns casos pode utilizar-se a cirurgia.
Conteúdo |
Ainda que são possíveis diferentes classificações, os mais usual é dividí-la em dois grupos:[2]
A hipótese mais aceitada é que a miopía é hereditaria. A propensión à miopía de filhos de pais miopes é alta. O eixo anterior/posterior do olho miope é mais longo que nos olhos não miopes, o qual, provoca que a imagem se enfoque dantes de chegar à retina e quando chega a ela já está desenfocada.
Há desacordo em que os hábitos ou factores ambientais intervenham na génesis da miopía. Muitas pessoas acham que o hábito de olhar as coisas muito de perto na infância pode produzir miopía, mas isto pode ser confundir a consequência com a causa: os meninos miopes acercam-se aos objectos porque são miopes e não ao revés. Também se fala insistentemente de um aumento da incidencia de miopía na população mundial e se culpa disso a factores externos como a TV ou os monitores de computador. É bem mais provável que tenham aumentado a habilidade e os meios técnicos dos médicos para detectar a miopía. É preciso recordar que ainda no século XXI muita gente, quiçá mais da metade da população mundial, morrerá sem ter sido atendida jamais por um oftalmólogo. Em modelos animais demonstrou-se que o olho compensa o desenfoque causado por uma lente negativa alargandose.[3] [4] O mecanismo fisiologico responsável por esta elongacion do olho é desconhecido, mas o mecanismo este demonstrado e descrito com precision matematica em humanos.[5] [6] [7]
Alguns estudos sugerem que olhar muito de perto durante muito tempo pode exacerbar uma predisposición genética a desenvolver miopía. No entanto outros estudos têm demonstrado que olhar muito de perto (ler, olhar o ecrã de um computador) pode não estar sócio à progressão da miopía. Uma susceptibilidade genética somada a factores ambientais tem sido postulada como explicação aos diversos graus de miopía em diferentes populações. Medina demostro que a miopia é um processo realimentado em onde factores geneticos e ambientais podem coexistir.[5]
As pessoas que apresentam uma miopía elevada, estão mais predispuestas que a população geral a diferentes doenças oculares, entre as que se podem citar:
Por isso se aconselha que aquelas pessoas que apresentem uma miopía com graduación superior a 6 dioptrías, sejam submetidas a revisões periódicas que deveriam incluir não só a agudeza visual, senão a medida da pressão intraocular e uma valoração com oftalmoscopio.[8]
Nas pessoas com miopía, para poder enfocar os objectos longínquos sobre a retina, deve-se interpor entre esta e o objecto uma lente divergente ou negativa, já seja na forma de anteojo (gafas), lente de contacto (lentillas) ou lente intraocular.
Outra possibilidade é alterar o valor dióptrico da córnea mediante cirurgia com laser, podem-se aplicar várias tecnicas, como a PKR, LASIK, LASEK ou EPILASIK. Quando não é possível a ciruga laser para corrigir o defeito e o paciente não deseja utilizar gafas nem lentillas, pode se realizar uma intervenção mediante a qual se coloca uma lente intraocular.
Quando há uma grande diferença de refração entre um olho e outro (anisometria), o olho de maior graduación corre o perigo de não desenvolver por completo seu potencial. O uso da correcção adequada podem melhorar a visão do olho afectado se realiza-se durante a infância, dantes de que termine o desenvolvimento visual. Quiçá baseados neste facto, há pessoas que recomendam exercícios visuais para corrigir ou diminuir a miopía. Mas a efectividad destes exercícios na idade adulta é nula.
Nos últimos anos utilizaram-se lentes de contacto nocturnas que moldam a córnea e modificam sua poder dióptrico pela pressão que exercem. Estas lentes tiram-se durante o dia. O tratamento conhece-se como ortoqueratoplastia. Não tem tido grande difusão já que os resultados não são imediatos nem duradouros, e muitos pacientes o abandonam por incomodidad.
Em toda a pessoa, ainda hipermétrope ou emétrope, o olho cresce acompanhando o ritmo de crescimento corporal. Nos olhos miopes o eixo anterior aumenta com o crescimento e portanto aumenta a magnitude da miopía.
Muitas pessoas, especialmente os pais dos meninos miopes, vêem com preocupação este fenómeno e consideram-no um falhanço do tratamento. É necessário recordar que a função tanto de anteojos como de lentes de contacto é conseguir uma visão correcta enquanto se usam.
O aumento da miopía durante a infância, a adolescencia e em ocasiões durante a gravidez, é um fenómeno normal, esperable e fisiológico, não sendo possível o evitar.