| Partido Comunista de Chile | |
|---|---|
| Presidente/a | Guillermo Teillier |
| Secretário/a general | Lautaro Carmona |
| Fundação | 4 de junho de 1912 (Partido Operário Socialista) 2 de janeiro de 1922 (Partido Comunista de Chile) |
| Sede | Vicuña Mackenna 31, Santiago de Chile |
| Ideologia política | Esquerda, comunismo, marxismo-leninismo |
| Coalizão de | Juntos Podemos Mais |
| Afiliación internacional | Foro de São Paulo |
| Sitio site | www.pcchile.cl |
O Partido Comunista de Chile (PCCh) é um partido político chileno que se define como de raigambre operária, camponesa e intelectual, inspirado pelo pensamento de Karl Marx e Vladimir Ilich Ulianov (Lenin). Entre os militantes mais destacados e conhecidos do Partido Comunista de Chile encontram-se: Luis Emilio Recabarren, Elias Lafferte, Pablo Neruda, Víctor Jara, Gladys Marín, Violeta Parra, Volodia Teitelboim, Cristián Grutas, entre outras personalidades conhecidas.
Nas eleições parlamentares de 2009 conseguiu eleger três deputados, a Hugo Gutiérrez, Guillermo Teillier e Lautaro Carmona, depois de 37 anos sem representação no parlamento chileno.
Karl Marx, com o humanismo socialista, descobre ao homem, mais que nos indivíduos excepcionais aos que tinha olhado o Renacimiento, no homem social se faz notar sua importância como um ente que conforma à sociedade. Nesta realiza-se a natureza do homem através da satisfação de suas demandas naturais, tanto as básicas como as culturais. Só, “o indivíduo é uma abstracção”, como tinha dito Hegel.
Por tanto o homem, segundo o comunismo, deve ser capaz de realizar-se através da cultura e o pensamento livre. Facto que segundo o PC em Chile não se dá, já que com a influência estrangeira, se limita o pensar da sociedade e as liberdades que lhe são próprias ao homem.
Por outro lado, o PC pretende que o militante comunista seja um revolucionário, que tem por objectivo realizar em organização com o partido, as reformas sociais necessárias para que de maneira democrática e constitucional se consiga uma maior justiça social.
O partido comunista em Chile, afasta-se do marxismo-leninismo clássico que caracteriza a muito homólogos do PCCh no estrangeiro, já que renega a ditadura do proletariado e a existência de um partido único, por conquistar o poder mediante a democracia e dessa maneira realizar um governo a favor dos sectores mais desposeídos.
E finalmente o Partido Comunista define ao ser humano, como um indivíduo o qual se lhe devem satisfazer suas necessidades básicas e é dever do Estado outorgar dita satisfação, levando a cabo uma equidad social.
O Partido Comunista de Chile tem suas origens no Partido Operário Socialista (POS), fundado o 4 de junho de 1912 pelo operário tipógrafo Luis Emilio Recabarren, junto a uns 30 operários salitreros e empregados, no local do periódico operário O Acordar dos Trabalhadores, localizado em rua Barros Arana 9, na cidade de Iquique , no Norte Grande de Chile.
No momento de sua fundação, ocorrida o 2 de janeiro de 1922 no III Congresso de Rancagua do POS e I do PCCh, o país vivia uma profunda crise que era visível para todos. O então recém criado PCCh proclamou a necessidade da tomada de poder por parte do proletariado. Em base a esse poder operário camponês devia instaurar-se o socialismo em Chile, isto é, o partido caracterizava à revolução chilena como imediatamente socialista.
Essas posições tinham grande mérito de que excluía todo reformismo e implicava um claro énfasis no papel do proletariado contribuindo com eles à radicalización e educação revolucionária da parte mais avançada deste. No entanto estas posições não consideravam do todo as contradições mais agudas então existentes na sociedade chilena, aquelas entre o imperialismo e a oligarquía por um lado, e o resto do país pelo outro. Com isso se restringia a base de massa do partido pois as reivindicações de consideráveis sectores não proletarios não ficavam suficientemente atendidas, se restringindo assim os aliados potenciais do proletariado. Só nos anos posteriores, quando atingiu uma maior maturidade, o partido enfocó de uma maneira mais ampla estes problemas.
