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Pelvis

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Pelvis
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Pelvis óssea masculina, vista frontal. Predomina a dimensão vertical.
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Pelvis óssea feminina, vista frontal. Predomina a dimensão transversal.
Gray tema #57 236


A pelvis (pelvis PNA) é a região anatómica mais inferior do tronco. Sendo uma cavidade, a pelvis é um embudo ósteomuscular que se estreita para abaixo, limitado pelo osso sacro, o cóccix,os iliacos e os coxales (que formam a cintura pélvica) e os músculos da parede abdominal inferior e do perineo.

Genericamente, o termo pelvis usa-se incorrectamente para denominar à cintura pelviana ou pélvica mesma. Mais adiante afunda-se em isto.

Topográficamente, a pelvis divide-se em duas regiões: a pelvis maior ou (também se lhe pode chamar pelvis Falsa) e a pelvis menor ou (pelvis Verdadeira) . A pelvis maior, com suas paredes alargadas é solidaria para adiante com a região abdominal inferior, as fosas ilíacas e hipogastrio. Contém parte das vísceras abdominales. A pelvis menor, a parte mais estreita do embudo, contém a vejiga urinaria, os órgãos genitais, e parte terminal do cano digestivo (recto e ânus).

Conteúdo

Classificação

Desde o ponto de vista clínico, de especial importância em obstetrícia, a pelvis pode ser classificada em vários tipos, segundo sua forma:

Classificação de Caldwell e Moloy

Pelvis ginecoide (50%).

É a pelvis mais favorável para o parto natural.

Pelvis androide.

É forma-a característica da pelvis masculina e quando se encontra em mulheres, é mais comum ver na raça branca. Os diâmetros da pelvis androide caracterizam-se por ter um diámtero transversal encurtado pela convergência das paredes da pelvis, bem como um diámtero anteroposterior encurtado pela inclinação para adiante do osso sacro. Este tipo de pelvis não é nada favorável para um parto natural

Pelvis antropoide.

Tem a forma da pelvis ginecoide rotacionada 90 graus, isto é um óvalo ou elipse antero-posterior, comum em mulheres de raça negra.

Pelvis platipeloide (3%).
Ferbis.

É um osso que se situa entre o coxis e a entrepierna, que também tem contacto com o osso pelvis.

Pélvis óssea

Os ossos ilíacos (coxales), o sacro e o cóccix articulados entre sim formam a pelvis óssea, em referência à estrutura óssea da pelvis. Pelo contrário, cintura pelviana ou pélvica implica uma referência morfofisiológica à parte da pelvis que participa na articulação do membro inferior, isto é os coxales. A este respecto convém recordar que a cintura pelviana tem seu homólogo no membro superior: a cintura escapular.

Este conjunto ósseo cumpre várias funções: dá suporte mecânico e protecção aos órgãos pélvicos e do baixo ventre; articula os membros inferiores à porção inferior do tronco; permite a biodinámica da bipedestación; etc.

Na pélvis óssea podem-se descrever duas superfícies e duas aberturas:

superfície exterior
superfície interior

A cavidade que limita a superfície interior está dividida em duas partes por um relevo quase circular chamado estreito superior: uma parte superior ou pelvis maior e uma parte inferior ou pelvis menor ou excavación pélvica (cavum pelvis).[2]

Articulações da pelvis óssea

Variações da pelvis óssea segundo o sexo

Na mulher:

Conteúdo da pelvis

A pelvis pode ser dividida em duas porções, uma superior e outra inferior, ao traçar uma linha oblíqua e curveada denominada linha iliopectínea. A parte superior dessa linha denomina-se pelvis maior ou pelvis falsa e a porção inferior à linha illiopectínea conhece-se-lhe como pelvis menor ou pelvis verdadeira.[3]

Pelvis maior.

A cavidade da pelvis falsa situa-se acima da linha terminal e, portanto, da pelvis menor ou pelvis verdadeira. Contém as vísceras intestinales não contidas na pelvis menor e, na gravidez, ao útero grávido. Não tem importância em obstetrícia, ainda que tem certa aplicação em cirurgia pelviana. Seus limites:

Pelvis menor.

A cavidade da pelvis verdadeira vai desde a sínfisis púbica, rodeando a superfície interna do ilion por uma linha imaginaria, chamada linha arcuata, arqueada ou innominada,[4] até o promontório do osso sacro. Dentro desta cavidade situam-se parte do colon, o recto na parte posterior da pelvis, a vejiga na parte anterior justo por trás da sínfisis púbica e, na pelvis feminina não-operada, a vagina e o útero que se situam entre o recto e a vejiga.

