A política, do grego πολιτικος (pronunciación figurada: politikós, «cidadão», «civil», «relativo ao ordenamento da cidade»), é a actividade humana que tende a governar ou dirigir a acção do Estado em benefício da sociedade. É o processo orientado ideológicamente para a tomada de decisões para a consecución dos objectivos de um grupo. A ciência política é uma ciência social que estuda dita conduta de uma forma académica utilizando técnicas de análise político; os profissionais nesta ciência adquirem o título de politólogos , enquanto quem desempenham actividades profissionais a cargo do Estado ou apresentam-se a eleições denominam-se políticos. O termo foi ámpliamente utilizado em Atenas a partir do século V dantes de Cristo, em especial graças à obra de Aristóteles titulada, precisamente, Política. O mesmo Aristóteles definia ao ser humano como um animal político. Também se define como política à comunicação dotada de um poder, relação de forças.
A política remonta-se ao Neolítico, onde se começou a organizar a sociedade hierarquicamente aparecendo assim o poder sobre os demais. Até aquela época o poder ocupava-o o mais forte ou sábio do grupo, mas já há constancia de povos centroeuropeos e procedentes do mediterráneo que estavam organizados em um sistema que em ocasiões era absolutista, e como no caso de algumas polis gregas (Atenas) ou a cultura fenicia praticavam a democracia parcial, ou estavam organizadas em assembleias.
O sistema político predominante era o absolutista, no que todo o poder era ocupado por uma sozinha pessoa. Este esquema político não mudou até o fim do Antigo Regime com a Revolução francesa na Europa e a constituição dos Estados Unidos.
Definições clássicas apontam a definir política como o "exercício do poder" em relação a um conflito de interesses. São famosas as definições fatalistas de Carl Schmitt da política como jogo ou dialéctica amigo-inimigo, que tem na guerra sua máxima expressão, ou de Maurice Duverger, como luta ou combate de indivíduos e grupos para conquistar o poder que os vencedores usariam em seu proveito. Também está Max Weber, que define a política estritamente em função do poder.
Uma perspectiva oposta contempla a política em um sentido ético, como uma disposição a fazer em uma sociedade utilizando o poder público organizado para conseguir objectivos proveitosos para o grupo. Assim as definições posteriores do termo têm diferenciado poder como forma de acordo e decisão colectiva, de força como uso de medidas coercitivas ou a ameaça de seu uso.
Uma definição intermediária, que abarque às outras duas, deve incorporar ambos momentos: médio e fim, violência e interesse geral ou bem comum. Poderia ser entendida como a actividade de quem tentam obter o poder, o reter ou ejercitarlo com vistas a um fim que se vincula ao bem ou com o interesse da generalidad ou povo.[1]
Todas as ideologias políticas se agrupam em torno de duas dimensões que são a económica e a social. A dimensão económica está integrada por duas ideologias opostas, esquerda-direita, que formam uma linha horizontal e a dimensão social está integrada por outras duas ideologias opostas, autoritarismo-libertarismo,[2] [3] [4] que formam uma linha vertical. Juntas estas duas dimensões integram um mapa ideológico no qual podemos encontrar quatro grandes sistemas como o totalitarismo, capitalismo, socialismo e o liberalismo, e o ponto em onde se cruzam as duas linhas se considera como o centro político.[3] [4]
É uma ideologia encasillada entre o autoritarismo e a ideologia esquerdista. As pessoas nesta categoria desejam um governo para desempenhar duas funções essenciais, o primeiro é fazer cumprir a ordem moral e o segundo é garantir que o Estado ou seus membros sejam os principais beneficiarios das acções dos indivíduos.
Capitalismo é uma ideologia encasillada entre o autoritarismo e a ideologia de direita. O capitalismo costuma apoiar-se em um conservadurismo das normas morais e sociais tradicionais tendendo a resistir as mudanças rápidas, onde "estas normas tradicionais" estão destinadas a ser o tipo de ordem moral que existia desde sempre na cultura. Em um estado conservador, os cidadãos estão sujeitos à autoridade estatal, principalmente nos aspectos sociais de sua vida, mas costuma ter uma grande liberdade no aspecto económico coexistiendo com uma grande competitividade individual e empresarial.[2] [3] [4]
No espectro de quadrantes é uma ideologia encasillada entre o libertarismo e a ideologia esquerdista. O socialismo acha que a sociedade deve organizar-se ao longo das linhas sociais em benefício de todos, em lugar de pára o que se percebe como o benefício de uns poucos. Suas principais ideias são a oposição ao capitalismo, e uma crença na igualdade, tanto política como económica.[2] [3] [4]
É uma ideologia encasillada entre o libertarismo e a ideologia de direita. O liberalismo considera à liberdade individual como o mais alto valor social e na vida económica. Favorece o direito a disentir da ortodoxia ou princípios estabelecidos pelas autoridades sociais ou económicas. Esta definição combina os aspectos sociais do liberalismo dos Estados Unidos com os aspectos económicos do liberalismo europeu.
