Organização das Nações Unidas
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| Nações Unidas الأمم المتحدة* 联合国* Nations Unies* United Nations* Объединенные Нации* |
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A Organização das Nações Unidas (ONU) é a maior organização internacional existente. Define-se como uma associação de governos global que facilita a cooperação em assuntos como o Direito internacional, a paz e segurança internacional, o desenvolvimento económico e social, os assuntos humanitários e os direitos humanos.
A ONU foi fundada o 24 de outubro de 1945 em San Francisco (Califórnia), por 51 países, ao finalizar a Segunda Guerra Mundial, com a assinatura da Carta das Nações Unidas.[1]
Desde sua sede em Nova York, os Estados membros das Nações Unidas e outros organismos vinculados proporcionam conselho e decidem a respeito de temas significativos e administrativos em reuniões periódicas celebradas durante o ano. A ONU está estructurada em diversos organismos administrativos: Assembleia Geral, Conselho de Segurança, Conselho Económico e Social, Secretaria Geral, Conselho de Administração Fiduciaria e o Corte Internacional de Justiça. A figura pública principal da ONU é a Secretário Geral. O actual é Ban Ki-moon da Coréia do Sur]], que assumiu o posto o 1 de janeiro de 2007, substituindo a Kofi Annan.[2]
No ano 2007, a ONU possui 192 estados membros, praticamente todos os países soberanos reconhecidos internacionalmente. Há excepções como a Santa Sede, que tem qualidade de observador, e República da China-Taiwán (um caso especial).
A sede européia (e segunda sede mundial) da Organização das Nações Unidas situa-se em Genebra, Suíça.
Índice |
História
A ONU substituiu à Sociedade de Nações (SDN), fundada em 1919, já que dita organização tinha falhado em seu propósito de evitar outro conflito internacional.
O termo «Nações Unidas» pronunciou-se pela primeira vez em plena Segunda Guerra Mundial pelo então presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, na Declaração das Nações Unidas, o 1 de janeiro de 1942 como uma aliança de 26 países na que seus representantes se comprometeram a defender a Carta do Atlántico e para empregar seus recursos na guerra contra as Eixo Roma-Berlim-Tokio.
A ideia da ONU foi elaborada na declaração emitida na Conferência de Teerão celebrada pelos aliados em 1943. Ali Roosevelt sugeriu o nome de Nações Unidas.
De agosto a outubro de 1944, representantes da França]], a República da China, o Reino Unido, os Estados Unidos e a União Soviética celebraram a conferência de Dumbarton Oaks para esboçar os propósitos da organização, seus membros, os organismos, e as disposições para manter a paz, segurança e cooperação internacional. A actual organização reflete parcialmente esta conferência, já que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (que têm poder de veto]] em qualquer resolução da ONU) são ditos estados, ou seus sucessores (República Popular Chinesa que substituiu à República de Chinesa-Taiwán e Rússia que sucedeu à União Soviética).
O 25 de abril de 1945 celebrou-se a primeira conferência em San Francisco (a Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional). Além dos governos, foram convidadas organizações não governamentais. O 26 de junho as 50 nações representadas na conferência assinaram a Carta das Nações Unidas. Polónia, que não tinha estado representada na conferência, acrescentou seu nome mais tarde entre os signatarios fundadores, para um total de 51 Estados.
A ONU começou sua existência após a ratificação da Carta pela República da China, França, a União Soviética, o Reino Unido de Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos e a grande maioria dos outros 46 membros. O primeiro período de sessões da Assembleia Geral celebrou-se o 10 de janeiro de 1946 em Cidade de Westminster|Central Hall Westminster]] (Londres). A Sociedade de Nações dissolveu-se oficialmente o 18 de abril de 1946 e cedeu sua missão às Nações Unidas.
Em 1948 proclama-se da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um dos lucros mais destacados da ONU.
