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Pesimismo

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"Está médio vazio ou médio cheio?" é uma pergunta que costuma se fazer para designar se uma pessoa possui atitude pessimista ou optimista.

Pesimismo (do latín pessimum, "o pior"), doutrina filosófica que sustenta (investindo a tese leibniziana) que vivemos no pior dos mundos possíveis. Desde o ponto de vista psicológico, constitui um dos rasgos ou sintomas mais assinalados da doença conhecida como depressão.

Conteúdo

Origem do termo

Atribui-se ao poeta Coleridge (1772-1834) a criação do termo, como postura oposta ao conceito filosófico de optimismo fraguado por Leibniz.

Filosofia

Dentro do contexto do pensamento ocidental, esta ideia surge no Diálogo de um desesperado com sua alma ou Disputa entre um homem e seu Ba da Literatura do Antigo Egipto (século XXI a. C.), cujos ecos reaparecem no posterior Livro de Job, e, depois, no chamado "pesimismo grego" ou com a doutrina do filósofo cirenaico Hegesias. Já Plutarco refere, a tomando de Aristóteles , a famosa lenda do Sileno, quem declara:

Uma vida vivida no desconocimiento dos próprios males é a menos penosa. É impossível para os homens que lhes suceda a melhor das coisas, nem que possam compartilhar a natureza do que é melhor. Por isto é o melhor, para todos os homens e mulheres, não nascer; e o segundo após isto —a primeira coisa que podem conseguir os homens— é, uma vez nascidos, morrer tão rápido como se possa. (Consolatio ad Apollonium, 27, 115B-C)

Com tudo, a fundamentación mais ou menos sistémica do pesimismo tem lugar com os filósofos do irracionalismo do século XIX, tais como Schopenhauer, Mainländer, Eduard von Hartmann, Julius August Bahnsen e Søren Kierkegaard, e alguns grandes poetas o assumiram, como Thomas Hardy e, dantes que ele, Giacomo Leopardi. Leste formulou sua teoria mais fechada em seu Diálogo entre Tristán e um amigo:

O género humano não crerá nunca não saber nada, não ser nada, não poder chegar a atingir nada. Nenhum filósofo que ensinasse uma destas três coisas faria fortuna nem formaria seita, especialmente entre o povo, porque, fora de que todas estas três coisas são pouco a propósito para quem queira viver, as duas primeiras ofendem a soberbia dos homens e a terça, ainda que após as outras, requer coragem e fortaleza de ânimo para ser crida.[1]

Já no século XX, se enrolan também nesta corrente de pensamento os existencialistas Martin Heidegger e Jean-Paul Sartre, e Émile Michel Cioran.

É possível referir-se também a verdadeira profundidade pessimista inherente às religiões (particularmente o budismo), ainda que todas tendem, em maior ou menor medida, a garantir algum tipo de redenção. Para o cristianismo, por exemplo, a esperança é uma das chamadas virtudes teologales.

O pesimismo adere, de acordo com o espírito de certas exégesis bíblicas, à noção de que este mundo é a morada do mau. Daí que este conceito se relacione, bastante frequentemente, com doutrinas tais como o escepticismo, o nihilismo, o maniqueísmo, o ascetismo e inclusive o misticismo, entre outras.

Psicologia

Por outra parte, desde um ponto de vista psicológico-moral, é uma disposição anímica ou um estado de ânimo em virtude dos quais o sujeito percebe sub ratione mali (baixo a razão de mau) todos os fenómenos que lhe rodeiam. Dentro da Psicologia pura e mais em concreto da Psiquiatría, o pesimismo é uma das manifestações ou sintomas mais habituais da doença da depressão exógena ou endógena ou da distimia.

Notas

  1. "Il gere umano non crederà mai né dei non saper nulla, né dei non essere nulla, né dei non aver nulla a sperare. Nessun filosofo che insegnasse l'uma dei queste tre costura, avrebbe fortuna ne farebbe setta, specialmente nel popolo: perché, oltre che tutte tre sono pouco a proposito dei chi vuol vivere, lhe due prime offendono a superbia degli uomini, a terza, anzi ancora lhe altre due, vogliono coraggio e fortezza d'animo a essere credute", Giacomo Leopardi, Diálogo entre Tristán e um amigo

Fontes

Enlaces externos

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