Esquema bidimensional que mostra a subdivisión das ideologias principais dentro do espectro político. |
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Esquema bidimensional que mostra a colocação de diferentes personagens históricas dentro do espectro político. |
Consideram-se outras dimensões aparte de dois típicas, em função de se procura-se o perfeccionamiento da humanidade ou de só uma cultura, nação, sociedade ou indivíduo, se uma ideologia é progressista ou conservadora, individualista ou totalista, se há aceitação ou rejeição da propriedade privada,[5] ou em função de se sua cultura esta influenciada por outras. [6] [7] [8]
São aquelas ideologias que propõem um finalismo histórico racionalista ou positivista baseado só no perfeccionamiento da humanidade (antropocentrismo) que vai para além das decisões individuais ou colectivas. Vêem à história como um caminho de realização e perfeccionamiento. As ideologias económicas de direita acham que já se chegou a tal perfeccionamiento após o movimento ilustrado e da revolução francesa, enquanto as ideologias económicas de esquerda que surgiram após a revolução industrial consideram que esta sociedade é injusta e que a plena realização humana só dar-se-á quando seja superada.[5]
Ao invés das ideologias românticas, que não costumam se identificar com o status quo, as ideologias evolucionistas se identificam com posturas progressistas ou reformistas.[5]
São as ideologias que pelo contrário das ideologias racionais propõem um finalismo histórico romântico baseado nos ideais individuais ou colectivos. Não vêem à história como um caminho de realização e perfeccionamiento.[5] Algumas ideologias como o libertarismo carecem de um finalismo histórico concreto e negam todo determinismo histórico que restrinja ou atente na contramão da liberdade individual. As ideologias autoritarias vêem como o sujeito da história à nação, à cultura ou à lei do mais forte (egocentrismo, teocentrismo, etnocentrismo ou estatocentrismo). Este domínio não tem uma fundamentación racional senão vital e emocional.[5] A diferença das ideologias dentro do espectro progressista que adoptam mudanças parciais e graduais próprios de posturas reformistas, as ideologias românticas se associam mais a mudanças totais próprios de posturas revolucionárias, reaccionarias e militaristas.[5]
As ideologias que promovem o colectivismo ou totalismo são as que dão prioridade ao colectivo sobre o indivíduo argumentando que sem sociedade não há indivíduos.[5] Quando o estado se converte no centro da vida política restringindo as liberdades individuais o totalismo se transforma em totalitarismo.[5] Enquanto no totalitarismo é mais importante a nação sobre o indivíduo, no totalismo é mais importante a sociedade, por isso o nome de socialismo.[5] No nacionalismo extremo é mais importante que o indivíduo o contexto cultural, as tradições, a religião, a língua e inclusive algumas vezes a raça (etnocentrismo).
As ideologias que promovem o individualismo são as que dão prioridade ao indivíduo sobre o colectivo argumentando que sem indivíduos não há sociedade.[5] O que distingue às ideologias capitalistas e liberais racionais das outras ideologias individualistas é o contrato social, que para sua execução requer de um estado que o faça valer em pró de garantir as liberdades individuais. Enquanto as ideologias dentro do liberalismo extremo, económico e do socialismo moral são tão zelosas de sua liberdade que negam ao contrato social o interpretando como uma forma de autoritarismo. No capitalismo extremo e no económico considera-se à corporación ou empresa privada como pessoa jurídica (diferente de uma pessoa física) que com frequência possui direitos amparados pela lei similares àqueles de uma pessoa natural ou indivíduo, em onde na maioria das vezes, o poder tem sido transferido do estado às grandes corporaciones ou empresas privadas.
Umas ideologias interpretam à propriedade privada como indispensável para a marcha da economia e para o exercício efectivo da liberdade individual como é no caso do liberalismo.[5] No caso do capitalismo e o totalitarismo moral não anulam o direito à propriedade privada mas também querem pôr ao serviço dos interesses de um estado ou ideologia dominante. Pelo contrário, no capitalismo extremo e económico, o estado está ao serviço dos interesses da empresa privada, o qual o poder se transferiu desde o estado ou sociedade às grandes corporaciones (corporatocracia) formadas por uma sociedade mercantil controlando os meios de produção. O liberalismo extremo e económico através da contraeconomía, tratam de suprimir ou anular ao estado por médio de empresas privadas (empresa agorista) por médio do mercado livre e o anarquismo de mercado, convertendo aos trabalhadores e indivíduos em general, em empresários radicais que controlam os meios de produção. Opõem-se à responsabilidade limitada (despersonalizada) das corporaciones e à propriedade inmaterial do capitalismo extremo e económico considerando-a um privilégio forçado e ilegítimo. Em mudança, pensam que as propriedades materiais (como solos) sim podem ser privadamente apropriados.