A pelvis verdadeira é uma espécie de cilindro irregular com uma leve concavidad anterior. Neste espaço estudam-se vários estreitos ou orifícios, um primeiramente ou superior, um de saída ou inferior e, entre os dois, a excavación pelviana. Na excavación pelviana é de importância os pontos em que as dimensões do diâmetro são menores, conhecido como estreito médio.

Estreito superior

É o orifício primeiramente à pelvis desde o abdomen e delimitada por:

Diâmetro antero-posterior.

São três, todos começando desde o promontório do osso sacro e terminam em pontos diferentes da sínfisis púbica.

- Diâmetro suprapúbico ou conjugado verdadeiro, termina na borda superior da sínfisis púbica e é o primeiro diâmetro que a pelvis lhe oferece ao feto durante o parto. O valor mínimo normal deste diâmetro na pelvis feminina é de 11 cm.
- Diâmetro retropúbico ou conjugado obstétrico, termina em uma eminencia—telefonema cúlmen retropubiana—situada na união do 1/3 superior com os 2/3 inferiores da sínfisis púbica. É o diâmetro de menor longitude do estreito superior, mede 10.5 cm.
- Diâmetro subpúbico ou conjugado diagonal, termina na borda inferior da sínfisis púbica e mede na pelvis feminina 12 cm normalmente.
Diâmetro transversal.

Atravessa a pelvis de um lado ao outro desde a linha nominada de um lado até o ponto oposto do outro lado, em um ponto intermediário entre a sincondrosis sacroilíaca e a eminencia ileopectínea. Sua longitude na pelvis feminina é de 13 cm.

Diâmetro oblíquo.

Estende-se desde a articulação sacroilíaca de um lado até a eminencia ileopectínea do lado oposto e mede, na pelvis feminina, uns 13 cm.

Estreito médio

É um orifício imaginario que ocupa a excavación pélvica de grande importância em obstetrícia, pois em isto ponto, a pelvis feminina costuma apresentar uma marcada redução de diâmetros. Os pontos de referência e os limites são:

Diâmetro anteroposterior.

Começa no culmen retropubiano (1 cm. por embaixo da sínfisis pubiana) até o promontório e mede, na pelvis feminina, 10,5 cm. é um diâmetro importante porque dele depende que o feto possa encaixar, isto é, se introduzir na excavación.

Diâmetro transversal.

É um dos diâmetros e pontos de referência obstétricos de maior importância, chamado diâmetro biciático ou biespinoso, porque vai de uma espinha ciática à do lado oposto. Sua longitude na pelvis feminina é de 10.5 cm.

Estreito inferior

O estreito mais inferior da cavidade pélvica tem forma romboidal como os pontos de referência laterais—as tuberosidades isquiáticas—estão a uma maior altura que o plano anteroposterior, formando assim, dois triângulos imaginarios, um anterior e outro posterior. Os limites do estreito inferior são:

Diâmetros anteroposteriores.

subsacrosubpubiano: estende-se desde a articulacion sacrocoxigea até a borda inferior do pubis e mede 11 cm. subcóccixsubpubiano: estende-se desde o extremo inferior do cóccix até a borda inferior do pubis e mede 9 cm. Com a retronutación do cóccix, que se produz unicamente na defecación e no parto, pode chegar a medir 11 cm.


Diâmetro transversal.

Chamado também biisquiático ou bituberoso, porque se estende desde a parte inferior e interna de uma tuberosidad isquiática até a homóloga do lado oposto. Sua longitude na pelvis feminina é de 10.5 cm.

Veja-se também

Referências

  1. Ver imagem do diâmetro inter-tuberoso Family Practice Notebook. Último acesso 9 de janeiro, 2008.
  2. Universidade Nacional de Córdoba, Faculdade de Ciências Médicas. Pelvis Macia e Pelvis Osea. Último acesso 7 de janeiro, 2007.
  3. Instituto Químico Biológico. «Dicionário Ilustrado de Termos Médicos: Linha iliopectínea.» (em espanhol). Consultado o 7 de janeiro de 2008. «Linha iliopectínea: linha que limita o estreito superior da pelvis.»
  4. Kirschner, Celeste G. (2005). Netter's Atlas Of Human Anatomy For CPT Coding, Chicago: American medical association, pp. 274. ISBN 1-57947-669-4.
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