| Paolo Savoldelli | |
|---|---|
| Informação pessoal | |
| Nome completo | Paolo Savoldelli |
| Apodo | Il Falco |
| Data de nascimento | 7 de maio de 1973 (37 anos) |
| País | |
| Altura | 1,80 m |
| Peso | 72 quilos |
| Informação de equipa | |
| Equipa actual | Retirado |
| Disciplina | Estrada |
| Papel | Ciclista |
| Tipo de ciclista | Contrarrelojista |
| Equipas profissionais | |
| 1996 1997 1998-2001 2002 2003-2004 2005-2006 2007 2008 | Roslotto Ghirotto Saeco Index Alexia - Alumínio Telekom Discovery Channel Astana LPR Brakes |
| Grandes vitórias | |
| Giro da Itália: 3 etapas (1999, 2006, 2007) 1 etapa do Tour da França (2005) Tour de Romandía (2000) | |
Paolo Savoldelli, nascido o 7 de maio de 1973 em Clusone (Bérgamo, Lombardía), é um ciclista italiano actualmente retirado, que começou sua carreira em 1996 na equipa Roslotto.
Era um corredor muito completo, que destacava nas contrarrelojes e, sobretudo, no descenso dos grandes portos de montanha. Muitos consideravam-lhe como o melhor do pelotón nesta especialidad, o que lhe valeu o apodo de Il Falco (halcón em italiano), em referência à velocidade que chegava a atingir em ditos descensos.
Passou a profissionais em 1996, enrolado nas bichas da modesta equipa Roslotto. Duas temporadas depois fichó pelo Saeco, com cujo maillot impôs-se no Giro do Trentino de 1998, o que supôs sua primeira grande vitória na categoria elite.
Em 1999 produziu-se sua explosão definitiva, pois além de reeditar seu triunfo no Trentino, conseguiu ganhar a decimocuarta etapa do Giro da Itália, com final em Borgo San Dalmazzo, culminando uma escapada fraguada depois de um vertiginoso descenso desde o porto da Fauniera. Na classificação geral da carreira finalizou segundo, superado tão só por seu compatriota Ivan Gotti.
Em 2000 alçou-se com a vitória no Tour de Romandía, aos 27 anos de idade. Por desgraça para ele, e quando parecia irrefrenable sua progressão para lutar em um futuro próximo pelas grandes voltas por etapas,se lesionó o joelho e se viu obrigado a abandonar o Giro. Não se voltou a reencontrar com a 'Corsa Rosa' até 2002, em cuja edição se impôs para surpresa geral após uma carreira memorable.
Seu sucesso, não obstante, viu-se empañado pelos casos de dopaje que afectaram à prova, da qual foram expulsos os três grandes favoritos ao triunfo final: Gilberto Simoni e Stefano Garzelli, depois de sendos positivos em controles antidopaje, e Francesco Casagrande depois de provocar a queda de um rival. Ademais, outro italiano, Dario Frigo, retirou-se por supostos problemas físicos. A maglia rosa caiu então em mãos do australiano Cadel Evans, mas seu desfallecimiento nos Dolomitas permitiu a Paolo Savoldelli conseguir a margem necessária para chegar pela primeira vez de rosa a Milão , portando as cores da modesta formação Index Alexia - Alumínio.
Esta vitória valeu-lhe para fichar em 2003 pela potente equipa Telekom, onde não obteve nenhum resultado destacable durante os dois anos nos que permaneceu na escuadra alemã. Grande parte de culpa tiveram-na suas contínuas lesões, que lhe impediram brilhar ao nível esperado. Destaca especialmente uma gravísima queda na Volta a Colónia de 2004, onde se fracturou o braço e a clavícula.[1]
Em 2005 sua sorte muda. Com a entrada em vigor do UCI ProTour, as equipas adscritos a este se viam obrigados a participar em todas as carreiras que compunham o circuito, o que supôs que a equipa Discovery Channel, se fixasse em Savoldelli como chefe de bichas do conjunto estadounidense no Giro da Itália. Aposta-a mostrou-se perfeita e o italiano conseguiu impor-se por segunda vez nesta carreira, favorecido pelo terrível falhanço de Ivan Basso no Stelvio. Posteriormente, foi ao Tour da França como gregario de luxo de Lance Armstrong, lhe ajudando a conseguir seu sétimo entorchado nas estradas galas e alçando com o triunfo na 17ª etapa.
Em 2006, Savoldelli tentou sem sucesso revalidar sua coroa no Giro da Itália. Apesar de impor na etapa prólogo, cedo ficou sem opções ante o abrumador domínio que exerceu seu compatriota Basso durante toda a carreira, finalizando quinto na classificação geral, ainda que a quase 20 minutos do vencedor.
Em 2007 fichó pela equipa Astana, onde a prori formaria um cuarteto estelar de líderes junto aos kazajos Alexandre Vinokourov e Andrey Kashechkin e ao alemão Andreas Klöden, estando chamado a ser chefe de bichas no Giro e gregario destes três últimos no Tour da França. Não obstante, o italiano não esteve à altura das esperanças depositadas nele na 'Corsa Rosa', onde cedeu suas galones de capitão a seu colega Eddy Mazzoleni, a quem ajudou a conquistar o terceiro cajón do podio. Savoldelli deveu de conformar-se com a duodécima praça na classificação geral. No Tour da França, viu-se obrigado a abandonar junto ao resto de seus colegas de equipa depois de conhecer-se o positivo de Vinokourov em um controle antidopaje.
Em 2008, assinou pela equipa L.P.R. Brakes, de categoria continental. Ali coincidiu com o então vigente campeão do Giro, Danilo dei Luca, a cuja disposição se pôs para tentar reeditar o sucesso do ano anterior. As forças foram-lhes esquivas a ambos e os dois ficaram bem longe da cabeça. Dei Luca finalizou oitavo e Savoldelli decimoquinto. Posteriormente, no mês de julho, anunciou em uma entrevista à Gazzetta dello Sport sua intenção de retirar-se ao finalizar essa temporada;[2] uma promessa que finalmente cumpriu.
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1997
1998
1999
2000
2001
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2002 2005
2006
2007
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