| Pedro Páramo | |
|---|---|
| Autor | Juan Rulfo |
| Género | Novela |
| Idioma | Espanhol |
| Editorial | Fundo de Cultura Económica |
| País | |
| Formato | Impresso |
| ISBN | ISBN 968-16-4950-8 |
Pedro Páramo é o título da única e curta novela do escritor mexicano Juan Rulfo, originalmente publicada em 1955 . Em mal 23 edições e reimpresiones, a novela tinha vendido 1.143.000 cópias em Ou.S.A. até novembro de 1997. Enquanto outras edições em sua terra natal México, bem como de outros paises de fala hispana, têm vendido inúmeras cópias adicionais. É o segundo livro de Rulfo após "O Plano em Lumes" que fosse uma recopilación de contos que apareceram inicialmente insertos em diários de México. "Pedro Páramo" tem tido uma grande influência no desenvolvimento do realismo mágico e está contada em uma mistura de primeira e terceira pessoas. A novela de Rulfo tem sido considerada como uma das cimeiras da literatura em língua castelhana por Carlos Fontes. Gabriel García Márquez disse que nenhuma leitura o tinha feito sentir desse modo desde que leu "A Metamorfosis" de Franz Kafka. Jorge Luis Borges chegou a dizer que Pedro Páramo é uma das melhores novelas da Literatura Universal.
A novela tem tido traduções a inúmeros idiomas bem como tem recebido numerosas adaptações ao cinema. A última e mas prominente dirigida por Mateo Gil e interpretada por Gael Garcia Bernal.
Conteúdo |
A novela inicia-se com o relato em primeira pessoa de Juan Precioso, quem prometeu-lhe a sua mãe em seu leito de morte, que regressaria a Comala para reclamar a seu pai, Pedro Páramo, o que lhes pertence. Precioso, cujo nome não conhecemos até avançada a novela, sugere que não tinha intenções de cumprir esta promessa até que começa a ter visões subjetivas de Comala e de Pedro Páramo que finalmente o levam a começar sua viagem. Sua narração está fragmentada e vê-se misturada com diálogos de seu recentemente difunta mãe, Dores Precioso. Também se vê interrompida e substituída por uma linha narrativa em primeira pessoa que aparentemente é de Pedro Páramo.
Precioso encontra-se com várias pessoas em Comala, a quem, em determinado momento começa a perceber como morridas. Ao acabar o primeiro terço da novela, a narração de Precioso detém-se e começa o monólogo interior de Pedro Páramo como narrador omnisciente. A maioria das personagens na narração de Juan Precioso (Dores Precioso, Eduviges Dyada, Abundio Martínez, Susana San Juan e Damiana Cisneros) estão presentes nessa narração omnisciente, mas com perfil muito menos subjetivo. As duas narrativas maiores que competem, dão versões descritivas diferentes de Comala. No entanto é a narração omnisciente a que descreve a Pedro Páramo e dá detalhes de sua vida, desde sua idealización juvenil de Susana San Juan, sua encumbramiento, seus abusos tiránicos, sua condição de mujeriego, até sua morte. Ainda que a condição marcante de sua personalidade é a crueldade, Pedro Páramo é também mostrado como sendo um pai que adorava a seu filho nascido fora de seu casal, Miguel Páramo, mas igual criado por ele em seu lar, também como um astuto chefe que sabe como manejar a seus mercenários que de outro modo tivessem arrasado Comala.
Enquanto a linha descritiva de Juan Precioso apresenta-se de forma mais ou menos linear, a de Pedro Páramo apresenta-se em desordem e inserida por fragmentos na daquele.
A novela, é nada menos que magnífica. Ao igual que "Rayuela" de Julio Cortázar, na área da Literatura e ao igual que "As Meninas" de Velázquez na área da pintura, todas em verdadeiro sentido requerem do envolvimento do leitor/contemplador em sua interpretação. Ocorre que Rulfo parece ter escrito, digamos, dois contos centrais: A narração de Juan Precioso e A narração de Pedro Páramo. Depois parece ter escrito outros contos menores que desenvolviam determinados bilhetes desses dois contos centrais: A relação de Juan Apreciado com sua mãe. A relação de Pedro Páramo com Susana San Juan. A relação de Pedro Páramo com seus homens em armas. A relação de Pedro Páramo com Juan Precioso, etc. Depois parece ter cortado os contos menores em trozos relativamente pequenos e tê-los intercalado em lugares muito específicos dos contos centrais. Seu especificidad radica em que a pouco de fazer sua entrada em um dos contos centrais, lhe fazem notar ao leitor que vai avançando em um entender que não corresponde. Como o faz? Começa um novo parágrafo mudando o género ou número das personagens descritas em parágrafos anteriores. Isso faz que o leitor se detenha e comece a procurar "para atrás" no lido, para saber quando começou o racconto. Alguns o percebem, outros não. Entre os que o percebem, uns consideram que os raccontos começam em um verdadeiro lugar e outros em outro. Assim uma mesma curta novela se converte em uma obra de arte universal: Com milhares de significados diferentes para os diferentes leitores e brilhante para todos. Assim há na novela uma mistura e entrelazado apasionantes das vozes e as lembranças das diferentes personagens presentes e passados.
A obra de Rulfo está considerada como um dos expoentes mais significativos e influentes do chamado "Realismo mágico".
Outro dos aspectos que contribui a aumentar a fama de Pedro Páramo é o estilo do autor, sensorial e metafórico, plagado de imagens poéticas. A interioridad do autor vê-se refletida pela complexidade dos argumentos das personagens, o qual deriva em uma connotación erótica.
Estamos, sem dúvida, ante uma das obras mestres não só da literatura latinoamericana senão universal. Sua influência tem marcado a todas as gerações ulteriores a sua publicação. Pedro Páramo é, muito provavelmente, a obra mais importante da literatura mexicana.