Os fundadores da ONU manifestaram ter esperanças em que nova organização servisse para prevenir novas guerras. Estes desejos não se fizeram realidade em muitos casos. Desde 1947 até 1991, a divisão do mundo em zonas hostis durante a chamada guerra Fria fez muito difícil este objectivo, devido ao sistema de veto no Conselho de Segurança. Desde 1991 as missões de paz da ONU fizeram-se mais complexas abarcando aspectos não militares que assegurassem um adequado funcionamento das instituições civis, como nas eleições.
Recentemente tem tido numerosos telefonemas para a reforma da ONU.[3] Alguns desejam que a ONU jogue um papel maior ou mais efectivo nos assuntos mundiais, outros desejam que seu papel se reduza ao labor humanitário. Tem tido também numerosos telefonemas para que o pertence ao Conselho de Segurança se incremente para refletir a situação geopolítica actual (isto é, mais membros da África]], América Latina e Ásia) e para que se eleja ao Secretário Geral em eleições presidenciais e a uma Assembleia Popular da ONU (UNPA) mediante votação directa dos cidadãos.
Têm aparecido renovadas telefonemas para a reforma em 2004 e 2005, depois das acusações de má gestão e corrupção do Programa Petróleo-por-Alimentos para Iraq baixo o regime de Saddam Hussein.
Estados membros
Desde 2006 e após a adesão de Montenegro, o número de estados membros é de 192. Estão incluídos todos os estados reconhecidos internacionalmente, ainda que notáveis ausências são:
- A Cidade do Vaticano (a Santa Sede é Estados membros das Nações Unidas#Membros observadores e não membros|membro observador]]),
- A Ordem de Malta , com sede em Roma, é um sujeito de Direito internacional e é Estados membros das Nações Unidas#Membros observadores e não membros|membro observador]]),
- Palestiniana (a Organização para a Libertação de Palestiniana é membro observador),
- A República da China-Taiwán (cujo assento na ONU foi transferido à República Popular China em 1971),
- O Sáhara Ocidental (oficialmente é um território não autónomo de administração espanhola, como indica o documento S/2002/161).
O último país em ser admitido foi Montenegro, o 28 de junho de 2006.
Casos especiais, únicos territórios não membros, sem qualidade de membro observador e com governo próprio:
Niue e a {{ bandeira icono
| alias = Ilhas Cook | bandeira alias = Flag of the Cook Islands.svg | bandeira alias-1973 = Flag of the Cook Islands 1973.svg | tamanho = | nomeie = {Predefinição:Nomeie variante = Ilhas Cook: ambos territórios estão actualmente em livre associação com Nova Zelanda. No entanto, a cada um poderia declarar sua independência solicitando seu rendimento à ONU. Isto já tem sucedido, por exemplo, com as Ilhas Marshall e Palau, ambos estados em livre associação com Estados Unidos e membros permanentes das Nações Unidas.
O artigo 4, do Capítulo 2 da Carta das Nações Unidas estabelece os requisitos para ser Estado membro:
A admisión de tais Estados como Membros das Nações Unidas efectuar-se-á por decisão da Assembleia Geral a recomendação do Conselho de Segurança.
Conflito pelas cadeiras da China e Taiwán
Chinesa, representado pelo Governo da República da China (ROC), foi um dos cinco membros fundadores da ONU em 1945 e fez parte da ONU como membro original o 24 de outubro de 1945. No entanto, como resultado da Guerra Civil Chinesa, o Governo da ROC controlado pelo Kuomintang fugiu a Taiwán em 1949, e o Governo comunista da República Popular da China (RPC), declarada o 1 de outubro de 1949, tomou o controle da maior parte do território da China. Representantes do Governo da ROC continuaram representando a China na ONU, apesar do pequeno tamanho da jurisdição em Taiwán da ROC (e outras ilhas não consideradas parte da Província de Taiwán) comparado com a jurisdição na China continental da RPC, até que o 25 de outubro de 1971, quando a Assembleia Geral aprovou a resolução 2758, reconhecendo ao Governo da RPC como o único representante legítimo da China na ONU, expulsando ao representante de Chiang Kai-shek como representante legítimo da China e reconhecendo em mudança à RPC. Isto, efectivamente, transferiu a cadeira da China na ONU (incluindo seu assento permanente no Conselho de Segurança) da ROC à RPC.
