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Payaguá

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Os payaguáes foram um povo do Chaco Boreal no Paraguai da família guaycurú que em épocas coloniales viviam ao longo do rio Paraguai desde o grande Pantanal do Mato Grosso do Sur no Brasil e Bolívia até a província do Chaco na Argentina. O nome "payaguá" não é o que eles mesmos se davam se não o que com verdadeiro matiz peyorativo lhe deram seus rivais e inimigos: os guaraníes.

Eram caçadores nómadas e pescadores que dominavam com seus canoas o rio Paraguai e hostilizaban aos guaraníes que viviam ao oriente do mesmo roubando suas colheitas. Tomaram contacto com Juan de Ayolas, quem o 2 de fevereiro de 1537 fundou em suas terras o porto de Candelaria. Ao ano seguinte foi morrido por estes indígenas ao regressar de sua expedição ao Chaco. A partir da fundação de Assunção atacaram também aos espanhóis se transformando em piratas do rio Paraguai (uma das etimologías mais prováveis do actual topónimo "Paraguai" proviria dos acérrimos inimigos dos "payaguá": os guaraníes (recordar que o nome "payaguá" é o que lhe deram os guaraníes a esta etnia inimiga dos guaraníes), Paraguai provavelmente seja uma mutación da palavra composta original Payaguá-í ("í": água, rio -de os- "payaguá").

Sua língua fez parte da família linguística mataco-guaycurú. Tem sido catalogada como um dialecto guaycurú, mas também existe a hipótese de que acha sido da subfamilia mataco-mataguaya.

A partir de 1719 os sarigués, cadigué, kadigué ou kadigé ou em português "caduveo" que formavam o ramo setentrional dos payaguá em aliança com outros guaycurúes se dedicaram a atacar aos portugueses do Mato Grosso, deslocando aos guató (dantes chamados jarayes ou xarayes pelos espanhóis) da área do Grande Pantanal. O botim obtido junto com os escravos capturados eram vendidos em Assunção. Em 1730 atacaram a frota de Lanhas Peixoto que transportava o quinto do rei das minas de ouro de Cuyabá para San Pablo e que depois venderam em Assunção.[1]

O grupo meridional chamado tacumbú foi contido para 1750 pelo governador Rafael da Moeda, quem fundou uma corrente de fortes ao longo do rio, e terminaram lembrando a paz com os espanhóis e instalando nas cercanias de Assunção, cidade que se beneficiava com a venda de escravos que faziam os payaguáes. Posteriormente para 1770, os cadigué uniram-se-lhes, impedidos de atacar aos portugueses pelos fortes que estes fundaram sobre o rio Paraguai.[2]

Utilizavam as ilhas do rio Paraguai para enterrar a seus mortos, aos que cobriam suas cabeças com grandes vasijas em forma de sinos.

O nome Paraguai parece provir do guaraní Payaguá-ý (rio dos payaguás), o grafema ý que começou a ser utilizado para o século XVII pelos misioneros católicos representa a uma vogal fechada (próxima à "i") ainda que fechada e gutural ou com "stop glotal".  

Referências

Enlaces externos

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