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Paz sem Fronteiras (Habana 2009)

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Paz sem fronteiras 2
Juanes en el concierto.
Juanes no concerto.
Gira
Lugar(é) Bandera de Cuba Havana
Data(s) 20 de setembro de 2009
Convidados Artistas convidados:
Anfitrião Juanes

A segunda edição de Paz Sem Fronteiras foi um concerto realizado em Havana , Cuba o 20 de setembro de 2009 . Reuniu a um milhão 150 mil pessoas na praça da Revolução,[1] [2] [3] [4] o que as estatísticas situam como o terceiro concerto maior da história após o concerto dos Rolling Stones no Rio de Janeiro (Brasil), que reuniu o 18 de fevereiro de 2006 a um milhão 500 mil pessoas, e o de Rod Stewart, também no Rio de Janeiro, o qual reuniu a três milhões 500 mil pessoas o 31 de dezembro de 1994 .[5] [6] [7] [8] Foi liderado pelo cantor colombiano Juanes e acompanhado por reconhecidos artistas cubanos, latinoamericanos e europeus.

O concerto esteve precedido de uma forte polémica como algumas pessoas e organizações pertencentes ao exílio cubano não viram com bons olhos a iniciativa e inclusive alguns terminaram realizando manifestações na contramão de Juanes e do concerto. Depois de sua realização algumas das instituições dissidentes como Cuba Democrática consideraram o acto como um chamado à transição pacífica em Cuba.[9]

Conteúdo

Precedentes

O 24 de junho Juanes arribó a Havana sem cobertura jornalística. O cantor colombiano chegou com a ideia de reunir-se com músicos cubanos para coordenar o segundo concerto pela Paz. O primeiro, Juanes realizou-o na fronteira entre Venezuela e Colômbia.

Uma vez chegado à Ilha, reuniu-se com Silvio Rodríguez –de quem Juanes declarou, aprendeu a tocar a guitarra com suas canções-, o cantautor Amaury Pérez e com o presidente do Instituto Cubano da Música, Abel Deita. Daquela reunião surgiu o puntapié inicial que deu forma ao megarrecital levado a cabo o 20 de setembro na praça da Revolução “José Martí”.

Este concerto acordou as mais variadas declarações, desde um apoio rotundo até o mais encarnizado rejeição. Este último protagonizado por grupos de exilados cubanos em Miami, mas em sentido geral a diáspora cubana deu um apoio ao concerto. O povo cubano, por sua vez, só teve em sua mente assistir a um concerto histórico a ver a artistas extrajeros que em sua vida tinham visto e pensavam não poder ver nunca.

Diferentes músicos que chegaram do estrangeiro fizeram declarações à imprensa nacional e internacional, entre elas, Olga Tañón quem pediu que a gente assistisse vestida de alvo, algo que foi levado a cabo por todos os músicos e a maioria dos assistentes.

Nenhum artista cobrou por sua actuação e o concerto foi principalmente financiado pelo próprio Juanes, enquanto o estado cubano brindou alojamento e segurança.

Crónica

O mundo uniu-se em procura de paz.

A Praça da Revolução de Havana constituía um hervidero de pessoas desde fazia mais de três horas dantes de começar o concerto, a aglomeración e as altísimas temperaturas que brindava um sol intenso, provocaram numerosos desmayos inclusive dantes de começado o concerto.

Às duas da tarde, abriu o concerto com a saída em cena de todos os artistas participantes no evento, com excepção de Silvio Rodríguez, todos portavam roupa branca e muitos sombreros pelo sol. Olga Tañón, encabeço a apresentação apontando em seu discurso inaugural: “Juntos estamos a fazer história aqui na praça da Revolução, onde o papa Juan Pablo II fez sua missa. Todos os artistas e trabalhadores, todos, cubanos e latinoamericanos nos reunimos com o único propósito da Paz, juntos cantar-lhe-emos à Paz”, depois de uma entoada ovação do público se girou para onde estava Juanes e lhe gritou em inglês: “It's time to change” (É tempo de mudar), e depois agregou: “Um saúdo aos exilados cubanos que nos apoiaram tanto. Damos-lhes um abraço de parte de Cuba”.

Cuba é uma das nações que sofre o desmembramiento de suas famílias de uma maneira muito dolorosa. As partidas, o exílio, as ausências, o não poder se reunir com quem se foram, são feridas que a atravessa

O concerto propriamente começou com alunos da Escola Nacional de Arte que dançaram ao ritmo de percussão de seus corpos. Posteriormente saiu a cena Olga Tañón com uma aclamación que rozaba a histeria colectiva.

Olga Tañón é ganhadora de cinco Grammys Latinos e destaca-se por sua forte personalidade caribeña à hora de parar sobre o palco. “Viemos aqui para pôr alegre a alma e o coração e para que se saiba que há gente que se lembra do povo de Cuba”. Depois de terminar seu vulcânico espectáculo que ‘pôs a gozar à participação’, saudou “a ti que me despediste no aeroporto, um beijo grande de parte de teu papai que não te besa faz mais de vinte anos”.