Desde 1991, a ROC tem solicitado repetidamente voltar a participar na ONU, unicamente como representante do povo de Taiwán, e não como representante de toda Chinesa, utilizando a designação de "República da China em Taiwán", "República da China (Taiwán)" ou simplesmente "Taiwán". No entanto, em 2007 um comité finque da ONU recusou por decimoquinta vez consecutiva a solicitação da ROC. Ao consultar ao secretário geral Ban Ki-moon, sobre os motivos da rejeição disse que era legalmente impossível, devido à resolução da assembleia que expulsou aos nacionalistas chineses em 1971.[4]
Na actualidade, 23 estados membros da ONU, além da Santa Sede, mantêm relações diplomáticas com a ROC. China, que considera a Taiwán como uma província rebelde,[5] opõe-se a que a ilha estado seja membro da ONU.
O caso da União Européia
Todos os estados membros da União Européia (UE) fazem parte a sua vez da ONU. A UE, apesar de ser membro de outras organizações internacionais, como a OMC, não faz parte da ONU. No entanto tem desenvolvido missões por encarrego da ONU em diferentes partes do mundo. Tal é o caso da EUFOR.
De conseguir-se a ratificação do Tratado de Lisboa, a UE terá personalidade jurídica]] própria a partir de 2009.[6] O tratado especifica no referente a sua acção na cena internacional e as relações com a ONU:[7]
Sede
Ainda que o terreno sobre o que se encontra a sede principal de Nações Unidas está em Nova York, a sede goza de extraterritorialidad, como se fosse uma embaixada, de forma que tem suas próprias brigadas anti-incêndios, forças de segurança e inclusive sua própria emissão de selos, ainda que não outorga inmunidad a criminosas que pretendam procurar refúgio ali. Esta sede foi construída entre 1949 e 1950 sobre um terreno de 7,284 Hectares (72843,408 m² ou 18 acres) que se estende desde 42nd Street a 48th Street, e de First Avenue ao East River. A obra oficialmente inaugurada o 9 de janeiro de 1951.
A sede permanece baixo jurisdição e leis dos Estados Unidos, exceptuando alguns membros das mesmas que têm inmunidad diplomática pelo que não podem ser processados por julgados locais enquanto o Secretário Geral não renuncie à inmunidad.
Por razões de segurança, todo correio recebido é esterilizado. A Administração Postal das Nações Unidas, emite selos, com os que devem ser franqueados todos os artigos enviados desde o edifício. Os jornalistas acreditados, quando informam desde o complexo, não devem utilizar Nova York como identificação de sua localização em reconhecimento de sua estatus de extraterritorialidad.
O complexo desenhado por uma equipa internacional de arquitectos inclui os seguintes edifícios: a Secretaria (uma torre de 39 andares), a Assembleia Geral, a Biblioteca Dag Hammarskjöld e a área de Conferências. Também há jardins e esculturas exteriores.
Enquanto a sede principal está em Nova York, existem outras sedes em Genebra, Haia, Viena, Montreal, Copenhague, Bonn, Nairobi, Paris, Santiago de Chile, Adís Abeba, Sevilla, Buenos Aires.
Idiomas oficiais
A ONU tem seis idiomas oficiais: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.[8] Quase todas as reuniões oficiais são interpretadas simultaneamente em todos estes idiomas, bem como são traduzidos todos os documentos oficiais, em formato impresso ou electrónico. Os principais idiomas de trabalho da ONU são o inglês e o francês, ou o inglês, o francês e o espanhol. Em 2005 teve uma polémica devido a que um documento em uma cimeira da organização, só esteve escrito em inglês.
O Serviço de Rádio de Nações Unidas emite, além de em os seis idiomas oficiais, em idioma português|português]].
