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Naves misteriosas

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Silent Running
TítuloNaves misteriosas
Ficha técnica
DirecçãoDouglas Trumbull
ProduçãoMichael Gruskoff,
Douglas Trumbull
GuiãoDeric Washburn e Michael Cimino
MúsicaPeter Schickele
FotografiaCharles F. Wheeler
PartilhaBruce Dern,
Cliff Potts,
Rum Rifkin,
Jesse Vint,
Steve Brown,
Mark Persons,
Cheryl Sparks,
Larry Whisenhunt
Dados e cifras
País(é)Estados Unidos
Ano1971
GéneroDrama / Ciência Ficção
Duração89 min
Ficha em IMDb.

Naves misteriosas (Silent Running) é um filme estadounidense de 1971 dirigida por Douglas Trumbull.

Argumento

No século XXI a vida vegetal tem desaparecido da face da Terra e o pouco que fica ainda dessa valiosa flora se encontra em três naves espaciais botánicas situadas na orbita com Saturno. Com a esperança depositada de que em algum dia se possa repoblar de novo o planeta com as poucas espécies existentes nas naves, o botánico Freeman Lowell (Bruce Dern) se responsabiliza de seu cuidado e manutenção de uma delas, a Valley Forge, até que recebe uma inesperada ordem de destruir todas as espécies e regressar à Terra.

Ante esta situação Lowell desesperadamente acabará por sequestrar a Valley Fogue, matando ao resto de sua tripulação e empreendendo uma fugida para além dos anéis de Saturno em companhia de Huey e Dewey, dois robôs de manutenção que acaba reprogramando também para os labores de jardinería entre outras muitas coisas em sua aventura espacial por defender os últimos recursos naturais de que dispõe para sobreviver.

Sobre o filme

Debut na direcção cinematográfica de um dos magos e mais importantes especialistas no campo dos efeitos especiais, parte da história do cinema por seu grande labor em filmes como “2001: Uma Odisea no Espaço” (1968) e “Blade Runner” (1982).

Seu primeiro título como director foi Naves misteriosas (Silent Running)", um interessante filme de ciência-ficção e todo um clássico do cinema de ciência-ficção dos anos 70.

O fundamento da história tem um cariz ecológico, facto influenciado pela época de sua rodaje, na qual o ecologismo começou a ter certo protagonismo (entre muitos outros temas) que o cinema de ciência-ficção manifestou de forma bastante clara em muitas de suas produções daquela década, de maneira reivindicativa e preocupante pelo que pudesse suceder.

Fazendo um pouco de história este filme desenvolveu-se enquanto seu director Douglas Trumbull, com a ajuda de John Drysktra e Richard Yuricich, compartilhava seu labor dirigindo os efeitos especiais de “A ameaça de Andrómeda” de Robert Wise, outro filme da mesma produtora, a Universal.

A trama, obra de Deric Washburn, Steven Bocho e Michael Cimino, centra-se em um homem que ama e valoriza a vida e a natureza acima de tudo, e que faz o impossível por preservar o que fica dela, chegando a assassinar a seus colegas aos quais inconscientemente lhes dá igual destruir toda uma herança da que todos fazemos parte, sendo egoístas e com ânsias de importunar a nosso sofrido protagonista, que demonstra ser muito melhor pessoa do que em realidade eram seus colegas.

Em seu desenvolvimento, além das extraordinárias canções de Joan Baez baixo a contundente e às vezes suavizada influência musical de Peter Schickele, não pode obviarse as belas e impressionantes imagens do meio natural, com preciosos e vivas cores nos primeiros minutos de filme que acompanha aos títulos de crédito, magistralmente filmadas pelo director de fotografia Charles F. Wheeler. As mesmas poderiam ser mais próprias de um documental do National Geographic.

Também há que dizer que as magníficas maquetas das naves espaciais botánicas foram posteriormente reutilizadas pela Universal na famosa série de televisão Battlestar Galactica (1978-79).

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"
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