A Tañón despediu-se do público dizendo: “É a primeira vez que se faz um concerto como este em Cuba, que se abre a porta para todos sem diferenças”. Sem dúvidas, a cada um dos participantes, como o público em general, sabia que aquele era um momento histórico.

Depois seguiu o excelente músico cubano X Alfonso com o grupo Síntese, quem fazem uma fusão do rock com a música afrocubana. Foi de modo que escutou-lho cantar a canção “Revolution”. Imediatamente cantou em inglês e espanhol a canção ‘Black or White’, a mesma que cantasse o desaparecido Michael Jackson e Stevie Wonder.

Esta canção, realizada com alta qualidade musical e muito emotiva, esteve acompanhada por um coro de meninos. A canção foi misturada com ritmos brasileiros, o que lhe deu uma grande originalidad. X Alfonso foi merecedor, entre outros prêmios, do Prêmio Goya por sua participação em música para o filme Habana Blues.

Seguidamente seguiu-lhe o puertorriqueño Danny Rivera, muito conhecido e querido em Cuba. “Dedico minhas canções e este concerto a Cuba que amo tanto”, indicou, e entoou o bolero “Madrigal”. Ao finalizar disse: “Este é um povo que quer lutar pela Justiça, que queira ter Paz”, e seguidamente cantou uma canção muito popular em Cuba, de sua autoria.

Por Equador apresentou-se Juan Fernando Velasco quem comentou: “Tinha gente que não queria que viéssemos hoje, mas após isto a ninguém lhe ficam dúvidas de que tinha que vir pelo povo cubano”.

Amaury Pérez Vidal cantou duas canções muito conhecidas de sua autoria e declarou: “Muito obrigado Cuba por receber a nossos convidados”. Em seguida deu passo ao espanhol Víctor Manuel quem disse: “Estou feliz de estar aqui em Cuba, fazia muitos anos que não vinha”, e dantes de entoar a outra canção recordou que a memória histórica. Por fim cantou a esperada canção “Só penso em ti”, que trata sobre o amor de dois discapacitados, de quem contou que ambos, na actualidade, têm sessenta anos e três filhos na Universidade.

Depois fez seu aparecimento Miguel Bosé, um dos copatrocinadores do evento, quem cantou “Amar-te-ei”. Depois declarou: “Hoje estamos todos aqui cumprindo um sonho da concordia, da união e o diálogo. La Paz é o mais poderoso”. Depois fez referência a uma batalha de uma das tantas guerras levadas a cabo pelo ser humano; esta canção trata de uma carta que um soldado escreve a seus pais.

Miguel Bosé cantou também junto ao esperado cantautor cubano Carlos Varela a canção “Muro”.

O italiano Jovanotti conquistou ao público cantando e dançando seu ‘funky italiano’. Assinalou que “em 1995 estive a cantar nas escalinatas da Universidade, por isso agora vou cantar uma canção inspirada nesse momento que se chama “O ombligo de mundo”, dedicado a Cuba. Também foi ovacionado freneticamente.

De Venezuela Cucú Diamante e Yerba Boa -criada em 2000 nos Estados Unidos por um venezuelano e um cubano-. Cucú Duamante é uma cantora cubana, mas que não vive na Ilha. Diamante é Parragueña e declarou por microfone: “O mundo tem-se que abrir a este país”.

Depois chegaram os músicos de Orishas quem arrasaram em seu espectáculo. De grande prestígio em outros países e populares no seu, fizeram dançar e cantar a toda a praça. “Que todos os orishas estejam com toda minha gente esta noite. Que se senta Cuba”, gritou Yotuel ao auditório que aplaudiu a rabiar.

O grande esperado da tarde foi o promotor do evento, o cantautor colombiano Juanes, quem começou com a canção “A Deus peço-lhe”, e depois, ao olhar para a multidão, emocionado indicou: “Não posso crer o que meus olhos estão a ver. Este é o sonho mais formoso de Paz que tenho podido experimentar após meus filhos. Ao final, rapazs, todos somos irmãos”. Sempre se referiu ao público de maneira familiar, os chamando “rapazs”. Quase ao fechamento de sua actuação manifestou: “A paz é importante e a música deve viajar como o ar e deve chegar a todos os lugares, não importa como pensemos nem que religião tenhamos, ao final, rapazs, todos somos iguais”.

Depois Juanes contou que “não faz mais de quinze dias pude ver por TV imagens de meus irmãos colombianos que foram sequestrados. Por isso dedico esta canção a todos eles, a todos os que estão presos injustamente”. Finalmente terminou cantando com sua esperada “Camisa negra”, que provocou outra ovação no público.