Financiamento
| Principais contribuintes Orçamento ordinário de 2006[9] | |
| Estados Unidos | 22,00 % |
| Japão | 19,47 % |
| Alemanha | 8,66 % |
| Reino Unido | 6,13 % |
| França | 6,03 % |
| Itália | 4,89 % |
| Canadá | 2,81 % |
| Espanha | 2,52 % |
| China | 2,05 % |
| México | 1,88 % |
| Coréia do Sur | 1,79 % |
| Países Baixos | 1,69 % |
| Austrália | 1,59 % |
| Brasil | 1,52 % |
| Suíça | 1,19 % |
O financiamento das Nações Unidas e de algumas de suas agências especializadas está assegurada pelas contribuições obrigatórias dos estados membros. No caso de algumas agências especializadas, seu financiamento prove de contribuições voluntárias de estados membros, organizações, empresas ou particulares.
A Assembleia Geral estabelece no orçamento ordinário as contribuições obrigatórias durante dois anos ($1,924,840,250 de dólares em 2006[10] ) e determina a contribuição da cada membro baseando na capacidade de pagamento dos países, calculado do rendimento nacional por habitante; não obstante, para manter um nível de independência, o nível máximo de contribuição está fixado no 22% (o nível mínimo é um 0.01% do total). É importante assinalar que as contribuições obrigatórias não sempre são satisfeitas pelos países e conforme ao artigo 19 da Carta das Nações Unidas se lhe pode tirar o direito ao voto na Assembleia Geral ao Estado Membro cujos atrasos de pagamento igualem ou superem a quantidade que devesse ter contribuído nos dois anos anteriores.[11]
Actividades
Eventos internacionais
Realiza-se uma reunião a cada ano e quando um tema é considerado particularmente importante de tratar nesse momento, a Assembleia Geral pode recomendar ao conselho de segurança uma conferência internacional e o conselho de segurança decide se se deve fazer ou não para centrar atenção global e construir um consenso para uma acção unificada se realiza uma reunião a cada ano. Um exemplo seria a Conferência de Nações Unidas sobre o Médio Ambiente e o Desenvolvimento (Cimeira da Terra), do 3 ao 14 de junho de 1992, cujos acordos deram lugar à adopção do programa Agenda 21]] por 179 países.
Neste mesmo sentido de centrar a atenção em temas importantes de interesse internacional, a ONU declara celebrações internacionais, como dias, meses, anos, etc., para promover, mobilizar e coordenar eventos em todo mundo.
Controle de armas e desarmamento
A Carta das Nações Unidas em seu artigo 26, concebeu a possibilidade de um sistema de regulação dos armamentos que asseguraria o menor desvio possível dos recursos humanos e económicos do mundo para os armamentos. O aparecimento da armas nucleares ocorreu semanas após a assinatura da Carta e isto supôs um impulso imediato no desenvolvimento da noção de controle de armamento e de desarmamento. De facto, a Assembleia Geral da ONU adoptou em sua primeira resolução (fevereiro de 1946), referia-se aos usos pacíficos da energia atómica e à eliminação de armas atómicas de destruição em massa.
A ONU tem estabelecido vários foros para dirigir os temas do desarmamento. O principal é o Primeiro Comité da Assembleia Geral de Nações Unidas sobre Desarmamento e Segurança internacional,[12] [13] em cuja agenda se tomou em conta a proibição completa dos ensaios nucleares, a proibição de armas químicas, a não proliferación das armas nucleares, o estabelecimento de zonas livres de armas nucleares, o prevenir, combater e erradicar o tráfico ilícito de armas pequenas e ligeiras em todos seus aspectos, a exploração e utilização do espaço ultraterrestre com fins pacíficos, a manutenção da segurança internacional...
Em junho de 1978, o primeiro período extraordinário de sessões da Assembleia Geral dedicado ao desarmamento estabeleceu uma Comissão de Desarmamento como um órgão subsidiario da Assembleia, composto por todos os Estados Membros das Nações Unidas. Foi criado como um órgão de deliberación, com a função de considerar diferentes problemas na esfera do desarmamento e fazer recomendações ao respecto e com a de dar seguimiento às decisões e recomendações pertinentes do período extraordinário de sessões. Desde o ano 2000 sua agenda ocupa-se só de dois temas sustantivos. Esta Comissão apresenta um relatório anual à Assembleia Geral.
