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A palavra país (do francês "pays") pode referir a um estado, uma nação ou a uma região. É o principal sinónimo de estado nacional: uma área geográfica e uma entidade politicamente independente com seu próprio governo, administração, leis, a maior parte das vezes uma constituição, polícia, forças armadas, leis tributárias e um grupo humano.
Às vezes, partes de um estado com uma história ou cultura características são chamados países, especialmente pelos oriundos do lugar, como por exemplo Escócia, Gales ou Inglaterra. Pode referir-se também a regiões ou inclusive comarcas sem grandes diferenças culturais com as dos arredores (como em País da Alcarria). Este uso dá-se especialmente ao falar das comarcas da França (o País do Garona, o País do Loira, o País Basco -Pays Basque-...) já que o termo espanhol «país» prove do francês pays, idioma no que o termo também tem esta polisemia. A sua vez, o termo francês procede do latín tardio page(n)sis (habitante de um pagus ou aldeia). Similar origem tem o termo "payés" (catalão pagès). É muito provável que em muitos idiomas derivados do latín o termo «país» e seus derivados («paisano», «paisagem») proceda directamente do latín e não do francês ou outras línguas; como é o caso do italiano "paese".
País, segundo o dicionário da Real Academia da Língua Espanhola é: "1. m. Nação, região, província ou território.",[1] por tanto, ainda sendo uma palavra muito comummente associada a "estado soberano" ou "estado nacional" como sinónimas, seu leque é bem mais amplo e não se limita de forma exclusiva a estes conceitos.
Nação tem duas acepciones: a nação política, na cena jurídico-política, é o sujeito político no que reside o poder constituinte de um Estado; a nação cultural, conceito sócio-ideológico mais subjetivo e ambiguo que o anterior, pode se definir como uma comunidade humana com certas características culturais comuns às que se lhes dota de um sentido ético-político. A palavra nação emprega-se na vida quotidiana com múltiplas significados: estado, país, território ou habitantes deles, etnia e outros.
Em Espanha dá-se o caso das nacionalidades históricas,[2] realidade nacional,[3] carácter nacional[4] ou, simplesmente, nacionalidade;[5] são termos acuñados ad hoc para a política deste país, usados para designar àquelas comunidades autónomas com uma identidade colectiva, linguística e/ou cultural diferenciada, segundo seus estatutos autonómicos, do resto da nação.
Um Estado é um conjunto de instituições que possuem a autoridade para estabelecer as normas que regulam uma sociedade, tendo soberania interna e externa sobre um território definido. O Estado inclui o controle de instituições tais como as Forças armadas, administração pública, os tribunais e a polícia.[6]
Segundo algumas escolas de ciência política, um estado nação caracteriza-se por ter um território claramente definido, uma população constante, conquanto não fixa, e um governo. Outros atributos menores são um exército permanente e um corpo de representação diplomática, isto é, uma política exterior.
O Estado Nação cria-se, historicamente, mediante o tratado de Westfalia, ao finalizar a guerra dos 30 anos (1648). Mediante este tratado finaliza a antiga ordem feudal e dá-se passo a organizações territoriais e populacionais definidas em torno de um governo que reconhece seus limites espaciais, e portanto, de poder.[7]
A forma de governo é um termo que se refere ao conjunto das instituições políticas mediante as quais um estado se organiza para exercer seus poderes sobre uma comunidade política. Existem diferentes formas de governar um estado, como podem ser uma monarquia, república ou outros como um sistema unipartidista ou uma ditadura militar.
Diversas organizações internacionais, isto é, agrupamentos formados por diversos estados, foram-se criando ao longo do século XX. As organizações internacionais podem ser de diversos tipos:
País constituinte é um termo às vezes usado, normalmente por instituições oficiais, em contextos nos quais um número de países compõe uma longa entidade ou agrupamento; assim a OCDE tem usado o termo se referindo à antiga Jugoslávia,[8] e as instituições européias como o Conselho da Europa frequentemente a usam em referência à União Européia.[9]
Os territórios dependentes são territórios que por diferentes razões não possuem privilégios de total independência ou soberania e, portanto, são governadas por outros estados, chamados metrópole. Muitos destes territórios podem ser considerados como colónias.
Os territórios dependentes contam com um sistema administrativo diferente ao da metrópole ou às unidades que conformam a metrópole. Pelo geral gozam de menores direitos administrativos e políticos que uma subunidad nacional. Este tipo de administração varia segundo o nível de dependência do território. Assim existem territórios completamente deshabitados.
A maioria destes estados dependentes correspondem a ilhas de baixa população que não podem sustentar um governo autónomo.
As fronteiras são linhas imaginarias que marcam o território de um país e que o separam dele ou os países colindantes. Desta forma delimita-se o espaço no que um país exerce sua soberania.[10]
Um território disputado é aquele território cuja soberania é ambicionada por duas ou mais países. Normalmente a administração do território leva-a a cabo um dos países que reclama a soberania, enquanto o outro país não reconhece a soberania sobre o território do outro país. Isto não costuma ocorrer em áreas terrestres ou marítimas sobre as que nenhum possui o controle efectivo, como por exemplo a Antártida, ou só o tem parcialmente. Também se pode considerar como um território disputado àquelas zonas que estão administradas por dois governos diferentes, e portanto estão divididas; um exemplo é a República Turca do Norte da Chipre e Chipre, também se dá o caso da Guayana Esequiba e Venezuela
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