Visita Encydia-Wikilingue.com

Paisagem

paisagem - Wikilingue - Encydia

Paisagem. Sassolungo (Itália).

Paisagem (extensão de terreno que se vê desde um lugar),[1] é um conceito que se utiliza de maneira diferente por vários campos de estudo, ainda que todos os usos do termo levam implícita a existência de um sujeito observador e de um objecto observado (o terreno) do que se destacam fundamentalmente suas qualidades visuais e espaciais.

A paisagem, como o médio ambiente, é objecto de protecção por parte de diversas leis e instituições nacionais e internacionais (UNESCO e Conselho da Europa).

A paisagem, desde o ponto de vista geográfico, é o objecto de estudo primordial e o documento geográfico básico a partir do qual se faz a geografia. Em general, entende-se por paisagem qualquer área da superfície terrestre produto da interacção dos diferentes factores presentes nela e que têm um reflito visual no espaço. A paisagem geográfica é por tanto o aspecto que adquire o espaço geográfico. Define-se por suas formas: naturais ou antrópicas. Todo a paisagem está composto por elementos que se articulam entre si. Estes elementos são basicamente de três tipos: abióticos (elementos não vivos), bióticos (resultado da actividade dos seres vivos) e antrópicos (resultado da actividade humana). Determinar estes elementos é o que constitui o primeiro nível da análise geográfica.

Em biologia, alguns conceitos utilizam o termo paisagem.

A paisagem, desde o ponto de vista artístico, sobretudo pictórico, é a representação gráfica de um terreno extenso. Com o mesmo significado utiliza-se o termo país (não deve confundir com o conceito político de país). A paisagem também pode ser o objecto material a criar ou modificar pela arte mesma.

Em literatura, a descrição da paisagem é uma forma literária que se denomina topografía (termo que também dá nome à topografía como ciência e técnica que se emprega para a representação gráfica da superfície terrestre). Em construções literárias e ensayísticas é habitual comparar a paisagem com o paisanaje (de paisano ), isto é, o médio com os grupos humanos

Conteúdo

Protecção da paisagem

Paisagem cultural

As paisagens culturais são uma denominação da lista do Património da Humanidade, e declaram-se pela Unesco.

Convênio Europeu da Paisagem

Desde o ano 2000 existe o ELC (European Landscape Convention ou Convenção de Florencia), cujo documento fundacional entrou em vigor em 2004 e já tem sido assinado e ratificado (20-08-2008) por 29 dos 46 países membros do Conselho da Europa (e assinado por outros seis).[2] Seu propósito geral é estabelecer um marco para a protecção, gestão e planejamento das paisagens européias. Seu objectivo último é conservar e melhorar sua qualidade. As estratégias que propõe animam ao envolvimento do público, as instituições, autoridades e agentes locais, regionais, nacionais e internacionais em processos de tomada de decisões públicas. O Convênio reconhece todas as formas das paisagens européias: naturais, rurais, urbanos e periurbanos, e tanto os emblemáticos como os ordinários e os deteriorados. No Art.1 de seu documento fundacional define paisagem como: Área, tal como a percebe a população, o carácter da qual é resultado da interacção de factores naturais e/ou humanos.

A paisagem na geografia

A paisagem define-se como um espaço com características morfológicas e funcionais similares em função de uma escala e uma localização. A escala viria definida pelo tamanho da paisagem ou, o que é o mesmo, o tamanho da "visão" do observador. Por exemplo, uma paisagem regional como um grande deserto pode esconder paisagens diferenciais a escala local.

A localização é a posição do volume da paisagem com respeito a um sistema de referência, que neste caso é o balão terráqueo em sua totalidade. A forma do balão está renderizada pela cartografía e actualmente existem vários sistemas de referência e localização. Os sistemas mais usados são as coordenadas geográficas clássicas (graus de latitud e longitude) e as UTM

Na tradição de ciências da paisagem estabeleceram-se três elementos ou subsistemas principais que compõem as paisagens: abiótico, biótico e antrópico. As possibilidades combinatorias, praticamente infinitas, que se podem dar entre elas determina as caraterísticas de uma paisagem em particular.

Formação e definição da paisagem

A paisagem surge da interacção dos diversos agentes geográficos. Estes agentes são materiais e energéticos dos que derivam formas e processos. Classificam-se em Litosfera , Atmosfera, Hidrosfera e Biosfera. Desta última diferencia-se a Antroposfera formada pelas populações humanas e que joga um papel diferenciado como agente da paisagem.

A interacção destes agentes forma o amplo espectro de paisagens definidos por suas características geográficas. A relação que existe entre todos seus elementos constitutivos é multicausal e dinâmica. As mudanças são tanto produto como condicionante da dinâmica das paisagens, nos quais o ser humano cumpre um papel específico.

De maneira dominante e com influência total sobre a paisagem está a litosfera. As estruturas formadas pelo movimento das placas tectónicas é decisiva para a formação do palco que é a paisagem. Diferencia os terrenos continentais dos oceánicos e condiciona fortemente as estruturas superficiais que apresenta a corteza terrestre, ou o que é o mesmo, o relevo

Estes relevos são transformadas a nível superficial pela atmosfera e a hidrosfera através da erosión o transporte e a sedimentación. Estes dois agentes (que actuam como um só, mas que sempre se separaram pela diferença funcional entre estado líquido e gasoso) se encarregam de equilibrar os relevos litológicos erosionando os realces (montanhas, bicos, degraus), transportando os materiais erosionados e depositando nas zonas mais planas ou no mar, e dando lugar a formações superficiais.

