Em Belas Artes, a pintura artística é a arte da representação gráfica utilizando pigmentos misturados com outras substâncias orgânicas ou sintéticas. Nesta arte empregam-se técnicas de pintura e conhecimentos de teoria da cor.
Conteúdo |
Para além de toda a especulação ou tendência nas artes visuais, a pintura artística, diferencia-se de qualquer outro tipo de pintura, em que sua prática não corresponde necessariamente a uma demanda, senão à busca pessoal de uma mensagem visual, que trascienda ao material usado em si, emergindo por trás das formas e as cores e suas tonalidades, um conteúdo que convide ao espectador a explorar um caminho que se percorre através das mãos do mesmo pintor. Sempre baseando nas técnicas elementares da pintura como o é a composição, o equilíbrio, ritmo, forma, cor e valor.
A pintura é a expressão de ideias, pensamentos e sentimentos no papel, madeira, paredes etc. Para isto o pintor precisa uma habilidade para pintar e ademais uma situação em que se base, isto é, um conflito, problema, ou situação na que este se encontre.
Estas técnicas baseadas em naturezas matemáticas têm sido perfeccionadas ao longo da história por todas as grandes civilizações conhecidas, e seus profundos conhecimentos têm sido sempre aplicados a consciência pela maioria dos grandes pintores que têm trascendido em suas obras.
A aplicação de muitas das técnicas requer de meios para plasmar a obra; estes podem variar e, geralmente, não ser limitados a uma sozinha ferramenta ou instrumento. Outras técnicas, por exemplo algumas empregadas no Expresionismo abstrato, não requerem que a pintura seja aplicada empregando um instrumento.
Pode-se utlizar de várias formas já seja com o mesmo corpo do artista[1] ou com o de seus modelos, mas neste ponto se converte Arte Accion.
Os pinceles, são um instrumento clássico e efectivo que o pintor emprega em seu trabalho. Os pinceles podem variar em tamanho, largura, e qualidade. Os materiais dos componentes dos pinceles e brochas podem ser orgânicos ou sintéticos.
As porcas destes, também chegam a ser feitas de diferentes materiais, diversas espessuras, longitudes e propriedades em seu acabamento. As porcas, requerem ser tratadas com cuidado para assim prolongar sua vida útil; isto inclui sua limpeza contínua. Uma forma eficaz de manter as porcas dos pinceles em bom estado, é tirar o excedente de pintura, limpá-los com disolvente (varsol) e lavá-los com jabón para retirar o disolvente, secar a humidade com uma franela e guardá-los horizontalmente ou com as porcas para acima.
É a cor apresentada em uma obra e pode ser de diferentes naturezas já sejam orgânicos e biodegradables, solubles em água, de base aceitosa, etc.
A acuarela é uma pintura sobre papel ou cartulina com cores diluidos em água. As cores utilizadas são transparentes (segundo a quantidade de água na mistura) e às vezes deixam ver o fundo do papel (alvo), que actua como outro verdadeiro tom. Compõe-se de pigmentos aglutinados com borracha arábiga ou mel. Em seus procedimentos emprega-se a pintura por capas transparentes, a fim de conseguir maior brillantez e soltura na composição que se está a realizar. No entanto existe a acuarela hiper realista que vai na contramão deste postulado e que utiliza barnices para não remover as primeiras capas e dar por sucessivas veladuras um claroscuro muito detalhado mas carente da translucidez da acuarela clássica.
A témpera ou gouache é um médio similar à acuarela, mas tem um "ónus" de talco industrial ou alvo de zinco. Este acrescentado adicional ao pigmento contribui-lhe à témpera o carácter opaco e não translúcido que o diferencia da acuarela, lhe permitindo aplicar tonalidades claras sobre uma escura, procedimento que na acuarela "clássica" se considera incorreto; a esse efeito na acuarela denomina-se-lhe "acuarela opaca" ou "morta". É a sua vez um médio muito eficaz para complementar desenhos e fazer efeitos de traço seco ou de empaste. A fórmula da témpera também incorpora borracha arábiga, mel e às vezes hiel de boi para contribuir mais fluidez ao percurso do pincel.
A pintura acrílica é uma classe de pintura de secado rápido, na que os pigmentos estão contidos em uma emulsión de um polímero acrílico (bicha vinílica, geralmente). Ainda que são solubles em água, uma vez secas são resistentes à mesma. Destaca especialmente pela rapidez do secado. Assim mesmo, ao secar modifica-se ligeiramente o tom, mais que no óleo. A pintura acrílica data da primeira metade do século XX, e foi desenvolvida paralelamente na Alemanha e Estados Unidos.
A técnica de pintura ao pastel consiste na utilização de umas barras de cores similares às tizas escolares mas que se diferenciam destas em que, em sua composição, levam uma alta proporção de pigmento que se aglutinam com bicha e em ocasiões yeso. Desta maneira conseguem-se cores luminosas, intensos e bem saturados.