No plano orgânico o jovem PCCh inicialmente manteve a estrutura herdada do POS, que não era celular, senão que bastava em assembleias. Só em seu terceiro congresso, celebrado em 1924, o partido resolveu substituir as assembleias por células. Mas neste caminho avançou-se muito lentamente
Em 1927 estabeleceu-se no poder Carlos Ibáñez do Campo, quem iniciou uma perseguição política contra os movimentos opositores a seu governo, entre os que se encontrava o Partido Comunista. Em março do mesmo ano o regime ordena clausurar a imprensa do partido, e seus militantes e dirigentes começaram a ser encarcerados. Já em 1929 a maioria do partido comunista estava relegado em Ilha de Pascua. Tinha caudillos que com um pequeno grupo de seguidores que criticavam abertamente o governo de Ibáñez, mas isto demonstrava que o partido não tinha uma estrutura celular. Por causa disto, o Comité Central (C.C.) deveu ser reestruturado, transladando-se a Valparaíso , onde se estabeleceu encabeçado por Galo Gonzáles.
Em 1931 repercutiu em Chile a crise mundial do capitalismo, e teve um resurgimiento popular. A gente começou com mobilizações e greves para terminar com a ditadura. Quando isto se conseguiu, o PC saiu de sua clandestinidade e convocou a uma conferência nacional, a que reconstituyó o C.C. O PCCh propôs o objectivo de dar-lhe uma saída revolucionária à crise do país. As classes dominantes só puderam estabelecer seu poder com a chegada de Arturo Alessandri Palma ao poder.
Em 1933 celebra-se uma Conferência Nacional na que o partido compreende que só é possível avançar ao socialismo através das transformações antioligarquicas e antiimperialistas. Esta fase é denominada Democrática Burguesa. O partido comunista propõe a necessidade da união da classe operária chilena junto o campesinado e as classes médias para enfrentar o fascismo no que se denominou a Frente Popular. Esta aliança foi formada pelo Partido Comunista, o Partido Socialista, o Partido Radical, o Partido Democrático, e a Central de Trabalhadores. Isto atraiu uma grande quantidade de pessoas, e lhe deu muito peso ao partido comunista na política chilena.
Em 1935 celebra-se o VII Congresso da Internacional Comunista, que procura definir uma estratégia capaz de:
Em 1938 a Frente Popular, com o radical Pedro Aguirre Porca como candidato, se enfrenta a uma coalizão de direita que apresentava como candidato a Gustavo Ross. O Partido Comunista integra-se à Frente Popular junto com o Partido Socialista, o Partido Radical.
Em 1941 produz-se a divisão entre os comunistas e os socialistas. Baixo pressão de EE.UU., a Frente Popular foi acabado por Óscar Schnake Vergara, líder do Partido Socialista. A posição do PCCh em frente à Segunda Guerra Mundial, que se tinha convertido em uma guerra antifascista e democrática, consistiu em propiciar a unidade e a mobilização de todos os chilenos em pró da ajuda política, moral e material à União Soviética e a seus aliados (Movimento União para a Vitória). Começou a luta contra a quinta coluna fascista que existia em certos grupos do país, que eram partidários da Alemanha nazista.
Em contribuição a estes objectivos formou-se a Aliança Nacional Antifascista, apoiando a coalizão antihitleriana. Os pontos programáticos desta aliança foram:
Assim o Partido Comunista apoia em 1942 a candidatura de Juan Antonio Rios, em união com os radicais, os socialistas, os liberais, e parte da Falange Nacional.
Na campanha presidencial de 1946 o partido comunista procurava um candidato que impulsionasse as transformações anti-imperialistas e anti-oligárquicas que o país requeria. Gabriel González Videla, candidato do Partido Radical, apresenta-se como esquerdista e apoiando estas ideias. Como era o melhor candidato que tinham, os comunistas decidem apoiar a Videla. Após o triunfo eleitoral, o partido comunista entra pela primeira vez na história ao governo, contando com 3 ministros em seu interior, esforçando-se porque as ideias expostas na campanha levassem-se à prática. Ao ver que o PCCh estava a ganhar muita popularidade e que controlava a classe operária e o campesinado, Videla cede ante as pressões norte-americanas, excluindo ao PCCh dos ministérios, isto é, do governo. Depois, promulgó a ”Lei de defesa permanente da Democracia” (ou “Lei Maldita”), como era chamada pelos comunistas. Esta lei ilegalizó aos comunistas, e criaram-se campos de concentração não só para seus militantes, senão também para o movimento operário e democrático. Assim começou a segunda clandestinidade.
