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Obediência

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O termo obediência (do Lat. ob audire = o que escuta), ao igual que a acção de obedecer, indica o processo que conduz da escuta atenta à acção, que pode ser puramente pasiva ou exterior ou, pelo contrário, pode provocar uma profunda atitude interna de resposta.

Obedecer requisitos ou proibições realiza-se por médio de consequentes acções apropriadas ou omisiones. Obedecer implica, em diverso grau, a subordinación da vontade a uma autoridade, o acatamiento de uma instrução, o cumprimento de uma demanda ou a abstenção de algo que proíbe.

A figura da autoridade que merece obediência pode ser, antes de mais nada, uma pessoa ou uma comunidade, mas também uma ideia convincente, uma doutrina ou uma ideologia e, em grau somo, a própria consciência e ademais, para os crentes, Deus.

Podem-se destacar diferentes tipos e níveis de obediência:

Conteúdo

Obediência militar

A obediência militar trata-se do acatamiento de instruções no marco de um código de vida e de conduta preparado para responder aos conflitos ou crises sociais ou políticas e, em casos extremos, à guerra. A desobediencia militar implica consequentemente estritas sanções já que significa com frequência um risco para a segurança de outros ou dos interesses colectivos. No entanto, a desobediencia, neste plano, pode-se dever por razões legais, éticas e/ou religiosas. Na Argentina produziu-se um debate intenso com respeito à obediência militar a raiz da Lei de Obediência Devida. A contraposição entre as ordens emanadas em circunstâncias de tensão tem sido refletida no drama literário “O príncipe de Hamburgo” por Heinrich de Kleist.

Veja-se também: Obediência devida

Obediência infantil

A obediência infantil trata-se da natural posição subordinada aos pais, resultante do processo de integração familiar de todos os meninos. No sentido figurado trata-se ademais, do comportamento infantil manifestado por alguns adultos de maneira habitual ou eventual.

Obediência solidaria

A obediência solidaria refere-se à obediência de um sujeito partícipe de um grupo ou colectivo, inclusive sem ter a plena convicção das ideias fundamentais ou das acções realizadas de dito grupo.

Obediência sociológica

A obediência sociológica, para o sociólogo Max Weber, é a principal característica definitoria da “dominación”, em contraste com o “poder”.

Obediência voluntária

A obediência voluntária é, referida a normas preestablecidas ou à consciência que se possua, o reconhecimento do bom (por exemplo, os dez mandamientos) de tal modo que se produza uma transformação no sujeito.

Obediência como autodisciplina

Por trás desta atitude está o sentido ou a significação, ou bem, o que positivamente se considera que serve de base para a estrutura social.

Obediência religiosa ou obediência da fé

A obediência religiosa ou obediência da fé, tal como o expressa o Catecismo da Igreja Católica é o livre sometimiento à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade mesma. Desta obediência, a Escritura propõe o modelo de Abraham e de María que realiza em sua carne a vontade de Deus, permitindo que se encarne o Filho do eterno Pai. (ver: Catecismo da Igreja Católica, 144ss).

Voto de Obediência

Nas comunidades religiosas, já sejam Ordens ou Congregaciones masculinas e femininas, o voto de obediência é um dos três Conselhos evangélicos, junto com o de castidade e pobreza. O voto de obediência é a promessa formal de radicalizar o baptismo, elegendo livremente (de maneira pública ou privada, temporária ou perpetuamente) a vida cristã seguindo o exemplo de Cristo Jesús, que foi obediente ao Pai até a morte, oferecendo sua vida pela humanidade.

Obediência sacerdotal

A obediência sacerdotal é a que os sacerdotes devem a seus respectivos ordinários, em primeiro lugar os Bispos e, no caso dos membros de Ordens ou congregaciones religiosas, os superiores da comunidade. Os presbíteros, como colaboradores diligentes dos Bispos e como ayudantes e instrumentos seus, chamados para servir ao Povo de Deus , formam com seu Bispo um único presbiterio, dedicado a diversas tarefas pastorais. Na cada uma das comunidades locais de fiéis, fazem presente -por médio de seu ministério- ao Bispo, ao que estão unidos com confiança e magnanimidad; participam em suas funções e preocupações e levam-nas à prática a cada dia. Os presbíteros só podem exercer seu ministério em dependência do bispo e em comunión com ele. A promessa de obediência que fazem ao bispo no momento da classificação e o beijo de paz do Bispo, ao final da liturgia da classificação, significam que o bispo os considera como seus colaboradores, seus filhos, seus irmãos e seus amigos e que, a sua vez, eles lhe devem amor e obediência.

Obediência antecipada

Ao perceber uma expectativa sobre um mesmo, isto é, dantes de que uma instrução fora expressamente formulada, já “um mesmo obedece”. Este tipo de obediência foi formulada pela primeira vez como uma máxima para os jesuitas. Também desempenhou um papel importante para conseguir a eficácia das organizações nacionalsocialistas durante as guerras.

Obediência cega

A obediência cega é a que os jesuitas e muitos outros religiosos (dantes das reformas da vida religiosa introduzidas pelo Concilio Vaticano II) ejercitaban cumprindo a cada disposição ao momento de ser dadas, sem demora e sem discussão com a autoridade. De fundo estava a consciência de que hipoteticamente podia se equivocar o que ordenava mas não o que acatava a ordem obedientemente. Uma variante deste modo de obediência é a que se dá às autoridades de organizações sociais, políticas e/ou religiosas (por exemplo: o Partido, um processo de reeducación, uma seita, etc.)

Enlaces externos

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