Os amigos do crime perfeito é uma novela escrita por Andrés Trapiello, ambientada no Madri dos anos 1980 (mais concretamente nos momentos imediatamente anteriores e posteriores à tentativa inesperadamente de Estado do 23 de fevereiro de 1981) e pela que obteve o Prêmio Nadal de novela no ano 2003; segundo seu autor trata-se de uma reflexão sobre a vingança.
Trata-se de uma obra com tintes cervantinos, não só por determinadas alusões explícitas ao Quijote quando menciona a necessidade que tem o género policíaco de encontrar seu definitivo liquidador tal como Cervantes fez com a novela caballeresca lhe pondo epitafio, senão que abunda em criar personagens tão secundários em si mesmos como o barbero ou o cura, sem que por isso encontremos por lado algum a nenhum Alonso Quijano nem a nenhum Sancho Panza. Converge isto com as inquietudes do "letraherido" autor de "Ao morrer Dom Quijote" e "As vidas de Miguel de Cervantes". Não pode se desprender de seus queridos secundários nem sequer nesta novela policíaca e lhes saca por todos lados com diferentes máscaras neste formoso carnaval de intrigas.
Os Amigos do Crime Perfeito são um grupo de tertulianos que se reúnem em uma cafetería madrilena, aos que lhes encantam as novelas negras. Parte de seu jogo consiste em chamar-se os uns aos outros com nomes de famosos escritores ou personagens de novelas como Nero Wolfe, Poe, comissário Maigret, Perry Mason, ou o protagonista Sam Spade.
Spade trabalha em uma editorial na que somente se editam novelas negras e rosas, das negras se encarrega ele. Seu suegro, Luis Álvarez, é comissário de polícia, simpatizante das forças golpistas.