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Obrigação jurídica

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Para outros usos deste termo, veja-se dívida.

A obrigação jurídica, em Direito, é o vínculo jurídico mediante o qual duas partes (credora e deudora) ficam unidas, devendo a parte deudora cumprir com uma prestação objecto da obrigação. Dita prestação pode consistir em dar, fazer ou não fazer, tendo que ser em dois primeiros casos possível, lícita e dentro do comércio. Os sujeitos obrigados, ao igual que o objecto da obrigação, deverão estar determinados ou ser determinables.

O Direito de obrigações é o ramo do Direito que se ocupa de todo o relacionado com as obrigações jurídicas.

Conteúdo

Conceito

A obrigação jurídica é aquela relação jurídica em virtude da qual uma parte (denominada deudora) deve observar uma conduta (denominada prestação) que pode consistir em dar, fazer ou não fazer, em interesse de outra parte (denominada credora). O qual a sua vez outorga ao credor a faculdade de exigir tal conduta ao deudor, e em caso negativo, outorga direito ao primeiro a agredir o património do segundo.

Diferença entre dívida e responsabilidade

A dívida é a prestação que o deudor deve ao credor para cumprir o compromisso. A responsabilidade é a consequência jurídica, que consiste no sometimiento do deudor ao poder coactivo do credor para que este possa se tentar, segundo os casos, já seja o verdadeiro cumprimento da obrigação, já seja o reparo pelo não_cumprimento. . Pode, no entanto, ter dívida sem responsabilidade, como seria uma obrigação natural ou uma obrigação já prescrita, e responsabilidade sem dívida, como seria o caso do prendedor.

Diferença entre as obrigações e os direitos reais

Os direitos reais são os que recaen directamente sobre coisas e não com respeito a determinada pessoa. Alguns dos direitos reais são principais, como o direito de propriedade ou domínio, e outros são acessórios porque presuponen a existência de um principal, como por exemplo a servidão, a hipoteca e a prenda.

Outra classificação denomina-os assim: direito real pleno (domínio), limitações ao domínio (usufructo, uso, habitação, servidões e alguns, equivocadamente, acrescentam ao património familiar), e direitos reais de garantia (prenda e hipoteca).

Os direitos reais têm a qualidade de absolutos já que podem exercer-se contra todas as pessoas e portanto[1]

O direito pessoal em mudança é o que tem uma pessoa (denominada credor) respecto de outra (denominada deudor), a fim de que esta cumpra uma determinada prestação (proveniente de uma obrigação, que é a contrapartida dos direitos reais). A diferença com os direitos reais radica em que estes já não colocam em relação as pessoas com as coisas senão as pessoas com as pessoas, por esta razão têm qualidade de ser relativos já que só podem reclamar de um indivíduo determinado (deudor).

Algumas das diferenças mais importantes com os direitos reais são:

História

Diz-se que a forma mais básica de obrigação teve sua origem nos povos primitivos em onde quem tinha cometido um delito, podia pagar um preço para "compensar" o dano que tinha gerado ao agraviado.

A palavra "obrigação" vem-se utilizando desde o século XII, mas etimológicamente vem da voz latina ob unir (atar a, unir com).

No direito romano, em um início, a vinculação jurídica era pessoal, isto é, o deudor comprometia sua pessoa (e não seu património) para assegurar o pagamento. Não é senão até a Lex Poetelia Papiria (alguns autores situam data em que foi expedida no 457 a.C e outros no 428 e inclusive no 326 a. C.) que muda a natureza da mesma, já que a fixação deixou de ser pessoal e passou a vincular ao património do deudor (podendo o credor se cobrar com este ante o não_cumprimento do deudor).

Os romanos definiram a obrigação como: "Obligatio est iuris vinculum quo nesessitate adstringimur alicuius solvendae rei secundum nostrae civitatis iura" que se pode traduzir como: Uma obrigação é o vínculo jurídico que nos constriñe na necessidade de pagar algo segundo o direito de nossa cidade.

Depois, a doutrina pandectística alemã do século XIX introduziu a expressão "Schuldverhältniss", depois transmitida a Itália como "rapporto obbligatorio", e daí a Espanha , que ofició, nesta como em tantas outras áreas, de veículo cultural para o direito latinoamericano, onde se fala, desde faz anos, de relação obrigatória".