Manutenção da paz
As Forças de Paz da ONU (os "capacetes azuis") são enviadas a várias regiões onde têm cessado recentemente conflitos armados, para deste modo, fazer cumprir os acordos paz e disuadir aos combatentes de retomar as hostilidades. Devido a que a ONU não mantém um exército independente, os efectivos são fornecidos por estados membros, e sua participação é opcional. A autoridade para enviar ou retirar aos contingentes de manutenção da paz está em mãos do governo que os contribui, ao igual que a responsabilidade em relação com a paga e questões disciplinarias e de pessoal.
O Conselho de Segurança normalmente estabelece e define as operações de manutenção da paz, para isso atribui um mandato à missão, isto é, uma descrição de suas tarefas. Para estabelecer uma nova missão de manutenção da paz ou modificar o mandato de uma missão existente, nove dos 15 Estados membros do Conselho têm que votar a favor; no entanto, a proposta fracassa se algum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Chinesa, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido) vota na contramão.
Todos os estados membros têm a obrigação legal de pagar a parte que lhes corresponde do custo das actividades de manutenção da paz no marco de uma fórmula complexa que eles mesmos estabeleceram, que inclui uma sobrecarga para os cinco membros permanentes de Conselho de Segurança. Os países que contribuem voluntariamente pessoal uniformado às operações de manutenção da paz são reembolsados pelas Nações Unidas a uma taxa fixa de um pouco mais de 1.000 dólares por soldado por mês. As Nações Unidas também reembolsan aos países pela equipa que contribuem.
Durante o segundo mandato de Javier Pérez de Cuéllar como Secretário Geral, As forças de paz da ONU receberam em 1988 o premeio Nobel da Paz. Em 2001, a ONU e seu Secretário Geral Kofi Annan ganharam o prêmio Nobel da Paz “por seu trabalho por um melhor mundo organizado e mais pacífico”.
A ONU concede medalhas de Nações Unidas,[14] aos membros do serviço militar que fazem cumprir os acordos da Organização.
Direitos Humanos
A preocupação pelos direitos humanos foi uma das razões principais para a criação das Nações Unidas. As atrocidades e o genocídio da Segunda Guerra Mundial contribuíram a um consenso para que a nova organização devesse trabalhar para prevenir tragédias similares no futuro. Neste sentido criou-se um marco jurídico para considerar e actuava sobre queixas referidas a violações dos direitos humanos.
A Carta da ONU (arts. 55 e 56) obriga a todos seus membros a promover "o respeito universal aos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos" e para tomar "medidas conjunta ou separadamente, em cooperação com a Organização" para tal fim. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda que não legalmente vinculante, foi adoptada pela Assembleia Geral em 1948 como um patrón de realização para todos; e consequentemente, a Assembleia ocupa-se regularmente das questões referidas aos direitos humanos. Assim o 15 de março de 2006 a Assembleia Geral da ONU votou de forma abrumadora para substituir a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNCHR) pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.[15] Seu propósito é tratar violações dos direitos humanos. O UNCHR tinha sido criticado em várias ocasiões pelos membros que a compunham, concretamente, vários de seus membros, como Sudão ou Líbia, possuíam um dudoso historial de respeito dos direitos humanos, incluindo aos representantes eleitos para presidir a comissão.
Os Carta Internacional de Direitos Humanos, dispôs a criação de sete organismos entre os que se destacam o Comité de Direitos Humanos (HRC) e ao Comité para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (CEDAW). O suporte da Secretaria Geral proporciona-se através do Escritório do Alto Comisionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), excepto do CEDAW, que o recebe da Divisão para o Progresso da Mulher (DAW).
