| Partido de Conciliação Nacional | |
|---|---|
| Presidente/a | Ciro Cruz Zepeda |
| Fundação | 30 de setembro de 1961. |
| Sede | San Salvador, El Salvador |
| Ideologia política | Centroderecha, Conservadurismo e Liberalismo |
| Sitio site | www.partidoconciliacionnacional.com |
O Partido de Conciliação Nacional (PCN) é um partido político conservador de El Salvador. Foi fundado o 30 de setembro de 1961 , a instâncias do Coronel Julio Adalberto Rivera, quem ocuparia a Presidência de lhe República ao ano seguinte como candidato desse agrupamento. Originalmente Rivera pensava chegar à Presidência através do recém fundado Partido Democrata Cristão, mas este, em seus fundamentos, contava com um forte elemento antimilitarista e recusava qualquer aliança com a instituição armada para chegar ao poder. Produziu-se então uma escisión dentro do PDC, e vários de seus fundadores participaram na criação do PCN, como José Ítalo Giammatei e José Vicente Vilanova, junto com outras figuras da direita, como o diplomata Francisco José Guerreiro, Enrique Sol Meza e Dr. Rafael Armando Salinas. Leste ultimo foi vice-presidente.
Ainda que o PCN foi considerado durante anos como partido dos militares, a maior parte de sua dirigencia estava formada por políticos profissionais civis. Seu objectivo era conseguir uma ampla aliança dos diferentes sectores sociais, em uma estrutura corporativa similar à do Partido Revolucionário Institucional de México mas sem adoptar seu modelo socialista, em vista dos sérios problemas que se tinham produzido nos anos anteriores, à luz da triunfante Revolução Cubana e no marco de conflitos estruturais de longa data. Em soma, o PCN propôs-se como um partido de direita populista e anticomunista, que devia continuar a linha dos antigos partidos oficiais, o Partido Revolucionário de Unificação Democrática (PRUD), que levou ao poder aos presidentes Óscar Osorio (1950-1956) e José María Lemus (1956-1960), e Pró Pátria, criado na época de Maximiliano Hernández Martínez (1931-1934 e 1935-1944). Em sua declaração de princípios define-se como defensor dos postulados de nacionalismo, democracia, justiça social e conciliação nacional.
O PCN devia contar com uma organização de massas, a Organização Democrática Nacionalista (ORDEM), fundada em 1962 e activada em 1967, já baixo o governo do general Fidel Sánchez Hernández. Sua maior força teve-a entre os empregados do sector público e, com muita maior força, entre a população camponesa. ORDEM propôs-se como uma organização política, social e gremial, mas cedo se converteu em um organismo que respondia à inteligência militar e em um ente paramilitar. ORDEM foi dissolvida oficialmente em outubro de 1979, mas suas estruturas permaneceram vigentes durante a guerra, e fizeram parte da repressão oficial no campo. Muitos membros dessa organização também constituíram o principal apoio popular da partido Aliança Republicana Nacionalista, fundado em 1981.
O PCN teve sua primeira participação eleitoral nas eleições para a Assembleia Constituinte que se realizaram em dezembro de 1961, nas que obteve a totalidade das cadeiras em disputa. Ganhou as eleições presidenciais de 1962 levando como candidato ao Coronel Julio Adalberto Rivera, quem governou até 1967. Depois manteve a Presidência da República com o general Fidel Sánchez Hernández (1967-1972), o Coronel Arturo Armando Molina (1972-1977) e o General Carlos Humberto Romero (1977-1979), apesar das graves acusações de fraude, nas eleições de 1972 e 1977.
Durante os governos do PCN se instrumentó uma série de políticas desarrollistas na área económica, aproveitando os períodos de bonanza nos preços do café, enquanto, no campo político reprimia-se violentamente a todos os grupos de esquerda e às forças de oposição centristas como o Partido Democráta Cristão (PDC) e o Movimento Nacional Revolucionário (MNR). A repressão de força-las opositoras e as fraudes eleitorais nas eleições presidenciais de 1972 e 1977 desacreditaram aos governos do PCN ante amplos sectores da população, e a criação e fortalecimiento dos grupos guerrilheiros de esquerda (FPL, ERP e RN) ao longo da década dos 70 provocaram uma grave crise política que terminou com o Golpe de Estado do 15 de outubro de 1979 que significou o fim dos governos do PCN, à chegada da Junta Revolucionária de Governo. O rascunho original de proclama-a do golpe de 1979 previa a dissolução do PCN, juunto com ORDEM, mas teve pressões políticas que o impediram e o mantiveram em um limbo político durante os anos da guerra civil.
A partir da instauración da democracia em El Salvador em 1982 , o PCN reorganizou-se e desde então tem participado em todos os processos eleitorais, conseguindo bons resultados sobretudo nas zonas rurais de El Salvador, onde mantém seus votantes tradicionais. Desde 1989 tem actuado como aliado do partido dirigente, a de direita Aliança Republicana Nacionalista (AREIA) e a partir das eleições legislativas de 1997 é a terceira força política de El Salvador por seu número de deputados na Assembleia Legislativa. Nas eleições de 2006 foi revivido, depois de obter uma mínima afluencia de votantes, por decreto legislativo que beneficiou também ao PDC.
Apontes de História Política de El Salvador, Publicações do Instituto Centroamericano de Estudos Políticos (INCEP), 1ª edição, Cidade de Guatemala, 2001