Pedro Morán foi um dos mancebos da terra que acompanharam a Juan de Garay na segunda fundação de Buenos Aires, se constituindo em um dos primeiros vizinhos da cidade.
Nasceu na recentemente fundada cidade da Assunção, hoje capital da República do Paraguai, ao redor de 1545. Seu pai foi Pedro González Morán, quem nasceu em Extremadura , Espanha, e vinho a América na expedição do primeiro adiantado do Rio da Prata, dom Pedro de Mendoza. Sua mãe foi Alfonsa de Ovando, nascida na Assunção. O capitão Morán foi encomendero nessa cidade e se enroló nas hostes de Juan de Garay na expedição fundadora da cidade de Buenos Aires. No entanto, ainda sendo primeiro vizinho não recebeu encomenda de índios na nova cidade, pois a abandonou em 1582, possivelmente desagradado com Garay pela severa repressão dos mancebos da terra na cidade de Santa Fé. Em mudou sim recebeu graça de terras, correspondendo-lhe a sorte de chacra com em frente ao rio da Prata e uma légua de fundo localizada precisamente onde hoje se encontra a Quinta Presidencial de Oliveiras, residência do presidente da República Argentina.
Se radico em Córdoba do Tucumán, e com o tempo retornou à Cidade da Trinidad, tal o nome original com o que por então se conhecia a Buenos Aires, na que exerceu como prefeito no cabildo da cidade.
Contraiu casal com María Cristal, com quem deixou descendencia na cidade. Alguns de seus netos se radicaron, em mudança, na Cidade de Mendoza, em Chile e no Peru. Seu filho Felipe, segundo encomendero, casou-se com Isabel Gómez, filha de Juan Domínguez Palermo, de quem leva o nome Palermo, um dos bairros característicos da cidade de Buenos Aires.
Faleceu em Buenos Aires em 1628. Uma rua da cidade leva seu nome.[1]