Em 1949, Galo Gonzáles substituo a Ricardo Fonseca como Secretário Geral do Partido, ante a doença deste último. A orientação política continuou da mesma forma: centrou-se a luta contra a ditadura e pelas liberdades democráticas, procurou-se a união da classe operária e o povo, e esforçou-se por manter posições nos organismos de massas lutando pelas reivindicações populares. Na clandestinidade, o Partido Comunista decidiu apoiar a Salvador Além nas eleições presidenciais de 1952. Para isto, formou junto ao Partido Socialista a “Frente de Libertação Nacional” (ou Frente do Povo) que impulsionava um programa de mudanças anti-imperialistas e anti-olgárquicos. Não obstante, ante a clandestinidade e a dispersión das forças populares, foi Carlos Ibáñez do Campo quem levou-se o triunfo. Ao não cumprir suas promessas de campanha, foi progressivamente perdendo popularidade, ficando sem o apoio de quem o levaram ao poder. Enquanto, a luta das massas populares aumentava, e a Lei Maldita foi ultrapassada pelos factos. O PCCh ganhava sua legalidade nas ruas. A profunda crise económica e social que se vivia em Chile fazia evidente a necessidade de um governo popular. O X Congresso do Partido Comunista propôs esta tese sustentando a possibilidade de que esse governo pudesse ser conquistado sem guerra civil, senão que através da legalidade imperante, com o apoio das massas e da unidade popular.
Em 1958 forma-se o Bloco de Saneamiento Democrático, que contribuiu a democratizar a política do país lhes devolvendo seus direitos eleitorais aos comunistas. Nesse mesmo ano o PCCh recobrou sua legalidade através da derogación da lei maldita. Para as eleições do mesmo ano, a Frente de Acção Popular (FRAP) levanta a candidatura de Salvador Além, conseguindo um imenso apoio das massas. Pela primeira vez na história existia a possibilidade de triunfo por parte da classe operária. No entanto, os resultados estiveram a favor de Jorge Alessandri, o candidato de direita.
O falhanço demonstrou que o país requeria mudanças de fundo, e a maioria dos chilenos se mostrou a favor destes. Nas eleições de 1964 teve uma grande batalha das classes. O FRAP novamente levantou a Salvador Além como candidato. Ante a popularidade de Além, a direita retirou a seu candidato e apoiou ao de Democracia Cristã (criada em 1957), considerado como um “mau menor”, com o fim de impedir o triunfo de Além. Assim foi como ganhou as eleições Eduardo Frei Montalva. O governo da DC fracassou em sua tentativa de sacar ao país da crise, pelo que o país inteiro se moveu à esquerda. Exigia mudanças. O XIV Congresso procurava unir à maior parte do país: operários, camponeses, capas médias, pequenos e médios produtores. Em 1968, em seu Manifesto ao Povo, o partido tinha proposto que nas bichas do povo estava o PR e parte importante da DC, já que representavam a consideráveis capas populares. O partido procurava criar um frente ainda maior que o FRAP. Como resultado, em 1969 baixo conformada a Unidade Popular (UP), com participação de comunistas, socialistas, radicais, social democratas, ibañistas agrupados na Acção Popular Independente (API) e ex- democrátas cristãos agrupados a Esquerda Cristã (IC) e no Movimento de Acção Popular Unitária (MAPU). Imediatamente elaborou um programa de governo anti-imperialista e anti-oligárquico, e proclamou como seu candidato presidencial a Salvador Além.
O triunfo da UP em setembro de 1970 constituiu a materialización política do PCCh. Pela primeira vez era uma coalizão de esquerda a que governava realmente, ainda que não contava com todo o poder. Começou por nacionalizar as riquezas básicas (cobre, carvão, salitre, ferro, etc.), expropió os monopólios e a maioria da banca, formando uma área de propriedade social que coexistió com uma área mista e outra privada; liquidou o latifundio através da expropiación de predios privados criando um estatismo ; estendeu, ao menos nominalmente, de maneira inédita os direitos dos trabalhadores; formulou políticas tendientes a melhorar o rendimento dos sectores desposeídos e tentou elevar o nível de consumo e de vida das grandes maiorias.
Por sua vez, a Central Única de Trabalhadores (CUT) jogou um papel importante baixo o governo da Unidade Popular, dando-se pela primeira vez na história de Chile a participação do movimento operário organizado nos labores do governo. Em 1972 , a oposição de direita tratou de paralisar ao país através de um desemprego que se tentou em outubro, mas a CUT e outras organizações sindicais o impediram.
Com agresividad, o governo levou a efeito a Reforma Agrária, impulsionada no governo precedente. Centos de donos de fundos, especialmente no sul do país, foram assassinados pelas forças paramilitares apoiadas pela UP. A maioria dessas terras, agora entregadas ao povo, não foram explodidas pela incapacidade de seus novos proprietários.
