| Passo de Pátria | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Passo de Pátria é um distrito do Departamento de Ñeembucú, Paraguai. O acesso a esta região é a rota IV , totalmente asfaltada, que une San Ignacio (Departamento de Missões) com Pilar (Departamento de Ñeembucú).
É bom notar nesta rota a transição de uma paisagem de pastizales a outro de palmeras humedales. Esta mudança percebe-se enquanto transita-se desde o este, (San Ignacio) para o oeste, (Pilar). A partir da cidade de Pilar, vários caminhos não asfaltados levam a pintorescos lugares que merecem ser visitados.
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O mais característico desta região, são as extensos humidades, (para o oeste) e os pastizales (para o este), que praticamente se constituem em dois sub regiões bem diferenciadas.
Os desbordes dos rios Paraná e Paraguai (ao este e ao sul) origina grandes zonas inundadas. Além do complexo de humedales Ypoa – Ñeembucú, constitui outra extensa área de inundação onde se destacam as lagoas Ypoa e Cabral Lado.
A paisagem é muito atraente pela quantidade de banhados cheios de vegetación acuática e espécies de fauna de humedales, como carpinchos, aguara guazú, guazú puku, yacarés e aves de colorido plumaje.
Algumas zonas são muito parecidas ao Chaco húmido pela presença de palmeras de Karanda`e e cursos de água com bosques em galería. Outras paisagens atraentes são as dunas nas cercanias do rio Paraná, os bosques e humedales ao longo do Rio Tebicuary.
As silenciosas e polvorientas ruas de passagem de Pátria insinuam que nos anos se detiveram no passado. Tanta tranquilidade faz que o visitante se submerja em um túnel do tempo, onde a paz serve para reconfortar o espírito e, de um sopro, reflexionar sobre o que foi a Guerra do triplo Aliança (1865-1870) nestas terras desoladas. Para ter ideia, vale a pena jogar-lhe um vistazo ao Museu Histórico que recolhe depoimentos achados nos antigos campos de batalha.
O pequeno povoado de passagem de Pátria localiza-se ao sul do Departamento de Ñeembucú, nas confluencias dos rios Paraná e Paraguai. Fica a 60 km. da cidade de Pilar, por caminho de terra. Seus 1867 habitantes vivem da agricultura , a ganadería,e pesca-a que são os principais rubros de actividade rentable do lugar.
Passo de Pátria formou-se nos arredores de um quartel levantado em tempos dos López como campo militar de resguardo fronteiriço. E foi durante a Guerra do Triplo Aliança (1865-1870) um importante centro de actividades bélicas.
Depoimentos tangibles e histórias de heroísmo ficam no lugar como valiosas lembranças dos conflitos armados que envolveram a Argentina, Brasil e Uruguai, na contramão de Paraguai :
“ Encontram-se muitas peças de caballería , artilharia, fusilería, de todos os exércitos. Quase não se pode identificar a que bando pertenciam, excepto as que têm seus escudos ou alguns distintivos”, comenta Vicente García, o encarregado do Museu Histórico.
O homem é coleccionista de objectos achados nos antigos campos de batalha. Acompanhado de sua esposa e filhos, percorre os lugares históricos na busca de tesouros enterrados.
Vicente tem 12 anos no hobby de desenterrar vestígios guerreiros. E nesse tempo acumulou a grande quantidade de materiais bélicos que hoje fazem parte do museu de passagem Pátria.
“As primeiras coisas que tive em minhas mãos foram espadas, pás, machados, machetes, estribos, tudo da guerra. Não tenho um registo de quantas coisas já recolhi, mas, uma vez encontrei uma libra esterlina de ouro e foi muito emocionante para mim. Eu comecei a juntar; porque via que a gente não lhe dava tanto valor: Agora muitas pessoas se dedicam a procurar troféus”.
García, conhecedor do tema, revela que pouco ou nada fica nos territórios de luta mais acessíveis, devido às constantes explorações.
“Vêm vários coleccionistas que entram e levam muitas coisas. Por isso já não resulta fácil achar por cá os vestígios da guerra. Há que ir mais ao fundo para cavar e isso custa, porque são esterales e lugares menos acessíveis”, adverte.