Elementos

A obrigação tem três elementos sujeitos, objecto e causa:

Sujeitos

Os sujeitos são dois:

Duas pessoas podem ser reciprocamente deudor e credor. Por exemplo nos contratos bilaterais que são aqueles em que nascem obrigações para as duas partes, como por exemplo no de compra.

Para contrair uma obrigação a pessoa deve ter a capacidade legal para obrigar-se.

Objecto

O objecto da obrigação pode consistir em dar uma coisa, fazer ou seja executar uma determinada conduta ou não fazer ou seja se abster de realizar uma conduta.

Determinação do objecto

O objecto deve estar determinado ou ser determinable. Em princípio devem ser coisas existentes mas também cabe se obrigar respeito de uma de coisa futura. Por exemplo, a venda de próximas colheitas ou de coisas que estão em processo de fabricação. A obrigação de dar pode referir-se a coisas fungibles ou não fungibles. No primeiro a obrigação somente está especificada por sua classe ou género (por exemplo, um quilo de açúcar) e satisfaz-se com a entrega de um objecto de tal classe e qualidade. No segundo caso as partes têm em olha um objecto determinado (por exemplo, uma finca individualizada) e somente satisfaz-se cumprindo a obrigação respecto da mesma.

Valor pecuniario

A lei exige que seja possível lhe atribuir um valor pecuniario ao objecto da prestação, pois em caso de não poder se cumprir, é indispensável para efeitos resarcitorios poder o quantificar monetariamente.

Cabe aclarar que a patrimonialidad da prestação tem gerado um arduo debate, entre quem consideram que a mesma deve, em todos os casos, ser susceptível de uma valoração pecuniaria e quem consideram que ao direito podem e devem concernirle interesses que trasciendan ao aspecto somente económico.

Comerciabilidad do objecto

O objecto deve estar dentro do comércio. Por exemplo, as coisas em domínio público normalmente não podem ser objecto de obrigações, ou direitos personalísimos, como a liberdade pessoal, são objectos fosse do comércio. Em muitos ordenamento jurídicos, no entanto, permite-se a disposição de partes do próprio corpo humano após a morte.

É possível ademais, que a prestação possa ser determinable (vgr. o preço que deverá o comprador será o que tenha o bem dado no mercado o 31 de janeiro).

Possibilidade

O objecto deve ser possível de ser realizado. Existem dois tipos de imposibilidad: a física, como seria se, dantes de ser notificado do desastre, o dono de um barco o vende quando este acaba de naufragar. A legal, quando o objecto se encontra fora do marco de legalidade, já seja por ser ilícito ou alheio aos bons costumes.

Causa

É o fim da obrigação que perseguem e que se propuseram à hora de estabelecer a obrigação.

Classificação das obrigações

Fontes das obrigações

Chama-se fonte ao facto, acto ou disposição legal que dá origem a obrigações. As fontes das obrigações podem agrupar-se em dois grandes grupos: a vontade e a lei.

Conquanto a anterior é a classificação que na doutrina se considera mais acertada, é outra a que mantêm muitos dos Códigos Civis influenciados pelo Código Napoleónico.

Os romanos identificaram as fontes das obrigações com a causa eficiente. Gayo, em um princípio, considerou que eram unicamente fontes obligacionales o delito, o contrato e "figuras de várias causas". Posteriormente, os glosadores, a estas "figuras de várias causas" dividiram-nas dependendo de se assemelhavam-se mais a um contrato (cuasi contrato) ou a um delito (cuasidelito).

Pothier, um dos principais elaboradores do Código Napoleónico, recolheu esta classificação e acrescentou uma quinta fonte: a lei.

A doutrina critica a esta classificação. Uns dizem que, em realidade, as fontes obligacionales seriam unicamente o contrato (negócio jurídico, mais acertadamente) e a lei. Outros dizem que a classificação é incompleta já que, em seu critério, faltariam outras fontes (como, em certos casos, a declaração unilateral de vontade).


