| Montes de Toledo | |
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| Relevo da Península Ibéria
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| País(é) | |
| Cordillera | Montes de Toledo |
| Longitude | 350 km |
| Largura | 100 km; 50 km em media |
| Máx. cota | Villuercas (1603 msnm.) |
Os Montes de Toledo são uma formação montanhosa da Península Ibéria, que separam a cuenca do Tajo da do Guadiana. Tem uma longitude máxima deste a oeste de uns 350 km e uma largura máxima de uns 100 km nas proximidades de Sonseca e Puertollano. A largura média são uns cinquenta quilómetros. Culminam na Serra de Guadalupe, onde o bico da Villuerca (província de Cáceres) atinge uma altura de 1.603 m. Constitui o limite norte da Mancha na comunidade de Castilla-A Mancha.
Trata-se de uma estrutura rejuvenecida pela orogenia alpina, mas a diferença do Sistema Central, não são blocos levantados e afundados, senão que é um relevo apalachense posto ao descoberto depois da intensa erosión que afectou à zona após a orogenia. São, pois, crestones cuarcíticos de uma altura uniforme, em torno dos 1.400 metros, que não têm sido afectado pela erosión glaciar.
Mas ainda há outro elemento paisajístico destacable nestes montes, e são as numerosas pedrizas (também telefonemas casqueras ou canchales) que se podem observar por todos os lados nas laderas. Com sua típica forma de leque, e quase desprovistas de vegetación são, em realidade, grandes cúmulos de cantos angulosos de cuarcita formados em séries muito frequentes de congelación e deshielo. Estes cantos encontram-se soltos, sem matriz que os uma e sem solo desenvolvido, pelo que aparecem nus, como grandes manchas brancas entre a vegetación. No entanto, ao acercar-nos, comprovaremos que sobre elas se desenvolvem comunidades pioneiras de líquenes e musgos que os salpican de multidão de cores, e que, ademais, albergam plantas típicas de roquedo, como os ombligos de Vénus, por exemplo.
Dos Montes de Toledo partem rios como o rio Algodor (95 km de longitude e 1250 km² de cuenca), rio Almonte (afluentes do rio Tajo pela esquerda) e o Rio Amarguillo (afluente do Guadiana pela direita). Inclui o lugar protegido do Parque Nacional de Cabañeros. Os Montes de Toledo dão nome a uma comarca da província de Toledo e a outra da província de Cidade Real, que são colindantes.
Dentro da cordillera dos Montes de Toledo podemos distinguir diferentes zonas ou sectores:
Montes de Toledo propriamente ditos: constituídos pelas diferentes serras das províncias de Toledo e Cidade Real na zona suroccidental da primeira e noroccidental da segunda. Conformam o núcleo oriental e central da cordillera. Encontramos cumes como Rocigalgo (1447 m), Corral de Cantos (1421 m), Peñafiel (1419 m) ou Amor (1379 m), repartidas pelas serras da Calderina, dos Yébenes, de San Pablo, da Jara, Maciços de Montalbán, Maciços de Rocilargo, e outras mais.
Ao oeste da formação montanhosa encontramos-nos com as Serras Centrais Extremeñas:
Serra de Altamira: situada no limite entre Extremadura e Castilla-A Mancha. Suas alturas mais notáveis são Riscos Altos (1324 m) e Risco de mora-las (1279 m). O rio Guadarranque separa esta serra da de Guadalupe. O Porto de San Vicente (805 m) é a comunicação entre as províncias de Toledo e Cáceres nestas montanhas.
Serra de Guadalupe: ao oeste da anterior. Trata-se de uma serra pertencente aos Montes de Toledo e situada no este da província de Cáceres em cujo maciço central, conhecido como Serra das Villuercas(nome que muitas vezes se faz extensible a toda a serra), se alça o bico da Villuerca que com suas 1603 m é o teto da cordillera. Outras cimeiras relevantes são Cervales (1441 m), Carbonero (1428 m), Ballesteros (1342 m), Sobacorbas (1320 m) ou Risco Redondo (1287 m). Nestas elevações nascem correntes como o rio Almonte ou o Ibor que se dirigem ao Tajo, e o rio Ruecas ou o Guadalupejo que levam suas águas ao Guadiana. Principalmente compõem-se de materiais pizarrosos e cuarcíticos que com frequência ficam ao ar em seus descarnadas cumes. Também destacaremos formações geológicas de conglomerados de cantos de cuarcita com arcillas sem estratificar denominadas "rañas".
Serra de Montánchez: é a denominação dos montes do centro sul da província de Cáceres cuja altura mais relevante é o bico homónimo com 995 msnm em cuja ladera se localiza a população de Montánchez . Outras de suas cumes: Cancho Blanco (955 m) e Alijares (786 m). Encontra-se formada por materiais pizarros e graníticos. Nestas serranías nascem os rios Salor (afluente do Tajo por sua margem esquerda), Tamuja (afluente do rio Almonte) e Aljucén (afluente do Guadiana pela margem direita).
Serra de San Pedro: situada no limite entre a província de Cáceres e a província de Badajoz em sua parte ocidental e continuando o descenso de cota dos Montes de Toledo para o oeste (ficando já entre 300 e 700 m). Conforma-se por materiais paleozóicos de granitos e pizarras. Possui grande valor ecológico como mostra da flora e fauna mediterráneas. Suas cumes relevantes são: Torrico de San Pedro (702 m), Atalaya (624 m), Chorlo (624 m), Morrón do Cotarro (615 m), Manzano (610 m). Nascem nela os rios Zapatón (afluente do rio Gévora), Rivera de Aurela (que leva suas águas ao Tajo).
Serra de San Mamede: encontra-se junto a Extremadura , no Alto Alentejo (distrito de Portalegre ) Portugal, onde se constituiu um parque Natural. Sua altura mais relevante é o Bico San Mamed (São Mamede) com 1025 m, predominan alturas em torno dos 800 msnm . Nesta serra nasce o rio Sever (afluente do Tajo) e o rio Gévora (afluente do Guadiana ). Ambos formam, em quase todo seu discurrir, parte da fronteira entre ambos países ibérios.