As Nações Unidas e suas agências são fundamentais em manter e aplicar os princípios em emanados da Declaração universal dos Direitos Humanos; por exemplo, o apoio da ONU para os países em transição à democracia tem contribuído significativamente à democratização por todo mundo, e se manifestou na assistência técnica para possibilitar eleições livres e justas, em melhorar as estruturas judiciais, em redigir constituições, em formar servidores públicos, ou em transformar os movimentos armados em Partido político|partidos políticos]]. Isto se viu recentemente no Afeganistão]] e Timor Oriental.
Nações Unidas é também um foro para apoiar os direitos da mulher para participar plenamente na vida política, económica e social de seus países. A ONU contribui a elevar o significado do conceito de direitos humanos através de seus tratados e sua atenção aos abusos específicos com suas resoluções da Assembleia Geral ou do Conselho de Segurança ou as falhas do Corte Internacional de Justiça (ICJ).
Assistência humanitária
| Agências e departamentos para o fomento do desenvolvimento humano |
| Organização Mundial da Saúde (OMS): eliminou a viruela em 1977, e está cerca de eliminar a poliomielitis.[16] |
| Banco Mundial / Fundo Monetário Internacional (FMI) |
Agências especializadas e independentes, que são observadores no entramado da ONU:
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A ONU conjuntamente com outras organizações como a Cruz Vermelha, proporciona comida, água potable, refúgio e outros serviços humanitários às populações que os precisam, sejam deslocados por guerra, ou afectados por outros desastres. As agências humanitárias mais importantes da ONU são o Programa Mundial de Alimentos (PMA), que em 2004 repartiu comida a uns 100 milhões de pessoas,[17] o Alto Comisionado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que até 2001 tinha contribuído a reasentar a pelo menos 25 milhões de pessoas em diferentes países.[18] Também se destacam o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) que é a maior organização internacional para garantir assistência técnica no mundo, as organizações como ONUSIDA, OMS e o Fundo Mundial de Luta contra o SIDA, a Tuberculose e a Malaria[19] (também chamado Fundo Mundial), que combatem as doenças no mundo, especialmente em países pobres, e que têm ajudado a reduzir a mortalidade infantil e maternal. Seguindo estas inciativas, em dezembro de 2005, a Assembleia Geral criou o Fundo de resposta a emergências (CERF) como um sistema que melhorasse a coordenação da ajuda humanitária, a fazendo mais oportuna e responsável pelas vítimas de desastres naturais ou factos pelo homem.
Nações Unidas publica anualmente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como uma forma de ordenar comparativamente os países por sua pobreza, a instrução, a educação, a esperança de vida, e outros factores como a despesa militar.
Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio já aparecem na Declaração do Milénio, adoptada pela Assembleia Geral e assinada por 192 países membros da ONU o 8 de setembro de 2000, depois da Cimeira do Milénio; e neste sentido, na Cimeira mundial de 2005 (14-16 de setembro de 2005), os representantes dos então 191 membros da ONU, reafirmaram-nos como oito objectivos a atingir para o ano 2015.[20]
Objectivo 1: Erradicar a pobreza extrema e a fome:
- Reduzir à metade a percentagem de pessoas cujos rendimentos sejam inferiores a 1 dólar por dia.
- Reduzir à metade a percentagem de pessoas que padecem fome
Objectivo 2: Conseguir o ensino primário universal.
- Velar por que todos os meninos e meninas possam terminar um ciclo completo de ensino primária.
Objectivo 3: Promover a igualdade entre os géneros e a autonomia da mulher.
- Eliminar as desigualdades entre os géneros no ensino primário e secundária, preferivelmente para o ano 2005, e em todos os níveis do ensino para 2015
Objectivo 4: Reduzir a mortalidade infantil.
- Reduzir em duas terceiras partes a taxa de mortalidade dos meninos menores de 5 anos.
Objectivo 5: Melhorar a saúde materna.
- Reduzir a taxa de mortalidade materna em três quartas partes.
Objectivo 6: Combater o HIV/SIDA, o paludismo e outras doenças.
- Deter e começar a reduzir a propagación do HIV/SIDA.
- Deter e começar a reduzir a incidencia do paludismo e outras doenças graves.
Objectivo 7: Garantir a sostenibilidad do médio ambiente.
