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Monopólio natural

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O monopólio natural costuma ser característico das indústrias que requerem de um grande investimento para entrar no mercado. Costuma ser característico das economias de escala que se caracterizam por uns altos custos fixos.

Um monopólio natural é um caso particular dos monopólios no qual uma empresa pode produzir toda a produção do mercado com um custo menor que se tivesse várias empresas competindo[1]

Isto usualmente ocorre em mercados nos quais se tem que realizar uma altísima investimento inicial para ingressar junto a elevados custos de manutenção da estrutura produtiva para atender um mercado que, adicionalmente, é limitado. Assim, os incentivos para que assinaturas adicionais à primeira ingressem são baixos, dado que os custos totais necessários não diminuem enquanto ao mesmo tempo -e no melhor dos casos- só poder-se-ia servir uma parte do mercado. Adicionalmente, esta participação de empresas adicionais também seria ineficiente: replicaram-na das estruturas industriais não conduz necessariamente a uma melhora já seja na quantidade ou qualidade do produto. Por exemplo, o facto que se dobre o número de empresas que proveen alcantarillado -ou ainda pior, o dobrar a rede de alcantarillado- em um lugar onde já existe não conduziria a uma melhora em serviços sanitários, mas incrementaria os custos.[2] Em outras palavras, resulta mais eficiente que só tenha uma empresa no sector já que os custos médios tendem a baixar segundo aumentamos a produtividade do investido, ajudando ao monopolista a baixar o preço.

Conquanto têm também cativos a seus consumidores ter um monopólio natural, a diferença de um clássico, é socialmente eficiente. Um exemplo disso é a distribuição de água potable nas cidades.

No entanto o conceito de monopólio natural tem chegado a ser re-examinado,[3] dado que alguns sectores que tradicionalmente se considerava como tais -por exemplo, o serviço de distribuição de energia eléctrica e à telefonia fixa- hoje em dia têm evoluído a um sistema de concorrência parcial.

Assim mesmo a distribuição de água potable hoje em dia também se pode dar baixo um esquema de concorrência parcial como no caso de Reino Unido, onde as empresas que brindam esse serviço o fazem a nível de regiões, competindo baixo um sistema regulado (em assuntos de qualidade, etc) para negociar com as autoridades. Ao mesmo tempo, outorgam, em alguns casos, outros serviços aos utentes -incluindo municipalidades e prefeituras, etc- tais como tratamento de águas servidas, serviços de gás, electricidade. Ver, por exemplo United Utilities.

No entanto, desenvolvimentos posteriores têm sugerido que tais transformações não são necessariamente positivas ou beneficiosas para os consumidores. Assim por exemplo, em EEUU serviços públicos mantidos por empresas privadas são mais de um terço mais caros e menos eficientes que os serviços oferecidos por municipalidades.[4] [5] No caso da América Latina, Luis Andrés e outros encontra que a introdução do sistema tem levado a algumas melhoras (principalmente na redução da força de trabalho) mas também a um incremento em preços ao consumidor.[6] A mesma baixa expectativa de vantagens significativas ao publico entre o sistema privado e o municipal encontrou-se em vários outros países,[7] o que tem levado a uma percepción geral que a implementação deste tipo de iniciativas está baseada -e requer forte apoio baseado -em considerações políticas.[8]

Adicionalmente, ainda no caso que se estabeleça um sistema de concorrência limitada”, o monopólio natural se mantém nas partes desse tipo de fornecimentos que não convém economicamente multiplicar. Por exemplo, no caso da energia eléctrica ou telefonia fixa existem diversas empresas que prestam os serviços a diferentes preços, mas uma sozinha empresa que mantém a rede de transporte ou comunicação e cobra um preço por seu uso às empresas revendedoras.

Notas e referências


Veja-se também

Enlaces externos

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