Não obstante o governo enfrentou sérios problemas económicos e sociais, além de um clima confrontacional sempre crescente que, incapaz de solucionar, atribuiu a factores externos (sobretudo o imperialismo norte-americano). Os partidários da Unidade Popular, que no momento em que Além foi eleito eram pouco mais de um terço da sociedade chilena, foram aumentando seu volume até chegar ao 43,85% nas Eleições Parlamentares de 1973, no entanto, a oposição (a Democracia Cristã e o Partido Nacional) uniram suas forças formando a Confederación da Democracia (CODE), aumentando a polarización do país.
Finalmente, o 11 de setembro de 1973 as Forças Armadas tomaram-se o poder depois de um Golpe de Estado, iniciando o governo de uma Junta militar e derrocando a Salvador Além; os partidos políticos não puderam seguir operando e o Partido Comunista foi posto fora da legalidade. Os sectores próximos ao regime de Além culpam deste avarie institucional aos Estados Unidos (que teria feito através da CIA para desestabilizar a seus inimigos comunistas em Chile) e a sedición de forças políticas de centro (Democracia Cristã) e de direita (Partido Nacional). Assim começou novamente a clandestinidade do PCCh.
Depois do derrocamiento do governo de Salvador Além e posterior chegada ao poder da ditadura de Augusto Pinochet Ugarte, o Partido Comunista sofre os embates de seu marginación da vida política nacional, a saber, assassinatos, exílios e torturas de seus militantes por parte de militares e agentes civis da DINA (Direcção de Inteligência Nacional) e outros organismos de inteligência do governo militar.
O governo militar proibiu a existência de partidos políticos, junto com clausura-a do Congresso Nacional. Com isto se conseguiu declarar clandestino, ilegal e ademais terrorista à colectividad, marginando da legalidade durante os anos setenta e oitenta.
Pelo que a grande maioria dos membros C.C. do Partido Comunista partiram ao exílio nos países da Europa do Leste, Cuba e outros destinos. Por causa do anterior e depois de de uma incesante e indiscriminada perseguição além da desorganización produto da detenção do aquele então Senador e Secretário Geral Luis Corvalán, o C.C. decide criar um organismo a cargo da reordenação do Partido, em onde participariam membros clandestinos do Comité Central e membros quase desconhecidos trabalhando na reconstrução partidária, com o qual já em 1974 começa a funcionar a Equipa de Direcção Interior (EDI).
No ano 1976 é onde caem detentas duas Equipas de Direcção Interior do PCCh consecutivamente, a de Victor Díaz e a de Fernando Ortiz, além de outras duas das Juventudes Comunistas de Chile em mãos do Comando Conjunto que reunia à Direcção de Inteligência da Força Aérea (DIFA), Direcção de Inteligência de Carabineros (DICAR) além da participação em menor medida dos serviços de inteligência da Marinha (SEM) e o Exército (DINE) e colaboração de agentes da Polícia de Investigações de Chile e civis membros do de direita grupo paramilitar Frente Nacionalista Pátria e Liberdade.
Para a década dos oitenta transformo-se na oposição dura contra o governo militar, destacando sua participação, junto à Democracia Cristã, pela negativa à nova carta fundamental da nação, redigida em tempos da ditadura de Pinochet.
A princípios dos oitenta, a Direcção do Partido Comunista decide assumir consigna-a de utilizar "todas as formas de luta contra a ditadura", incorporando a resistência armada ao terrorismo de estado.
É de modo que forma-se o primeiro os famosos Grupos Z e depois o mítico Frente Patriótico Manuel Rodríguez (FPMR), organização que desenvolveu acções de sabotagem, defesa de massas, e algumas operações de grande envergadura como a Internación de armas de Carrizal Baixo e o Atentado contra Augusto Pinochet em 1986.
O Partido Comunista formou junto ao Partido Socialista-Almeyda, a Esquerda Cristã, o Movimento de Acção Popular Unitária e o Movimento de Esquerda Revolucionária o Movimento Democrático Popular (MDP) uma aliança alternativa ao centro esquerdista Aliança Democrática (formada pelos grupos de centro representado pela Democracia Cristã e a esquerda renovada representada pelo Partido Socialista-Nuñez). Da Aliança Democrática surgirá o Acordo de Partidos pelo NÃO a qual defendeu a opção "NÃO" no Plebiscito de 1988 .
Depois do triunfo da oposição neste referendum, o Partido Comunista apoiará ao candidato único da oposição à Presidência da República, o militante democratacristiano Patricio Aylwin quem à postre será o primeiro Presidente da transição chilena à democracia.