A reliquia histórica mais apreciada pelos lugareños era a velha comandancia do Mcal. Francisco Solano López, que se manteve em pé até 1983. Nesse ano, uma grande inundação que afectou a todo Ñeembucú fez que a construção de adobe se desplomara. A obra de estilo colonial compunha-se de três salões muito amplos; suas aberturas eram de madeira maciça com artístico talhados e tinha corredores frontais e posteriores. Ficou reduzida a escombros. No entanto, a população de passagem de Pátria não se resignó a perder por completo seu património e voltou a levantar na mesma localização uma réplica. Alguns materiais originais recuperados foram reutilizados no caserón que se rehabilitó o 1 de março de 2004 e é na actualidade sede do Museu Histórico.
Na primeira sala, os visitantes podem apreciar pedaços de platos, facas, tenedores, restos de lozas, pailas, ollas herrumbradas, estribos, herraduras, batas e sardinas que consumiam os solados aliados.
No salão do médio estão expostas moedas de diversos metais (bronze, cobre, prata), garrafas de vidros de vinho e champagne, garrafas de cerâmicas que eram de cervejas, frascos de perfumes com inscrições de Paris , New York, Londres, Buenos Aires, Rio de Janeiro e Montevideo. Também botões de uniformes, hebillas de cintos, munições de fuzis, empuñaduras de espadas, ferros de ferro e balas de canhões, no terceiro espaço realça um jogo de estribo e espuelín de pata branca que pertencesse a algum oficial do Exército Argentino. Nas paredes abundam os objectos relacionados com a Guerra do 70, que permitem ter uma visão de ferocidad dos ataques nessas riberas que hoje são paraísos ecológicos.
“Cá vêm turistas de todo mundo. Os que mais se interessam são os estrangeiros; à gente da zona parece que lhes resulta muito comum tudo isto e lhes passa desapercibido, mas chega gente de outros lados e se assombra. Inclusive a cada ano visitam-nos militares que estão na embaixada do Brasil; eu sempre lhes acompanho em seus percursos pela zona de batalhas. Até levam terra de Tuyutí; eles valorizam muito essa terra, porque aí seus antepassados combatentes estiveram mais de um ano”.
O Museu Histórico de passagem de Pátria não está aberto em forma permanente.
Por enquanto este museu está a cargo da municipalidad; o intendente, é o que mais colabora para seu funcionamento.
Passo de Pátria vê-se com bom aspecto: ruas limpas, espaços públicos cuidados. E a gente recebe aos visitantes com acentuada cordialidad. Vale a pena dar-se um passeio por estas terras regadas pelo sangue de milhares de soldados que ofrendaron suas vidas em defesa da pátria, em outras épocas. Hoje impera a paz neste rincão heroico que guarda seus mistérios para os que calcam seu solo. E, ademais, presenteia a espectaculosidade de seus bilhetes: esterales cheios de palmeras e garzas brancas, para o deleite de olhos.
Translado do Mcal. Francisco Solano López a Passo de Pátria:
O 25 de Novembro de 1865 , o Mcal. Franciso Solano López, translada-se desde Humaitá a Passo de Pátria e assume o comando directo do exército. Ordena a fortificação em Passo de Pátria e Itapirú, atento à invasão inimiga.
Com este mesmo objectivo, já tinha disposto que, tendo em vista evitar qualquer tentativa de invasão naval por parte de tropas aliadas, foram instalados nos montes situados sobre a orla do rio Paraguai cerca de 2 km. Da confluencia com o rio Paraná, 6 peças de artilharia, outras 6 de itapirú e 60 dos trazidos de correntes em Passo de Pátria, cuja defesa contava já com 100 canhões.
Em Humaitá, só ficaram artilheiros e na fronteira alguns escuadrones de caballería.
Nos primeiros dias do mês de dezembro deu-se a conhecer a sentença ao Gral. Robles, já esperava por muitos, se tratava de seu fusilamiento junto ao Maior Martínez.
Desta forma ambos pagaram por sua incompetência à frente da campanha de Correntes.
Em Passo de Pátria e Itá Pirú existe o turismo de pesca e passeios pelo rio até a confluencia dos rios Paraná e Paraguai. Em Itá Pirú tambien existem vestígios do antigo forte.