Actualmente considera-se que são fontes das obrigações:

Negócio jurídico

Dentro do negócio jurídico, podem-se distinguir dois grupos de fontes das obrigações:

O codigo civil argentino, lista como fonte das obrigações a:

Dano resarcible

Toda a pessoa que por culpa, dolo, impericia ou negligencia cause um dano a outro, tem a responsabilidade do consertar. Comummente, conhece-se a este conceito como o delito e o cuasidelito. Baixo a figura do delito, a pessoa tem uma responsabilidade civil resarcitoria adicional às consequências penais que possa ter sua acção. Quanto aos cuasidelitos, são actos que, ainda que quiçá não penables por não cumprir com os requerimientos da teoria do delito, causaram um dano e deve ser consertado.

Lei

A lei é por si sozinha, generadora de obrigações. Por exemplo, a lei obriga às pessoas a pagar impostos.

Transmissão e cessão de obrigações

Em princípio, todo direito pessoal se pode ceder, excepto os seguintes casos:

Quando se dá uma transmissão, o que se muda é a pessoa do credor, mas a obrigação contínua sendo a mesma, baixo as mesmas condições. Em nenhum caso, uma obrigação pode fazer-se mais gravosa de cumprir para o deudor, pois isto requer de sua vontade.

Cessão de créditos

Há cessão de crédito quando um credor se obriga a transferir seu direito contra seu deudor a um terceiro. A cessão de crédito é um contrato formal. O crédito transfere-se com todos seus acessórios.

Grande parte da doutrina refuta este conceito, considerando que a cessão não é propriamente um título (contrato), senão que é um modo (sinónimo de tradição).

A cessão de crédito não produz uma novación subjetiva. Desta, se diferencia nos seguintes aspectos:

Efeitos das obrigações

O efeito principal da obrigação é colocar ao deudor na necessidade de cumprir com a prestação devida e em outorgar ao credor os meios legais para tentar que o deudor o faça, isto é promover uma demanda judicial.

Modos de extinção das obrigações

São os factos em virtude dos quais a obrigação deixa de existir. Em general estes factos são, sem prejuízo do que possa estabelecer a cada legislação em particular, os seguintes:

O pagamento
Artigo principal: Pagamento

O pagamento é a satisfação da obrigação mediante a execução da prestação comprometida.

Compensação

A compensação é a extinção recíproca de duas dívidas, em onde o credor é deudor e vice-versa. As obrigações têm que ser líquidas e exigibles.

Novación

A novación é a substituição de uma obrigação por uma nova. As simples mudanças a uma dívida não necessariamente produzem uma novación. Para que esta se dê, deve de mudar o objecto, a causa ou que um novo deudor vinga a substituir ao anterior.

Há mudança de coisa quando o objecto da obrigação é mudado por outro diferente. Há mudança de causa quando a natureza da obrigação se modifica. Ej: quando um depósito é mudado por um arrendamento.

Para que opere a novación, se deve contar com o consentimento tanto do credor como do deudor. Em todo o caso de novación, a dívida antiga extingue-se. Mas se por algum motivo, a dívida nova é declarada nula, a antiga renacerá. Em caso que seja uma dívida solidaria, os demais coobligados serão libertos, mas o deudor que nova estará subrogado nos direitos do credor para exigir aos demais codeudores a parte da dívida que lhes corresponde.

Remessa

A remessa ou condonación é renuncia-a voluntária e gratuita que faz o credor de toda ou uma parte da obrigação.

Confusão

A confusão opera quando em uma mesma pessoa se reúnem as qualidades de deudor e credor, para a mesma dívida. A natureza jurídica da confusão radica na ilógica que tem, para o direito, que uma pessoa se deva a si mesma.

Cumprimento forçado

Se o deudor não cumpre, a lei põe a disposição do credor o aparelho coercitivo do estado para compelerlo a cumprir. Quando o cumprimento forçado não fosse possível (por exemplo em obrigações de fazer), se sustiye a obrigação pela indemnização pecuniaria.

Execução por outro

Um terceiro pode satisfazer a obrigação a nome do deudor. Neste caso, este terceiro se subroga nos direitos do credor.

Efeitos anormales

Para que o credor tenha o direito a ir ante a protecção do poder do estado, devem ocorrer duas coisas:

Mora

Mora-a é a falta de cumprimento da obrigação no tempo oportuno. A constituição em mora tem os seguintes efeitos:

Dolo

Chama-se-lhe Dolo a toda accion de má fé empregada geralmente pela parte pasiva para a parte activa para de alguma maneira presumir ou evadir o cumprimento da obligacion. O engano que se empregue para fazer que uma pessoa participe em um acto jurídico pode ser invocado para declarar seu nulidad. O dolo não se presume e deve ser sempre demonstrado por quem o invoca.

