Nélida Piñon (3 de maio de 1937 ) é uma escritora brasileira nascida em Vila Isabel, Rio de Janeiro. Seu nome é um anagrama do nome de seu avô, Daniel. Seus avôs eram emigrantes galegos, de Cotobade , na província de Pontevedra , de onde se considera deudora, e que a nomeou filha predilecta. Devido à família que tem ali, realiza numerosas viagens a Espanha.
Seu livro "A república duas Sonhos" trata da emigración concreta que realizaram seus avôs desde Galiza até Brasil, e todas as penúrias que sofrem.
Estudou e se graduó em jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e foi a primeira mulher que chegou a ser presidenta da Academia Brasileira de Letras em 1996 . Em 1995 obteve o Prêmio Juan Rulfo e em 2003 recebeu o XVII Prêmio Internacional Menéndez Pelayo. Foi editora e membro do conselho editorial de várias revistas no Brasil e o exterior. Também ocupou cargos no conselho consultivo de diversas entidades culturais em sua cidade natal.
Recebeu vários prêmios ao longo a mais de 35 anos de dedicação às letras; um dos mais recentes foi o Prêmio Príncipe das Astúrias das Letras (15 de junho de 2005 ) por sua "incitante" obra narrativa, artisticamente sustentada "na realidade e a memória, e também na fantasía e os sonhos", segundo o acto do júri. Concorriam para o mesmo premeio escritores de fama mundial, como os americanos Paul Auster e Philip Roth, e os israelita Amos Oz. Em abril do 2007, recebeu um doctorado Honoris Causa por parte da Universidade Nacional Autónoma de México, máximo reconhecimento que outorga dita casa de estudos.
Lançou-se à literatura com a novela "Guia mapa de Gabriel Arcanjo", publicado em 1961, que contém como temas o pecado, o perdão e a relação dos mortais com Deus. Sua obra anteriormente mencionada, já foi traduzida na Alemanha, Itália, Espanha, Rússia, Estados Unidos, Cuba e Nicarágua.