É uma técnica dos telefonemas secos, já que a diferença da pintura ao óleo ou a acuarela, não se utiliza nenhum disolvente e se aplica directamente sobre a superfície de trabalho. Como suporte é comum utilizar papel de boa qualidade de bom gramaje de cor neutro não branco e de ligeira rugosidade, ainda que a técnica é o suficientemente versátil para que se possa usar sobre outras superfícies.
É uma técnica cómoda, geralmente rápida e que permite realizar correcções com grande facilidade, razão pela qual é escolhida por muitos artistas.
A pintura ao tempere consiste em uma emulsión de água, clara e yema de ovo e azeite. Convém primeiro fazer a mistura do ovo com o azeite até conseguir uma mistura homogénea, depois gradualmente agregar a água até criar a emulsión ou médium da técnica ao tempere. A proporção é de um ovo inteiro, mais uma parte igual de azeite, mais uma, duas ou três partes de água, dependendo da fluidez que se queira atingir. Também se pode agregar um pouco de barniz dammar que substitui a parte de azeite de linaza, com este procedimento se consegue maior firmeza ou agarre e um secado mais rápido, no entanto o acabamento é mais impermeable às novas veladuras. Em lugar da água pode-se empregar leite desnatada.
O médium mistura-se com o pigmento até criar uma sorte de massa similar à do óleo e trabalha-se da mesma forma quanto à sequência, com a vantagem de que se podem fazer veladuras notáveis e efeitos de cortes. Sua beleza radica em seu acabamento mate.
Seu fundo de aplicação pode ser a tabela, a tela ou o muro (desde que o muro este exento de humidade, se o muro filtra humidade produz exfoliaciones).
A pintura ao óleo é o técnica rei por excelencia,[cita requerida] seu pastosidad, seu carácter versátil de poder ser empregue em veladuras ou em empastes dão-lhe uma liberdade admirável,[cita requerida] já que seu secado é gradual podem-se fazer esfumados e misturas cromáticas sobre a mesma tela ou suporte.
O mais empregado em técnica de procedimento é o termino "graso sobre magro". As primeiras etapas devem ter mais cor que azeite pára que o excesso não danifique a estrutura da teia, e para evitar que estas primeiras capas gerem filtraciones sobre as últimas capas, dando um aspecto grasiento e perjudicial para a conservação posterior do quadro, já que nos excessos de azeite está o problema do amarilleo e o micro fisuras no processo do oxidación do azeite.
Os estilos de acabamento variam desde as veladuras de Rafael até o trabalho pastoso e violento de Monet ou Canogar. Sua grande flexibilidade tem permitido aos artistas combinar suas bondades com outras técnicas como base, tal é o caso do tempere e do acrílico, que aplicados na etapa primeira cumprem o princípio de graso sobre magro à perfección.
A pintura pode ser expressada sobre uma grande variedade de superfícies. Estas podem ter características diferentes, como são a textura e absorción. Também a superfície está intimamente vinculada ao acabamento e natureza expresiva, por exemplo: não tanto faz pintar uma acuarela sobre uma superfície de papel liso que sobre um papel rugoso, também não tanto faz pintar ao óleo sobre tela que ao fresco sobre um muro já que o primeiro é um médio pastoso e de avanço oleaginoso e o segundo é seco e translúcido. Agora bem, os meios também têm resultados diferenciables de acordo à superfície e de acordo aos agregados.
A escola mural francesa com seu máximo expoente Eugène Delacroix realizava seus murales com óleo e cera com a finalidade de dar o acabamento mate próprio do fresco, em mudança Rafael Sanzio em sua escola de Atenas empregou veladuras muito seguras e progressivas de menos a mas, conquanto o claro escuro é mais diáfano que o conseguido com óleo sua cor é mais luminosa ao estar exento de azeite.
Há outras formas de sacar proveito ao médio e à superfície, por exemplo, o muro preparado para o fresco é muito absorbente, para realizar transições suaves deve-se ter uma pronta e preludio na execução, ter as cores prontas e tomar o tempo primeiro (que é quando há mais humidade) para realizar os esmaecidos, no entanto, essa qualidade absorbente do muro pode se empregar para trabalhar com traços lenticulares e provocar uma vibração óptica muito similar à arte de Vão Gogh, um exemplo claro é a técnica de Teodoro Núñez Ureta no Ministério de Educação da cidade de Lima. Desta forma os limitantes da superfície podem-se converter em uma vantagem para dar mais expresividad à composição.
Também podemos falar das novas técnicas, dos suportes conglomerados e os novos médiums como os esmaltes, acrílicos e pinturas a base de resinas que podem ser aplicados em empastes que a maneira que avança a execução podem modificar a natureza da superfície, a isto se lhe chama fundo texturizado, e em sua função, se lhe pode considerar como uma superfície expresiva nascida no espaço-tempo do trabalho
mwl:Pintura