No meio da actuação de Juanes, seu amigo Miguel Bosé fez-se presente ao palco para dizer que se tinham superado a quantidade de assistentes e que ascendia a 1.150.000 pessoas, o que provocou, além de aplausos e ovações, que Juanes dissesse: “Viemos a Cuba por amor. Todos os jovens da região, vocês, os de Miami , espero que possamos entender que devemos mudar o ódio pelo amor. Apesar que cá todos pensamos diferentes, todos somos iguais”.

A seguir fez-se presente Silvio Rodríguez, sobrio em seu dizer, de sombrero e anteojos. Cantou duas canções “Escaramujo” e “Oxalá”, que foi muito aplaudida. “Obrigado Cuba. Viva o povo cubano”, disse ao despedir-se.

Seguidamente fez sua entrada o espanhol Luis Eduardo Aute, assinalou que esta Ilha é já “minha Cuba” e que “este concerto é absolutamente histórico. Terá um dantes e um após ele”. Entoou a nostálgica “Sem teu batido”, e depois, de maneta irónica assinalou que “estreio uma canção que acabei de escrever faz cinco ou seis horas”… e deu passo à conocidísima “Rosas no mar”. Finalmente cantou a bela canção “À alva”.

Por trás dele fez sua entrada o estimado e talentoso Carlos Varela quem de maneira metafórica, apareceu no palco todo vestido de negro e ironizando com a canção de Juanes, ao luzir uma remera que dizia com letras grandes brancas: “tenho uma camisa BRANCA”.

Para fechar o show deixou-se à orquestra Vão Vão, cujo director é o músico cubano Juan Formell – Premeio Nacional de Música 2008 e várias vezes nominados ao Grammy Latino –. Fizeram um popurrí por diferentes canções que fizeram época.

Juanes mencionou a todos os países latinoamericanos enquanto a gente os vitoreaba. E para concluir, juntos cantaram a canção do recordado Compay Segundo, “Chan Chan”.

Juanes, emocionado, tanto como Bosé e Tañón –a quem lhes eram visíveis suas lágrimas- disse: “Que se comecem a romper as fronteiras de lado a lado”, e gritou: “Por uma sozinha família cubana!”.

Citas

"Não posso crer o que meus olhos estão a ver. Este é o sonho mais formoso de paz e de amor que tenho podido experimentar após meus filhos. Este é o amor verdadeiro e celebro profundamente poder estar aqui com vocês"
Juanes
"O futuro está em suas mãos, vamos mudá-lo para bem"
Juanes
"Estamos cá para dizer que a paz é importante"
Juanes
"Ao final todos somos iguais"
Juanes
"Este é é o amor verdadeiro e celebro estar aqui acima de qualquer diferença"
Juanes
"Quero-te cuba, para hoje e para sempre, obrigado, gacias por teu cariño e teu amor"
Juanes
"Que não tenha mais fronteiras no mundo, que se comecem a romper as barreiras que nos separam!"
Olga Tañón


Repercussão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por sua vez, disse que não acha que o recital organizado em Havana vá prejudicar as relações de seu país com Cuba. Ademais também disse: "Tenho entendido que é um músico fabuloso. O dará um concerto muito bom", disse Obama durante uma entrevista com a corrente Univisión.[10]

Veja-se também

Referências

  1. «Marco Paz sem fronteiras" convocou 1.150.000 pessoas». eltiempo.com.ec (20-09-2009). Consultado o 26 de setembro de 2009.
  2. «Juanes canta pela paz ante mais de um milhão de pessoas em um histórico concerto». yahoo notícias (21-09-2009). Consultado o 26 de setembro de 2009.
  3. «Juanes canta em um histórico concerto». abc.é. Consultado o 26 de setembro de 2009.
  4. «Juanes canta em Havana». heraldo.é. Consultado o 26 de setembro de 2009.
  5. «O de Havana o terceiro concerto mais multitudinario do mundo, anuncia Bosé». cubadebate.cu (21-09-2009). Consultado o 20 de dezembro de 2009.
  6. Rafael Lamus (23-09-2009). «Marco Paz Sem Fronteiras em Cuba, bate record de assistência». cmi.com. Consultado o 20 de dezembro de 2009. «Paz sem fronteiras 2, o terceiro concerto com maior assistência na história.»
  7. «Em preparação livro sobre marco Paz sem fronteiras em Havana». dcuba.net (17-11-2009). Consultado o 20 de dezembro de 2009.
  8. Asdrubal Guerra (21-09-2009). «Começou planeación da próximo Paz sem fronteiras entre México e Estados Unidos». wradio.com.co. Consultado o 20 de dezembro de 2009.
  9. «Cuba Democracia Já agora apoia a Juanes». xornal.com (29-09-2009). Consultado o 20 de dezembro de 2009. «A plataforma cubana se retracta após o concerto.»
  10. Barack Obama em uma entrevista: "Tenho entendido que é um músico fabuloso

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/n/d/Andorra.html"
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