O totalitarismo e o socialismo racionais são ideologias que interpretam à propriedade privada dos meios de produção como a origem de todos os males sociais.[5] Em mudança as ideologias socialistas e liberais morais argumentam simplesmente que a propriedade privada é um roubo se não se ocupa ou trabalha, distinguindo daquela propriedade pessoal legítima produto do trabalho sobre uma propriedade natural, aceitando algum grau de privatismo , baixo a concepção de que a humanidade pertence à natureza e não esta à humanidade. As posturas ideológicas dentro do socialismo extremo a diferença das duas anteriores defende que a propriedade natural é igualitaria. O socialismo extremo e económico é antagónico com qualquer modelo de organização corporativa mercantil (a empresa privada do capitalismo extremo e económico) ou centralista (a empresa estatal do totalitarismo extremo e económico) que controlam os meios de produção, e aboga pelo manejo destes meios por parte dos mesmos trabalhadores criando corporaciones (empresa autogestionada) formadas por uma sociedade civil normalmente de índole sindical. O modelo de empresa das ideologias socialistas e liberais morais é a cooperativa considerada a médio caminho entre o individualismo e o colectivismo económico, já que tenta combinar armonicamente propriedade privada, empresa privada, competitividade e economia de mercado junto com democracia directa interna, empresa de autogestión, colaboração mútua, mercados sociais e outras formas de solidariedade voluntária.
Os renacimientos são outro tipo de ideologias dinâmicas de um marco histórico bem mais amplo que pode adoptar tintes progressistas ou românticos já seja com o fim de melhorar a humanidade ou com o fim de cumprir os ideais individuais e colectivos de uma cultura ou uma nação tomando como marco de referência sociedades, civilizações ou culturas afines preexistentes mais antigas. Portanto diferencia-se do reformismo e as revoluções, na que estes só se baseiam em mudanças que dão soluções a problemáticas geradas dentro do mesmo curso de sua história, enquanto um renacimiento toma de referência para a solução de seus problemas a forma de proceder de outras culturas morridas mais antigas.[7] Em outras palavras o renacimiento é a adopção de uma solução já estabelecida em outra cultura, enquanto o reformismo e as revoluções são produto do dinamismo interno e de adaptação ao médio dando novas soluções inventadas dentro do curso da história da mesma cultura. Exemplo de um renacentismo recente é o Partido Nacionalsocialista Operário Alemão, já que este misturou a ideologia do partido com aspectos da cosmogonía germánica precristiana.
O herodianismo, kemalismo ou aculturación política é uma espécie de mudança por imitação que se diferencia do renacimiento em que a solução a problemáticas se tomam não de outra cultura antiga senão de uma cultura dominante, competidora ou paralela na escala temporária, isto é, adoptam soluções prestadas tanto na dimensão social como económica, enquanto o reformismo só costuma tomar mudanças prestados da dimensão económica mas guardam características na dimensão social a ajustando ao novo contexto com tintes próprios. Exemplos de herodianismo em épocas recentes poder-se-iam citar ao Movimento Nacional Turco de Mustafa Kemal Atatürk durante os anos treintas, e ao movimento neoliberal em Latinoamérica entre as décadas dos ochentas e noventas.[6] [8]
O processo de aculturación política não é um processo exclusivo das culturas dominadas, senão também um processo que costuma afectar à cultura dominante em sua afán de abarcar todas as culturas (universalismo e globalização), como actualmente é o caso de ocidente mediante uns processos denominados multiculturalismo e relativismo cultural.[6] [8]
O zelotismo esta em contraposição ao herodianismo,[6] na escala de dominancia, e o renacentismo, na escala temporária, é uma ideologia que recusa o processo de aculturación política tomando uma posição normalmente de índole ultra conservador ou etnocentrista aceitando só os parámetros sociais e económicos de sua cultura actual. O antagonismo entre herodianismo e zelotismo é análogo ao antagonismo entre progresismo e conservadurismo, mas diferem como o plano de antagonismo entre as primeiras é em relação às interacções com outras culturas, enquanto o antagonismo das segundas é em relação a interacções dentro de uma mesma cultura.
Os primitivistas recusam desde sociedades agrárias até as sociedades mais modernas (industriais) argumentando que a melhor sociedade é aquela onde o homem se encontra em seu estado mais natural (caça-recolección). Qualificam à civilização e seus derivados como formas de imposição. Ainda que os ideólogos principais são ocidentais estes vêem ao progresismo como um mito monstruoso baseado na falsa ideia de um desenvolvimento ilimitado sem tomar em conta que os recursos são limitados ou as técnicas são efémeras, como no caso do petróleo (sociedades modernas-industriais) ou a terra arable (sociedades agrárias).
O marketing político é o conjunto de técnicas de investigação, planejamento, gerenciamiento e comunicação que se utilizam no desenho e execução de acções estratégicas e tácticas ao longo de uma campanha política, seja esta eleitoral ou de difusão institucional. Na actualidade o Marketing Político apresenta duas características adicionais: a mediatización e a videopolítica.
Conquanto existem numerosas similitudes técnicas e metodológicas entre o Marketing Político e o Marketing Comercial, seus objectivos diferem notavelmente. No mundo comercial a lógica de mercado tem como objectivo principal a satisfação de uma necessidade. Na esfera política a lógica de mercado tem como objectivo a eleição de uma alternativa.