O Colégio de México, A.C. (COLMEX), é uma prestigiosa instituição mexicana de educação superior e investigação em ciências sociais e humanidades. Foi fundada em 1940 e teve como antecedente imediato A Casa de Espanha em México (1938-1940).
Em 1998 converteu-se em uma instituição autónoma.
Em 2001 foi-lhe concedido o Prêmio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais, junto ao jurista Juan Iglesias Santos.
O Colégio de México conta com sete centros de estudos, e dão-se neles um total de duas licenciaturas, sete maestrías e oito doctorados. Possui uma das bibliotecas especializadas em ciências sociais (incluída uma extensa colecção de literatura) mais importantes da América Latina (mais de 665,000 volumes).
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Para conhecer as origens do Colégio de México é necessário referir à Casa de Espanha em México (1938-1940). Germen do Colégio de México, refúgio de intelectuais espanhóis republicanos, origem e lucro de grandes obras académicas, renovadora da cultura mexicana, por direito próprio ocupa um lugar eminente no desenvolvimento científico de México. Em março de 1939, o presidente Lázaro Cárdenas nomeou a Alfonso Reis presidente da Casa de Espanha e de sua patronato. Este patronato ficou definitivamente formado por Eduardo Villaseñor, subsecretario de Fazenda, em representação do Governo; Gustavo Baz, reitor da Universidade Nacional; Enrique Arreguín, em nome da Secretaria de Educação Pública, e Daniel Cosío Villegas, como secretário do patronato e da Casa, e segundo da bordo.
Os fundadores puseram os sólidos alicerces sobre os quais, a partir de outubro de 1940, se pôde edificar O Colégio de México. Em primeiro lugar, Alfonso Reis, quem, durante quase vinte anos, até sua morte o 27 de dezembro de 1959, presidiu de maneira ininterrumpida e incansable esta grande obra cultural e académica; Reis dedicou-lhe o tempo e a paixão que lhe hurtaba à criação literária: dois amores vividos com uma mesma devoción. Também foi decisivo o apoio inteligente e enérgico de Daniel Cosío Villegas, secretário do Colégio durante seus primeiros anos. Ainda que desde 1948 a presença de Cosío na instituição foi intermitente, pois compartilhou seu enorme vitalidad e energia com várias outras actividades culturais e políticas, sua influência no Colégio de México intensificou-se durante um lustro, primeiro como director (1958-1959) e depois, à morte de Reis, desde janeiro de 1960 até janeiro de 1963, como segundo presidente.
Silvio Zavala, terceiro presidente do Colégio de 1963 a 1966, durante muitos anos foi membro daquele primeiro Colégio e, por direito próprio, deve ser considerado um fundador, pois em 1941 criou o Centro de Estudos Históricos, o mais antigo desta instituição. Durante seus breves anos como presidente do Colégio, Silvio Zavala deu continuidade aos planos traçados por Cosío Villegas para criar outros centros e ampliar a planta física.
Na reunião da Junta de Governo o 16 de janeiro de 1961 pediu-se a modificação da Acta Constitutiva do Colégio para incorporar a fracção f ao artigo 1° para agregar a seus objectivos o dar ensinos a nível universitário, pós- profissional ou especiais, nos ramos de conhecimentos humanísticos e das ciências sociais e políticas, criando os órgãos apropriados à realização destes fins e outorgando os diplomas, títulos e graus correspondentes, de acordo com os planos e programas de estudos da instituição que se aprovem.
Víctor L. Urquidi presidiu O Colégio desde 1966 até 1985. Também ele conheceu o primeiro Colégio, em cujo Centro de Estudos Sociais participou entre 1943 e 1946 como professor. Mais tarde, alentado por Cosío, foi responsável directo da criação em 1964 do Centro de Estudos Económicos e Demográficos. Durante seus anos como presidente fomentou o desenvolvimento de outros centros: o de Estudos Sociológicos, o de Economia, desvinculado já da demografía, e a criação de um novo Centro de Estudos Demográficos e de Desenvolvimento Urbano; também impulsionou programas de investigação dedicados a temas vinculados com a realidade nacional. Ao mesmo tempo, ainda que seus interesses pessoais eram os estudos económicos e de população, Urquidi jamais deu as costas a outras disciplinas humanísticas e sociais e continuou apoiando com energia aos outros Centros já estabelecidos.
Em 1976 O Colégio mudou de casa a um formoso edifício no qual reside actualmente. Desde então incrementou-se sua planta docente e administrativa de maneira gradual, bem como o número de pesquisadores e de becarios. Assim mesmo continuou-se com seu prestigiado programa de publicações. Em 1978 aprovou-se um Regulamento geral que guiou as actividades da instituição durante mais de vinte anos. Em dezembro de 2002 aprovou-se o Estatuto Orgânico, que se pode consultar na página WWW do Colégio.
Mario Ojeda foi nomeado presidente do Colégio de México o 20 de setembro de 1985 e exerceu este cargo até o ano de 1995. Membro fundador do Centro de Estudos Internacionais, supervisionou o funcionamento do Colégio de México e seus diversos centros com equilíbrio e amabilidad. Tocou-lhe uma época difícil em termos da economia nacional e a política nacional. Durante sua gestão fizeram-se importantes melhoras à instituição incluindo a construção do quinto nível de escritórios, salões e seminários.
Andrés Lira foi nomeado presidente do Colégio de México em 1995, ocupando o cargo até setembro de 2005. Durante sua gestão, em 1998, obteve-se a autonomia institucional; pôs-se em marcha O Conselho Académico -desde 2003- e conseguiram-se importantes melhoras à infra-estrutura do edifício, biblioteca e serviços gerais. Assim mesmo durante sua gestão inauguram-se novos programas académicos.
Javier Garciadiego Dantan é o actual Presidente do Colégio de México desde o 20 de setembro de 2005 até o 19 de setembro de 2010.[1]
Reconhecidos intelectuais têm presidido o Colégio:
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