Para 1989 com o ditador Augusto Pinochet ainda no Governo, o PCCh forma um partido instrumental, junto com a IC, o Movimento de Acção Popular Unitária, o PS (Almeyda) e o MIR, todos antigos integrantes da Esquerda Unida e do MDP, aquele partido chamar-se-ia Partido Amplo de Esquerda Socialista (PAIS) e apresentar-se-ia nas eleições de 1989 formando a coalizão eleitoral Unidade para a Democracia junto com o Partido Radical Socialista Democrático (PRSD).
Tendo chegado a um acordo com o Acordo quanto a complementar ou não apresentar candidaturas fortes, só se consegue eleger a dois candidatos eleitos (ambos do PS (Almeyda)) por culpa do sistema binominal. Para a eleição presidencial desse ano o PCCh apoia ao candidato único da oposição, quem à postre seria o primeiro presidente da transição à democracia, o democratacristiano Patricio Aylwin Azócar.
Uma vez produzida a reunificação dos socialistas almeydista com os socialistas renovados (social-democratas) e a incorporação de uma grande quantidade de integrantes da IC e o MAPU ao Partido Socialista de Chile (PS) e ao recém fundado Partido pela Democracia (PPD) em 1990, o PAIS perdeu sua razão de ser e foi dissolvido. Assim o PCCh baixo assim sem seus tradicionais e antigos aliados socialistas, o que seria a tónica da década dos noventas.
Durante os últimos anos da década dos ochentas e inícios dos noventas, um grupo de dirigentes do PCCh e das Juventudes Comunistas contrários à linha política do Partido, entre eles Gonzalo Rovira, Jorge Insunza, Antonio Leal, Alejandro Touro Herrera e Luis Guastavino fundaram o Partido Democrático de Esquerda (PDI), o que ao final ver-se-ia frustrado pela pouca mobilidade das bases do PCCh ao PDI, e que provocou finalmente a integração deste grupo de dirigente ao PS e o PPD.
Desde o termo da ditadura militar o Partido Comunista tem proposto a necessidade de realizar uma Revolução Democrática em Chile. A exigência de pôr termo a todos os componentes institucionais legados pelo pinochetismo na Constituição de 1980, e que ainda permanecem inalterados tem sido o eixo fundamental do Partido. Assim mesmo, a partir de sua inserção nos movimentos sociais tem propugnado a mobilização dos sectores populares em defesa de seus direitos e a necessidade de modificar o modelo económico neoliberal instaurado pelo Regime Militar e continuado pelos governos do Acordo de Partidos pela Democracia.
Desde as eleições de 1990, o Partido Comunista incorporou-se à luta eleitoral, como uma forma mais de desenvolver avanços em em a direcção de suas propostas políticas. É de modo que tem participado em todas as eleições municipais, parlamentares e presidenciais desde 1990 de maneira semi solitária.
Para dezembro de 1991 o PCCh, junto com sectores da IC e do MAPU que não se uniram ao Acordo formaram a coalizão Movimento de Esquerda Democrática Allendista (MEÇA), mas ao ser o único partido legal o PCCh para as eleições municipais de 1992 o este corre sozinho conseguindo assim somente ganhar o município de Iquique com o candidato Jorge Soria e uma quantidade de 35 vereadores, isto devido às implicancias do sistema binominal nas eleições de governos comunales, não obstante para a eleição presidencial e parlamentares de 1993 a Alternativa Democrática de Esquerda, nome adoptado pelo MEÇA depois da legalización do MAPU, atinge um 6,39% na parlamentar mas sem obter nenhum deputado, enquanto seu candidato presidencial, o sacerdote Eugenio Pizarro consigo um 4,70%, depois disto a coalizão foi dissolvida.
Para enfrentar as futuras eleições o Partido Comunista forma A Esquerda, que agrupa ao Partido, a Nova Aliança Popular (NAP) e independentes se presto para as eleições municipais de 1996 conseguindo manter 35 vereadores e aumentando seu número de prefeitos em 2, também nas eleições parlamentares de 1997 não consegue eleger deputados tendo obtido um 7,49%, isso devido ao binominalismo do sistema eleitoral chileno.
Para 1999 a candidata presidencial e Secretária Geral do Partido Comunista Gladys Marín obtém um 3,19% na eleição presidencial ficando em por trás dos candidatos do Acordo e a Aliança e sobre as candidaturas dos humanistas, os independentes ecologistas e o centro de direita. Mas devido à falta de maioria absoluta por parte dos candidatos da Aliança e o Acordo o PCCh pronuncia-se dando liberdade de acção a seus votantes de cara à segunda volta presidencial.
