A paleobotánica (do grego paleo, antigo e botanikos, das ervas) é uma disciplina compartilhada pela Botánica e a Paleontología que estuda os restos de vegetales que viveram no passado. Também contempla o uso dos restos para a reconstrução de ambientes antigos e a história da vida. Inclui o estudo dos fósseis das plantas terrestres, e os autótrofos marinhos como as algas.
Os fósseis vegetales são restos de indivíduos que se conservaram nas rochas sedimentarias por um processo fisicoquímico denominado fosilización. Pelo geral só se conservam as partes mais duras, sendo excepcional que se conservem também as partes mais macias, graças a isto é possível que cheguem até nós algumas das partes indispensáveis à hora de classificar uma planta, estas são: as folhas, parte de suas tallos, sementes e resina fóssil.
É infrequente achar os restos completos de um indivíduo, com todos seus elementos, o corrente é encontrar no lugar uma variedade de tipos de folhas, sementes, madeira em estado fóssil o que faz muito difícil o relacionar umas com outras. Isto tem dado lugar a que a cada elemento (raiz, talho, folha ...) seja classificado em forma independente como se fossem espécies diferentes. As categorias —e por extensão os componentes das mesmas— desta sistémica paralela baseada em elementos isolados denominam-se parataxones, para diferenciá-las dos taxones formais.
Esta disciplina permite-nos deduzir o clima de então, sua evolução e a influência sobre outros organismos.
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Dependendo de como se tenham preservado no sedimento lhos pode classificar em três grandes grupos.
Impressões e Compressões: este tipo de fosilización dá-se quando os vegetales se plotam no sedimento deixando sua impressão.
Moldes e Contramoldes: sucede quando as partes das plantas com mais volume se enterram no sedimento. Se a matéria orgânica destrói-se ficará o oco deixado pelo tronco. Se este oco recheia-se com sedimento e forma-se o contramolde.
Permineralizaciones ou mineralización: dão-se quando os tecidos ficam impregnados de minerals como a sílice ou o carbonato de calcio. Normalmente impregnam-se as células depois da destruição de seu conteúdo. Também encontramos frutos e sementes mineralizadas que são objecto de estudo dentro da disciplina conhecida como Paleocarpología.
Carbonización: ao morrer a planta em um ambiente pantanoso ou redutor, em um médio com pouco oxigénio, os hidratos de carbono que constituem a celulosa se decompõem lentamente, desprendendo metano e anidrido carbónico. Esta forma de fosilización tem diferentes etapas através de períodos muito longos de tempo, formando-se diferentes materiais: multidão, que é o carvão vegetal menos transformado, é uma substância negruzca de aspecto esponjoso, lignito, hulla, antracita, que é o carvão vegetal que todos conhecemos.
Ambar e Copal: resina fóssil que pode conter em seu interior diversos elementos da flora do momento prévio à fosilización.
Polen: é estudado pela micropaleontología e a palinología.
Período(s): Precámbrico 4600 m.a., Cámbrico 542 m.a., Ordovícico 488 m.a.
Era Florística: Arqueofítica.
Dão-se os primeiros indícios da vida que surgia no planeta:
Monera procariota (sem núcleo celular).
Monera eucariota, (com núcleo celular), que abarca organismos tanto do reino animal como do reino vegetal.
Período(s): Silúrico 440 m.a., Devónico 410 m.a..
Era Floristica: Paleofítica.
Na transição a este período as plantas começam a penetrar em terra firme, convertendo-se em plantas vasculares (Cormofitas), que possuíam uma raiz para absorver os nutrientes, um tecido de sustenta e brotes, ocupados na assimilação. No Silúrico, têm uma vida anfibia, levantando suas brotes acima da água.
O método de reprodução que utilizava este tipo de plantas foi o da propagación por esporas (Pteridofitas). Representam a este grupo as Psilophitas, que mantendo submergidas suas raízes, elevavam suas brotes por sobre a superfície da água. Estes brotes eram um simples ramo coberto com microfolios, o que lhes dava um aspecto escamoso.
Outro representante de importância são as Licopodiatas, descendentes das Psilophitas, nestas os microfolios são substituídos por macrofolios, os que permitiam uma maior absorción de humidade. Facilitando a independência do médio acuático e colonizar a terra firme.
Período(s): Carbonífero 360 m.a., Pérmico 300 m.a.
Era Florística: Mesofítica.
Uma vez que as plantas conquistaram definitivamente a terra firme se produziu um explosivo incremento na vida vegetal, aparecendo uma grande diversidade de espécies e em grande abundância; é por isso que a este período se lhe denomina Mesofítico.
Durante este período apareceram espécies de grande porte, grandes árvores, pertencentes às Licopodiatas, que chegaram a atingir alturas de até 40 metros e diâmetros de até 2 metros.
Seus principais representantes são o Lepidodendron e a Sigilaria.
Uma das adaptações mais exitosas que tiveram as plantas durante este período foi o desenvolvimento dos primeiros tipos de folha. Muito simples mas comparativamente superiores aos macrofolios.
Aparecem durante este período as plantas de talho articulado, as que apresentam um talho oco, com interrupções desde as quais em ocasiões surgem ramificações secundárias.
Duas espécies representativas deste grupo são: Anularia (muito similar em aspecto à cana) e Calamites.
Também neste período aparecem as Licopsidas, grupo de helechos arbóreos que atingiam até 30 ou 40 m. de altura.
Período(s): Triásico 251 m.a., Jurásico 208 m.a.
Era Florística: Mesofítica.
A começos do Triásico as Espermatofitas, com reprodução por médio de sementes, iniciam seu predominio dos ecosistemas mediante a classe Gimnospermas, cuja reprodução é mediante sementes nuas.
Destas destacam as da subclase Coniferales, que deram origem a Ginkgoales –cujo único representante actual é ele Ginko biloba– e às Coníferas incluindo Araucarias, Abetos, Pinos, etc., e as Cicadales, plantas com aspecto de palmera , com troncos globosos, coroados em um grande penacho de folhas.
As Bennettitales provistas de folhas pinnadas e um tronco cilíndrico e a particularidade de contar com um protótipo de flor bisexual, que mais tarde aparecerá como característica de outra classe de plantas as Angiospermas.
Possíveis herdeiros dos Licopodios podem ser a classe Coniferofitas, já que em alguns Licopodios produzia-se a heterospora que pôde prosperar até a formação de sementes.
Sistema(s): Cretácico 146 m.a. até 65 m.a.
Era Floristica: Neofítica.
Já dantes deste período as condições são propícias para as Angiospermas, se reproduzem mediante sementes cobertas, e a partir de agora conseguem seu máximo desenvolvimento e diversificación. Não se produz uma deslocação total das Gimnospermas que perduran até nossos dias.
As Angiospermas dividem-se em: monocotiledóneas, aquelas em que sua semente não se divide ao germinar como por exemplo as Palmáceas e nas dicotiledóneas, sua semente se se divide ao germinar como são Abedules, Encinas, Sauces, Laureles, etc.