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O movimento artístico conhecido como Os Dissidentes foi fundado em Paris em 1945 e durou até 1950. Esteve composto por um grupo de artistas venezuelanos entre os que estavam Jesús Soto, Narciso Debourg, Alejandro Otero, Mateo Manaure, Pascual Navarro, Herminy Perán, Rubén Núñez, Nena Palácios, J. M. Guillermo Péres, Alirio Oramas, Luis Guevara Moreno, Aimée Battistini, Armando Bairros, Omar Carreño e Carlos Gonzáles Bogen. Entre contribua-los dos "Os dissidentes" assinalam-se: o início das experimentaciones da arte neofigurativo, do abstrato e de outras correntes da arte contemporânea; romperam com o figurativismo e renovaram a pintura venezuelana e também reagiram contra O círculo de belas artes e A Escola Paisagista de Caracas
Este grupo de artistas editaram uma revista do mesmo nome, a qual só teve cinco números. Esta publicação serviu de manifesto a uma arte mais radical para aqueles tempos: o chamado abstraccionismo geométrico, como rejeição às formas tradicionais da arte.