Nas eleições municipais de 2000 , a lista do Partido Comunista, A Esquerda baixa sua quantidade de vereadores a 24 e só consegue manter uma prefeitura, algo preocupa ao interior do PCCh já que ademais se mantém sem eleger parlamentares durante as eleições parlamentares de 2001 e baixa sua votação a um 5,22% com o qual se corre o risco de perder a legalidade do PCCh. À crise eleitoral que vive o PCCh também ao interior do mesmo se sofre a fragmentação de um pequeno sector de dirigentes comunistas que em sua maioria são do Colégio de Professores e que se encontram encabeçado por seu líder sindical Jorge Pavez e em onde destaca a figura do ex Presidente da CUT, Etiel Moraga, como um dos fundadores do movimento político Força Social e Democrática (FSD) em abril do 2001 conseguindo ter um âmbito netamente sindical no Colégio de Professores e na CUT.
O 13 de dezembro de 2003 funda-se novo referente de esquerda Juntos Podemos Mais, coalizão política integrada pelos partidos Comunista e Humanista, além dos movimentos políticos sem constituição legal, como a Esquerda Cristã (no 2008 volta a ter constituição legal), a Frente Patriótico Manuel Rodríguez, Força Social e Democrática, o Movimento de Esquerda Revolucionária, o Movimento Patriótico Manuel Rodríguez, o Partido Comunista (Acção Proletaria), o Partido Radical de Chile, Movimento SurDA, o MUMS, o Movimento Geração 80, o Movimento Os de Abaixo, o Bloco pelo Socialismo Revolucionário, o Comité de Defesa e Recuperação do Cobre, etc.
Nas eleições municipais de 2004 , o novo pacto eleitoral conseguiu o 5,89% dos votos e a eleição de 4 prefeitos nas comunas de Diego de Almagro (onde a nível comunal destaca o acampamento mineiro de El Salvador), Canela, A Ligua e Til-Til, e também destacam a alta votação (ainda que sem conseguir a vitória) nas comunas de Monte Pátria, Petorca (independente pró esquerda), San Antonio, San Fernando e em Santiago, a comuna de Cerro Navia e a comuna de Pedro Aguirre Porca. Além de cerca do 9.17% e a eleição de 89 vereadores, sendo a surpresa em dita eleição.
De cara às eleições presidenciais e parlamentares de 2005 , O PCCh apresento ao sociólogo e cientista político Tomás Moulián como pré candidato presidencial do pacto Juntos Podemos, que ia como independente apoiado pelo PCCh, dita precandidatura ao final declino a favor do candidato humanista Tomás Hirsch, a raiz disto Jorge Pavez de FSD crítico que a eleição do candidato de dito conglomerado fosse por acordo entre os sectores e não por eleição, devido a isto Força Social e Democrática em cojunto com a SurDA decidem abandonar o conglomerado.
Mesmo assim o pacto consigo um 5,40% na eleição presidencial, enquanto em eleições de senadores e deputados obtém 2.19% e um Mesmo assim o pacto consigo um 5,40% na eleição presidencial, enquanto em eleições de senadores e deputados obtém 5,14%, o que deixa ao PCCh novamente sem a eleição de nenhum parlamentar devido ao sistema eleitoral binominal e com seu candidato presidencial no último lugar, é por isto que o PCCh em conjunto com a Esquerda Cristã e outra força do conglomerado chamar a votar pela candidata do oficialismo, a socialista Michelle Bachelet com a condição de que o Acordo e sua candidata cumpra cinco pontos exigidos pelo bloco em seu eventual governo, não obstante, outros grupos do conglomerado e liderados pelo outrora candidato presidencial Tomás Hirsch e com o apoio do Partido Humanista, o Movimento Patriótico Manuel Rodríguez, a Frente Patriótico Manuel Rodríguez, o Movimento de Esquerda Revolucionária e o Partido Comunista (Acção Proletaria) entre outros decidem chamar a votar nulo, com o qual se congela o pacto Juntos Podemos.
Durante o mesmo ano ocorre a morte da emblemática dirigenta e ex deputada Gladys Marín, quem desempenhava o cargo de Secretária Geral do partido até o ano 2002 quando se cria o cargo de Presidente do Partido, em sua substituição tomo a condução o até então Secretário Geral Guillermo Teillier.