Culpa contractual

O não_cumprimento de uma obrigação pode ser deliberado ou dever-se por impericia ou negligencia. No primeiro caso, trata-se de não_cumprimento doloso. No segundo, de não_cumprimento culposo. Em alguns ordenamentos, a diferença é importante à hora de valorizar o monto da indemnização. Para a doutrina subjetivista, a um deudor que faltou deliberadamente a sua obrigação se lhe deve impor uma indemnização mais gravosa que a quem fez todo o esforço possível por cumprir, mas não pôde fazer.

Caso fortuito ou força maior

Ainda que é obrigação de todo deudor honrar sua dívida, há casos em que se lhe exime por imposibilidad de fazer o pagamento. Desde que esta situação de imposibilidad não lha tenha tentado ele mesmo, e não tenha mediado culpa ou falta que lhe seja imputable. É o princípio “ninguém está obrigado ao impossível”.

O caso fortuito ou força maior é um acontecimento alheio ao controle do deudor que lhe impede cumprir com a obrigação. O facto deve ser actual e imprevisível ou impossível de evitar. Se o objecto de uma dívida perde-se por caso fortuito ou força maior, a obrigação considera-se extinguida. No entanto, as indemnizações ou recepções de seguros sim correspondem ao credor que tem pago o preço da coisa que pereceu.

Obrigações de fazer

As obrigações de fazer ficam exentas por:

Nos seguintes casos, nem sequer o caso fortuito ou força maior eximen ao deudor de cumprir com a obrigação:

Imprevisión

Em alguns ordenamentos, existe a figura da imprevisión. Posterior ao estabelecimento de uma obrigação, podem suceder mudanças totalmente alheios ao controle do deudor, que façam do cumprimento da obrigação tal e como foi pactuada em excesso gravosa. Ante tais situações, o direito outorga a possibilidade de ajustar as condições da obrigação para que se assemelhem ao que foi pactuado originalmente. Tal seria o caso de períodos superinflacionarios, ou de alguém que tenha assumido uma dívida em uma moeda estrangeira e posteriormente se produza um período de desvalorização excessiva da moeda nacional.

Cláusula penal

Na constituição da obrigação, o deudor compromete-se a uma prestação accesoria de um documento suposto que não intervém no mesurado caso, em caso que não cumpra o objecto principal da obrigação. A cláusula penal é como uma anticipación aos danos e prejuízos de um eventual não_cumprimento. Se a obrigação cumpriu-se parcialmente, a pena deve ser proporcional.

A cláusula penal é accesoria. Se a obrigação extingue-se sem responsabilidade para o deudor, este não deve pagar a cláusula penal. Ademais é subsidiaria porque o objecto da obrigação segue sendo o mesmo.

Nulidad e Rescisão

A nulidad é uma condição de um acto jurídico, que devido a um vício, deixa de produzir os efeitos jurídicos que produziria se estivesse adequadamente constituído. Todo o que se tiver recebido, deve ser devolvido ao ser declarada a nulidad, incluindo os frutos e accesiones. O efeito jurídico é como se o acto nunca tivesse existido, razão pela qual todas as coisas devem de devolver ao estado em que estavam dantes da celebração do acto viciado. No entanto, a lei protege aos terceiros de boa fé que se vejam afectado por esta retroactividad.

O acto sofre de nulidad absoluta quando:

A nulidad relativa, que não afecta tão radicalmente ao acto, devém por:

A rescisão é o médio pelo qual uma obrigação relativamente nula é corrigida.

Responsabilidade Extracontractual

A fonte mais comum de obrigações é o contrato. No entanto, aparte da lei, pode surgir a responsabilidade extracontractual.

Os factos ilícitos

Dentro deste rubro classificam-se os delitos e os cuasidelitos. A absolución do imputado em um julgamento penal não o exime de uma eventual condenação de danos em um julgamento civil. Isto porque a consideração do juiz penal é não condenar a um inocente, enquanto a do juiz civil é não deixar um dano sem consertar.

Elementos dos actos ilícitos

Os actos ilícitos apresentam os seguintes elementos:

Culpa de vários com uma sozinha vítima

Os culpados serão deudores solidarios da vítima. No caso de cuasidelitos, o coautor que verifique o pagamento poderá reclamar dos demais a parte proporcional à culpa da cada um. Em delitos, não pode fazer este reclamo.

