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Pintura ao óleo

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Para outros usos deste termo, veja-se óleo.
Giuseppe Arcimboldo. Outono. 1573. óleo sobre tela. Louvre, Paris.
Óleo sobre tela,2009 .Jaén, Espanha.

Em arte conhece-se como óleo aos azeites que se usam para combinar com outras substâncias e obter assim um produto idóneo para a pintura e como extensão, se foram chamando óleos à mesma pintura em si.

O uso do óleo conhece-se desde a modernidad e estava já estendido entre os artistas da Idade Média sobretudo combinando com a pintura ao tempere ou ao fresco. Com esta mistura retocaban as obras realizadas em yeso e conseguiam assim um secado mais rápido. Com o avanço e as investigações da alquimia foram-se inventando misturas favoráveis para os resultados da pintura. O azeite que mais se empregava era o de linaza que costumava se misturar com os pigmentos de minerales que são os que proporcionam o colorido, mas não era o único e a cada artista em sua oficina tinha sua própria fórmula que guardava muito em segredo. Muitos seguiram os conselhos e experiências escritos no Tratado do monge Teófilo que já se conhece e se menciona no ano 1100.

Usou-se em várias obras famosas como a de Fiorella e Agustin E.

Esta pintura obtida com a mistura de óleos oferecia muitas vantagens ao pintor, entre outras, o poder realizar sua obra lentamente e sem pressas de acabamento (o contrário do que ocorria na pintura ao tempere, ou ao fresco), o poder retocar a faz dia a dia, variar a composição, as cores, etc.

As bases sobre as que se aplica o óleo são diversas, sem que por isso varie seu aspecto. O que se varia é a técnica de preparação destas bases pois é muito diferente pintar sobre tela, tabela, fresco ou cobre. A partir do século XVII com a arte barroco os pintores elegeram como suporte favorito de suas pinturas ao óleo sobre tela, sendo este mais prático para a elaboração de grandes composições, que a tabela. De tal forma tomou importância o material empregado pelos artistas que se começou a empregar a palavra tela ou óleo em lugar de quadro para designar as obras pictóricas. Os primeiros grandes artistas de pintura ao óleo foram os flamencos.

A tradição sustenta que foram os irmãos Vão Eyck os que inventaram a pintura ao óleo. Esta afirmação, falsa, baseia-se em que, efectivamente foram eles, sobretudo Jan, os que explodiram as inumeráveis possibilidades desta técnica, infrautilizada até então.

Vão Eyck utilizava o óleo com grande precisão e os venecianos (Tiziano) ampliá-lo-ão aproveitando as possibilidades de textura da pintura com base de azeite. A perspectiva aérea desenvolve-a Leonardo de Vinci (a Gioconda). O flamenco Rubens, pintor barroco parte de uma base escura ou neutra. Estes pintores caracterizavam-se por ser directos em grau extremo (capas com grande vitalidad e mínimas correcções). Rembrandt criará o "grisaille"; este se converteu no método académico no século XVIII. No Romantismo há maior liberdade técnica. No impresionismo os pintores usam uma técnica mais directa. No expresionismo abstrato há uma tentativa de primar a expressão em lugar da correcção técnica, igual que os neoexpresionistas.

A equipa que usam estes artistas são pinceles (porca branca ou marta vermelha, também de cabelo sintético, e diferentes tamanhos), espátula, caballete e paleta. As técnicas fundamentais são, trabalhar por capas, ou ao vivo "alla Prima".

Conteúdo

Óleo sobre um muro

Em primeiro lugar, o artista dispunha-se a preparar a parede para receber a pintura (Imprimación). A técnica está descrita por Giorgio Vasari (1511-1574), arquitecto e pintor teórico da arte italiana em sua obra Lhe Vite:

Primeiro se satura a superfície do enlucido com várias capas de azeite cocido, até chegar no ponto em que a parede já não absorva mais. Quando está a superfície seca se aplica uma capa de alvo de chumbo, de azeite, de amarelo de chumbo e de arcilla refractaria. Dão-se as últimas capas com pó de mármol muito fino e cal, mais uma aplicação de azeite de lino. Para terminar, estende-se uma mão de peixe grega.

Óleo sobre tabela

Artigo principal: Tabela (pintura)

Esta técnica foi a utilizada preferencialmente pelos artistas da pintura flamenca. No entanto, grande número de pinturas italianas da primeira época renacentista estavam pintadas sobre tabela. Preparava-se a tabela com uma capa de carbonato de cal terroso (creta) branco e bicha animal(gesso). Dessa maneira a madeira resultava compacta e lisa, à espera da pintura.

É importante que a tabela que usar se encontre em óptimas condições e que preferencialmente seja nova.

Óleo por veladuras

O óleo trabalhado a base de veladuras é a técnica de pintar que mais se utilizou no Renacimiento. Também foi frequentemente utilizada por artistas posteriores. Rembrandt, por exemplo, finalizava seus quadros com numerosas veladuras de cor transparente sobre a base seca. A veladura consiste em capas muito delgadas de pintura, de forma que se transparente a capa inferior, assim a cor que veremos é o resultado da mistura da cor inferior mais o da veladura.

Para realizar uma veladura é necessário que a capa inferior esteja perfeitamente seca. Dita capa inferior pode ser de óleo ou de acrílico, mas nunca deve se fazer ao invés, isto é, não deve se pintar acrílico sobre óleo. Na antigüedad utilizava-se frequentemente uma base de tempere sobre a que, uma vez seca, se iam acrescentando as sucessivas veladuras de cor ao óleo. A transparência e profundidade conseguida assim dão uma qualidade inimitable às obras pintadas inteiramente seguindo essas técnicas.

Para emagrecer a pintura devem-se usar meios essencialmente naturais.

Curiosidades

Existia um pigmento chamado marrón de momia que se obtinha da descomposição das momias que se importar de maneira clandestina desde o século XII.

Os diferentes artistas tinham e têm seus truques para poder dar à pintura o aspecto de veladuras, imagens em profundidade, e detalhes microscópicos. A técnica para estes casos era ou é diluir mais ou menos a pintura em azeite de linaza misturado com esencia de trementina. Respeitando sempre o graso sobre magro. As capas inferiores se diluyen em esencia de trementina (capa magra já que a esencia de trementina é um disolvente). Se nas seguintes capas precisamos uma pintura mais fluída tem-se que diluir com medium (duas partes de esencia de trementina e uma de azeite de linaza), portanto nessa capa a pintura terá uma maior percentagem de gordura que a anterior.

A cor chamada rose dourei utilizado para os rostos obtinha-se com a urina das vacas índias previamente alimentadas com folhas de cabo. Pouco a pouco foi caindo em desuso.

O vermelho intenso fazia-se com ajuda de um insecto chamado cochinilla.

Na antigüedad a cor mais cara era o azul ultramar, obtido de uma pedra semi preciosa, o lapislázuli. Era a cor utilizada na pintura dos mantos da Virgen, e era frequente que sua quantidade, uso e extensão fosse objecto de especificações muito precisas nos contratos realizados entre os comitentes e o artista.

Os artistas venecianos de final do século XV foram os primeiros que utilizaram a tela livre montado sobre um armazón.

A teia atingiu seu máximo esplendor como suporte no século XIX com os impresionistas, quando se começou a estender a pintura ao ar livre e se fizeram necessários suportes mais ligeiros e fáceis de transportar.

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