Durante o ano 2007 estallaron numerosos conflitos sociais em Chile, o PCCh tem mostrado estar à frente de vários por exemplo o Conflito dos Subcontratados do Cobre com Cristián Grutas à cabeça e no Conflito dos Trabalhadores Florestal destaca Jorge González entre muitos outros. Também mostrou sua capacidade actual de organização levando à CUT encabeçada pelo socialista Arturo Martínez à grande mobilização nacional ocorrida o 29 de agosto de 2007 , a que foi denominada como "O acordar dos trabalhadores" ante o regime neoliberal imperante e os governos neoliberales do Acordo, na que milita mesmo o Arturo Martínez.
Nas eleições do Agrupamento Nacional de Empregados Fiscais (ANEF) o PCCh em lista com outras organizações progressistas obteve um avanço, ao ter pela primeira vez 3 dirigentes no Diretório Nacional, enquanto na CUT, Jaime Gajardo é o Secretário Geral, quem ademais lhe ganho a Força Social e Democrática e seu principal dirigente, Jorge Pavez as eleições internas do Colégio de Professores, tendo a lista do PCCh a ampla maioria.
No ano 2008 e após um acordo extrajudicial entre o Governo de Chile, o Conselho de Defesa do Estado e o PCCh, este último recebeu cerca de cinco mil milhões de pesos (cerca de dez milhões de dólares) como indemnização pela confiscación da Imprenta Horizonte durante o Regime Militar de 1973 -1990.
Durante o mesmo ano o PCCh em conjunto com a Esquerda Cristã (recentemente legalizada) e o Partido Humanista e outros grupos que ainda não se distansiaban dos Juntos Podemos Mais se apresentaram baixo o mesmo pacto eleitoral para as eleições municipais, ao qual, o PCCh chegou a um acordo de omisión com o Acordo como resposta à rejeição da Aliança de modificar o sistema binominal das eleições parlamentares. Isto consiste em se ignorar de levar candidatos a prefeitos em 17 comunas a favor do Acordo, enquanto o Acordo se ignorou de levar cadidatos em 8 comunas, com o qual se mantinham as 4 prefeitos que conseguiu obter o PCCh nas eleições municipais passadas, no entanto, o PCCh só conseguiu manter 3 dos quatro governos comunales e pela primeira vez eleger uma prefeita em Pedro Aguirre Porca na Província de Santiago. Pela primeira vez desde 1989, o PCCh apresenta candidatos em Ilha de Pascua, com o qual o pacto conseguiu um 6,33% e 7 prefeitos. Nas eleições de vereadores, o PCCh conseguiu um 5,03% e obter 44 vereadores, entre quem que destaca Claudia Pascual Grau pela Comuna de Santiago; enquanto o pacto Juntos Podemos Mais, em sua totalidade, conseguiu o 9,12% elegendo a 79 vereadores.
Em Janeiro do ano 2010 o partido tem sido declarado ilegítimo por parte do Serviço Eleitoral de Chile, já que, não atingiu o 5% da votação em 3 regiões contínuas ou em 8 discontinuas ou elegeu 5 deputados.
O PCCh realiza todos os 1 de janeiro o "Caldillo", em onde se convida os jornalistas de todos os meios de comunicação a comer para repor a resaca da festa de ano novo. Ademais, no mesmo mês de janeiro, o PCCh realiza em Santiago a chamada Festa dos Abraços, geralmente o primeiro fim de semana após Ano Novo, faz-se uma grande festa no Parque Ou'higgins, onde há exposições, música, debate, comida, etc.
E durante a festa pátrias, instala uma Fonda "A Chingana dos Abraços" no Parque Ou'higgins para a recolección de fundos, sendo esta fonda a segunda em tamanho.
Dos 194 candidatos a Prefeito que apresentou às Eleições Municipais de 2008 os Juntos Podemos Mais, 144 eram comunistas, dos quais 80 vão como Partido Comunista e 39 como independentes do PC; de todos eles 39 são mulheres (20%). Em ditas eleições, o PC sacou o 2,47% dos votos, elegendo a 4 prefeitos, entre quem destaca Salvador Delgadillo Bascuñán em Tiltil ; enquanto o pacto Juntos Podemos Mais, em sua totalidade, conseguiu o 6,33% elegendo a 7 prefeitos.
Por sua vez, na lista de vereadores, dos 1.604 candidatos que apresentou os Juntos Podemos Mais, 950 eram comunistas, dos quais 591 se apresentaram como Partido Comunista e 359 como independentes do PC. Pela primeira vez desde 1989, o PC apresenta candidatos em Ilha de Pascua. Nas eleições de consejales, o PC conseguiu o 5,03% dos votos, elegendo a 45 consejales, entre quem que destaca Claudia Pascual Grau pela comuna de Santiago ; enquanto o pacto Juntos Podemos Mais, em sua totalidade, conseguiu o 9,12% elegendo a 79 vereadores.