As formações superficiais (solos, e depósitos detríticos vários) com o passo do tempo a escala geológica formam as rochas sedimentarias entre outras.

A biosfera assenta-se sobre a superfície, que é a zona de contacto entre as diferentes esferas, e de maneira especial na hidrosfera. A biosfera transforma a paisagem superficial mas limitada segundo suas características funcionais aos relevos litológicos, às características atmosféricas (climas) e à disponibilidade de água.

A biosfera inclui o reino animal e o vegetal mas inclui também ao "reino edáfico" dos solos, ao reino dos hongos, das algas e de qualquer microorganismo que interactúe geograficamente ainda que não possa ser classificado nestes reinos (Vírus e outros)

De maneira especial destaca na biosfera a antroposfera formada pelos seres humanos em sua organização social e em sua poblamiento e uso sobre o território. Já que sua influência abarca quase todos os rincões do planeta, a paisagem já não está definido por seus agentes naturais, as paisagens naturais só são espaços marginales e residuales.

A paisagem é uma realidade sócio-territorial, pelo que passa da paisagem natural à paisagem cultural. No entanto, apesar das substanciais diferenças destes dois tipos de paisagem, o planeta Terra (mais especificamente sua superfície)apresenta-se como um espaço diverso e cambiante no qual o qualificativo que se acerca mais a sua realidade é o de paisagem natural e cultural de forma conjunta, mutuamente influenciados, coevolucionando, em constante interacção.

Vejam-se também: Espaço geográfico, Paisagem natural, paisagem humanizado, paisagem rural, paisagem urbana, paisagem agrária e paisagem industrial

Paisagem em biologia

A paisagem na arte

Pintura

Artigo principal: Arte de paisagens

Isaac Levitán (1879) Dia de outono em Sokolniki.

A paisagem é um fenómeno tardio da civilização e mais tardio ainda para a filosofia. É um dos mais tardios lucros do refinamiento das culturas humanas. Os animais habitam a paisagem e vão-no alterando de alguma maneira e em alguma medida, mas são incapazes de perceber o espaço físico e geográfico da paisagem como algo belo, estético e formoso. O mesmo ser humano demorou muito em descobrí-lo sendo que sua vida girava em torno deste ao realizar diversas actividades sobre ele, ao viver nele.

Desde as pinturas rupestres até quase o romantismo, a natureza aparecia muito poucas vezes nas obras pictóricas como paisagem.

A Arte chinesa foi possivelmente o primeiro em tratar especificamente, ou descobrir a paisagem: a partir do século V trabalharam-no como tema pictórico. Isto foi possivelmente devido à introdução do budismo e sua visão estética da natureza, o que foi muito favorável para o aparecimento deste tratamento artístico. Também é a paisagem um aspecto central da Arte do Japão. A arte européia não começa a considerar a paisagem até o Renacimiento. Desde o século XVI vai-se convertendo a cada vez mais em objecto de interesse por si mesmo e não como fundo de uma composição religiosa ou de um retrato. Com a pintura de paisagem holandesa do século XVII (Jacob vão Ruysdael) pode considerar-se que se converteu em um género pictórico.[3] No século XIX será o de maior impulso ao género, sobretudo com a Escola de Barbizon e o plenairismo (os pintores pintam ao ar livre e não em seus gabinetes). Por motivo deste novo interesse pela plasmación do instante fugaz em plena natureza, impulsiona-se o uso de técnicas como a acuarela, que exige a maior rapidez na execução, ainda que também se dá um tratamento muito intelectualizado, como o do impresionismo, que se baseia no estudo da luz e suas variações, chegando ao extremo do puntillismo.

É curioso que em certos momentos cronologicamente diferentes de oriente a ocidente, a geografia e natureza deixaram de ser objecto de temor, espaço simbólico dos poderes míticos ou dos espíritos da região, espaço do amar e o engendrar, mas também do parir com dor, espaço de trabalho que com o suor da frente lhe arranca uns magros frutos a essa terra que há que temer e ao mesmo tempo respeitar já que dela vivemos e nela morremos e terminou sendo também objecto estético, de beleza nas obras artísticas.

Para compreender a paisagem é necessária tomar em conta dois elementos personagens: o espectador e o paseante ou viajante. Não existe uma estética na paisagem até que esta seja outorgada pelo ser humano, o artista é quem a identifica e a reproduz. O responsável pela criação de uma paisagem é o viajante, aquele sujeito que percorre as terras, encontrando com os espaços geográficos e se propõe fazer uma compilação de acontecimentos, de temas, de objectos, de elementos, dentro de um sozinho quadro. O espectador seria aquele que é o beneficiario dos resultados, é aquele que desfruta uma obra cheia de Natureza onde o homem e sua necessidade de presença tem sido apagado.

Outras artes

Veja-se também: Fotografia de paisagem

A paisagem como objecto transformable para a arte

Vejam-se também: Desenho da paisagem e Paisajismo

Notas

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"
Your Ad Here