Tribo Nutabes. Além dos relatos que indicam a presença desta tribo no Vale de Aburrá, Antioquia, Colômbia, a região que hoje conformam os municípios de Toledo e San Andrés de Cuerquia, constitui outro território que mediando no século XVI se achava habitado pela tribo "Nutabe" (ou "Nutabae").
Segundo alguns cronistas e pesquisadores, os Nutabes eram Caribes, ligazón que cimentan em evidências culturais como a suposta prática comum da antropofagia e a utilização de arcos e setas envenenadas. Desde o ponto de vista linguístico têm sido relacionados com os Zenúes.[1] No entanto outros os classificam dentro da família linguística chibcha.[2]
Eram os Nutabes agricultores em esencia, especialmente do maíz e o fríjol, os frutales e inclusive o algodón. Também, em outros campos económicos, foram pescadores e ademais, mineiros; extraíam ouro de aluviones de terreno e do Rio Cauca.
Sua sociedade estava estruturada em pequenos cacicazgos de carácter hereditario, diseminados individualmente e carentes de algum poder central. Não obstante, em frente à conquista espanhola (e em frente a outras situações de incidencia geral), estas tribos costumavam unir de um modo por dizer-se assim federado em torno do cacique que tivesse demonstrado mais valor em alguma de suas lidas guerreiras. Os Nutabes eram tipicamente guerreiros. Quando chegaram os espanhóis, o comando da tribo foi exercido por um cacique de nome Guarcama.
Os Nutabes comerciaban com tribos vizinhas, para o qual utilizavam uma estratégica ponte construída sobre o rio San Andrés, em sua desembocadura, ponte este em língua indígena chamado “Bredunto”. Este nome transformou-se em “Pescadero” depois da conquista espanhola. Esta ponte foi importante para toda a vida Nutabe. No meio do fragor conquistador, os indígenas derrubaram-no. Um tanto depois, Andrés de Valdivia, das hostes conquistadoras, reconstruiu-o dada sua importância.