Culpa concorrente com a vítima

Em caso que a vítima tenha um grau de culpabilidad do dano que se lhe causou, o autor terá um grau de culpabilidad não absoluto e sobre responderá civilmente baixo sua proporção correspondente.

Responsabilidade reflete

No conceito de responsabilidade reflete, nasce uma obrigação sobre uma pessoa pelos actos dañosos cometidos por outro. A lei nos provee os casos de responsabilidade reflete:

Responsabilidade de dependentes

É dependente todo aquele que se encontra em uma relação de subordinación na execução de uma actividade determinada. É necessário que tenha relação entre as actividades que são encomendadas e o facto dañoso.

O fundamento da responsabilidade do principal é a delegação do risco que se faz sobre o subordinado. O principal tem o direito de demandar de seu dependente o que tenha tido que pagar.

Outras responsabilidades refletes

Também é responsabilidade reflete a dos pais com seus filhos, a das coisas inanimadas, a dos animais ferozes com respeito a seu dono, entre outras.

Direitos do Credor sobre o Património do Deudor

O património do deudor constitui garantia comum para os credores. Com ele responde o deudor para satisfazer as obrigações que tenha contraído. Mas o deudor pode dispor de seu património como queira, sempre que não esteja em insolvencia ou o faça fraudulentamente com a intenção de prejudicar a seus credores.

Diferentes classes de credores

Pode ocorrer que o património do deudor não seja suficiente para satisfazer as dívidas. Neste caso, não sempre os credores se satisfazem em igualdade: existem credores privilegiados e credores comuns ou quirografarios.

São privilegiados os que (a) por lei, gozam de uma preferência, como o é o mesmo estado em matéria de dívidas tributárias, ou (b) os que desfrutam de uma garantia real, como os credores hipotecarios ou pignoraticios. Mas se a garantia real de um credor hipotecario ou pignoraticio não basta para cobrir a obrigação, o saldo o entram a disputar como credores comuns.

Medidas e acções conservatorias

Ante um deudor que não possa honrar as dívidas que tem contraído, os credores têm diferentes meios legais para garantir a maior possibilidade de satisfação de seus direitos pessoais. Assim, as seguintes são medidas e acções postas a disposição dos credores pelo ordenamento jurídico.

O embargo

Declarado judicialmente o embargo, o deudor fica imposibilitado de dispor do bem embargado.

A inhibición

A inhibición afecta todos os bens inmuebles do deudor. É-lhe impossível enajenarlos ou gravá-los.

A designação de interventor judicial

Será uma pesona, declarada judicialmente, quem poderá controlar os negócios do deudor em benefício dos interesses dos credores.

Direito de retenção

É um direito que se dá aos credores de reter objectos pertencentes ao deudor até que este pague a dívida. Por exemplo, em um arrendamento, o credor tem o direito de reter todos os bens que o deudor tenha armazenados no inmueble até que este satisfaça a dívida.

A acção oblíqua

O credor, quem tem o interesse que o deudor se encontre sempre em capacidade de satisfazer sua obrigação, pode actuar em lugar do deudor quando este seja negligente no cuidado de seu património. Pode aceitar legados, cobrar dívidas não cobradas, fazer inscrever um inmueble que lhe corresponde ao deudor, etc. A acção oblíqua não lhe dá direito ao credor de administrar os bens do deudor, nem de dispor deles. Para o exercício da acção oblíqua, o credor precisa:

Quando se trate de proteger o património de um deudor, como evitar uma prescripción, o credor pode actuar ainda que não tenha ordem judicial nem seja o crédito exigible.

A acção pauliana

O credor pode pedir a nulidad dos actos que realize o deudor em prejuízo de seus credores.

Os requerimientos para exercer a acção pauliana são:

O deudor pode dispor de seus bens sempre que tenha a capacidade de responder a suas obrigações.

A simulação

Na simulação, os contratantes convêm ocultar uma mentira mediante um acordo diferente a suas verdadeiras intenções. Existe um acto simulado (o que se dá a conhecer) e um acto secreto (a verdadeira intenção das partes). Tem uma aparência diferente à realidade. O acto simulado pode ter sido realizado com a intenção de prejudicar aos credores, razão pela qual estes podem se proteger pedindo a nulidad de tais actos.