- Incorporar os princípios de desenvolvimento sostenible nas políticas e os programas nacionais; investir a perda de recursos do médio ambiente.
- Reduzir à metade a percentagem de pessoas que carecem de acesso à água potable.
- Melhorar consideravelmente a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de tugurios para o ano 2020.
Objectivo 8: Fomentar uma associação mundial para o desenvolvimento.
- Desenvolver ainda mais um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em normas, previsível e não discriminatorio. Isso inclui o compromisso de conseguir uma boa gestão dos assuntos públicos e a redução da pobreza, na cada país e no plano internacional.
- Atender as necessidades especiais dos países menos adiantados. Isso inclui o acesso livre de impostos e cotas para as exportações dos países menos adiantados, o programa melhorado de alívio da dívida dos países pobres muito endeudados e a cancelamento da dívida bilateral oficial e a concessão de uma assistência oficial para o desenvolvimento mais generosa aos países que tenham mostrado sua determinação de reduzir a pobreza.
- Atender às necessidades especiais dos países em desenvolvimento sem litoral e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.
- Encarar de maneira geral os problemas da dívida dos países em desenvolvimento com medidas nacionais e internacionais a fim de fazer a dívida sostenible em longo prazo.
- Em cooperação com os países em desenvolvimento, elaborar e aplicar estratégias que proporcionem aos jovens um trabalho digno e productivo.
- Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar acesso aos medicamentos essenciais nos países em desenvolvimento.
- Em colaboração com o sector privado, velar por que se possam aproveitar os benefícios das novas tecnologias, em particular, os das tecnologias da informação e das comunicações.
Sistema das Nações Unidas
O artigo 7 da Carta das Nações Unidas indicava que os órgãos principais da organização eram:
- A Assembleia Geral
- O Conselho de Segurança
- O Conselho Económico e Social
- O Conselho de Administração Fiduciaria
- O Corte Internacional de Justiça
- A Secretaria
Ademais a Carta possibilitava que a cada órgão pudesse estabelecer os organismos subsidiarios que estimasse necessários para o desempenho de suas funções.
Uma das características singulares do sistema da ONU é a duplicación da responsabilidade. Por exemplo, UNODOC (Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito) informa à Secretaria Geral, a Assembleia Geral supervisiona UNICRI (Instituto Interregional para Investigações sobre a Delincuencia e a Justiça), mas o Comité Económico e Social tem duas comissões orgânicas diferentes, a de estupefacientes por um lado, e a de prevenção do delito e justiça penal pelo outro.
O Sistema das Nações Unidas está organizado da seguinte maneira (ainda que as siglas variam segundo os idiomas oficiais deste organismo internacional):
Órgãos dependentes da Assembleia Geral
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Órgãos dependentes do Conselho Económico e Social
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Órgãos dependentes do Conselho de Segurança
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Órgãos dependentes da Secretaria Geral
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Organismos conexos
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Referências
Notas
- ↑
}}«Um aniversário agridulce» (em espanhol). Deutsche Welle 24.10.2002})
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Veja-se também
- Anexo:Estados membros das Nações Unidas
- Capacetes azuis
- Tratado Antártico
- Uso de força-a
- Grupo dos 77
- Modelo de Nações Unidas
Enlaces externos
-
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- Carta das Nações Unidas
- Enlaces aos organismos da ONU
- Busca de documentos de Nações Unidas
- Serviço Internacional de Rádio da ONU
- Campanha para a Assembleia Parlamentar da ONU.
arz:الأمم المتحدهbê:Арганізацыя Аб'яднаных Нацый bê-x-old:Арганізацыя Аб'яднаных Нацыйdá:Forenede Nationero:Οργανισμός Ηνωμένων Εθνών em:United Nationstem:Majalisar ɗinkin duniyatenho:האומות המאוחדותvão:Perserikatan Bangsa-Bangsacá:გაერთიანებული ერების ორგანიზაციაa:Consociatio Nationummwl:Nações Ounidasnão:FNvos:Иугонд Нациты Организациsimples:United Nations