Actualmente o Partido Comunista de Chile tem 3 Deputados:
| Nome | Região | Distrito |
|---|---|---|
| Hugo Gutiérrez Gálvez | I de Tarapacá | 2 |
| Lautaro Carmona Soto | III de Atacama | 5 |
| Guillermo Teillier do Vale | RM de Santiago | 28 |
Actualmente o Partido Comunista de Chile tem 4 Prefeitos:
| Nome | Município | Região |
|---|---|---|
| Isaías Zavala Torres | Diego de Almagro | III de Atacama |
| Raúl Sánchez Banhados | A Ligua | V de Valparaíso |
| Salvador Delgadillo Bascuñán | Til Til | RM de Santiago |
| Claudina Núñez Jiménez | Pedro Aguirre Porca | RM de Santiago |
Actualmente o Partido Comunista de Chile tem 44 vereadores:
| Região | Vereadores |
|---|---|
| Arica e Parinacota | 1 |
| Tarapacá | 0 |
| Antofagasta | 2 |
| Atacama | 2 |
| Coquimbo | 4 |
| Valparaíso | 8 |
| Metropolitana | 16 |
| Ou'Higgins | 2 |
| Maule | 1 |
| Biobío | 6 |
| Araucanía | 0 |
| Os Rios | 1 |
| Os Lagos | 1 |
| Aisén | 0 |
| Magallanes e da Antártica Chilena | 0 |
| Total nacional | 44 |
Actualmente o Partido Comunista de Chile tem 2 Conselheiros Regionais:
| Nome | Região | Provinvia |
|---|---|---|
| Jaime Iturra Redondo | III de Atacama | Província de Chañaral |
| Manuel Hernández Vidal | RM de Santiago | Província de Santiago |
O nome do cargo desde sua fundação (1922) até o XXII Congresso Nacional (2002) era Secretário Geral. A reforma de estatutos do XXII Congresso denomina-o Presidente. Por tanto a direcção nacional do PCCh este conformado pelo Comité Central (eleito pelo Congresso Nacional) elege ao Presidente (Secretário Geral entre 1922-2002), Secretário Geral (Subsecretario Geral entre 1922-2002), a Comissão Política e o Secretariado.
Entre 1922 e 2002 existiu o cargo de Presidente, mas mais bem honorífico, ocupado por Elías Lafferte (1956 até sua morte em 1961).
| Ano eleição (total deputados) | Número de deputados | Votos deputados | Percentagem votos |
| 1918 (118) (como POS) | 0 | 1.548 | 0,64 |
| 1921 (118) (como POS) | 2 | 4.814 | 2,16 |
| 1925 (132) | 0 | 1.671 | 0,57 |
| 1937 (146) (como PND) | 6 | 17.162 | 4,1 |
| 1941 (147) (como PPN) | 16 | 53.144 | 11,8 |
| 1945 (147) (como PPN) | 15 | 46.133 | 10,2 |
| 1957 (147) (como PT) | 4 | 17.785 | 2,03 |
| 1961 (147) | 16 | 157.572 | 11,4 |
| 1965 (147) | 18 | 290.635 | 12,4 |
| 1969 (150) | 22 | 383.049 | 15,9 |
| 1973 (150) | 25 | 587.800 | 16,2 |
| 1993 (120) | 0 | 336.034 | 4,99 |
| 1997 (120) | 0 | 398.588 | 6,88 |
| 2001 (120) | 0 | 320.688 | 5,22 |
| 2005 (120) | 0 | 339.547 | 5,14 |
| 2009 (120) | 3 | 132.305 | 2,02 (Devido a
pacto por omisión) |
| Ano | Eslogan |
|---|---|
| Municipais '92 | |
| Parlamentares '93 | |
| Municipais '96 | |
| Parlamentares '97 | Vota por Chile, vota pela Esquerda |
| Municipais '00 | Por um Chile para valer, com a Esquerda |
| Parlamentares '01 | Outro chile, é possível com a Esquerda |
| Municipais '04 | |
| Parlamentares '05 | Vota livre, vota C |
| Municipais '08 | |
| Parlamentares '09 | Unidos podemos |
O periódico semanário No Século, fundado em agosto de 1942, actualmente dirigido pelo jornalista Francisco Ferreiros, revista-a Pluma e Pincel, dirigida pelo escritor Fernando Quilodrán. Rádio Novo Mundo, CB 930 AM em Santiago e sua corrente nacional de emissoras FM de Iquique a Pontas Areias, dirigida pelo jornalista Claudio De Negri. Agência noticiosa electrónica Mundo Possível.