Os actos de simulação podem classificar-se da seguinte forma:

O acto simulado sofre de uma invalidez absoluta.Para a prova da simulação, admite-se toda a classe de provas, ainda testimoniales e indiciarias, isto por razão da dificuldade de demonstrar as intenções das pessoas à hora de celebrar o acto.

Para que exista simulação, se deve cumprir com dois requisitos:

O acto de simulação tem as seguintes diferenças com a acção pauliana:

Prescripción

Artigo principal: Prescripción (Direito)

A prescripción (extintiva ou liberatoria) produz-se pela inacción do credor pelo prazo estabelecido pela cada legislação conforme a natureza da obrigação de que se trate e tem como efeito privar ao credor do direito a de exigir judicialmente ao deudor o cumprimento da obrigação. A prescripción não extingue a obrigação senão que a converte em uma obrigação natural pelo qual se o deudor voluntariamente a paga não pode reclamar a devolução do entregado alegando que se trata de um pagamento sem causa.

Estado de Insolvencia e Concurso de Credores

Insolvencia é o estado do deudor que não conta com os bens suficientes para satisfazer suas dívidas. A insolvencia deve ser declarada judicialmente, pois a simples ausência de pagamentos não a estabelece. A insolvencia com mais de um credor denomina-se concurso de credores.

A insolvencia pode solicitá-la o mesmo deudor que vê seu estado financeiro deplorable, ou algum dos credores cujo crédito fora já exigible.

Consequências da insolvencia

O deudor fica imposibilitado de dispor dos bens que fossem embargables. O credor assume a personalidade do deudor para proteger os bens, e no concurso de credores, é o curador, baixo a autoridade do juiz, quem assume esta responsabilidade.

Os bens que gozem de uma garantia real não entram no concurso. Não são reclamables até que o respectivo credor se apresente ao concurso para reclamar o bem que protege a garantia que possui.

No concurso devem apresentar-se todos os credores a realizar seus respectivos reclamos. Não podem o fazer por separado.

Os curadores

A representação do concurso corresponde a um curador, a quem corresponde-lhe realizar o inventario e protecção dos bens do insolvente.

Os credores devem legalizar seu crédito, isto é, devem apresentar-se ante o juiz para apresentar seu reclamo de pagamento e o legítimo interesse que têm no concurso.

Terminação do concurso

O concurso pode terminar por arranjo entre os credores e o insolvente, ou por ter-se distribuído os bens no concurso. Os credores que não tenham participado no concurso podem reclamar seus créditos ao deudor, mas só a parte que lhes tivesse correspondido se tivessem participado no concurso.

Concluído o concurso, os credores aos que se lhes ficar devendo têm direito de reclamar o faltante, mas não dantes de um determinado período de tempo após concluído o julgamento. Este prazo dá-o a lei ao insolvente para que se recupere de novo patrimonialmente.

Ainda na insolvencia fraudulenta, devem se deixar fosse do despojo aqueles bens que servem para alimentar ao deudor e a sua família. Também são não perseguibles os seguintes bens do insolvente:

Reivindicação

Aqueles instrumentos pecuniarios que estivessem em posse do insolvente sem ser este seu proprietário, e que tenham sido agregados ao inventario do património do insolvente durante concurso de credores, podem ser reivindicados pelo legítimo dono, e de ter disposto deles o insolvente, podem fazer parte do concurso.

Credores da massa

Ainda que todos os credores do deudor devem se apresentar a reclamar seus créditos quando se declare a inslvencia, não todos os credores são pagos com igualdade. Ao conjunto total de bens patrimoniais que serão utilizados para satisfazer os créditos do deudor se lhe denomina massa comum, e pagar-se-ão com ela os credores na ordem que determine a lei.

Em Espanha, a ordem é o seguinte:

Os créditos mais velhos gozam de prioridade sobre os mais novos, e os que não têm data se agrupam e ficam de últimos.

Bibliografía

Referências

  1. “são os que se exercem sobre uma coisa corporal determinada, em forma exclusiva ou absoluta”¹

¹(Valencia Zea Arturo, 1990: 233)

Veja-se também

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/r/t/Encydia-Wikilingue%7EArt%C3%ADculos_solicitados_2358.html"