Um orbital atómico é uma determinada solução particular, espacial e independente do tempo à equação de Schrödinger para o caso de um elétron submetido a um potencial coulombiano. A eleição de três números cuánticos na solução geral assinalam univocamente a um estado monoelectrónico possível.
Estes três números cuánticos fazem referência à energia total do elétron, o momento angular orbital e a projecção do mesmo sobre o eixo z do sistema do laboratório e denotam-se por
O nome de orbital também atende à função de onda em representação de posição independente do tempo de um elétron em uma molécula. Neste caso utiliza-se o nome orbital molecular.
A combinação de todos os orbitais atómicos dão lugar à corteza electrónica representado pelo modelo de capas electrónico. Este último ajusta-se ao elemento segundo a configuração electrónica correspondente.
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O orbital é a descrição ondulatoria do tamanho, forma e orientação de uma região do espaço disponível para um elétron.[1] A cada orbital com diferentes valores de n apresenta uma energia específica para o estado do elétron.
A posição (a probabilidade da amplitude) de encontrar um elétron em um ponto determinado do espaço define-se mediante suas coordenadas no espaço. Em coordenadas cartesianas dita probabilidade denota-se como
, onde
não se pode medir directamente.
Ao supor nos átomos simetría esférica, costuma-se trabalhar com a função de onda em termos de coordenadas esféricas,
.
No modelo atómico surgido depois da aplicação da mecânica cuántica à descrição dos elétrons nos átomos (modelo posterior ao modelo atómico de Bohr),[2] denomina-se orbital atómico à cada uma das funções de onda monoelectrónicas que descrevem os estados estacionários e espaciais dos átomos hidrogenoides. Isto é, são os estados físicos estacionários em representação de posição,
, que se obtêm resolvendo a equação de Schrödinger independente do tempo
, isto é, as funções próprias do operador hamiltoniano,
).
Não representam a posição concreta de um elétron no espaço, que não pode se conhecer dada sua natureza mecanocuántica, senão que representam uma região do espaço em torno do núcleo atómico na que a probabilidade de encontrar ao elétron é elevada (pelo que em ocasiões ao orbital se lhe chama Região espaço energética de manifestação probabilística electrónica ou REEMPE).
No caso do átomo de hidrógeno, pode-se resolver a equação de Schrödinger de forma exacta, encontrando que as funções de onda estão determinadas pelos valores de três números cuánticos n, l, ml, isto é, dita equação impõe uma série de restrições no conjunto de soluções que se identificam com uma série de números cuánticos. Estas condições surgem através das relações existentes entre estes números; não todos os valores são possíveis fisicamente.
A anotação (procedente da espectroscopia) é a seguinte:
O nome que se atribui às diferentes classes de orbitais se deve a sua relação com as linhas do espectro de um elemento (em inglês s sharp, p principal, d diffuse e f fundamental e o resto dos nomes, a partir de aqui, seguem a ordem alfabética g, h ).
Posteriormente teve-se a necessidade de incluir ad hoc o espín do elétron, o qual vem descrito por outros dois números cuánticos s e m s. Na mecânica cuántica relativista o espín surge de forma espontánea e não faz falta o introduzir a mão.
A função de onda pode-se decompor, empregando como sistema de coordenadas as coordenadas esféricas, da seguinte forma:
onde
representa a parte do orbital que depende da distância do elétron ao núcleo e
é a parte que depende dos ângulos (geometria sobre uma esfera unidade) do orbital e são os harmônicos esféricos:
Para a representação gráfica do orbital emprega-se a função quadrado,
e
, já que esta é proporcional à densidade de ónus e por tanto à densidade de probabilidade, isto é, o volume que encerra a maior parte da probabilidade de encontrar ao elétron ou, se se prefere, o volume ou região do espaço na que o elétron passa a maior parte do tempo.
Em sentido estrito, os orbitais são construções matemáticas que tratam de descrever, de forma coerente com a mecânica cuántica, os estados estacionários de um elétron em um campo eléctrico de simetría central. (Dado que o núcleo não está descrito de forma explícita, nem sequer descrevem de forma completa ao átomo de hidrógeno ).
Estas construções matemáticas não estão preparadas, por sua origem monoelectrónico, para ter em conta nem a correlação entre elétrons nem a antisimetría exigida pela estatística de Fermi (os elétrons são fermiones).
No entanto, saindo de seu sentido estrito, têm demonstrado ser de enorme utilidade para os químicos, de forma que se utilizam não só para sistemas polielectrónicos, senão também para sistemas polinucleares (como as moléculas). Também, para além de seu sentido estrito, os químicos se referem a eles como entes físicos mais que como construções matemáticas, com expressões como «em um orbital cabem dois elétrons».[cita requerida]
Por simplicidad, recolhem-se as formas da parte angular dos orbitais, obviando os nós radiais, que sempre têm forma esférica.
O orbital s tem simetría esférica ao redor do núcleo atómico. Na figura seguinte mostram-se duas formas alternativas de representar a nuvem electrónica de um orbital s: na primeira, a probabilidade de encontrar ao elétron (representada pela densidade de pontos) diminui à medida que afastamos-nos do centro; na segunda, representa-se o volume esférico no que o elétron passa a maior parte do tempo.

A forma geométrica do orbitais p é a de duas esferas achatadas para o ponto de contacto (o núcleo atómico) e orientadas segundo os eixos de coordenadas. Em função dos valores que pode tomar o terceiro número cuántico ml (-1, 0 e 1) se obtêm os três orbitais p simétricos com respeito aos eixos x, z e e. Analogamente ao caso anterior, o orbitais p apresentam n-2 nós radiais na densidade electrónica, de maneira que ao incrementar-se o valor do número cuántico principal a probabilidade de encontrar o elétron afasta-se do núcleo atómico. O orbital "p" representa também a energia que possui um elétron e se incrementa à medida que se afasta entre a distância do núcleo e o orbital.

O orbitais d têm umas formas mais diversas

O orbitais f têm formas ainda mais exóticas, que se podem derivar de acrescentar um plano nodal às formas do orbitais d. Apresentam n-4 nós radiais.
A tabela seguinte mostra todas as configurações orbitais para o hidrógeno, como funções de onda, desde o 1s ao 7s. Os átomos polielectrónicos iriam alojando seus elétrons em ditos grupos de orbitais.
| s (l=0) | p (l=1) | d (l=2) | f (l=3) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| m=0 | m=0 | m=±1 | m=0 | m=±1 | m=±2 | m=0 | m=±1 | m=±2 | m=±3 | |||||||
| s | pz | px | pe | dz2 | dxz | dyz | dxy | dx2-e2 | fz3 | fxz2 | fyz2 | fxyz | fz(x2-e2) | fx(x2-3e2) | fe(3x2-e2) | |
| n=1 | | |||||||||||||||
| n=2 | | | | | ||||||||||||
| n=3 | | | | | | | | | | |||||||
| n=4 | | | | | | | | | | | | | | | | |
| n=5 | | | | | | | | | | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . |
| n=6 | | | | | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . |
| n=7 | | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . | . . . |