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Pedro Laín Entralgo

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Pedro Laín Entralgo, (Urrea de Gaén, província de Teruel, 1908 - Madri, 2001). Médico e escritor espanhol. Cultivou fundamentalmente a história e a antropologia médicas.

Conteúdo

Biografia

Estudou na Universidade de Valencia, onde obteve, depois de um exame, uma praça de colegial-becario no então Colégio do Beato Juan de Ribera de Burjassot, hoje Colégio Maior San Juan de Ribera.

Junto a Dionisio Ridruejo, fundou a Revista Escorial em 1941. Esta revista encarnou o espírito mais liberal dentro de Falange. Pretendia-se recuperar "o que fosse recuperable" do mundo intelectual anterior à Guerra Civil para acabar com o páramo cultural em que se estava a converter a Espanha de posguerra. Doutor em Medicina e licenciado em Ciências Químicas, ocupou a cátedra de História da Medicina da Universidade Complutense de Madri, da que foi reitor, durante o tempo em que Ruiz-Giménez foi ministro de Educação, demitindo de seu cargo depois dos acontecimentos de 1956.

Foi membro da Real Academia Espanhola, da que foi director, da Real Academia Nacional de Medicina e da Real Academia da História.

Em 1991 recebeu o V Prêmio Internacional Menéndez Pelayo.

Obra

Fruto de sua amizade com Gerardo Salvador Merino é a obra titulada Os valores do Nacionalsindicalismo baseada na conferência pronunciada no ano 1941 no Congresso Sindical.[1] Sua obra é muito variada e extensa, tendo tratado os temas de História da Medicina, a Relação médico e doente... No ano 1949 atingiu grande notoriedad seu livro Espanha como problema, em polémica com Espanha sem problema de Rafael Calvo Serer, dentro do chamado debate sobre o Ser de Espanha.

Em seus últimos anos publicou vários livros sobre antropologia filosófica nos que analisou com rigor e actualidade a natureza profunda do ser humano. Algumas destas obras são Alma, corpo, pessoa" e "Que é o homem?". Exerceram profunda influência em seu pensamento Ortega e Gasset e Zubiri.

Em seus estudos antropológicos tomada como ponto de partida, por um lado, suas crenças cristãs, que, de forma muito concisa resume nos seguintes pontos: Deus criou ao homem a sua imagem e semelhança; o homem inteiro pervive depois da morte; durante sua vida terrena, ao homem é-lhe possível comunicar-se com Deus. Por outra parte, considera necessário ter em conta as últimas contribuições da ciência, tanto no terreno da evolução, como no da neurología, entre outros. Desde esta orientação, realiza uma crítica do conceito de alma desde Platón até nossos dias. Para isso se apoia na cosmología de Xavier Zubiri, sobretudo, na exposição dos níveis estruturais que o universo em seu esencia dinâmica tem produzido, apresentada na obra Estrutura dinâmica da realidade.

Seu dilatado e notável bagaje intelectual não é óbice para que observe com discreción os limites do conhecimento humano. Neste sentido, afirma que as questões sobre as que cabe ter um conhecimento verdadeiro não poderão ser mais que questões penúltimas; sobre as questões últimas só será possível ter um conhecimento incerto, provável.

Durante anos escreveu a crítica teatral da revista Gaceta Ilustrada, actividade que lhe levou a escrever teatro também.

Obras publicadas

Biografia

Enlaces externos

Referências

Modelo:ORDENAR:Lain Entralgo, Pedro

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